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Arte RatoFX

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O mastologista Ruffo de Freitas Júnior diz que o ideal é que as mulheres mantenham o índice de massa corporal abaixo de 25

Um estudo publicado recentemente no jornal “Cancer Epidemiology, Biomakers & Prevention” aponta que uma hora de exercício físico por dia diminui o risco de câncer de mama em até 14%, em comparação com mulheres que caminham menos de três horas por semana. A informação foi divulgada pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) para celebrar o Dia Mundial de luta contra o câncer, comemorado nesta terça-feira (8/4).

“A incidência do câncer está ligada ao sedentarismo. Exercício físico e perda de peso são fundamentais para a saúde da mulher”, esclarece Ruffo de Freitas Júnior, presidente da SBM. Ele também lembra que mudanças na dieta para reduzir o colesterol ajudam na prevenção de células cancerígenas.

O mastologista diz que o ideal é que as mulheres mantenham o índice de massa corporal abaixo de 25, pois quanto maior o peso e a idade, maiores as chances da mulher de desenvolver câncer de mama, principalmente no período após a menopausa. Isso porque um dos principais hormônios produzidos pelo tecido gorduroso é o estrógeno, que serve como ‘combustível’ para as células cancerígenas, explica ele.

Do Correio Braziliense

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Quase 40% das mulheres entre 14 e 25 anos de idade não usam ou quase nunca usam camisinha em suas relações sexuais. Entre os homens de mesma idade, um em cada três declarou não usar o contraceptivo ou usá-lo pouco. Os números foram divulgados hoje (26) no 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, elaborado pela Universidade Federal de São Paulo, que analisou o comportamento de 1.742 pessoas com idade entre 14 e 25 anos.

O levantamento apontou que quase um terço das mulheres com idade entre 14 e 20 anos engravidou pelo menos uma vez. O índice de aborto neste grupo etário, seja ele provocado ou natural, alcançou 12%, ou seja, uma em cada dez mulheres entre 14 e 20 anos abortou.

Entre os homens menores de 20 anos, cerca de 2% declararam ser pai. “Temos aí um problema de saúde pública que não está sendo discutido”, disse Clarice Madruga, uma das coordenadoras do levantamento, em entrevista à TV Brasil.

Segundo ela, a pesquisa demonstra que a juventude assume muitos comportamentos de risco. “Sabemos que a juventude é um período de maior vulnerabilidade e o cérebro não está completamente formado, então, as pessoas se expõem mais e têm menos controle de impulso”, disse ela.

Da EBC

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As mulheres são mais propensas do que os homens a morrer de ataque cardíaco devido a um diagnóstico mal feito que atribui seu mal-estar a um ataque de ansiedade, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira no Canadá.

Cientistas da Universidade de McGill em Montreal pesquisaram a diferença de mortalidade entre homens e mulheres que sofrem ataques do coração.

Para isto, interrogaram 1.123 pacientes de 18 a 55 anos hospitalizados em 24 instituições do Canadá, mas também em um hospital dos Estados Unidos e outro da Suíça. Os pacientes, todos com síndrome coronariana aguda, responderam aos cientistas nas 24 horas posteriores à sua entrada no centro médico.

As mulheres entrevistadas tinham origem sócio-econômica mais modesta do que os homens que participaram do estudo. Por fim, elas demonstraram correr mais riscos de sofrer de diabetes e hipertensão, havia mais casos de doenças cardíacas em suas famílias e tinham mais possibilidades de sofrer de depressão e ansiedade do que os homens.

Os cientistas, cujos estudos são publicados na revista da Associação Médica do Canadá, constataram que, em média, os homens eram mais submetidos a eletrocardiogramas rápidos e desfibrilação do que as mulheres.

Os pesquisadores explicam esta diferença de tratamento pelo fato de que as mulheres costumam recorrer com mais frequência do que os homens ao serviço de emergência com dor torácica de origem não cardíaca.

Além disso, “a prevalência da síndrome coronariana aguda é menor entre as mulheres jovens do que entre os homens jovens”, disse a principal pesquisadora do estudo, Louise Pilote.

Estes resultados, explicou, sugerem que o pessoal médico têm mais probabilidades de confundir um evento cardíaco nas mulheres com sintomas de ansiedade.

Do Terra

África é responsável por mais de 160 mil mortes de mulheres relacionadas à gestação, das 287 mil que ocorrem no mundo anualmente (BOLD / Divulgação)

Reduzir a mortalidade materna e perinatal no mundo. É com esse objetivo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Departamento de Medicina Social (DMS), da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP firmaram parceria para o desenvolvimento e implementação do Projeto Better Outcomes in Labour Difficulty – Melhores resultados em dificuldades do trabalho de parto (BOLD).

A iniciativa, liderada pela OMS, por meio dos Departamentos de Saúde Reprodutiva e Pesquisa (RHR) e de Saúde Materna, Neonatal, Saúde da Criança e do Adolescente, além do DMS da FMRP, conta com a participação de instituições da Finlândia, Nigéria e Uganda. O lançamento oficial ocorreu na sede da OMS, em Genebra, na Suíça, nos dias 11 e 12 de fevereiro. Financiado e apoiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, a primeira fase do projeto já conta com US$ 3 milhões para o seu desenvolvimento.

Com mais de 160 mil mortes de mulheres relacionadas à gestação, das 287 mil que ocorrem no mundo anualmente, o continente africano será o primeiro a receber o BOLD. “Para se ter uma ideia global, 99% das mortes maternas acontecem em países em desenvolvimento e 1% em países desenvolvidos. No Brasil, esse número gira em torno de 1,7 mil mortes por ano”, afirma o professor João Paulo Souza, da FMRP, e um dos coordenadores do Projeto BOLD, que terá duas fases.

Fases

A primeira fase será de coleta de dados em doze hospitais, na Nigéria e em Uganda, países da África, onde menos da metade das mulheres chegam a um hospital para o trabalho de parto. Ainda na primeira fase será desenvolvida uma nova ferramenta para auxiliar médicos, parteiras e até pessoas leigas, na tomada de decisão sobre os procedimentos durante o trabalho de parto. Batizada de Simplified, Effective, Labour Monitoring-to-Action tool (SELMA), a ferramenta será um orientador, que vai guiar o manejo do trabalho de parto.

A SELMA será desenvolvida e analisada pelos pesquisadores do DMS e virá como uma alternativa ao partograma, outra ferramenta que existe desde 1970, mas que tem apresentado problemas fundamentais, segundo Souza. “Imaginamos esse sistema orientando, por exemplo, que o usuário rompa a bolsa da paciente, ou que considere fazer uma cesárea”, diz o professor. A duração desta fase será de dois anos. Com expectativa de início para 2016, a segunda fase terá duração de cinco anos e será de implementação e expansão do projeto. A ideia é que ele seja desenvolvido em mais dez países do continente africano.

Em um mundo onde as diferenças se mostram cada vez maiores, a esperança parece estar naquilo que é uma das principais manifestações da desigualdade, a tecnologia. E é utilizando-se dela que a OMS, juntamente com seus parceiros pretende diminuir as mortes relacionadas à gestação.

A escolha da África como primeiro continente a receber as atividades do projeto, vai além dos números, chegando a alguns problemas peculiares como, por exemplo, a baixa qualidade dos hospitais africanos e a dificuldade das mulheres em frequentá-los. “No Brasil, em 1940, as mulheres davam a luz em casa e, ao longo de duas décadas elas passaram a dar à luz em hospitais, mas essa não é a realidade do continente africano hoje”, conta Souza.

Desenvolver o projeto de pesquisa, coordenar e supervisionar sua implantação em instituições e comunidades africanas, gerenciar e analisar os dados produzidos, realizar modelagem estatística e computacional, além de desenvolver a ferramenta SELMA, serão as tarefas que o DMS da USP estará encarregado. Acompanhe o projeto pelo site.

Da EBC

Em São Paulo, SUS já disponibiliza fórmulas às crianças com APLV (Bradleypjohnson CC)

Crianças de 0 a 2 anos de idade sem possibilidade de aleitamento materno e que sofram de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) têm direito a receber fórmulas alimentares especiais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Essa é a posição do Ministério Público Federal em Santa Catarina, que ajuizou ação civil pública para garantir o acesso à alimentação especial de crianças que se encontrem nessa condição em todo o território nacional.

Estima-se que a alergia alimentar alcance aproximadamente seis de cada cem crianças, sendo que a desencadeada pela proteína do leite de vaca é a mais frequente, alcançando cerca de 80% dos casos infantis. Sua ocorrência frequentemente desencadeia manifestações digestivas (como vômitos, diarreia crônica, refluxo e perda de sangue nas fezes), cutâneas (como urticária, inchaço e lesões na pele) e respiratórias (como rinite, asma e broncoespasmos), além de comprometimento do sistema imunológico. Ainda mais grave, o risco nutricional e a desnutrição infantil nessa fase da vida estão associados ao atraso no crescimento e no desenvolvimento físico, motor, neurológico e cognitivo, podendo repercutir em impactos por toda a vida.

A ação do Ministério Público Federal pretende que o SUS implante protocolo de tratamento das crianças com APLV e disponibilize as fórmulas alimentares conforme a necessidade nutricional, de acordo com regras científicas estabelecidas e que já se encontram em aplicação em algumas unidades da federação, como é o caso do Estado de São Paulo.

Segundo o procurador regional dos direitos do cidadão Maurício Pessutto, autor da ação, existem evidências científicas suficientes a demonstrar a necessidade do SUS disponibilizar as fórmulas às crianças com APLV, tanto é que alguns Estados, mesmo na omissão do Ministério da Saúde já passaram a fornecê-la. “A situação fere o direito de igualdade de acesso à saúde, pois uma criança nascida em São Paulo recebe o tratamento, enquanto que a nascida em Santa Catarina não. Especialmente as famílias mais carentes são as mais prejudicadas, pois não têm recursos para comprar a fórmula alimentar e a criança padece em risco nutricional”, afirma o procurador.

Da EBC

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Meninas de 11 a 13 anos começam a ser imunizadas hoje (10) contra o papiloma vírus humano (HPV), principal causador do câncer de colo de útero. A orientação do Ministério da Saúde é que a primeira dose seja oferecida nas escolas (públicas e particulares), mas a vacinação também poderá ser feita em postos de saúde de todo o país.

A meta do governo é vacinar 80% do público-alvo, formado por 5,2 milhões de meninas. A vacina distribuída na rede pública previne contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo.

Para se imunizar é preciso apresentar o cartão de vacinação ou um documento de identificação. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar o esquema de proteção, sendo a segunda aplicada depois de seis meses, e a última, cinco anos após a primeira.

Em 2015, a vacina contra o HPV será oferecida para meninas de 9 a 11 anos e, em 2016, para as de 9 anos.

O câncer de colo de útero tem a terceira maior taxa de incidência entre os cânceres que atingem as mulheres, atrás apenas do câncer de mama e do câncer de cólon e reto.

Confira o esquema de vacinação adotado em todo o país:

Esquema de Vacinação

Fonte: Ministério da Saúde

Da EBC

Foto – Eric Gaillard/Reuters

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) divulgou nesta quinta-feira (13) um texto em que reitera sua defesa à realização da mamografia anual a partir dos 40 anos. A recomendação do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de que o exame seja feito apenas a partir dos 50, e somente a cada dois anos. O comunicado da SBM foi escrito em resposta a um grande estudo canadense publicado esta semana pelo “British Medical Journal”, segundo o qual mamografias e exames clínicos anuais têm a mesma eficácia no que se refere a diagnóstico e mortalidade por câncer de mama.

A pesquisa contou com 90 mil mulheres de 40 a 59 anos, divididas em dois grupos: no primeiro, as participantes faziam mamografias todos os anos. No segundo, apenas o exame clínico anual (quando o médico apalpa as mamas e axilas para detectar possíveis alterações). O número de diagnósticos de câncer em ambos os grupos foi semelhante, assim como a mortalidade pela doença (500 e 505, respectivamente), em um acompanhamento que durou 25 anos. Os resultados para as mulheres de 40 a 49 anos também foram similares aos do grupo de 50 a 59 anos.

Em outras palavras, o estudo indica que submeter as mulheres a mamografias anuais pode não ser uma boa ideia. Não só pelo risco que a exposição acumulada à radiação que o exame envolve (e que a longo prazo pode aumentar a propensão ao câncer). Mas pelo alto índice de superdiagnóstico, ou seja, de tumores descobertos que não iriam necessariamente evoluir, levando mais mulheres a realizarem biópsias, cirurgias e tratamentos sem necessidade. Segundo o trabalho canadense, 22% dos cânceres detectados nas mamografias não precisariam ter sido tratados.

Outra realidade

Para a SBM, a realidade do Canadá difere do Brasil, já que lá o sistema de saúde é “mais adequado” e a mulher, “mais disciplinada”. “Essas duas situações juntas certamente contribuíram favoravelmente para que as mulheres que foram submetidas ao exame físico e encaminhadas para tratamento logo no início pudessem ter acesso ao serviço de saúde pública com rapidez, o que não acontece no Brasil”, diz o texto.

A entidade cita um trabalho publicado este ano pelo Grupo Brasileiro de Estudos em Câncer de Mama que mostra que mulheres brasileiras de vários Estados tratadas nos serviços privados tiveram o dobro de chance de apresentar o diagnóstico de câncer avançado em relação as que utilizam o sistema público. Essa diferença fez com que houvesse uma chance de 10% a mais das pacientes morrerem por câncer de mama no serviço público. Quem vai a médicos particulares ou tem planos de saúde sabe: os médicos em geral pedem uma batelada de exames, muitas vezes por exigência dos pacientes.

A SBM deixa claro que o Brasil ainda não conseguiu diminuir sua taxa de mortalidade por câncer de mama, o que já ocorreu no Canadá. “É possível verificar uma estabilização e discreta redução nas mortes no Sul do país, onde há rastreamento mais adequado, mas no Centro-Oeste e no Norte o índice ainda é bastante alto.

Será que os resultados teriam sido diferentes se o estudo tivesse feito no Brasil, e não no Canadá? Para o médico Arn Migowski, sanitarista e epidemiologista do Inca, não necessariamente. “A incidência de câncer de mama é maior lá; não se sabe exatamente a razão, mas provavelmente porque a população canadense é mais idosa, tem menos filhos e engravida mais tarde”, explica.

O médico ressalta que os tratamentos contra a doença evoluíram, o que diminui um pouco a importância do diagnóstico precoce. Também lembra que, em países onde as mulheres têm mais informação, o impacto dos rastreamentos também pode ser menor. E, nesse quesito, as brasileiras não estão muito bem: “Aqui acontece de a mulher ter um tumor palpável e só descobrir ao fazer a mamografia”, comenta.

Riscos

O representante do Inca afirma que a maioria dos casos de câncer é descoberta na apalpação, ou pelo médico, ou pela mulher, que percebe alguma alteração e marca uma consulta. E pondera, ainda, que os cânceres mais agressivos muitas vezes aparecem nos intervalos entre os exames e evoluem muito rápido. “Essa ideia de que a mulher tem um câncer grave porque não fez mamografia é equivocada”, diz.

Para Migowski, apesar de entender as limitações do Brasil, é preciso que as mulheres saibam que fazer a mamografia tem seus riscos. Primeiro, o de não detectar um tumor, o que pode acontecer, especialmente se as imagens e o laudo não tiverem qualidade. Segundo, o de descobrir um câncer de evolução lenta que talvez nem precisasse ser tratado (vale lembrar que a quimioterapia e a radioterapia têm efeitos a longo prazo). “A paciente tem a sensação de que a mamografia salvou sua vida, mas não é assim”, observa.

Para as mulheres, enquanto as entidades médicas não chegam a um acordo sobre a frequência mais adequada para realizar o exame, resta o conselho de conhecer bem o próprio corpo e ficar atenta a qualquer alteração. E o que é mais difícil: ter acesso, todo ano, a um médico atencioso, que saiba dosar os riscos e benefícios e pedir a mamografia quando necessário.

Do UOL

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O estudo, um dos maiores já feitos sobre o exame, foi feito ao longo de 25 anos com cerca de 90 000 mulheres

Um novo estudo feito no Canadá concluiu que submeter-se a mamografia todos os anos não diminui o risco de morte por câncer de mama em comparação com realizar apenas exames físicos para detectar a doença. A pesquisa, uma das maiores já realizadas sobre o assunto, avaliou cerca de 90 000 mulheres de 49 a 59 anos ao longo de 25 anos.

Ainda segundo o trabalho, um em cada cinco casos de câncer de mama diagnosticados pelo exame durante o estudo não representava uma ameaça à saúde da mulher — ou seja, não precisaria ser combatido com quimioterapia, radioterapia ou cirurgia.

Exame — A mamografia é indicada para a detecção precoce de câncer de mama. Não há uma regra que determine a partir de qual idade uma mulher deve ser submetida ao exame, ou com qual periodicidade. O que existem são recomendações de entidades médicas e órgãos públicos a partir de fatores econômicos e pesquisas consistentes sobre o assunto. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), por exemplo, recomenda a mamografia a cada dois anos para mulheres entre 50 e 60 anos.

As diferentes diretrizes e a postura dos médicos sobre a mamografia estão longe de alcançar um ponto em comum. Por um lado, o exame pode detectar tumores potencialmente agressivos, de modo que as pacientes comecem um tratamento precoce e aumentem suas chances de sobreviver. Por outro, existe a possibilidade de haver diagnósticos em excesso, ou seja, de detectar e tratar cânceres inofensivos, que não apresentariam sintomas ou colocariam a vida da paciente em risco.

Comparação — No novo estudo, que começou em 1988, parte das participantes foi submetida a mamografias e exames físicos anuais durante cinco anos. Em um grupo de controle, ficaram as participantes que fizeram apenas os exames físicos. Todas foram acompanhadas ao longo dos anos seguintes.

Até o final do estudo, 3 250 mulheres do grupo da mamografia e 3 111 do grupo de controle foram diagnosticadas com câncer de mama, sendo que a doença resultou na morte de 500 e 505 delas, respectivamente. Ou seja, a taxa de mortalidade foi praticamente a mesma. A pesquisa completa foi publicada nesta terça-feira no periódico British Medical Journal.

De acordo com os pesquisadores, os resultados sugerem que é necessária a reavaliação de algumas características do rastreio do câncer de mama pela mamografia. Em um editorial publicado junto com o estudo, pesquisadores da Universidade de Oslo, na Noruega, defendem que mamografia anual não deve ser recomendada a mulheres com menos de 60 anos. Eles concordam que a indicação da mamografia precisa ser revista – mas acreditam que seria uma tarefa difícil, já que “o governo, fundos de pesquisa, cientistas e médicos podem ter interesse em continuar as atividades assim como estão estabelecidas”, escrevem.

Contraponto — Segundo a radiologista Elvira Marques, diretora do serviço de imagem das mamas do Hospital A. C. Camargo, a pesquisa canadense apresenta uma série de ressalvas. “As cinco mamografias anuais do estudo foram realizadas entre 1988 e 1992. Desde então, a qualidade do mamógrafo aumentou, a técnica do exame foi aperfeiçoada e a preparação das pessoas que realizam o exame está melhor”, disse a médica ao site de VEJA. “Além disso, as pessoas que realizaram as mamografias nesse estudo foram treinadas durante apenas um mês, o que é muito pouco.”

Em entrevista ao jornal The New York Times, Richard Wender, da Sociedade Americana do Câncer, disse que a combinação dos resultados de estudos sobre mamografia mostra que, na verdade, o exame reduz a taxa de mortalidade por câncer de mama em ao menos 15% entre mulheres na faixa dos 40 anos e em 20% ou mais entre pacientes mais velhas. Segundo ele, a mamografia, assim como o avanço dos tratamentos contra a doença, é responsável pela queda do número de mortes pela doença.

Da Veja.com

Janaina Fortes, de 31 anos, fez campanha para doação de sangue (Foto: Arquivo Pessoal/Janaina Fortes)

Janaina Fortes, de 31 anos, tinha câncer no fígado e precisava operar. Hospitais de Santos não tinham sangue suficiente e ela mobilizou doadores.

Uma jovem de Santos, no litoral de São Paulo, fez uma campanha de doação de sangue nas redes sociais depois que sua cirurgia foi cancelada por falta de estoque de sangue no Hospital Guilherme Álvaro. Só depois da campanha, ela conseguiu mobilizar dezenas de pessoas e realizar o procedimento cirúrgico para a retirada dos tumores do fígado.

Janaina Fortes, de 31 anos, descobriu que tinha câncer no fígado no começo do ano passado. Formada em logística, a jovem saiu de Santos para trabalhar nos Estados Unidos. Nas primeiras semanas em território americano, Janaina passou mal e foi submetida a uma cirurgia. De acordo com o pai dela, o aposentado Jadir Matheus, Janaina fez uma série de exames, retornou ao Brasil e descobriu a doença. “Ela começou o tratamento aqui em Santos. Fez quimioterapia por cerca de 3 ou 4 meses. Ela estava com três nódulos grandes e com a quimioterapia reduziu o tamanho deles para poder operar”, explica.

A cirurgia de Janaina estava marcada para o dia 21 de janeiro, mas ela só poderia realizar o procedimento com uma condição. “O médico queria quatro bolsas de sangue, pelo menos. Só tinha duas”, lembra o pai. Por isso, Janaina resolveu fazer uma campanha em sua página na rede social. Ela postou uma mensagem no dia 21 de janeiro anunciando que estava indo realizar a cirurgia, dizendo que o problema de saúde dela era sério e que iria precisar de sangue. Ela indicou os locais de doações de sangue em Santos e pediu orações. A mensagem foi compartilhada por centenas de pessoas, o que ajudou a informação a ser divulgada e mobilizou dezenas de doadores.

Alguns dias depois, porém, Janaina publicou novamente nas redes sociais um novo pedido. Segundo ela, a cirurgia tinha sido adiada por falta de estoque de sangue no Hospital Guilherme Álvaro. Ela agradeceu aos amigos doadores e disse que continuaria aguardando o dia da cirurgia, que tinha sido remarcada para 31 de janeiro. A segunda mensagem publicada por Janaina foi bastante compartilhada novamente vezes e atraiu mais doadores ao banco de sangue.

Na última sexta-feira (31), Janaina Fortes foi internada no Hospital Guilherme Álvaro para realizar a cirurgia. Segundo o pai dela, os três nódulos foram retirados. “De acordo com os médicos, a cirurgia foi feita com sucesso”, conta Matheus. Janaina permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.

Para o pai dela, a campanha na internet mobilizou as pessoas a doarem sangue. Só assim, a filha dele conseguiu realizar a cirurgia. “Foi muito bom. É o meio mais rápido hoje em dia. Anunciou ali e veio bastante gente. Teve gente que veio que eu nem conhecia”, afirma.

Matheus afirma que gostaria que isso acontecesse mais vezes, não apenas por causa de uma campanha. “Eu acho que as pessoas tem que ter consciência e não esperar uma pessoa ou um parente precisar de sangue. Gasta pouco tempo para doar, tira sangue e pronto”, comenta Matheus.

Estoques baixos

De acordo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em razão da queda de doações registrada nos meses de dezembro e janeiro, o Hemonúcleo de Santos está com seu estoque de sangue 80% aquém do necessário.

O Hemonúcleo de Santos é responsável pelo abastecimento de cinco hospitais públicos da região. Por isso, todo sangue doado é distribuído para hospitais e clínicas e pode beneficiar mais de um paciente. A unidade precisa com urgência de doadores de sangue do tipo O, positivo e negativo, que se encontra em situação mais crítica de abastecimento.

A baixa quantidade de estoque de sangue é uma realidade não apenas no Hemonúcleo de Santos, que fica Hospital Guilherme Álvaro. Na Casa de Saúde de Santos, algumas cirurgias também poderão ser desmarcadas por falta de sangue.

Ainda segundo a secretaria, com a passagem das festas de fim de ano, são necessárias mais doações por conta do aumento dos acidentes que acontecem nesse período. Além disso, outro motivo que ajuda na queda das doações é o período de férias, quando boa parte da população costuma fazer viagens.

Como doar sangue?

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 67 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis), pesar no mínimo 50 kg e estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas).

É necessário estar em boas condições de saúde e evitar alimentação gordurosa pelo menos quatro horas antes da doação. Quem já é doador precisa respeitar os intervalos. Homens podem doar sangue quatro vezes por ano, em intervalos de 60 dias, e as mulheres até três vezes em doze meses, com pausas de 90 dias. Há locais de doação de sangue em vários pontos da Baixada Santista.

Do G1

Dra. Rachel Reis, ginecologista e obstetra, foi entrevistada ao vivo pelo Repórter Brasil. Ela critica a falta de habilidade dos médicos em fazer o parto da forma natural

Da EBC

Ig
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