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Arte RatoFX

A cirurgia de reconstrução de mama em casos de mutilação decorrente do tratamento de câncer agora é lei no Distrito Federal. O governador Agnelo Queiroz sancionou a resolução no Diário Oficial desta quinta-feira (16/2).

De acordo com o coordenador de Cirurgias Plásticas da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), Marcelo Gea, apenas em 2011 foram realizadas 165 cirurgias de implante de próteses mamárias. “Acreditamos que até o fim deste ano iremos acabar com as filas de espera para implantes mamários no DF”, afirma.

Dados da Secretaria de Saúde informam que a média de cirurgias nos anos de 2009 e 2010 somou cerca de 70 procedimentos por ano. Estima-se que cerca de 120 mulheres estejam à espera da colocação de implantes.

Marcelo Gea afirmou que está previsto para a Semana da Mulher, entre os dias 5 e 9 de março, um mutirão para a reconstrução de 50 mamas retiradas por conta do tratamento de câncer.

Em casos de mutilação, a cirurgia é realizada gratuitamente pela rede pública de saúde do DF. As próteses são fornecidas pelo próprio Sistema Único de Saúde, que supervisiona a qualidade do material.

Do Correio Braziliense

Imagem Badoo.com

Provavelmente você já se recebeu um convite, no seu e-mail, para conectar-se ao Badoo.

Nesta época digital, Redes Sociais não são nenhuma novidade.  Existem várias e é quase impossível não “frequentar” nenhuma- quase como não ter um celular.

Nesse concorrido universo o que faz o Badoo de diferente?

Para saber um pouco mais, entrevistamos Alice Bonasio,diretora de marketing e comunicação do site que estará pela primeira vez no país, durante o Social Media Week.

O que é o Badoo?

-Badoo.com é a maior rede social de encontros no mundo com mais de 130 milhões de usuários registrados. O Badoo recentemente se tornou o 59º site mais visitado do mundo
e está disponível para uso em 35 idiomas diferentes já que está presente em 180 países em todo o mundo.

Como funciona?

Os usuários criam o seu próprio perfil, incluindo o lugar em que eles estão ou onde querem conhecer outras pessoas. Podem então conversar uns com os outros e optar por conhecer-se pessoalmente. Além disso, os internautas podem pagar para que seus perfis tenham mais destaques no site, por um tempo determinado, e assim serem apresentados a um número maior de pessoas.

E no Brasil, o site já alcançou um bom número de usuários?

-Sim. São10 milhões de usuários que geram 68 milhões de visitantes por mês
Badoo alcança 12,2% do total de usuários de internet no Brasil o que é um número considerável.

A que você atribui o crescente número de pessoas que procuram relacionamentos via site? Os encontros “reais” não acontecem mais?

-A verdade é que às vezes é bem difícil conhecer pessoas!  Você não sabe se a pessoa da qual você quer se aproximar está interessada em te conhecer e o medo da rejeição é um obstáculo para  gente.

O Badoo utiliza a tecnologia para resolver esse problema: entrando no site ou utilizando o aplicativo, você pode ver pessoas nas suas redondezas que estão interessadas em te conhecer. Mais de 50% dos usuários do Badoo conhecem pessoas com quem eles interagem no site no mundo real. Essa é a diferença: nossos usuários não ficam atrás da tela do computador, eles usam o Badoo como o primeiro passo para encontrar pessoas, reunindo os melhores aspectos do mundo virtual e do mundo real.

 É como entrar em um bar ou clube onde você sabe que todo mundo está interessado em conhecer gente nova e você pode conversar com elas de maneira fácil, casual e divertida, sem medo de rejeição.

 São os homens ou as mulheres quem mais procuram o serviço?

-Ambos, homens e mulheres usam o Badoo. Como no mundo real, a maioria dos chats e interações são iniciadas por homens, mas uma vez que essas interações começam, as mulheres usam o chat até  mais do que os homens.

   Há interferência do gerente do site, em relação a posts maliciosos ou ainda ofensivos? Como isso ocorre?

-A comunidade de usuários do Badoo é muito ativa, monitorando comportamentos ofensivos ou ilegais, e nós somos muito gratos por essa ajuda. Temos uma equipe de centenas de pessoas que atendem e respondem a todas as denuncias, e rapidamente agem se for verificado que um usuário agiu de maneira maliciosa.

 Os usuários podem assegurar-se de que não estão sendo enganados pelos seus interlocutores?

-Como em qualquer rede social, não podemos controlar o que acontece entre usuários ou se certos usuários agem de maneira maliciosa. Temos mecanismos para que nossos usuários possam facilmente denunciar qualquer problema, e agimos rapidamente para investigar qualquer problema e agir quando for apropriado. Mas é claro que os usuários também têm que usar seu bom senso e tomar precauções de segurança tais como não enviar dinheiro a outros usuários.

 Usuários gays frequentam o site? Há restrições?

-Homossexuais frequentam o site, sim. O Badoo não tem restrições.

  Você sairia com alguém com quem trocou mensagens apenas pelo site?

-Com certeza, conhecer uma pessoa no mundo real é o único jeito de você saber se existe compatibilidade entre vocês, seja para amizade ou para qualquer outra coisa. Ao mesmo tempo eu também tomaria precauções – no nosso site damos várias dicas de segurança – do mesmo jeito que eu tomaria precauções indo a um clube ou bar.

 Qual modelo de negócio sustenta o site?

-O Badoo é baseado em um modelo de negócio conhecido como “Freemium”, onde os usuários registrados têm acesso à maioria dos serviços de graça. Há também a opção de pagar para obter os recursos premium, é através destes micropagamentos que provém a receita do Badoo.

Maria das Graças Foster - Foto: Efe

Como funcionário de carreira licencidado da Petrobras, o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer, disse hoje (13) que a posse de Maria das Graças Foster na presidência da estatal valoriza o corpo técnico da companhia. Victer observou que a Petrobras não tinha um presidente considerado técnico desde o governo Itamar Franco. “O último foi Alfeu Valença, no governo Collor”, lembrou ele.

Vizinho de Foster na Ilha do Governador, bairro da zona norte do Rio onde ambos moram, Victer disse que a nova presidenta da Petrobras, apesar de passar uma imagem de mulher de personalidade forte, “é doce”. O único defeito é que ela “não é tricolor, é botafoguense”.

O diretor-geral do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa, ex-presidente da Eletrobras, não crê em mudanças substanciais na gestão de Graça Foster. “É o mesmo governo”. Mas ele acredita que Foster será mais “exigente” na hora de cobrar resultados. Rosa só externou preocupação com a área de produção e exploração, cujo diretor, Guilherme Estrella, está se aposentando. “Ele teve um papel importante no uso da indústria nacional”.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquin, comemorou a posse da nova presidenta da Petrobras. “Trabalhei com Graça [Foster]. E uma excelente gestora, de uma capacidade técnica enorme. Cada coisa que ela trata, ela estuda a fundo”.

O representante dos armadores brasileiros também elogiou a mudança no comando da maior estatal do país. “Acredito muito na Graça Foster. Foi com ela que reiniciamos, junto com a presidenta Dilma Roussef, a construção naval brasileira”, disse o presidente do Sindicato da Indústria Naval (Sinaval), Ariosvaldo Rocha, que também participou da solenidade de posse de Foster. Ele se lembrou da primeira reunião que teve com as duas, em fevereiro de 2003. “Foi com elas [Dilma e Graça] que nós provamos que era técnicamente viável construir navios no Brasil”.

Da Agência Brasil

Giuseppe Arcimboldo, Verão

 Você sabe o que fazer para reduzir os impactos ambientais causados pela sua alimentação? Para os membros da Bon Appétit, é possível diminuir os danos globais com pequenas atitudes individuais. Pensando nisso, eles listaram cinco dicas essenciais para quem quer se alimentar com saúde, qualidade e respeito ao planeta.

1º – Não desperdice

Quando você joga comida fora, está transformando em lixo não apenas aquelas sobras, mas também toda a energia gasta para cultivar, transportar e preparar a refeição. Quando chega aos aterros sanitários, essa comida libera gás metano, um dos gases causadores do efeito estufa. Por isso, compre e cozinhe apenas a comida que você vai comer. Se sobrar, guarde para a próxima refeição.

2º – Faça do “local e sazonal” seu mantra alimentar

Alimentos que são cultivados sazonalmente e dentro do perímetro da sua região geralmente emitem menos carbono na atmosfera. Por isto, essas devem ser as suas primeiras opções. Mas tome cuidado para não comprar alimentos cultivados em estufas aquecidas com energias não renováveis, mesmo que elas estejam próximas a você.

3º – Afaste-se de carnes vermelhas e queijos

A pecuária é responsável por 18% das emissões mundiais de gases do efeito estufa. Se você não puder viver sem carne e queijo, considere ao menos reduzir a quantidade desses itens, e selecione-os criteriosamente, comendo com menos frequência e apenas aquilo que você realmente ama.

4º – Evite frutas e peixes de outros países

Quando você compra mariscos e frutas “frescas” vindas de outros países, saiba que para que elas estejam no supermercado pouco tempo após sua colheita foi preciso transportá-las de avião, o que torna as emissões dez vezes maiores do que se esses alimentos viessem de navio. Por isso, prefira sempre alimentos locais e os frutos do mar que foram “processados e congelados no mar”.

5º – Se for processado e embalado, esqueça

Salgadinhos, sucos, e até mesmo hambúrgueres vegetarianos (preparado, embalado, congelado e transportado) consomem muita energia e geram lixo, e nós comemos essas coisas sem pensar. Por isso, quando você precisar de um lanche ou refeição prática e rápida, escolha uma fruta fresca local, pequenas quantidades de nozes, e outras opções caseiras deliciosas.

Do Ambiental Sustentável

Arte RatoFX

Mulheres que têm que enfrentar um tratamento de câncer na gravidez podem ficar mais tranquilas quanto ao risco de o bebê ser afetado pela quimioterapia.

Uma série de estudos publicados hoje no periódico “Lancet” mostra que crianças expostas à quimioterapia na gestação se desenvolvem tão bem quanto crianças da população geral.

Uma em cada mil gestações é afetada pela doença, mas a tendência é que essa incidência aumente, já que mais mulheres têm deixado a gravidez para depois dos 30 e o risco de câncer aumenta com a idade.

Uma das pesquisas envolveu 68 mulheres grávidas que tiveram diferentes tipos de câncer e receberam químio, cirurgia e/ou radioterapia.

As crianças foram examinadas logo após o parto e periodicamente até os 18 anos. Os testes incluíam exames neurológicos, eletrocardiogramas, audiometrias e testes de aprendizagem, função cognitiva e atenção.

Os únicos que mostraram um atraso no desenvolvimento cognitivo foram os que nasceram prematuros e, por isso, já tinham maior risco de apresentar essa diferença.

Tratamento

O tratamento da gestante com câncer precisa de cuidados a mais. A químio só deve ser feita após o primeiro trimestre para evitar o risco de malformação do bebê –antes disso, só pode ser feita a cirurgia para retirar o tumor.

A última sessão de químio deve ser feita pelo menos três semanas antes de o bebê nascer. E, como não há estudos sobre os efeitos da radioterapia, é recomendável deixá-la para depois do parto.

Segundo os autores, a estratégia de prorrogar o tratamento para depois do parto não deve ser colocada em prática, assim como antecipar o nascimento para iniciar a quimioterapia. “Isso não ajuda a mãe em nada e, pior, pode causar sequelas no bebê”, diz Max Mano, coordenador do ambulatório clínico de câncer de mama na gestação do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira).

Da mesma forma, o abortamento não muda o prognóstico da mulher no caso de câncer de mama. Mas, em algumas situações mais graves, isso pode ser discutido, como em câncer de colo de útero, leucemias e linfomas.

Mano afirma ainda que o estudo vai deixar gestantes e médicos mais seguros.

“Muitos médicos têm uma posição conservadora e recomendam o abortamento.”

Segundo Mano, as conclusões são tranquilizadoras. “Parte do medicamento cruza a placenta. Um dos nossos medos era de que o coração do bebê fosse afetado.”

No estudo, foi observado um batimento cardíaco um pouco mais acelerado nessas crianças, mas elas não tinham arritmia ou qualquer outra anormalidade.

Mano afirma, porém, que não se sabe ainda o que vai acontecer quando essas pessoas tiverem 50 anos e um risco cardiovascular maior.

Da Folha.Com
Dilma Rousseff

Deputados ligados à área de comunicações afirmam que a mensagem da presidente Dilma Rousseff ao Congresso Nacional, relativa à reabertura dos trabalhos da 54ª legislatura, não menciona, como metas para 2012, temas essenciais para o desenvolvimento do setor.

Eles citam, por exemplo, a proposta de marco civil para a internet (PL 2126/11, do Poder Executivo); o marco legal para as comunicações eletrônicas, em fase de elaboração pelo governo; e o projeto de lei do Fust (PL 1481/07) – nenhum deles listado entre as prioridades deste ano.

Dilma promete apenas “prosseguir com as ações voltadas à atualização do marco legal das comunicações eletrônicas”, sem estabelecer prazo para a conclusão do trabalho, que foi iniciado no Governo Lula. Já em relação ao marco civil, a mensagem presidencial apenas cita o envio do projeto ao Congresso como resultado alcançado em 2011.

A mensagem presidencial menciona a continuidade do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) em 2012. Porém, não cita como prioritária a aprovação, pela Câmara, do PL 1481/07, que permite que recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) sejam utilizados para a massificação da banda larga.

O líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), destaca que, para a bancada do partido, as três propostas são prioritárias. A expectativa dele é de que o marco legal para as comunicações eletrônicas seja enviado ainda neste ano ao Congresso.

Desatualização

A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) acha “incompreensível” que o envio do novo marco legal das comunicações ao Congresso não tenha sido listado como meta do governo para este ano. “O Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT) completa 50 anos neste ano, e houve grandes mudanças tecnológicas nesse período”, ressalta. “Além disso, o capítulo V da Constituição, que trata da Comunicação Social, permanece sem regulação”, complementa.

Para a deputada, a Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade de Expressão e Democratização da Comunicação deve ser ativa este ano e “trabalhar para que se criem condições políticas para que o tema passe a ser prioridade para o governo”. Ela destaca ainda que, enquanto o Executivo não finaliza a elaboração de uma nova lei de comunicações, os deputados podem avançar na discussão da temática, além de aprovar outras propostas importantes para o setor, como o marco civil da internet e o projeto do Fust.

Banda larga

Para o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), a aprovação do projeto do Fust deveria ser priorizada pelo governo. “O Fust está largado, sem uso”, afirma. O fundo arrecada em média R$ 850 milhões por ano, mas recursos vêm sendo contingenciados pelo governo.

Azeredo destaca ainda que o marco civil – que, em suas palavras, “foi colocado como grande solução do governo para a área de internet” – não é mencionado como prioridade pela presidente Dilma.

O relator da subcomissão especial destinada a acompanhar as ações do PNBL, deputado Newton Lima (PT-SP), considera essencial a aprovação do projeto do Fust. Em relatório prévio aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia em dezembro do ano passado, ele recomendou a priorização do projeto na agenda política da Casa. O projeto aguarda deliberação do Plenário.

Além disso, o relatório de Lima recomendou a promoção, pelos estados, da desoneração fiscal do serviço de banda larga. Quanto a esse tema, Dilma afirma que se encontra “em fase de conclusão a criação de um regime tributário especial para o PNBL, que possa, por meio de renúncia fiscal, antecipar investimentos adicionais da ordem de R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos”.

 Da Agência Câmara de Notícias

Sacola biodegradável é uma saída

Hoje (02 de Fevereiro) é o dia D para as sacolas plásticas em território paulista. Em outras palavras, os consumidores vão ter que se acostumar a não dispor mais deste item após as compras, já que entra em vigor a substituição do produto.

Uma das alternativas já apontadas por especialistas são os próprios sacos de plástico, mas confeccionados com material renovável, como milho. Eles degradam mais rápido que a sacola regular, feita com derivados de petróleo, e estarão à venda nas cadeias de supermercado (que optaram por substituir o saco comum).

“São duas possibilidades infinitamente melhores que a sacola convencional, que leva centenas de anos para se decompor. Além disso, a produção dessas sacolas vai usar menos combustível fóssil, ou seja, vai ser menos poluente”, atesta Sérgio Leitão, diretor de campanhas do Greenpeace Brasil.

Só para lembrar, enquanto o tempo de decomposição de uma sacola regular é de mais de 100 anos, as biodegradáveis duram apenas dois anos, segundo fabricantes. Caso sejam tratadas em usinas de compostagem, elas podem degradar em 180 dias, afirmam os produtores.

Essa diferença, avalia Leitão, pode gerar um impacto considerável, já que as sacolas plásticas são responsáveis pela morte de um milhão de aves marinhas e de cem mil tartarugas por ano, que confundem o material com alimento. Os dados são do Greenpeace.

Além disso, elas geram impermeabilização do solo dos lixões, dificultando o processo de decomposição do lixo, de acordo com dados da campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Atualmente são distribuídas 1,5 milhão de sacolas plásticas por hora no Brasil. Ou seja: cerca de 13 bilhões por ano, segundo a campanha do MMA.

Estudo do IPT

A diferença no tempo de degradação das sacolas está sendo estudada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ligado à Universidade de São Paulo. Desde outubro de 2011 os cientistas avaliam quatro tipos diferentes de embalagem: polietileno comum (a sacola tradicional de plástico), polietileno com aditivo para degradação, papel e TNT (um tipo de saco retornável).

Elas ficarão expostas a sol, chuva e vento durante um ano, simulando condições de abandono das sacolas no meio urbano. “Embora existam muitos artigos sobre isso, não há muitas pesquisas nas condições brasileiras. Nós vimos a necessidade de fazer esse estudo para tentar ajudar a esclarecer um pouco esse assunto”, diz Mara Dantas, pesquisadora do laboratório de Embalagens do IPT.

Os resultados da pesquisa serão divulgados após o período de exposição dos materiais, que termina em outubro deste ano. Uma das questões que o estudo pretende responder é sobre a eficácia de aditivos para tornar o plástico degradável, já que não há consenso científico sobre o tema.

Polêmica

Já a Plastivida, Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, entidade que representa fabricantes do setor, defende que a sacola que será abolida dos supermercados paulistas é a opção mais sustentável.

Para o instituto, o problema está na destinação final inadequada do material. “Com a coleta da sacola para a reciclagem, seria bom que [o processo de decomposição] demorasse 100 anos. Assim, ela viraria outro produto e não seria preciso extrair mais matéria prima [para produzi-lo]”, diz o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense.

Outro problema, segundo o instituto, é o abuso do uso da embalagem. Em 2007, foi iniciada uma campanha para reduzir o desperdício de sacolinhas. O consumo atual, de cerca 13 bilhões por ano, representa uma queda de 30% em relação aos números do começo da campanha (em torno de 18 milhões).

Além disso, uma pesquisa realizada no Reino Unido e divulgada pela Plastivida aponta que as chamadas ecobags precisam ser reutilizadas por mais de 100 vezes para provocarem menos danos ambientais que o plástico, devido à maior quantidade de matéria-prima empregue na sua confecção.

Um ponto de consenso em diferentes pesquisas é que o impacto das diferentes sacolas não é fixo, mas depende do tipo de consumo que é feito delas – por exemplo, o tempo de uso – e das condições de destinação final da embalagem (como o encaminhamento para reciclagem).

Assim, vale seguir a recomendação de Mara, do IPT: “O consumidor tem que reutilizar o que tiver em casa e procurar fazer a destinação correta do material. Mas não pode deixar que a embalagem fique exposta na natureza”, provocando danos ambientais.

Do Ambiental Sustentável

O Ministério da Saúde recebeu alertas sobre anomalias, enviadas por e-mails anônimos

As autoridades francesas sabiam desde 1996 dos problemas dos implantes mamários defeituosos PIP, potencialmente prejudiciais por conter silicone de uso industrial, segundo revelou nesta quarta-feira (1º) o jornal francês “Libération”.

O Ministério da Saúde recebeu naquele ano alertas sobre anomalias, enviadas por e-mails anônimos, que destacavam a existência de irregularidades na empresa Poly Implant Prothèses (PIP), e que levaram o órgão a solicitar a abertura de uma investigação.

O jornal francês apontou que a investigação estava relacionada com “as condições de comercialização por parte da sociedade PIP de próteses mamárias internas”.

Os e-mails anônimos destacavam uma encomenda de 12 próteses que continham um gel de silicone cujo uso estava proibido na França, salvo com permissão especial e com destino a um centro oncológico de Nice (sudeste do país).

A informação da publicação detalha que esse centro de saúde tinha permissão para utilizá-las unicamente em três pacientes e não podia adquirir mais, o que levou a pasta a abrir a investigação.

Esta irregularidade revelada pelo “Libération” vem à tona enquanto o ministério (que agora tem a denominação de Trabalho e Saúde) recebe nesta quarta o relatório da Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Produtos de Saúde (AFSSAPS) sobre as potenciais disfunções no caso das próteses PIP.

Em 27 de janeiro, o fabricante dos implantes mamários defeituosos, Jean-Claude Mas, de 72 anos, foi acusado por uma juíza de Marselha por sua suposta responsabilidade na comercialização das próteses.

No entanto, após ser detido na semana passada em sua casa na localidade de Six-Fours-les-Plages, foi acusado de causar ferimentos involuntários e ficou com o estatuto de testemunha assistida (o que dá margem a uma acusação posterior) pelo crime de homicídios involuntários.

Esta última acusação se refere a uma relação causa-efeito entre os implantes PIP e alguns casos de câncer, vinculação que por enquanto não foi provada.

Na França há 20 casos de câncer em mulheres que colocaram silicone PIP, embora não haja provas científicas de que exista uma relação.

Do Uol

Blogueira cubana espera pela autõrização de Raul Castro até sexta para vir ao Brasil

Prefiro um milhão de vozes críticas ao silêncio das ditaduras Dilma Rousseff

Escolher o momento para uma visita presidencial pode ser um trabalho sumamente ingrato neste mundo tão imprevisível e mutável. Quando a data da viagem de um chefe de estado é anotada em sua agenda, anunciada e combinada com os anfitriões, geralmente a vida se encarrega de rodeá-la de imprevistos. Os palácios de governo não conseguem controlar o azar nem tampouco prever esses acontecimentos surpreendentes que rarefazem o cenário da chegada de um dignatário. Bem o sabe Dilma Roussef. Sua presença em Havana foi preparada durante semanas e foi precedida, inclusive, pela do chanceler Antonio de Aguiar Patriota. Tudo parecia firme e bem firme: um cronograma rápido, eficiente, protocolar, focado em temas econômicos e que terminaria com a subida no avião com destino ao Haití. Porém algo se complicou.

Muitos dias antes que a economista e política brasileira aterrizasse no Aeroporto José Martí, morreu um jovem cubano depois de uma greve de fome prolongada. Os meios oficiais apressaram-se a apresentá-lo como um delinqüente comum, mesmo tendo sido detido numa marcha opositora nas ruas de Contramaestre. O discurso do poder radicalizou-se e a temperatura política alcançou esses graus tão bem manejados pelos nossos governantes. Nesse contexto a recém concluída Conferência do PCC converteu-se mais num ato de afirmação do que de mudança, numa declaração de unidade ao invés de abertura. Muitos dos que aguardavam pelo anúncio de transformações políticas profundas perceberam que o evento foi mesmo a última oportunidade perdida pela geração no poder. Um dia depois do seu encerramento, Raúl Castro – o secretário geral do único partido permitido – recebeu Dilma Roussef, a outrora guerrilheira, que hoje dirige um país com diversas forças políticas e uma imprensa muito crítica.

A agenda cubana de Dilma inclui visitar as obras de construção do porto de Mariel e a possível concessão de um novo crédito bancário. O Brasil é nosso segundo sócio comercial na América Latina, porém não se trata somente de uma questão de recursos. Nestes momentos o raulismo urge ser legitimado por outros presidentes da região. Desse modo que por estes dias haverá sorrisos, apertos de mão, juras de “amizade eterna” e fotos, muitas fotos. Os ativistas cívicos – por seu lado – tentarão um encontro com a mulher que foi torturada e encarcerada durante um governo militar, mesmo que existam poucas possibilidades de serem recebidos. Dilma Roussef conversará com Raúl Castro, estará muito perto dele nesta conjuntura delicada em que o azar a colocou. Esperamos que não desperdice a ocasião e seja conseqüente com a fala democrática, ao invés de optar pelo silêncio cúmplice ante uma ditadura.

Nota: Até a próxima sexta-feira, 3 de fevereiro, não saberei se finalmente as autoridades cubanas me permitirão viajar para a apresentação do documentário “Conexão Cuba-Honduras” em Jequié, Bahia. Agradeço de antemão a todos os que têm feito algo para que eu consiga chegar ao Brasil. Meu agradecimento especial ao senador Eduardo Suplicy, ao realizador Dado Galvão, @xeniantunes e demais cidadãos brasileiros.

Na região central de SP, mercado dá sacola biodegradável como cortesia. Em Pirituba, empresário leva as compras de casa em casa sem custo.

Supermercado em São Paulo dá sacolinhas biodegradáveis de graça para os clientes (Foto: Renato Jakitas/G1)

Após um acordo entre supermercadistas determinar o fim das sacolinhas plásticas nas gôndolas das lojas de São Paulo no dia 25 de janeiro, donos de pequenas e médias redes decidiram improvisar para não perder seus clientes. O G1 visitou sete pontos de venda localizados na região central e no bairro de Pirituba nesta terça-feira (31) e observou as estratégias encampadas pelos empresários e gerentes dos setor. Os exemplos vão desde bancar os custos da distribuição de sacolas biodegradáveis para os consumidores até a entrega sem custo das compras de casa em casa – e com o prazo máximo de 40 minutos.

O supermercado Master, localizado dentro do Shopping Frei Caneca, na região central de São Paulo, é um dos que aproveitaram o momento para tentar se diferenciar da concorrência. O mercado tirou da boca dos caixas as sacolinhas plásticas. Mas, no lugar, está distribuindo sem custo uma opção ecológica, feita a partir do bagaço da cana-de-açúcar.

“É uma cortesia para os nossos clientes sem tempo determinado para acabar. Nós abraçamos o acordo de retirar as sacolas plásticas e, no lugar, estamos distribuindo essa, que também é ecológica. Caso o cliente queira, ele também pode comprar a sacola de amido de milho por R$ 0,19, além de nossas opções de ecobags”, afirma Fernanda Ruano, analista de recursos humanos do supermercado Master.

A iniciativa parece ter agradado a clientela. A professora Else Lemos diz que resolveu entrar e fazer compras no mercado só por causa das sacolas grátis. “Eu nem ia comprar nada. Estava passando pelo mercado quando vi as pessoas saindo com essas sacolinhas. Daí decidi entrar e comprar”, conta.

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