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Arquivos para a ‘Ciência e Tecnologia’ Categoria

Foto: www.labiem.cpgei.cefetpr.br

A Comissão de Seguridade Social e Família realizará audiência pública nesta manhã para discutir a situação das brasileiras com próteses mamárias de silicone das marcas Pip (francesa) e Rofil (holandesa). A iniciativa do debate é dos deputados Eleuses Paiva (PSD-SP), Alexandre Roso (PSB-RS) e Cida Borghetti (PP-PR).

Conforme reportagens publicadas pela imprensa, 24,5 mil próteses mamárias da marca PIP, acusada de causar câncer em oito mulheres francesas, foram implantadas em 12,5 mil mulheres no Brasil. O Sistema Único de Saúde (SUS) se comprometeu a substituir todas as próteses gratuitamente.

As próteses dessa marca foram proibidas no mercado mundial no ano passado, após a descoberta de que o silicone era, na verdade, um produto industrial mais barato e não destinado ao uso médico. A empresa Rofil usou silicone feito pela PIP. As vendas do silicone da Rofil foram proibidas em 2010 na Holanda.

O silicone de baixa qualidade tende a se romper mais cedo que os comuns. Infiltrado em músculos, gânglios linfáticos, nervos e glândulas mamárias, o silicone extravasado leva a inflamações, infecções e nódulos.

Serão convidados para o debate os presidentes:

- da Anvisa, Dirceu Barbano;
- da Sociedade Brasileira de Mastologia, Carlos Alberto Ruiz;
- além do secretário-geral da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Denis Calazans Loma.
 

Da Agência Câmara de Notícias

Arte RatoFX

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira (18) que a pasta vai investir cerca de R$ 505 milhões na rede de unidades oncológicas do Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos serão aplicados em infraestrutura (R$ 325 milhões) e na compra de aceleradores lineares, equipamentos usados para radioterapia (R$ 180 milhões).

A previsão, de acordo com o ministério, é que nos próximos cinco anos sejam adquiridos 80 aceleradores lineares, expandindo o acesso ao tratamento para mais 28.800 pacientes ao ano.

Padilha explicou que a produção nacional desse tipo de equipamento só será possível com a futura instalação de uma fábrica no país, programada para entrar em atividade apenas em 2015.

“Hoje não existe nenhuma fábrica que produza acelerador linear no nosso país e [há] pouquíssimos fornecedores mundiais – na verdade, apenas dois grandes e outros de menor escala”, disse. “Isso fará com que a produção de equipamentos também seja cada vez mais sustentável, gere inovação tecnológica e empregos no nosso país”, completou Padilha.

As obras e os novos equipamentos devem ampliar tecnologicamente 48 unidades oncológicas que já oferecem radioterapia, além de criar mais 32 serviços. O objetivo, de acordo com o ministro, é reduzir a desigualdade no acesso aos serviços de radioterapia, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste e no interior do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste.

Atualmente, 135 dos 269 hospitais habilitados em alta complexidade em oncologia no SUS oferecem serviços de radioterapia. Há ainda 13 serviços fora de hospitais. Ao todo, a rede pública responde por 75% de todos os serviços no país voltados para essa área.

Apenas este ano, foram identificados 260 mil casos de câncer em mulheres, dos quais 27% são de mama e de colo do útero. O combate a esses dois tipos de câncer é considerado prioridade pela pasta.

Do Uol

Presidente Dilma Rousseff aparece entre mais influentes ao lado de perfil com inspiração hacker Foto: AFP

O perfil da presidente Dilma Rousseff no Twitter (@dilmabr) está entre os mais influentes do mundo, de acordo com um levantamento da agência de relações públicas Burson-Marsteller e pela companhia de análise de redes sociais Klout. Batizado de “Influenciadores do G20″, o estudo pretende elencar as 10 pessoas mais influentes no Twitter dos países que fazem parte do G20.

O último tweet de Dilma foi em dezembro de 2010. “Amigos,muito legal ser tão lembrada no twitter em 2010. Logo eu, que tive tão pouco tempo p/estar aqui c/vcs. Vamos conversar mais em 2011″, prometeu a política, que não apareceu mais na rede social pelo perfil pessoal.

Na Inglaterra, um dos perfis “mais influenciadores” é o dono de um blog “libertário” de política chamado Paul Staines, que usa o codinome de Guido Fawkes (@GuidoFawkes) – o soldado britânico que inspirou a máscara de Guy Fawkes, que representa a liberdade e o movimento Anonymous no planeta. No perfil, ele se chama de “membro da conspiração” e “pirotécnico 2.0″.

O G20 é composto de 19 países e a União Europeia, que, juntos, representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio global e dois terços da população. A lista de influenciadores brasileiros é completa pelos políticos Cristovam Buarque (@Sen_Cristovam), Geraldo Alckmin (@geraldoalckmin_), José Serra (@joseserra_),Soninha Francine (@SoninhaFrancine).

Além deles, também aparecem no estudo os jornalistas Ricardo Noblat (@BlogdoNoblat), Luis Nassif (@luisnassif), Lauro Jardim (@radaronline) e Miriam Leitão (@MiriamLeitaoCom) e o teólogo Leonardo Boff (@LeonardoBoff).

 Do Terra

Plenário do Supremo durante julgamento do aborto de feto sem cérebro nesta quinta (Foto: Nelson Jr. / STF)

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a interrupção de gravidez de fetos anencéfalos, também chamada antecipação terapêutica do parto. Na anencefalia, há a ausência da maior parte do cérebro e da calota craniana (parte superior e arredondada do crânio). Foram oito votos favoráveis e dois contrários.

Agora, a grávida que tiver diagnóstico de feto com anencefalia poderá interromper a gravidez legalmente, sem a necessidade de recorrer à Justiça, como era feito até então. Vale lembrar que caberá à gestante decidir se leva a gestação adiante ou realiza a antecipação terapêutica do parto.

O julgamento foi suspenso ontem, com cinco votos a favor da interrupção da gravidez neste caso e um contra, de Ricardo Lewandoski. Na quarta (11), defenderam a tese o relator Marco Aurélio de Mello, Rosa Maria Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Na quinta (12), juntaram-se a eles, Carlos Ayres Britto, Gilmar Mendes e Celso de Mello. O presidente da Corte, Cézar Peluso, foi contrário. Entre os 11 ministros, apenas Dias Tóffoli não participa do julgamento, porque já tratou do caso quando era advogado-geral da União.

Para a maioria dos ministros, não há aborto no caso dos anencéfalos porque não há vida em potencial. Consequentemente, não há crime. O aborto é permitido apenas em casos de estupro e de risco à vida da gestante.

O presidente da Corte, Cézar Peluso, afirmou que este foi “o maior julgamento da história do Supremo”. Votou contra a interrupção de gravidez de anencéfalos, comparando-a à pena de morte e à eutanásia. “Só coisa é objeto de disposição ou de direito alheio. O ser humano é sujeito de direitos”, disse. “Falar em morte inevitável é pleonástico; ela o é para todos”.

Os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes queriam que fosse incluída a necessidade de diagnóstico de anencefalia por dois médicos desconhecidos da paciente para que a interrupção da gravidez pudesse ser feita, mas a tese foi recusada. Também foi recusada a inclusão do termo “comprovadamente anencéfalos” no proclamação.

“[A interrupção da gravidez de anencéfalos] só é aborto em linguagem coloquial. Não é aborto em linguagem jurídica”, explicou Ayres Britto. “Se todo aborto é uma interrupção de gravidez, nem toda interrupção de gravidez é um aborto para os fins penais”, disse. O ministro ainda comparou os anencéfalos a “uma crisálida que jamais chegará ao estágio de borboleta”, porque “jamais alçará voo”.

Para o dissidente Lewandowski, a interrupção da gravidez de anencéfalos é aborto e não foi autorizada pelo Poder Legislativo, o que transformaria essa medida um crime.

Gilmar Mendes também chamou a interrupção de fetos anencéfalos de aborto, mas avaliou, diferentemente de Lewandowski, que o caso “está compreendido entre as duas clausulas excludentes da ilicitude”, ou seja, os dois motivos pelos quais o aborto é legal: estupro ou risco de vida da mãe. O ministro considerou o risco de vida da mãe, por acreditar que a gravidez de anencéfalo é torturante, por trazer problemas psicológicos e físicos, como outros ministros citaram. Mendes afirmou também que a saúde do feto não é a questão central, já que no caso do aborto por estupro essa possibilidade nem é levada em conta.

“A falta de um modelo institucional adequado contribui para essa verdadeira tortura física e psíquica, causando danos talvez indeléveis, na vida dessas pessoas”, afirmou. Ele disse ainda que o Ministério da Saúde deveria divulgar normas para diagnósticos claros de anencefalia. E que o ideal seriam dois laudos médicos confirmando a anencefalia antes que haja a interrupção a gravidez. O ministro admitiu ainda que a decisão do Supremo não impede o Congresso de editar uma lei que trate do assunto.

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Dilma vai a CNI sexta-feira, 13.04, conhecer programa do SENAI para ampliar inovação e qualificação profissional

Brasília – A presidente Dilma Rousseff  visitará a Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira, 13.04, a partir das 10h, para conhecer o Programa SENAI de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, com as iniciativas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial para ampliar a inovação tecnológica na indústria e a qualificação profissional até 2014.

O Programa, que terá investimentos da ordem de R$ 1,9 bilhão, dos quais R$ 1,5 bilhão provenientes de financiamento do BNDES, prevê, entre outras medidas, a criação de Institutos de Inovação e de Institutos de Tecnologia. Um dos seus principais objetivos é duplicar, para 4 milhões, em 2014, o número de matrículas em educação profissional na rede do SENAI.

A presidente da República irá percorrer exposição montada na CNI com projetos e equipamentos de última geração usados nas aulas do SENAI. Os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; da Educação, Aloizio Mercadante; da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, e os presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, e da Petrobras, Maria das Graças Forster, acompanham Dilma Rousseff.
 

Presidente encerrou visita oficial aos Estados Unidos com palestra em universidade.

Dilma Rousseff em Harvard. (Foto: BBC / AP Photo)

A presidente Dilma Rousseff encerrou na noite desta terça-feira (10) sua visita oficial aos Estados Unidos com um discurso na Universidade de Harvard, onde discutiu a necessidade de se melhorar a educação no Brasil e enumerou os avanços econômicos do país nos últimos anos.

A presidente também teve que se esquivar de questões delicadas dos estudantes da universidade, principalmente em relação à questão dos imigrantes brasileiros nos EUA e à situação política na Venezuela.

Em uma palestra de pouco menos de uma hora na Kennedy School of Government, a escola de governo de Harvard, Dilma classificou como “gravíssimo” o atraso na educação no Brasil. Afirmando ser necessário resolver o problema “da creche à pós-graduação”, ela afirmou que é preciso resolver alguns “deficits” que existem na pesquisa científica no Brasil, para que priorize a inovação.

“Não podemos dar mais importância a uma publicação do que uma patente. Nós temos que dar importância à patente”.

Educação

A primeira visita de Dilma aos EUA teve como foco a questão da cooperação entres dois países principalmente nas áreas de educação e inovação. Entre as principais pautas estava o programa Ciência sem Fronteiras, que pretende conceder 100 mil bolsas para alunos brasileiros em universidades do exterior.

Em Harvard, Dilma participou de atos de assinatura de acordos entre a universidade e o Ministério da Educação que preveem projetos conjuntos de pesquisa, intercâmbio de pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação, além da criação de uma bolsa para um professor-visitante brasileiro.

“O Brasil tem de correr muito para estar à altura dos desafios que nos apresentam no caso da ciência, tecnologia e inovação”, disse.

Aos citar as parcerias entre o governo e a universidade, Dilma provocou risos na plateia quando afirmou que o “Brasil precisa de Harvard”, mas que considerando que o país é hoje a sexta maior economia do mundo, “é bom para Harvard se aproximar do Brasil”.

Perguntas

Dilma também voltou a criticar o modo como os países desenvolvidos vêm combatendo os efeitos da crise econômica e criticou a desvalorização de moedas como o dólar, tema que já havia abordado em reunião com o presidente americano, Barack Obama, na segunda-feira (9).

A parte mais delicada da palestra, no entanto, aconteceu quando foi aberta uma sessão de perguntas da plateia. Dois estudantes venezuelanos questionaram a presidente a respeito da situação política na Venezuela, perguntando se ela teria alguma “recomendação” para o presidente Hugo Chávez e qual era sua opinião sobre o caso da juíza Maria Lourdes Afiuni, que está presa desde 2009, em uma situação criticada por ONGs e pela oposição.

Na primeira ocasião, ela respondeu que “não se arroga o direito de fazer recomendação para país nenhum”, após dizer que tem grande respeito por Chávez.

Em relação à segunda pergunta, Dilma disse “sempre defender os direitos humanos”, mas afirmando desconhecer o caso, criticou o “uso” dos diretos humanos para “para se fazer política”.

Um brasileiro perguntou se o governo também estaria estudando conceder bolsas de estudo para imigrantes que estejam ilegalmente nos EUA. A presidente respondeu que embora quisesse que os que emigraram “tivessem uma possibilidade”, a prioridade é para aqueles que estão no Brasil.

“Eu quero te dizer que talvez ao longo do meu governo, eu não tenha como atender os emigrantes. Eu tenho como protegê-los, mas não tenho como dar para todos os emigrados as mesmas condições que eu tenho de dar no Brasil”, disse.

Do G1

Dilma e Obama na Casa Branca - Foto: Kevin Lamarque/Reuters

No segundo e último dia de visita aos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff faz hoje (10) palestras em Boston, nas universidades de Massachussetts e Harvard. As duas instituições têm mulheres no comando. A presidente aproveitará a oportunidade para assinar acordos inseridos no programa Ciência sem Fronteiras – que pretende enviar 100 mil pesquisadores brasileiros para o exterior até 2014, a maioria para instituições norte-americanas.

Em seus discursos, Dilma defende a troca de experiências entre pesquisadores. O governo brasileiro quer aumentar a cooperação científica com os Estados Unidos e fazer com que um quinto dos cientistas inscritos como bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras faça intercâmbio em universidades e empresas norte-americanas.

No mês passado, ao visitar a Índia, a presidenta elogiou as instituições do país, destacando os avanços nas pesquisas de tecnologia de ponta e produtos farmacêuticos. A ideia é enviar 100 mil pesquisadores, em quatro anos, para diversos países: 20 mil só para os Estados Unidos.

O governo promete custear 75 mil bolsas e espera que a iniciativa privada viabilize outras 25 mil. O programa inclui desde bolsas sanduíche de graduação até pós-doutorados em 18 áreas de tecnologia, engenharia, biomedicina e biodiversidade.

Na visita aos Estados Unidos, a presidenta está acompanhada pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp , o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, e o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix.

Oliva deverá assinar acordos de intercâmbio científico entre o CNPq e dez universidades norte-americanas. Arbix participará do painel Pesquisa, Inovação e Mercado de Trabalho, no seminário Brasil-EUA: Parcerias para o Século 21, na Câmara de Comércio Americana, em Washington.

Dilma será homenageada hoje pelo governador de Massachussetts, Deval Patrick, com um almoço. Na Universidade de Massachusetts, a presidenta conhecerá um laboratório de inovação e participará de mesa-redonda com a comunidade acadêmica e científica.

Em Harvard, Dilma fará discurso na Kennedy School of Government e terá uma reunião com a reitora da Universidade de Harvard, Drew Faust. Nos Estados Unidos, o reitor da universidade é chamado de presidente. Em Harvard, Dilma tem um encontro com bolsistas brasileiros.

Dos 800 bolsistas do Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos, 31 estudam em oito universidades, entre elas Massachusetts, John Hopkins, Stanford e New York University. Pela agenda oficial, a presidente Dilma deverá deixar Boston por volta das 23h com destino ao Brasil. A previsão é que ela chegue amanhã (11) de manhã.

Do Uol

A presidente Dilma Rousseff em viagem à Índia na semana passada (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

A presidenta Dilma Rousseff viaja no domingo (8) para os Estados Unidos, retribuindo a visita oficial do presidente norte-americano, Barack Obama, há um ano ao Brasil. Nos próximos dias 9 e 10, Dilma irá a Washington e Boston. Ela retorna ao Brasil no dia 11. Em discussão, a crise econômica internacional, a Conferência Rio+20 e o programa Ciência sem Fronteiras. A ideia é estabelecer uma relação mais equilibrada entre brasileiros e norte-americanos.

Dilma pretende dizer a Obama que as diferenças entre Brasil e Estados Unidos não afastam, mas garantem a consolidação de parcerias e acordos nos mais diversos setores. Como exemplo, a presidenta deve citar os impactos da crise econômica internacional, que afetaram os países desenvolvidos e os em desenvolvimento.

A presidenta quer mostrar a Obama que o equilíbrio global também está associado à união de brasileiros e norte-americanos nos esforços para combater os efeitos da crise, aprofundando parcerias e acordos de cooperação. Em momentos anteriores, Dilma tem ressaltado que é impossível pensar em soluções amplas, sem incluir todos os países.

Em relação ao comércio bilateral, Dilma defenderá a busca pelo equilíbrio entre Estados Unidos e Brasil. Os norte-americanos estão, ao lado dos chineses, entre os principais parceiros comerciais dos brasileiros, mas há ainda um desequilíbrio da balança comercial, favorecendo os Estados Unidos. No ano passado, entretanto, houve um acréscimo 33,3% nas exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Dilma deve destacar nas conversas com Obama que o uso de energia renovável e biocombustíveis está entre as afinidades do Brasil e dos Estados Unidos. A presidenta não pretende mencionar as decisões protecionistas adotadas pelos norte-americanos, deixando que o assunto seja resolvido nas instâncias específicas, como a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Da Agência Brasil

 

Arte RatoFX

Um anel de silicone simples e barato pode reduzir à metade o risco de nascimento prematuro, uma das principais causas de morte de recém-nascidos e de problemas de saúde na vida adulta, segundo uma experiência divulgada na edição desta terça-feira (3) da revista The Lancet.

Médicos espanhóis testaram o dispositivo de US$ 49,50, conhecido como pessário, um tipo de supositório vaginal, em mulheres nos últimos três meses de gravidez com estenose vaginal, uma condição que fragiliza o assoalho pélvico e provoca o nascimento prematuro.

O pessário é projetado para fortalecer o colo do útero – a extremidade inferior do útero que leva à vagina – de forma que possa suportar o peso extra das últimas semanas da gravidez.

Os pessários de silicone têm sido usados nos últimos 50 anos como um dos vários métodos disponíveis para evitar nascimentos prematuros.

Mas sua eficácia tem sido refutada e esta é a primeira vez que o dispositivo foi estudado em uma experiência aleatória.

Seis por cento das mulheres que usaram o pessário deram à luz prematuramente contra 27% daquelas que não fizeram uso do dispositivo, acrescentou o estudo.

O experimento chamado Pecep recrutou 15 mil mulheres que se submeteram a exames de ultrassonografia em cinco hospitais, e que estavam entre 20 e 23 semanas de gravidez.

Destas, 380 tinham estenose vaginal – definida quando a extensão do colo do útero é de 25 milímetros ou menos – e foram separadas aleatoriamente em dois grupos, cada um com 190 mulheres.

No grupo das mulheres com pessário, 12 tiveram filho antes das 34 semanas de gravidez, enquanto o número do grupo sem pessário foi de 51.

Nenhum efeito colateral foi reportado no grupo que fez uso do dispositivo e 95 das participantes disseram que recomendariam o tratamento a outras mulheres.

“A colocação de um pessário é um procedimento disponível, não invasivo e fácil de inserir e remover quando necessário”, explicou a chefe dos estudos, Maria Goya, obstetra do Hospital Universitário Vall d’Hebron, em Barcelona.

Do Uol

Dia 2 de Abril, Dia Mundial de Consciência sobre o Autismo

Hoje, 2 de abril, é o Dia Mundial de Consciência sobre o Autismo. Dia para tentar incluir aproximadamente 2 milhões de brasileiros, que de alguma forma são portadores desta síndrome. E a conscientização começou neste domingo, na Praça das Bandeiras, em Santos, quando cerca de 150 parentes de autistas se mobilizaram pela causa.

Para a maioria das pessoas – médicos, inclusive – autismo é uma síndrome com difícil diagnóstico. Ana Lucia Felix, santista e mãe de um autista de 14 anos, Carlos Alberto, conta que procurou oito pediatras, cinco psicólogos e dois neurologistas para tentar entender o porque de seu filho, na época com 4 anos, recusar alimentação.

“Disseram que ele era mimado, que tinha pais velhos e que eu não sabia dar comida, antes que fosse diagnosticado o autismo”, conta ela. Pensando em evitar esse tipo de desgaste – para os pais e principalmente para os filhos – ela se uniu no Facebook a outras quatro mães de portadores da síndrome: Eliana Pereira, Rosana Vicente, Jane Galdino e Abigail Bueno. Trabalhando em conjunto, em 20 dias, elas conseguiram mobilizar mais de 150 pessoas em torno de um objetivo comum: conscientizar não só os parentes de autistas, mas toda a comunidade.

Partiu dos encontros do grupo, que passou a se chamar Acolhe Autismo, a iniciativa da mobilização de ontem, cujo objetivo foi distribuir folhetos e informações sobre a síndrome. O trabalho de conscientização continua hoje às 15horas, no mesmo local.

A jornalista Carla Zomignani, mãe de uma adolescente autista, comenta que cada criança apresenta um comportamento diferente da outra.

Sua filha de 17 anos, por exemplo, é exímia em interpretar ritmos e dançar. Mas tem dificuldades em entender números e letras. “Não é um conteúdo prático, ela não entende o significado, a aplicação daquilo”.

Pessoas autistas sentem o mundo de forma diferente da maioria das outras pessoas. Para elas, é difícil interagir e se expressar com palavras. Muitas pessoas discriminam os portadores da síndrome, tachando-os de birrentos ou mal educados, segundo Abigail Bueno.

A birra é uma característica do autista, assim como a tendência ao isolamento e as “manias” individuais. Abigail conta que seu sonho é que as pessoas consigam identificar os autistas e passem a tratá-los com respeito. Para ela, um grande aliado neste trabalho é o quadrinista Maurício de Souza, que criou um personagem autista, o André.

“André pode ajudar muito as famílias de autistas que não conhecem a síndrome e seus sinais”.

Como são os autistas:

Os autistas compreendem as coisas no sentido literal

Eles geralmente não gostam de mudanças, seja na rotina ou no ambiente

Com frequência se isolam, principalmente de outras crianças

Costumam gostar de objetos que giram

Às vezes parecem não escutar

Podem não demonstrar medo de coisas potencialmente perigosas

Gostam de ficar se balançando ou mexendo com as mãos, como se fossem voar

Podem se irritar com coisas aparentemente insignificantes

Embora pareçam indiferentes, são sensíveis e respondem – a seu modo – ao afeto

Fonte: Altamir e Eliane do Carmo Meira, pais de Matheus, de 14 anos, autista

Do Jornal A Tribuna