"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Arquivos para a ‘Campanhas politicas’ Categoria

Dilma Rousseff (Foto: Alexandre Durão / G1 RJ)

Dilma Rousseff (Foto: Alexandre Durão / G1 RJ)

Em audiência com a juventude de movimentos sociais, a presidente Dilma Rousseff retomou a defesa de um plebiscito para reforma política, tema que entrou em voga na época das manifestações de junho. A presidente conclamou os movimentos sociais para que pautasse o Congresso Nacional sobre o tema e alegou que não tem unidade entre sua base aliada para aprovar o tema sem participação popular.

“O momento eleitoral é de discutir a reforma política e é preciso que os movimentos sociais pautem essa reforma”, disse a presidente, segundo relato de participantes da reunião. “Não pensem que conseguiremos a reforma política só na relação entre governo e Congresso. É algo que exija a participação dos brasileiros para coesão de forças”, acrescentou Dilma.

“O momento eleitoral é de discutir a reforma política e é preciso que os movimentos sociais pautem essa reforma”, disse a presidente em outro momento. “A luta não se foca só nos parlamentos, precisa de mobilização das ruas”, afirmou Dilma, também segundo relatos dos participantes do encontro.

Mais tarde, em entrevista coletiva, a secretária Nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência, Severine Macedo, disse que a presidente defende à proposta de plebiscito para constituição da reforma política.

“A presidenta defende, é simpática à ideia de construir um processo exclusivo, um plebiscito, uma consulta à sociedade sobre a questão da construção da reforma política”, disse a representante do governo. “Nosso entendimento é de que o Parlamento precisa discutir e ampliar o debate, mas que a sociedade precisa opinar sobre que reforma política ela quer e foi isso que a presidenta fortaleceu na reunião.”

Do Terra

Venezuela – Arte Agência Brasil

A deputada da oposição venezuelana Maria Corina Machado disse hoje (2) que o presidente de seu país, Nicolás Maduro, “cruzou a linha vermelha” ao prender líderes oposicionistas, de maneira arbitrária.

De acordo com a deputada, que apresentou nesta quarta-feira, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, seu posicionamento a respeito da crise política na Venezuela, desde o início de uma série de protestos da oposição, as liberdades democráticas em seu país foram tolhidas, e o governo tem fechado os canais de diálogo.

Corina defendeu os protestos realizados em diferentes regiões do país que, na sua opinião, foram motivados pela crise econômica vivida pela Venezuela. “A situação de escassez de alimentos, a falta de empregos fizeram com que as pessoas saíssem às ruas” disse.

A deputada disse ainda que espera empatia e solidariedade do Brasil a respeito da crise na Venezuela, e acrescentou que se pudesse falar com a presidenta Dilma Rousseff, não falaria como política, mas “de mãe para mãe, de perseguida para perseguida”.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) se solidarizou com a deputada venezuelana e disse que espera que o país encontre o seu caminho, sem intervenções. “Queremos que a Venezuela encontre a sua própria solução, sem que nenhum país intervenha”, disse.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentou documento no qual mostra que a deputada apoiou a tentativa de golpe contra o então presidente Hugo Chavez, em 2002, e questionou a deputada venezuelana sobre a possibilidade de a oposição pretender derrubar o presidente Nicolás Maduro. “Eu não acredito em nenhuma alternativa fora do Estado Democrático de Direito. Há 50 anos o Brasil viveu a quebra do regime constitucional, e isso trouxe consequências até hoje para a nossa sociedade”, disse Rodrigues, que criticou as manifestações que pedem a saída do presidente Nicolás Maduro.

Corina negou que a oposição tenha pretensão de dar um golpe de Estado, e disse que a oposição só irá se abrir ao diálogo quando o governo de Caracas der provas de que vai respeitar os diferentes atores políticos. “Temos que avançar e deter a violência, a opressão, soltar os presos políticos e liberar os meios de comunicação. Tem que haver um enorme esforço político de respeito às instituições”, frisou.

Deputada mais votada para a Assembleia Nacional, com quase 250 mil votos, Corina teve seu mandato cassado pelo Parlamento. A decisão foi confirmada pelo Tribunal Supremo de Justiça, sob o entendimento de que ela descumpriu um artigo da Constituição venezuelana, que proíbe funcionários públicos de aceitar cargos de governos. Corina aceitou a representação alternativa do Panamá em uma sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA), no dia 21 de março.

O tribunal julgou que a função diplomática “não só é prejudicial para a função legislativa, para a qual foi previamente eleita, mas também é uma clara contradição com seus deveres como venezuelana e como deputada da Assembleia Nacional”.

Na próxima semana, a Comissão de Relações Exteriores do Senado deve ouvir a vice-presidente do Parlamento venezuelano, deputada Blanca Eekhou. Apoiadora do presidente Nicolás Maduro, Blanca vai falar aos senadores sobre a visão do governo a respeito da crise.

Desde a eleição do presidente Nicolás Maduro, a Venezuela vive em estado de tensão. A crise se agravou em janeiro deste ano quando a oposição começou a fazer protestos pedindo a saída do presidente. Ontem (1º) a Anistia Internacional divulgou relatório no qual alerta para o risco de a Venezuela cair em uma “espiral de violência”, caso governo e oposição não se comprometam a respeitar plenamente os direitos humanos. Além disso, a organização também pede investigações imparciais e independentes sobre cada denúncia de violação dos direitos humanos. Em quase dois meses foram registradas 39 mortes e mais de 560 feridos nos protestos de rua, em várias cidades.

Da Agência Brasil

Anne Hidalgo, candidata vitoriosa do Partido Socialista na eleição para prefeito, é cercada por jornalistas ao chegar na sede de seu comitê, durante o segundo turno das eleições municipais, em Paris, neste domingo, 30 de março Foto: Reuters

Paris terá 1ª prefeita mulher, com vitória de Anne Hidalgo

lha de imigrantes espanhóis, feminista e discreta apparatchik do Partido Socialista (PS) francês, Anne Hidalgo será, aos 54 anos, a primeira mulher a comandar a prefeitura de Paris.

Segundo estimativa feita pelos institutos Ifop e Sas para o canal de televisão i-Télé, Anne Hidalgo obteve 54,5% dos votos no segundo turno das eleições municipais, desbancando sua rival, a candidata pelo partido de direita UMP Nathalie Kosciusko-Morizet, que teve 45,5% das intenções.

Morena de sorriso largo, quase sempre vista com um lenço cor-de-rosa, Anne Hidalgo terá o desafio de dirigir uma cidade de 2,2 milhões de habitantes, centro de todos os poderes da França e principal ponto turístico do mundo.

lha de imigrantes espanhóis, feminista e discreta apparatchik do Partido Socialista (PS) francês, Anne Hidalgo será, aos 54 anos, a primeira mulher a comandar a prefeitura de Paris.

Segundo estimativa feita pelos institutos Ifop e Sas para o canal de televisão i-Télé, Anne Hidalgo obteve 54,5% dos votos no segundo turno das eleições municipais, desbancando sua rival, a candidata pelo partido de direita UMP Nathalie Kosciusko-Morizet, que teve 45,5% das intenções.

Morena de sorriso largo, quase sempre vista com um lenço cor-de-rosa, Anne Hidalgo terá o desafio de dirigir uma cidade de 2,2 milhões de habitantes, centro de todos os poderes da França e principal ponto turístico do mundo.

Hidalgo, que esteve à frente da pasta de urbanização durante os anos Delanoë, chama para si o sucesso do “Vélib’”, programa de livre acesso a bicicletas, copiado massivamente por outras capitais do mundo. Ela diz querer fazer de Paris uma “cidade do mundo”, “inovadora e criadora de empregos, uma cidade ecologicamente correta onde é possível se locomover à pé ou de bicicleta”.

Do Terra

Mais mulheres na política

Com a presença do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, o Congresso Nacional reúne-se nesta quarta-feira (19), ao meio-dia, para a sessão solene de lançamento da campanha institucional “Mais Mulher na Política”.

Trata-se de uma ação conjunta do Congresso e do TSE para estimular a participação feminina nos processos eleitorais. A campanha terá propaganda institucional em rádios e televisões em conformidade com a minirreforma eleitoral (Lei 12.891/2013), que autoriza o TSE a promover campanha para “incentivar a igualdade de gênero e a participação feminina na política”.

A procuradora especial da Mulher do Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), disse que este é um movimento já antigo, mas que nos últimos anos tem se intensificado em busca de resultados mais efetivos.

— A gente não pode mais continuar convivendo com a situação atual, em que as mulheres são quase 52% do eleitorado e ocupam 8,6% das cadeiras no Parlamento. Está tudo errado no Brasil, porque a democracia também se mede pela presença da mulher nos espaços de poder — afirmou Vanessa.

De acordo com a cartilha + Mulher na Política: Mulher, Tome Partido, feita pela Procuradoria Especial da Mulher no Senado, o Brasil está em 156º lugar em representação feminina no Parlamento, entre 188 países. Na comparação com 34 países das Américas, o Brasil ocupa a 30ª colocação.

Da Agência Senado

Após a conversa, Bachelet vai receber mais uma vez o mandato presidencial, depois de governar o país de 2006 a 2010 e ser sucedida por Sebastián Piñera (UN Women/Creative Commons)

A presidenta Dilma Rousseff se encontra hoje (11) de manhã com a presidenta eleita do Chile, Michelle Bachelet, que assume novamente o governo. A reunião está marcada para as 9h40, horário local (uma hora a menos do que no Brasil), no Palácio Presidencial Cerro Castilho, que fica em Viña del Mar, cidade litorânea do Chile.

Após a conversa, Bachelet vai receber mais uma vez o mandato presidencial, depois de governar o país de 2006 a 2010 e ser sucedida por Sebastián Piñera. A cerimônia ocorre no Congresso Nacional chileno, que fica em Valparaíso, próximo de Viña del Mar e a 120 quilômetros da capital, Santiago.

Tendo como principal desafio reformar o sistema educacional e a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet, Michelle Bachelet terá que negociar com outros partidos, além de sua coalizão, para cumprir as promessas.

Do ponto de vista internacional, a expectativa do governo brasileiro é que o novo mandato aproxime o Chile dos vizinhos sul-americanos. De acordo com o embaixador Américo Simões, subsecretário-geral do Itamaraty para a América do Sul, Central e do Caribe, a expectativa do Brasil é aprofundar parcerias nas áreas de energia, educação, infraestrutura e direitos humanos.

Após a cerimônia de posse, os chefes de Estado retornam a Viña del Mar para cumprimentar Bachelet e participar de almoço oferecido pela chilena, marcado para as 14h. Dilma ainda participa de fotografia oficial com os demais chefes de Estado e de governo, no Palácio Presidencial Cerro Castilho, de onde se desloca para embarcar de volta ao Brasil. Ela tem chegada prevista para o fim da noite.

A presidenta volta, mas o chanceler Luiz Alberto Figueiredo fica no Chile para discutir, quarta-feira (12), a situação da Venezuela com ministros das Relações Exteriores de países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

 Da EBC

Margarita Zavala

Margarita Zavala

Às vésperas de completar 10 anos de circulação, a Revista Voto participa da XVII MIT Latin America Conference, no respeitado Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. O encontro, no próximo dia 8 de março, terá a presença da Publisher da Voto e cientista política, Karim Miskulin, no campus do MIT, em Cambridge, Massachusetts. Ela fará a abertura da segunda parte do evento, à tarde, fazendo a apresentação da oradora principal, Margarita Zavala, primeira-dama do México até 2012 e provável candidata à presidência nas próximas eleições.

Em sua 17ª edição, o já tradicional evento congrega autoridades governamentais, empresários e acadêmicos, que formam uma plateia de 700 pessoas para debater a América Latina no MIT. É organizada pela MIT Sloan School, escola de negócios do instituto.

Para Karim, participar de um evento dessa magnitude é uma honra e significa a consolidação do projeto internacional da Revista Voto. Lançado há quatro anos, o selo VotoMundo tem realizado missões internacionais de sucesso para integrar lideranças brasileiras com universidades e investidores americanos que foquem, principalmente, a área da inovação. “O Brasil está perdendo a competitividade ano a ano e é preciso dar um choque de realidade em nossos gestores para que esta situação seja revertida urgentemente”, afirma.

A Publisher da Voto ainda destaca a importância da instituição no cenário mundial: “Além de ser o berço de mais de 70 Prêmios Nobel, o MIT é o principal centro mundial de tecnologias de ponta, com ampla aplicação social. É por isso que pretendemos, na ocasião, fazer referência às várias iniciativas que a Voto vem realizando no Exterior em temas tão distintos quanto BRICS, desenvolvimento sustentável e inovação tecnológica”, destaca.

Participam, ainda, da Conferência: o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles; Adriana Cisneros, CEO do Grupo Cisneros (principal conglomerado empresarial da Venezuela); Juan Enriquez, diretor da Excel Venture Management; Fernando Fischmann, fundador e presidente da Crystal Lagoons; Andy Freire, fundador da Quasar Ventures; Carlos Gatto, CEO do IT at B2W Digital; Eduardo Moreira, fundador do Banco Brazil Plural; Luis Fernando Samper, CMO do Juan Valdez Café; e Woods Staton, CEO da Arcos Dorados. A Conferência será aberta pelo professor David Schmittlein, reitor da MIT Sloan School.

“Ter o MIT em parceria com a Voto reunindo grupo tão extraordinário é uma grande oportunidade de expansão para a América Latina e o Brasil no cenário internacional”, finaliza Karim. A Voto trará cobertura especial da MIT Latin America Conference no site (www.revistavoto.com.br) e em sua edição impressa de abril.

Marina Silva por Renata Castelo Branco

Marina Silva por Renata Castelo Branco

A cúpula do PSB recebeu a informação de que a ex-senadora Marina Silva já está disposta a anunciar em breve a definição de que será vice na chapa presidencial encabeçada pelo governador Eduardo Campos (PSB-PE).

Nos bastidores, Marina já admite que será candidata a vice, o que vem negando publicamente. Nesta terça em um reunião em São Paulo, ela deixou clara sua disposição para integrantes da Rede.

Há uma pressão interna entre os militantes da Rede para que a definição de vice só seja anunciada depois da definição dos palanques regionais, especialmente em São Paulo. Mas segundo relatos passados ao PSB Marina já estaria convencida de que é preciso anunciar logo a definição.

Do Blog do Camarotti

Desempenho pessoal da presidenta Dilma Rousseff é aprovado por 55% dos entrevistadosWilson Dias/Arquivo Agência Brasil

O governo da presidenta Dilma Rousseff recebeu aprovação de 36,4% dos entrevistados na pesquisa divulgada hoje (18) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O índice é menor que o registrado na pesquisa anterior, de novembro de 2013, quando o governo teve avaliação positiva de 39% da população. O governo Dilma foi avaliado como negativo por 24,8% dos entrevistados. Na edição anterior, esse percentual chegou a 22,7%.

O desempenho pessoal da presidenta é aprovado por 55% dos entrevistados. O índice de desaprovação chega a 41%.

A pesquisa da CNT, encomendada ao instituto MDA, mostra que, no caso de candidatura nas eleições presidenciais de outubro, Dilma Rousseff tem 21,3% da intenção espontânea de voto. Em seguida, aparecem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (5,6%), o senador Aécio Neves (5,6%), Marina Silva (3,5%) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (1,6%). Na pesquisa espontânea, não são apresentados nomes de possíveis candidatos.

Na intenção de voto estimulada, quando são apresentadas opções de candidatos, Dilma Rousseff tem 43,7% da intenção de voto, Aécio Neves tem 17% e Eduardo Campos, 9,9%. Em um segundo cenário, no qual Marina Silva é candidata no lugar de Eduardo Campos, Dilma Rousseff tem 40,7% das intenções de voto, Marina Silva, 20,6% e Aécio Neves, 15,1%.

Nesta edição, foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 24 unidades da federação, entre os dias 9 a 14 de fevereiro. A margem de erro da pesquisa é 2,2 pontos percentuais.

Da Agência Brasil

A presidenta diz que a produção de grãos no Brasil será recorde este ano. Wilson Dias/Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (17) que a produção brasileira de grãos será recorde em 2014 e deve atingir mais de 193 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento. “O Brasil vai alcançar, com esse recorde, a liderança mundial na produção de soja, mostrando a força da agricultura brasileira, o que é muito importante para o crescimento do país, também para o abastecimento interno, para as exportações brasileiras e, assim, para o saldo da balança comercial”.

No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma informou que a safra recorde de 2013/2014 é o resultado do esforço conjunto dos produtores, do desenvolvimento de novas tecnologias para o campo e do apoio dado pelos programas do governo aos agricultores. “Nós colocamos R$ 136 bilhões à disposição dos médios e dos grandes produtores rurais para a safra 2013/2014. Nós colocamos também R$ 21 bilhões para a agricultura familiar”, disse.

Segundo a presidenta, dos R$ 136 bilhões para o agronegócio, mais de R$ 91 bilhões de crédito já foram contratados pelos produtores. Ela destacou que houve um aumento de 50% em relação ao que foi contratado no mesmo período de 2012.

Dilma ressaltou que foi possível alcançar esse resultado porque o governo, além de aumentar o crédito, reduziu os juros e ampliou os prazos do financiamento. Ela lembrou o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Modefrota), que permitiu uma verdadeira transformação na agricultura por meio do crédito barato para a compra de máquinas mais modernas.

A presidenta informou que apenas os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outros fundos para a compra de máquinas e equipamentos já somam R$ 8,7 bilhões ainda na metade da safra. De acordo com ela, 83 mil máquinas agrícolas foram vendidas no ano passado, um crescimento de mais de 18% em relação a 2012. “Nas últimas duas décadas, nossa produção de grãos aumentou 221%, enquanto a área plantada cresceu 41%”.

Dilma disse que o governo tem um programa específico para os médios produtores, o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). “Para financiá-los, nós colocamos mais de R$ 13 bilhões de crédito com juros reduzidos. Baixamos os juros de 5% para 4,5% ao ano e ampliamos os limites de financiamento”. Segundo a presidenta, R$ 9,3 bilhões de crédito já foram contratados pelos médios produtores nesta safra. “Um terço desse crédito foi usado na compra de máquinas e na melhoria das propriedades”.

Para apoiar os agricultores na adoção de práticas sustentáveis de produção, Dilma destacou que foi criado o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) que, nesta safra, já tem R$ 4,5 bilhões disponíveis. “Com o Programa ABC, os agricultores têm crédito em condições muito favoráveis: juros de 5% ao ano e prazos de pagamento entre cinco e oito anos”, disse. Os objetivos do programa são diminuir a emissão de gases de efeito estufa, preservando os recursos naturais, e elevar a produtividade da agricultura.

Leia o restante »

Segundo a presidente, o governo está priorizando o transporte sobre trilhos porque é um transporte de alta capacidade

Segundo Dilma, são R$ 33 bilhões só do governo federal para construir metrôs em nove cidades brasileiras – Foto Breno Fortes /CB/ D.A Press

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (10/2) que o governo federal, em parceria com estados e municípios, está investindo R$ 143 bilhões em mobilidade urbana. Segundo a presidente, a prioridade é o transporte sobre trilhos: são R$ 33 bilhões só do governo federal para construir metrôs em nove cidades brasileiras. “Nosso objetivo é ampliar e acelerar as obras, que vão tornar o transporte coletivo mais confortável, rápido e muito mais seguro e com um preço bem acessível”.

No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma informou que o investimento contempla mais de 3,5 mil quilômetros em obras de transporte coletivo, que incluem metrôs, trens urbanos, monotrilhos, veículos leves sobre trilhos (VLTs), além dos corredores de ônibus. “Começamos com R$ 93 bilhões e fomos aumentando os recursos em mais de R$ 50 bilhões, a partir do Pacto da Mobilidade Urbana que eu anunciei em junho do ano passado. Vamos diminuir o tempo que as pessoas perdem no trânsito e devolvemos a cada uma delas um tempo precioso de vida.”

Segundo a presidente, o governo está priorizando o transporte sobre trilhos porque é um transporte de alta capacidade. “E, ao mesmo tempo, garante o deslocamento dos passageiros de forma muito mais rápida e segura. Não há interrupção pelo trânsito, por exemplo. É um transporte direto. Quanto maior a cidade ou quanto maior a região metropolitana, mais o transporte sobre trilho é importante.”

Dilma destacou que foram construídos ou estão em implantação em seu governo metrôs em nove cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte. “Só para fazer o metrô, o governo federal está colocando R$ 33 bilhões em investimentos. Outros R$ 15,5 bilhões são a contrapartida dos estados e municípios. E, além desses recursos, as empresas privadas também participam dos investimentos.”

A presidente também lembrou que o governo está investindo em VLTs, monotrilhos, trens urbanos e aeromóveis (trens suspensos). “São R$ 14 bilhões para essas obras e, muitas delas, serão integradas aos metrôs. Isso porque integração é a palavra-chave do modelo de transporte coletivo que queremos para as nossas cidades.” O prazo de financiamento das obras de transporte coletivo é 30 anos, com juros de 5,5% ao ano. Estados e municípios têm quatro anos de carência, ou seja, só começam a pagar quatro anos depois.a

Do Correio Braziliense

Ig
abril 2014
D S T Q Q S S
« mar    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  
Curta!
Mulheresnopoder