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A partir de agora, mulheres que querem engravidar mas dependem da doação de óvulos só poderão receber o material genético até os 50 anos de idade. A regra começa a valer amanhã (9), quando a nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre reprodução assistida será publicada no Diário Oficial da União. A resolução preenche a lacuna de não existir, no Brasil, uma legislação que regulamente a prática da reprodução assistida.
Antes não havia um limite de idade estabelecido. A regra é uma das novidades da terceira versão das normas que regulamentam o procedimento. A primeira norma foi estabelecida em 1992 e revisada, apenas uma vez, em 2010. A comissão de especialistas, que reúne ginecologistas e geneticistas, se debruçou nos últimos 12 meses para atualizar o documento a partir de experiências que vem sendo observadas pelos médicos.
“É comprovado que a idade reprodutiva da mulher é até os 45 anos. Elevamos para 48 anos e depois de uma discussão exaustiva chegamos aos 50 anos. A partir daí existem riscos para a mulher e para a criança”, explicou José Hiran Gallo, coordenador da Câmara Técnica de Reprodução Assistida do CFM. Após os 50 anos, aumentam os casos de hipertensão na gravidez e diabetes. A gestação nessa idade ainda pode provocar, para a criança, nascimento abaixo do peso e o parto pré-maturo.
Apesar da definição, os especialistas reconhecem que podem surgir casos em que a regra poderá ser flexionada. “Da mesma forma que, em alguns casos, o médico pode decidir não fazer o procedimento em mulheres mais novas, por considerar que não terão condições de gerar, ele pode também flexionar em casos de mulheres acima de 50 anos, se considerar que elas teriam condições de engravidar”, explicou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.
A idade para doação do óvulo também ficou limitada nos casos de doação compartilhada, ou seja, quando uma mulher que está tentando engravidar doa parte dos seus óvulos para uma mulher mais velha, que não produz mais óvulos, em troca do custeio de parte do tratamento. Os médicos decidiram que a idade máxima para a doação é 35 anos para as mulheres e de 50 para homem que se dispõem a doar sêmen.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Adelino Amaral, a qualidade dos óvulos doados até essa idade é maior e, com isso, as chances da receptora engravidar aumentam. “A partir dos 35 anos, a qualidade do óvulo diminui e o risco de doenças genéticas aumenta”, explicou.
O número de óvulos e embriões também vai considerar apenas a idade da mulher que está doando. Ou seja, a receptora pode receber até quatro oócitos (células germinativas femininas) e embriões transferidos, considerando que, mulheres com até 35 anos, recebem até dois embriões, as receptoras com idade entre 36 e 39 anos podem receber até três embriões e as mulheres entre 40 e 50 anos recebem o máximo permitido de até quatro embriões.
De acordo com especialistas na área, a probabilidade de uma mulher acima de 40 anos engravidar é quase 10%, enquanto que, até os 35 anos, as chances são superiores a 40%. Considerando esses cenários, a limitação reduz as chances da gestação múltipla, ou seja, de mais de um filho, o que poderia significar risco para mulheres mais velhas.
“Existe uma demanda muito grande de mulheres de mais de 45 anos ou mulheres mais jovens que não produzem óvulos. Tem mais de 5 mil mulheres aguardando um procedimento como a reprodução assistida, apenas no serviço público de saúde de Brasília”, disse Amaral.
O custo do procedimento completo varia entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. No sistema público de saúde, o procedimento é feito em apenas cinco unidades da federação. Além do Distrito Federal, a reprodução é feita em hospitais públicos de Goiânia, Natal, Recife e em dois hospitais de São Paulo.
De acordo com a SBRA, menos de 5% das fertilizações in vitro são feitas gratuitamente no país. “Tem algumas situações em clínicas que fazem hoje a doação compartilhada, em que a doadora não paga nada e a receptora decide pagar todo o tratamento”, disse. A receptora que arca com parte ou o total dos custos do tratamento assume o risco de não poder receber o material, caso a produção seja inferior.
Nos casos de doação compartilhada, as clínicas são obrigadas a guardar sigilo sobre a doadora, mas fornecem todos os tipos de informações como estatura, cor dos olhos e dos cabelos, peso, até a escolaridade da doadora, para tentar aproximar aparência física e compatibilidades como a de sangue, evitando problemas no futuro
Da Agência Brasil
Lei aprovada em março foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial. De 2008 até 2012, 68 mil mulheres tiveram a mama retirada por câncer.
O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a realizar a partir desta quinta-feira (25) a cirurgia plástica reparadora de mama imediatamente após sua retirada por decorrência de câncer, preferencialmente no mesmo procedimento cirúrgico. A determinação foi publicada nesta quinta no Diário Oficial da União.
A portaria estabelece que, caso não seja possível a reconstrução imediata, a paciente deve ser encaminhada para acompanhamento e deve ter “garantia de realização da cirurgia imediatamente após alcançar as condições clínicas requeridas”.
Quando foi aprovado no Senado, em 26 de março, a relatora do projeto, Ana Amélia (PP-RS), afirmou que a lei deve beneficiar as mulheres mais pobres. A senadora criticou que as cirurgias são adiadas “indefinidamente” em muitas unidades do sistema público habilitadas para o procedimento.
No dia 28 de março, o “Bom Dia Brasil” relatou um grupo de mulheres que tiveram a mama retirada por causa do câncer e aguardava há anos pela cirurgia. (Veja vídeo ao lado)
“Minha vontade era de fazer a plástica e ficar bonita. Eu não sinto que sou eu, a autoeestima fica lá embaixo”, relatou a dona de casa Maria do Carmo Diniz, que espera pela operação desde 2008. Aparecida Alves está na fila há 2 anos. “Os seios são uma parte muito importante para a mulher: a nossa feminidade”, diz.
De 2008 até 2012, segundo dados do SUS, 68 mil mulheres tiveram a mama retirada por conta do câncer. Nesse mesmo período, menos de 10% conseguiram fazer a cirurgia reparadora. O Governo Federal não sabe dizer quantas mulheres no total aguardam na fila.
“Nós estamos fazendo um diagnóstico detalhado do Brasil com um novo sistema de informação em câncer implantado em todo o país até maio, com isso teremos detalhadamente onde precisamos ampliar serviços junto aos estados e municípios”, afirmou na época o secretário de atenção à saúde do ministério, Helvécio Magalhães.
Do Bem Estar

Doulas fazem exercícios, massagens, conversas e outras atividades para acalmar as mães durante a gravidez
Foto: Shutterstock
Antes, a presença da família na hora do parto era uma tradição: mãe, irmãs e avós, quem tivesse experiência para acalmar a gestante. Mas, para algumas mamães, outra companhia se tornou essencial – e não é a do pai. A escolhida é a doula, profissional que está entre a equipe médica e o meio familiar: embora não tenha a técnica, também não está envolvida emocionalmente. Seu objetivo é apenas garantir a tranquilidade do parto.
Do grego, a expressão significa “mulher que serve”, e a doula e educadora perinatal Ingrid Oliveira Lotfi explica que o conceito é exatamente este. “É uma profissional que conhece a fisiologia do parto e acompanha a mulher, fornecendo suporte físico e emocional desde a gravidez. Ela deve ser um canal de escuta para a mulher, para que possa tirar dúvidas e formar um vínculo”, esclarece. Coordenadora do Núcleo de Doulas do Rio de Janeiro e integrante da ONG Parto do Príncipio, ela afirma que a principal função é manter a mulher calma para que o parto possa ocorrer de forma natural e sem tantas dores.
Ingrid explica que a ausência de tensão auxilia na produção de hormônios importantes no momento do parto. “Uma mulher que se sente com medo e tensa vai ter a mesma dificuldade de parir que no momento de ter um orgasmo”, compara. Ela relata que há muitos casos em que a mulher chega ao hospital e para de ter contrações pelo nervosismo. Logo, a cesariana parece ser a única solução.
Humanizar o parto é um dos objetivos dessas acompanhantes. Muito embora a gravidez ainda seja vista como uma enfermidade, e o parto, tratado como um procedimento cirúrgico, as doulas o tornam algo completamente natural. “Na nossa história, o parto é visto como um sofrimento, é algo perigoso, e a cesariana veio para trazer mais segurança. A gente precisa saber se isso é o melhor para a mulher ou não”, defende.
No SUS
Alguns hospitais já têm suas próprias doulas. A professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna) Daphne Rattner ajudou na implantação do Projeto Doulas no SUS, do Ministério da Saúde. O projeto, já em prática, consiste na distribuição de manuais para formação de tutoras e formadoras de doulas.
Daphne explica que este tipo de acompanhamento ajuda a diminuir o número de cesáreas. No Brasil, a taxa foi de 52% em 2010, além da alta incidência de violência contra a mulher durante o parto. “O que já se notou é que a presença da acompanhante reduz a violência das mulheres. Ela está ali também como uma protetora, ela cuida”, afirma.
O Hospital Sofia Feldman, de Belo Horizonte, foi um dos primeiros a colocar doulas dentro da maternidade como funcionárias. As voluntárias se revezam no plantão do hospital, onde nascem de 800 a 950 bebês por mês. Coordenadora do projeto na instituição, Julia Cristina Amaral Horta afirma que as doulas são todas de comunidades vizinhas, o que facilita a proximidade com as gestantes.
Do Terra

Arte RatoFX
Às vésperas do início de mais uma campanha nacional de vacinação contra a gripe, que neste ano acontece entre os dias 15 e 26 de abril, é tempo de as gestantes incluírem em sua rotina de cuidados uma ida ao posto de saúde mais próximo para se vacinar sem receio de possíveis problemas.
“A princípio, a vacina era contraindicada porque se desconheciam os danos que poderia causar ao feto. Mas hoje o Ministério da Saúde, ciente de sua segurança, preconiza a aplicação”, afirma a infectologista Raquel Muarrek, do Hospital São Luiz, em São Paulo. As grávidas fazem parte do grupo prioritário, que inclui as crianças maiores de seis meses e menores de dois anos, que recebem a vacina gratuitamente nos postos de saúde.
Um estudo realizado em 2012 trouxe mais tranquilidade às mães e aos médicos. Pesquisadores da Clínica Wisconsin Marshfield, nos Estados Unidos, compararam 243 gestantes que sofreram aborto com outras 243 que não sofreram. No primeiro grupo, 38 mulheres haviam tomado a vacina quatro semanas antes de perderem seus bebês. No segundo, 31. Os números fizeram com que os pesquisadores concluíssem que a vacinação não foi fator de risco aumentado para os abortos.
Os estudos têm demonstrado a segurança da vacinação em qualquer momento da gravidez. “De modo geral, evitamos indicar qualquer vacina no primeiro semestre de gestação. Isso porque os abortos espontâneos são mais comuns nesse período e pode ficar a impressão de que há alguma relação com a vacina”, afirma a mestre em ciências médicas Carolina Mocarzel, da Unidade Materno Fetal do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.
“Mas, no caso da vacina de gripe, como ela é especialmente importante durante o inverno, quando se concentra a maioria dos casos da doença, deve-se vacinar a gestante em qualquer fase. Essa recomendação é confirmada pelo informe técnico da campanha nacional de vacinação contra a gripe do Ministério da Saúde.”
Os riscos de efeitos colaterais são mínimos. “A vacina têm um perfil de segurança excelente e é muito bem tolerada. Deve ser evitada apenas por mulheres com histórico de alergia a ovo de galinha, uma vez que há elementos dele na composição”, fala Carolina Mocarzel. “Esse tipo de vacina é feito com vírus inativados, o que significa que contém somente vírus mortos, daí sua segurança”, declara o infectologista Marco Antonio Cyrillo, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).
As reações previstas são brandas, como dor e sensibilidade na região da injeção. Entre seis e 12 horas após a vacinação, também é possível ocorrer febre, mal-estar e dor no corpo, sintomas que persistem por dois dias. Em apenas 10% dos casos, a vacina provoca uma forma mais atenuada de gripe.
A doença pode ser bem mais chata. Como o sistema imunológico da gestante fica mais “preguiçoso”, a chance de contrair doenças virais é maior. Como a gama de medicamentos que pode tomar para controlar a doença é reduzida, ela tem de conviver com o mal-estar por mais tempo.
Proteção para o bebê
A vacina contra a gripe garante proteção não apenas para a gestante, mas também para o bebê logo após o nascimento. “Durante a gestação, há transferência de anticorpos maternos para o feto por meio da placenta”, diz a médica Carolina Mocarzel. “Já foi comprovado que a vacinação da gestante é uma estratégia eficaz de proteção ao recém-nascido. Os estudos científicos demonstram um número menor de casos da doença em bebês de mães vacinadas”, fala a especialista.
Um desses estudos foi realizado pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, em 2012, com 27 gestantes. De acordo com a pesquisa, 41% delas receberam vacinação contra a gripe e 59% não. Exames de sangue realizados nas crianças imediatamente depois do nascimento mostraram que todos os bebês filhos de mães que tinham sido vacinadas apresentavam os anticorpos contra a gripe, contra apenas 31% dos filhos das que não tinham sido vacinadas. Os anticorpos desse último grupo provavelmente foram adquiridos porque a mãe teve contato com o vírus durante a gestação.
Dois meses depois do nascimento, 60% dos filhos das mães vacinadas ainda apresentavam anticorpos, contra apenas 11% do outro grupo. É uma vantagem tremenda para o bebê, uma vez que a vacina contra a gripe só pode ser aplicada nas crianças depois dos seis meses de vida.
Do Mulher Uol

China
A China enviará ao espaço ainda neste ano sua segunda mulher astronauta, Wang Yaping, na nave Shenzhou X, informou nesta terça-feira (2) o portal oficial do país na internet, China.org.
A missão, cuja data ainda não foi concretizada – mas deve ocorrer entre junho e agosto-, durará 15 dias e será a quinta tripulada da corrida espacial chinesa.
Wang, tenente da Força Aérea de 35 anos, natural da cidade de Yantai, na província de Shandong, é casada e tem um filho. Ela vai embarcar junto com dois colegas na Shenzhou X, que deve se acoplar, como sua predecessora, ao laboratório espacial chinês Tiangong 1 (Palácio do Paraíso 1).
“Os três astronautas permanecerão em órbita por 15 dias, 12 dos quais passarão no interior do Tiangong 1″, disse o chefe de design do Programa Espacial Tripulado, Zhou Jianping.
Os astronautas chineses realizaram o primeiro acoplamento de uma nave tripulada, a Shenzhou 9, em junho do ano passado e ficaram dentro dela por dez dias.
A tenente Wang foi uma das mulheres candidatas para tripular aquela nave, mas quem acabou indo foi Liu Yang, que, assim, se transformou na primeira mulher chinesa a ir ao espaço.
Wang participou dos trabalhos de resgate durante o terremoto de Sichuan, no sudoeste do país, em 2008 – o mais grave em mais de três décadas na China e que causou 88 mil mortes e milhares de desaparecidos-, e pilotou um avião para modificar o clima durante as Olimpíadas de Pequim no mesmo ano.
A missão precede às que terão como objetivo substituir o módulo Tiangong-1 por uma estação espacial em 2020.
Do Uol
Meninas de 11 a 13 anos que estudam em escolas públicas e particulares do Distrito Federal (DF) começam a ser vacinadas hoje (1º) contra o papilomavírus humano (HPV). A meta é imunizar 64 mil alunas até o dia 26 deste mês.
As estudantes que fazem parte do público-alvo da campanha só poderão ser vacinadas mediante a apresentação do documento de identidade e do termo de autorização, assinado pelos pais ou por responsáveis.
A Secretaria de Saúde ressaltou que para garantir a efetividade da vacina é preciso receber as três doses, com intervalo de 60 e 180 dias após a primeira aplicação.
O calendário de vacinação foi elaborado de acordo com o período escolar, respeitando o período de férias. A segunda dose será aplicada de 3 a 28 de junho e a terceira, entre 30 de setembro e 1º de novembro.
A vacina protege contra quatro tipos do HPV (6, 11, 16 e 18). A doença é a principal causadora do câncer de colo do útero, que mata cerca de 90 mulheres por ano apenas no DF. O objetivo da campanha é assegurar proteção antes do início da vida sexual, diminuindo as chances de uma futura infecção.
O governo do Distrito Federal informou que, a partir de 2014, a imunização contra o HPV será exclusiva para meninas de 11 anos.
Da Agência Brasil
Tomar aspirina pode ajudar mulheres a prevenir o câncer de pele, segundo estudo. Os pesquisadores descobriram que quanto mais analgésico é ingerido, menor o risco de desenvolver melanoma. A pesquisa avaliou 60 mil mulheres com mais de 12 anos, que usavam o medicamento regularmente, e concluiu que os riscos diminuem em 21%, em comparação com mulheres que não tomam aspirina. As informações são do Daily Mail.
O câncer de pele tem como principais desencadeadores a exposição à luz solar sem proteção. A aspirina já foi associada à prevenção de câncer no estômago e intestido, com diminuição de 40% dos riscos para usuários regulares. Porém, o uso contínuo também pode estar ligado a sangramentos e úlceras estomacais. A indicação do remédio como método preventivo ainda está em análise.
O líder do estudo, o médico Jean Tang disse que a “aspirina funciona reduzindo a inflamação e pode ser por isso que o uso do medicamento diminui o risco de desenvolver melanoma”. A aspirina é usada para pacientes com problemas cardíacos, pois evita a formação de coágulos sanguíneos nas artérias.
Do Terra

Tênis de corrida – Discovery Brasil
Homens e mulheres são diferentes em vários aspectos, entre os quais, relativos ao desempenho físico e esportivo, o tamanho da massa e força musculares, da estrutura óssea (na atual abordagem, diferem também em relação aos pés).
As informações apresentadas acima são fundamentais na confecção do tênis de corrida ideal para cada gênero. Percebe-se, ao olhar um tênis de corrida, que a diferença no tamanho e desenho entre eles é visível.
Em 2001, a estrutura dos pés foi objeto de estudo de pesquisadores do Centro de Estudos da Locomoção, da Universidade do Estado da Pensilvânia, Estados Unidos. Demonstraram, através de análise da corrida, diferenças significativas entre os pés de ambos os gêneros, entre eles no arco do pé, no primeiro contato dos dedos, lateral e planta do pé, além do tornozelo e formato geral do pé.
O Departamento de Medicina Esportiva da Universidade de Tuebingen, Alemanha, em 2010, observou que as mulheres possuem calcanhar, antepé e peito do pé mais estreitos comparado aos homens, deixando claro que cada tênis precisa ser projetado de acordo com as necessidades de cada sexo, e não considerando este como miniatura do tênis masculino, que é mais comprido e largo.
Outro estudo alemão, apresentado em 2001 no 5º Simpósio de Biomecânica de Calçados, em Zurique, Suíça, por pesquisadores da Universidade de Essen, destacou a característica homem de possuir maior massa muscular e corporal à geração de maior impacto com o apoio do calcanhar ao correr. Já nas mulheres, o apoio com a planta do pé demonstrou menor impacto gerado. O estudo apontou ainda a maior tendência das mulheres de projeção dos tornozelos para a lateral interna dos pés, o que pode produzir efeitos nocivos aos joelhos, se não escolhido o tênis correto para correr.
Joe Puleo e Dr. Patrick Milroy, em 2010, apontaram que os tênis de corrida deveriam ser projetados para absorver o impacto de 3 a 4 vezes o peso corporal, por passada, considerando fundamental a adoção de tecnologia específica por parte das fabricantes, respeitando as diferenças entre os pés de homens e mulheres.
As pesquisas são importantes no desenvolvimento de modelos personalizados ao sexo dos praticantes de corrida, mas um estudo desenvolvido em 2010, pelo Departamento de Cinesiologia da Universidade do Texas, em El Paso, Estados Unidos, mostrou que a preferência por um tênis ou outro também está ligado ao conforto subjetivo do corredor, na hora da sua compra. 41 participantes caminharam e correram por 20 vezes com três tipos de tênis (com característica de amortecimento, leveza e estabilidade). Dentre os três, cada um escolheu, de acordo com a sua percepção subjetiva de conforto, qual era o melhor para caminhar e correr, isto é, até dois modelos.
Comentando ainda sobre os resultados do estudo acima, a maioria dos participantes elegeu o tênis de amortecimento o preferido para caminhar e correr, seguido do de leveza, e em terceiro o de estabilidade, sendo que 71% do total selecionou o mesmo modelo para ambas as modalidades.
Entre os sexos houve diferença nessa preferência. Mulheres escolheram o de leveza mais adequado, enquanto os homens o de amortecimento. Provavelmente, entende-se o porquê dessas escolhas pelo fato dos homens possuírem maior peso corporal, comparados às mulheres. O estudo concluiu que as escolhas são influenciadas individualmente e pelo sexo.
Do Discovery Brasil

Vacinação de gestantes pretende aumentar a proteção dos bebês, que começaria a ser feita ainda durante a gestação
Foto: Divulgação / RBS TV
Gestantes brasileiras passarão a ser vacinadas contra coqueluche a partir deste ano. A estratégia é uma reação ao avanço da doença, que dobrou no país em 2012. De janeiro a dezembro, 4.453 pacientes tiveram a infecção confirmada. No ano anterior, foram 2.258 casos. As mortes também aumentaram. Em 2011 foram 56 e ano passado, 74.
Na semana passada, o Ministério da Saúde divulgou um alerta sobre a situação da doença no país, pedindo para que profissionais de saúde fiquem atentos e, diante dos sintomas da doença, passem a pedir exame para confirmação da infecção.
— Quando diagnosticada precocemente, o tratamento é bastante eficaz — afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
Barbosa afirmou não haver uma razão definida para o aumento dos casos da doença, fenômeno que, segundo ele, ocorre também em outros países.
— Nos Estados Unidos, o pico ocorreu em 2010, com 27.550 infecções confirmadas — relatou.
Estatísticas mostram que o número de crianças imunizadas vem caindo desde 2010. Mesmo assim, o secretário descarta que o aumento de casos esteja associado a uma menor cobertura vacinal.
— A maior parte dos casos foi registrada entre menores de seis meses, quando o esquema terapêutico ainda não está completo.
A estratégia de prevenção da coqueluche atualmente é baseada na imunização de crianças. São três doses da vacina pentavalente (que protege também contra difteria, tétano, Haemophilus influenza tipo B e hepatite B), aplicadas a partir de dois meses. A última dose é dada aos 8 meses.
— O produto é considerado eficiente — assegurou Barbosa.
Mas, o avanço do número de casos colocou em dúvida a durabilidade da proteção. Uma das hipóteses é a de que, com passar dos anos, a vacina perca a eficácia, deixando vulneráveis adultos jovens. Essa população poderia apresentar a forma mais leve da doença, muitas vezes sem sintomas importantes.
— A hipótese é a de que a doença nem seja notada. E esse grupo poderia passar o vírus para crianças que ainda não estão totalmente protegidas contra a doença.
A vacinação de gestantes pretende aumentar a proteção dos bebês, que começaria a ser feita ainda durante a gestação. Em março, o governo deverá se reunir com fabricantes para definir a compra da vacina.
— Chamada de DTP acelular, ela é diferente daquela usada nos bebês. Tem uma produção menor — afirmou o secretário.
A expectativa é de que 4 milhões de gestantes sejam imunizadas.
A coqueluche é transmitida principalmente pelo contato com gotículas de secreção eliminadas ao tossir, falar e espirrar. A doença, transmitida por bactéria, apresenta como primeiros sintomas catarro, febre baixa, espirro, falta de apetite e tosse noturna. Se não tratada, ela pode levar à morte.
Da Zero Hora

Manuela acredita que projeto do Marco Civil da Internet deve avançar neste ano – Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
A deputada federal Manuela D’Ávila afirmou nesta quarta-feira, durante a Campus Party Brasil 2013, em São Paulo, que o “Brasil está reinventando a internet”. Participantes das discussões dos projetos de lei do Marco Civil da Internet – uma espécie de constituição da web e que ainda tramita na Câmara – e dos crimes na internet – aprovado ano passado -, ela afirma que o País vive “um belo momento” em termos de legislação da rede.
“Temos uma lei de cibercrimes que não é vigilantista, que somente tipifica os novos crimes, estamos terminando um debate superprofundo sobre a primeira lei no mundo que defende o direito dos usuários, temos um evento como a Campus Party se consolidando. Não é em qualquer país que isso acontece”, afirmou.
“A capacidade de mobilização efetiva das pessoas com o uso das redes sociais é impressionante. A gente vê na tragédia de Santa Maria, em que o Hemocentro não conseguia mais recolher doações de sangue”, relembra.
Apesar do pioneirismo brasileiro na discussão sobre um marco civil da internet – estabelecendo direitos e deveres de usuários, empresas e governo para o uso da rede -, a votação do projeto se arrasta na Câmara. No ano passado, a votação em Plenário foi adiada inúmeras vezes e acabou ficando para depois do recesso parlamentar, na semana que vem.
A deputada acredita que o projeto deve avançar. “É uma pauta prioritária do presidente (da Câmara, deputado Marco Maia). O relator (o petista Alessandro Molon) conseguiu chegar a textos intermediários nos três artigos mais polêmicos, que tratam de direitos autorais, guarda de logs e neutralidade na rede”, afirmou. A demora, segundo a deputada, envolve uma disputa política entre “interesses e visões de mundo” diferentes” entre empresas de telefonia e outros setores da sociedade.
Além disso, ela afirma que, por ser uma lei pioneira, o tempo de discussão é diferente. “A visão do Brasil é pioneira. Leva mais tempo do que copiar uma lei”, disse. O aspecto técnico da questão também atrasa as negociações. “A demora na negociação é proporcional ao alto nível técnico do tema”, disse.
Campus Party Brasil 2013
A sexta edição da Campus Party Brasil, uma das maiores festas de inovação, tecnologia e cultura digital do mundo, acontece entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro no Anhembi Parque, em São Paulo. Na Arena do evento, 8 mil pessoas têm acesso à internet de alta velocidade e a mais de 500 horas de palestras, oficinas e workshops em 18 temáticas, que vão desde mídias sociais e empreendedorismo até robótica e biotecnologia. Cinco mil desses campuseiros passam a semana acampados no local.
A 6ª edição traz ao Brasil nomes como o astronauta Buzz Aldrin, um dos primeiros homens a pisar na Lua, e o fundador da Atari, Nolan Bushnell. Em sua sexta edição em São Paulo, a Campus Party também teve no ano passado a primeira edição em Recife (PE). O evento acontece ainda em países como Colômbia, Estados Unidos, México, Equador e Espanha, onde nasceu em 1997.
Nas edições brasileiras anteriores, o evento trouxe ao País nomes como Tim Berners-Lee, o criador da Web; Kevin Mitnick, um dos mais famosos hackers do mundo; Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos; Steve Wozniak, que fundou a Apple ao lado de Steve Jobs; e Kul Wadhwa, diretor-geral da fundação Wikimedia,que mantém a Wikipédia.
