"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

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O mundo é injusto, é contraditório, é confuso, é difícil, é ingrato…

Quantas vezes na vida nos sentimos assim, em relação ao mundo em que vivemos?

Mas o que realmente importa não são os fatos em si que nos acontecem, e sim a forma como reagimos a eles. Tudo se resume a uma questão de postura.

Pessoas mais positivas, conseguem sair de situações ruins mais rapidamente e de uma maneira melhor e mais fortalecidas.

Pessoas negativas, pela falta de coragem em encarar os problemas, podem “empurrá-los com a barriga” por anos a fio, até décadas.

Ser positivo significa ser uma pessoa mais saudável física e emocionalmente, otimista, auto confiante, segura, fiel às suas verdades e com uma boa autoestima.

Ser negativo significa ser uma pessoa que se fecha a tudo isso.

Tirar um tempo para uma autoanálise e aprender a reconhecer os pensamentos e atitudes negativos, para transformá-los em pensamentos e atitudes positivos, é um exercício necessário.

E sobre tudo aquilo que faz mal, a ordem é praticar o desapego, por mais doloroso que possa ser no momento. Compensar as perdas passadas, projetando imagens positivas para o futuro, ajudará a vencer este desafio.

Por último, silenciar-se para ouvir a intuição, a voz interior. Ela pode ser uma excelente aliada para trazer mais positividade à vida, quando somente a razão é quem está no controle da mente.

E não pense que este tema aplica-se somente à vida pessoal, pois mudar a óptica nas questões profissionais que não estão indo bem, deve ser uma prioridade.

Pense nisso e $uce$$o !

Elaine Mello

Elaine Mello

Por Elaine Mello, da PYXIS_Academia de Investimentos

Arte Valéria Pena-Costa

Arte Valéria Pena-Costa

Realmente eu preciso voltar a falar de passarinhos. Eu era mais leve quando pensava em suas penas coloridas e não nas outras penas do mundo. E eles me esperam ali nos galhos altos do ipê, ao alcance dos meus olhos e dos meus ouvidos re-atentos. Plumagens amarelas, castanhas, verdes, pretas, bicos longos, curtos, pontiagudos, curvos, delicados olhos como miçangas dos meus colares infantis. Todos olham atenciosos minha janela à espera da retomada de nossas antigas conversas. Talvez me tragam novidades em tempos de primeiras chuvas, primeiros brotos e novos aromas.

Gostaria de saber se têm comido lagartas que se reproduzem no jasmim, se gostam das cigarras que cantam de se arrebentar, se as formigas lhes roubam a paz na hora de dormir. São pequenas grandes coisas que configuram o universo do jardim. Penso nos detalhes.

Passa uma criança cantando, um cachorro late quando ela passa, uma folha é pisada pelo pequeno pé, o estalo da folha assusta o inseto, como um estrondo de fim de mundo.

E a vida se desloca de um a outro movimento, infinitamente, desde o pelo eriçado do cão à penugem que se desprende do peito do sabiá. E ouço o doce canto da menina que desencadeia, na minha percepção, os muitos cantos de passarinhos. Onde estive por tanto tempo que não os ouvi?

Minha suposição é que me fechei em desenhos de outras aves. Presas no papel, as minhas não cantavam. Vou soltá-las todas na janela. Irão, certamente, pousar com as outras nos altos galhos o ipê.

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

 

 

 

Valéria Pena-Costa, Artista plástica . Mineira em Brasília.

 

Foto Valéria Pena-Costa

Foto Valéria Pena-Costa

Uma noite amável. Varanda, latidos ao longe, vidas passageiras em carros, “Las canciones de Almodovar” como fundo musical, três ipês desfolhados, caliandras e jasmins pra sempre floridos, grama ressequida, pó de madeira lixada, cheiro de madeira lixada, cores reavivadas na madeira lixada. Estou gostando dessa noite. Um calor ameno, educado, que não invade a pele e o humor.

Os cachorros realmente dão o tom da noite me remetendo ao interior quando, de fato, sentava-se em cadeiras nas calçadas. Às vezes me pego pensando se esse doce costume não foi inventado pela minha fantasia, mas não, realmente passeávamos em calçadas ocupadas por cadeiras com gente mais velha em conversas pacientes entremeadas por risos e ouvíamos ladrar de cães em horas amenas. E muitos gritos empenhados de meninada de todas as idades, levando muito a sério alguma brincadeira. Essas noites são propícias, estimulam a vida exterior, como a de hoje. Não estou só. Pergunto se há lua no céu, mas não se mostra, não sabemos por onde anda.

Na placa de acrílico negro em que tornou o lago, uma pequena luz desliza, única na quietude escura. Mas cadê a lua?

“Yo quiero luz de luna
Para mi noche triste
Para sentir divina
La ilusión que me trajiste
Para sentirte mía, mía tú
Como ninguna”

Acompanho Chavela Vargas, que canta como quem chora, uma de “Las canciones de Almodovar”, e sua voz dramática me resgata da noite do interior, me traz a atenção de volta para o pequeno ponto deslizante no lago, e me ponho a sonhar com a lua sobre o mar. Hora de dormir. Os cães ladram e um carro passa. Minha noite não é triste.

 

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

 

 

 

Valéria Pena-Costa, Artista plástica . Mineira em Brasília.

Praça dos três poderes.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-RJ) está recebendo doações de cabelo para a confecção de perucas que serão doadas a mulheres com câncer. A ação faz parte da campanha “Outubro Rosa”, de luta contra o câncer de mama. O Senac-RJ e a Fundação Laço Rosa também promovem palestras sobre a importância do diagnóstico precoce e os alunos do curso técnico de enfermagemdo Senac vão esclarecer dúvidas sobre a doença.

“Na área de beleza, nos salões escolas os nossos alunos do curso de cabeleireiro estão captando cabelo de quem queira doar, basta ir a uma das cinco unidades. Os alunos do curso de enfermagem estão fazendo blitze com as pessoas informando sobre a importância da prevenção do diagnóstico precoce do câncer de mama. A gente também fez uma ação com os alunos do curso de moda, que produziram 300 lenços para serem doados”, disse a gerente de Responsabilidade Social do Senac-RJ, Ana Paula Nunes.

Segundo Ana Paulo, são cerca de mil alunos envolvidos nas atividades da campanha, que tem como objetivo divulgar a importância do diagnóstico precoce da doença entre os 80 mil alunos do Senac.

Na sexta-feira passada (10), a campanha iluminou de rosa o Cristo Redentor e, até o dia 24, as unidades do Senac em Campo Grande, Niterói, Copacabana, no Politécnico e em Duque de Caxias, além da Carreta Escola, que está na Vila Kennedy, também receberão a iluminação da campanha. As cinco unidades participam da campanha de arrecadação de cabelo para a confecção de perucas, que serão confeccionadas pela Fundação Laço Rosa e doadas para pacientes com câncer. Os alunos do Senac farão os cortes gratuitamente e os salões escola também recebem mechas já cortadas.

Ana Paula lembra que esta é a primeira vez que o Senac adere ao “Outubro Rosa” e também está divulgando o livro Enfrentando o Câncer, que traz dicas para as pacientes. “O livro trabalha com a questão da autoestima, cuidados com a saúde, com a higiene, traz um tutorial de lenço, um tutorial de maquiagem”.

Da Agência Brasil

Bancárias lutam por igualdade salarial, além de melhores condições de trabalho / Arquivo Diário SP

Segundo cálculo do Dieese, demoraria 88 anos para que os salários fossem igualados entre os sexos

Os dados do 2º Censo da Diversidade, realizado entre 17 de março e 9 de maio, causaram surpresa até no comando nacional do Sindicato dos Bancários. As mulheres continuam sendo discriminadas pelas instituições financeiras. Somente pelo fato de serem do sexo feminino, recebem 77,9% do salário médio pago aos homens, mesmo os dois fazendo as mesmas funções.

Na comparação com o primeiro censo, feito em 2008, a situação melhorou, mas foram pífios 1,5% de alta, segundo o Sindicato dos Bancários.

O cálculo foi feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Ele mostra, por exemplo, que se esse ritmo de correção das distorções não mudar, vai demorar 88 anos para que as bancárias passem a receber salários iguais aos dos colegas homens.

Na Região Sudeste, a mais rica do país, a diferença salarial de gênero é ainda maior. Demoraria cerca de 234 anos para as mulheres atingirem a mesma remuneração dos homens.

Durante a reunião com o Comando Nacional dos Bancários, no primeiro semestre, também foram apresentados os dados solicitados pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) sobre os números de afastamento de bancários do trabalho nos últimos anos.

Do total de 458.922 trabalhadores dos 18 bancos que participaram do 2º Censo, 187.411 responderam ao questionário, o equivalente a 41% dos contratados pelo setor. Desse montante, 51,7% são homens e 48,3%, mulheres.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, cobrou providências para mudar esse cenário. Os bancários fizeram greve de sete dias na semana retrasada para cobrar, além de reajuste salarial, melhorias nas condições de trabalho.

“Cobramos dos bancos propostas concretas para que diminua essa diferença de salários entre homens e mulheres e todos tenham igual oportunidade de ascensão na carreira”, afirmou Juvandia.

Outro lado/ Em nota, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) disse não ter conhecimento dos resultados Mesmo assim, ela considera os resultados parciais e incompletos. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que os dados apresentados foram apenas uma prévia e, por isso, não iria comentá-los.

Do Diário de São Paulo

Maria Fernanda Rizzo – Divulgação

A professora de educação física Maria Fernanda Rizzo, 35, sofria com a jornada dupla de profissional e mãe em 2007, quando identificou uma oportunidade de negócio: produzir para fora as papinhas orgânicas que fazia em casa.

“Todos os dias à noite, quando chegava em casa depois do trabalho, eu preparava papinhas orgânicas para minha filha. Até que me perguntei se não havia alguém que as vendesse. Pesquisei e vi que tinha em outros países, mas não no Brasil”, conta.

Hoje, sua empresa produz 30 mil refeições por mês, que são comercializadas em 40 pontos de venda no país. A rede faturou R$ 1,1 milhão no primeiro semestre de 2014 e espera chegar à marca dos R$ 2 milhões até o fim do ano.

A professora precisou de R$ 600 mil e de um ano e meio de preparação antes de abrir o negócio para aprender sobre o mercado de orgânicos e escolher o modelo de produção. As refeições são congeladas sem conservantes em um processo que garante validade média de seis meses.

“O produto sai a 100°C do fogo e vai a -30°C em quarenta minutos. Depois disso, é rotulado e embalado. É um processo controlado que mantém as características da comida fresca”, afirma.

Entre papinhas e sopinhas, a empresa oferece 27 sabores, como a de banana, a de manga ou a mistura de cenoura, maçã, mamão e beterraba. Os preços, de porções de 100 g, vão de R$ 6,60 a R$ 8,55.

Rizzo conta que seu público-alvo são mulheres das classes A e B que trabalham fora e já conhecem ou consomem alimentos orgânicos, por isso, procuram essa opção para seus bebês.

Ela também criou uma linha de alimentos congelados para a família, que vêm em porções individuais de 100 g a 500 g e custam de R$ 6,75 (arroz integral 250 g) a R$ 34 (panqueca de frango com molho de tomate 500 g).

Orgânicos no Brasil ainda são nicho e fornecedor é dificuldade

De acordo com dados do IPD (Instituto de Promoção do Desenvolvimento), entidade que acompanha o mercado de orgânicos no país, o setor cresce de 30% a 40% ao ano desde 2012.

Apesar da expansão das vendas, o mercado de orgânicos ainda é pequeno e não atinge a clientela de massa, aponta o coordenador do IPD, Ming Chao Liu.

O consumidor que procura as papinhas orgânicas é aquele que já busca produtos mais saudáveis para sua alimentação e está disposto a pagar mais por isso. Uma papinha industrializada de marca conhecida pode ser encontrada nos mercados a partir de R$ 3,35 (pote com 120 g), enquanto a sua versão orgânica custa R$ 6,60.

Além disso, a diversidade dos produtos orgânicos é menor conforme o momento do ano. Assim, nem sempre o cliente tem disponível o sabor que quer comprar. “Muita gente acha que é só não ter agrotóxico, mas é respeitar o ciclo da terra, não usar fertilizantes nem outros produtos químicos para aumentar a produtividade”, afirma Liu.

A falta de matéria-prima também é um risco do negócio, segundo Liu. “Regularidade de fornecimento e qualidade são as principais dificuldades. A maioria dos produtores de orgânicos atuam em pequena escala e de maneira pulverizada. Dessa forma, não conseguem fornecer grandes volumes.”

Oferecer outros produtos saudáveis é alternativa de crescimento

Karyna Muniz, consultora do Sebrae-SP (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa de São Paulo), considera o setor promissor. O interesse de grandes empresas, como a Jasmine, que passou a vender papinhas orgânicas no país em julho, é prova disso, segundo ela.

Como o negócio atinge um público segmentado, a consultora indica como alternativa de crescimento da empresa investir em alimentos que tenham sinergia com as papinhas orgânicas. “Se os pais se preocupam em oferecer alimentos saudáveis para a criança, é natural que eles procurem isso para si. A empresa que tiver um portfólio completo tem mais chances de sucesso.”

Onde encontrar:

Empório da Papinha: www.emporiodapapinha.com.br

Jasmine: www.jasminealimentos.com

Do Uol Economia

Divulgação

O Ministério Público do Estado de Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Promotora de Justiça Substituta Ana Carolina Lopes de Mendonça Castro, da 29ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande, recomendou à Secretaria de Estado de Administração que em respeito aos Princípios Constitucionais da Proporcionalidade, da Eficiência e da Economicidade, preveja nos futuros editais dos Concursos Públicos do Estado de Mato Grosso do Sul método para acesso às provas e interposição dos recursos respectivos que assegure a efetiva igualdade de chances aos candidatos concorrentes.

A Promotora de Justiça Substituta recomendou que isso possa ser feito, independentemente de onde os candidatos sejam domiciliados, de modo que se viabilize a vista da prova por tempo razoável para a constatação dos possíveis e comuns equívocos de correção das Bancas Examinadoras, preferencialmente por meio da Rede Mundial de Computadores, ou com prazo razoável para o deslocamento se isso se mostrar impossível ou inconveniente.

Lembra que isso é necessário, principalmente porque o real e único escopo do instituto do concurso público é a seleção dos candidatos mais tecnicamente preparados para o exercício do cargo em exame, de modo a se promover a eficiência administrativa, alcançada com o menor dispêndio de recursos públicos possíveis, justificando, destarte, a realização e custos do certame.

Para fazer a Recomendação, a Promotora de Justiça Substituta levou em consideração a existência de Inquérito Civil de nº 054/2013, instaurado na 29ª Promotoria de Justiça, visando apurar eventual irregularidade no prazo de acesso à folha de resposta da prova discursiva e no tempo para impetrar recurso das questões dessa prova, objeto do concurso de Delegado da Polícia de Mato Grosso do Sul.

Também considerou a determinação do Edital nº 34/2013 – SAD/SEJUSP/DP/PCMS, publicado após a abertura do concurso, no qual se estabelece o tempo de acesso à prova escrita discursiva de 15 minutos por candidato, o impedimento de retirada de cópia da prova e a necessidade do comparecimento do candidato na hora e local pessoalmente, como a única forma de se ter vista do exame e interpor recurso.

Ainda considerou a existência de alternativas para garantir o amplo acesso à prova escrita discursiva, adotadas por outras bancas examinadoras por todo o País, tais como a disponibilização das questões e do espelho da prova por meio eletrônico, bem como a possibilidade de interposição de recurso por meio da Rede Mundial de Computadores.

Do Ministério Público

São Paulo recebe o 1º Encontro Internacional de Mulheres Palhaças (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A capital paulista recebe até domingo (12) o 1º Encontro Internacional de Mulheres Palhaças. São dez espetáculos em cartaz em seis espaços da cidade, contemplando apresentações de rua, musicais e cabarés. “O cabaré é um espetáculo de variedades. Você tem vários números cômicos e técnicas e habilidades circenses, ou mágica e ilusionismo”, explica a idealizadora do evento, Andréa Macera. “O cabaré é primordial para ficar testando números e aprimorando o trabalho, é o contato com o público”, acrescentou, ao comentar o gênero que está representado por três espetáculos na mostra que começou ontem (6).

O projeto surgiu depois de Andréa conhecer um encontro semelhante no Rio de Janeiro. “Eu abri um curso que se chama Escola de Palhaças e comecei a dar aulas só para mulheres. E foi muto legal porque começamos uma pesquisa”, conta a artista. Com o madurecimento do trabalho, Andréa resolveu montar uma mostra em São Paulo, a exemplo do que já existia não só no Rio, mas também em Brasília e no Recife.

Os encontros e a pesquisa ajudam, segundo Andréa, a consolidar as mulheres nesse tipo de humor. “É um mundo masculino. Era um mundo ocupado pelos homens. As mulheres começaram a ocupar esse lugar há 50 anos. É muito jovem isso”, destacou a artista, que apresenta um solo a partir de temas masculinos no festival. “Há uma delegacia, um bar, um trem suburbano, coisas bem do lado B da vida. É um pouco a visão da Mafalda, uma palhaça, que vai vivendo essa história que é meio de suspense, de crime”, conta a respeito da peça Sobre Tomates, Tamancos e Tesouras, que encerra a mostra no Sesc Bom Retiro.

Há ainda atrações internacionais, como o espetáculo Paraíso na Terra, da austríaca Elke Maria Riedman. O texto foi desenvolvido a partir do aprofundamento de um personagem que a palhaça interpretava em festas de casamento e aniversários. “Essa pequena garçonete servia as mesas e falava com as pessoas”, conta sobre a personagem que, apesar da pouca instrução, busca soluções para grandes problemas da humanidade. “É tragicômico. É uma figura bem palhaça, mas ela está pensando em grandes problemas do mundo. E é trágico porque é verdade que morrem de fome na África”, completa.

Elke disse ainda que gosta muito de frequentar encontros como esse, pelas possibilidades de trocar experiências com pessoas que fazem a mesma arte. “ É a única oportunidade de encontro de palhaças de vários países do mundo”, destacou.

A programação completa pode ser vista na página do evento.

Da EBC

Mesmo com três candidatas na disputa presidencial, a presença das mulheres na política não afasta as abordagens machistas. Os principais pontos da agenda feminista continuam na periferia dos debates.

Urna

No próximo domingo, 5 de outubro, iremos às urnas para escolher o próximo presidente do país. Peraí, deixa eu reeditar essa frase usando o gênero correto, de acordo com as últimas pesquisas: iremos às urnas para escolher a próxima presidente da República (ou como a atual gosta de dizer, presidentA). Menos de 30 anos depois da redemocratização no Brasil, a disputa presidencial ostenta três figuras femininas: Dilma Roussef, Marina Silva e Luciana Genro. O que isso significa para a luta das mulheres por respeito e igualdade de direitos?

Os números sugerem avanços na participação feminina na política brasileira. Em relação às eleições de 2010, as candidaturas femininas cresceram 46,5%, de acordo com o TSE. Não dá pra negar que houve um aumento quantitativo da presença feminina nas urnas. O que parece estar avançando a passos lentos é a mudança na abordagem da figura feminina dentro do cenário político. A agenda de discussões também continua sendo pautada pela lógica masculina. E lá vamos nós, mulheres, vestidas com “as roupas e as armas” de um jogo político cujas regras e cenário são predominantemente masculinos.

Você está duvidando? Vou te dar um exemplo bem simples. Pare agora a leitura e faça uma busca no Google com as palavras Marina Silva +roupas. Ou Dilma + roupas. Faça o mesmo com o Aécio. Vai perceber que há centenas de reportagens discutindo a aparência, o estilo, a maquiagem e até o peso das candidatas. Já para os candidatos, esses temas não têm a mesma relevância. Não é que eu não goste de falar de roupas ou moda – pelo contrário. Esses são assuntos importantes em um mundo em que a troca simbólica e visual é a base da nossa cultura. O que incomoda é o subtexto dessas discussões sobre as candidatas – uma forma sutil e arraigada de desqualificar o papel da mulher, ou de atrelá-lo sempre à valorização da aparência, da estética, da dialética entre bonito (com valor) x feio (sem valor). A gente nem percebe, mas por trás dessas análises de estilo, dos memes sobre o coque da Marina e das piadas sobre o jeito da Dilma se vestir está um discurso de coisificação e desqualificação da mulher em seu papel de autoridade pública.

Indo além nessa reflexão, o que poderia ser um avanço é apenas um crescimento da participação da mulher no cenário político. Estamos em maior número na disputa eleitoral, mas a agenda de discussão ainda não mudou por causa disso. Em qual debate falou-se sobre a isonomia salarial para homens e mulheres? Você ouviu alguma candidata falar sobre isso? Afinal, somos mais da metade do eleitorado, queremos ganhar o mesmo que os homens, quando ocupamos função semelhante. E os direitos da mulher, como a licença maternidade? Alguém propôs instituir no setor privado a licença de 6 meses? Ou ao menos discutir isso com os setores econômicos, a exemplo do que é praticado nos países desenvolvidos? Questões como violência contra a mulher, avanços e desafios da Lei Maria de Penha também estão na periferia da agenda eleitoral – mesmo sabendo-se que somos a maioria da população. E a legalização do aborto é um tema tratado em terceira pessoa pelas próprias mulheres, carregado de dogmas religiosos e de uma visão medieval da realidade feminina.

Não quero culpar as candidatas. Mudanças estruturais levam tempo, mudanças culturais levam décadas. Não acredito que uma única figura política possa transformar paradigmas em um ambiente tão machista quanto o cenário político. Cabe a cada uma de nós contribuir para esses avanços. Diariamente, nas nossas relações pessoais e profissionais. Vamos participar mais da política, vamos quebrar a corrente da desqualificação da imagem feminina, cobrir isso dos nosso representantes. Boicotar discussões discriminatórias. Vamos desconstruir a agenda de prioridades nas discussões das Assembléias Legislativas, nos governos locais. Somos maioria! Vamos transformar essa vantagem quantitativa em mudança qualitativa. Vamos ocupar os espaços de poder e mudar a forma de encarar a política e o papel da mulher. Você vem?

Jamila Gontijo Piffer

Jamila Gontijo Piffer

Jamila Gontijo Piffer é jornalista e escritora. Trabalha com consultoria de conteúdo e assessoria nas áreas de política, cultura e gastronomia. Tem aversão a rótulos e paixão pelas causas femininas. Está sempre em busca de descobertas nesse vasto mundo. Desenvolve pesquisa sobre as culturas matriarcais e seu arcabouço cultural há mais de vinte anos. Nas horas vagas, canta, dança e fotografa como forma de expressão artística.

O Congresso Nacional ganhou iluminação rosa para lembrar a importância da prevenção do câncer de mama (José Cruz/ABr)

Começa nesta quarta-feira (1) em Brasília a campanha Outubro Rosa, com o objetivo de mobilizar a sociedade sobre a importância do exame preventivo de câncer de mama. A partir das 18h30 prédios e monumentos públicos serão ilumiados com a cor rosa. A campanha deste ano terá também a exposição Recomeçar, que traz fotos de mulheres mastectomizadas (operação de retirada do seio). Após discursos de autoridades e anúncio da programação da campanha, haverá show musical com Dona Gracinha da Sanfona e Célia Porto e Panteão da Pátria Tancredo Neves – Praça dos Três Poderes.

Com o tema “Informação transparente, decisão consciente”, a campanha no Distrito Federal pretende orientar as mulheres a procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua casa ou uma das cinco unidades móveis disponíveis para fazerem mamografias, ecografias e exames preventivos.

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização da prevenção do câncer de mama realizada anualmente no mês de outubro. O movimento teve início em 1990 durante a primeira Corrida pela Cura em Nova Iorque. Em 1997 entidades de outras cidades dos EUA começaram a promover atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença e o mês de outubro foi escolhido como marco para as ações.

Confira a programação do evento no Distrito Federal
 
Evento: Lançamento da campanha com acendimento sincronizado de luzes de prédios e monumentos públicos do DF na cor Rosa.
Monumentos e prédios iluminados: Congresso Nacional, Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal, Biblioteca Nacional, Monumento JK, Palácio do Buriti e Anexo, Catedral, Ponte JK, Palácio da Justiça, Itamaraty, Secretaria Especial de Politicas para as Mulheres da Presidência da República, Delegacia da Mulher e Câmara Legislativa do DF.
 
Data: 1º/10 – quarta-feira
Local: Panteão da Pátria Tancredo Neves – Praça dos Três Poderes
Horário: 18h30
 
Data: 4/10 – sábado
Evento: Roda de Capoeira: “Outubro rosa da copoeira na ginga contra o câncer de mama”
Local: Feira do Guará
Horário: 10h
Grupo: N’golo de Capoeira – Mestre Dionísio
Evento: “O Guará tem compromiso com a prevenção”
 
Data: 10/10 – sexta-feira
Local: Casa da Cultura do Guará – QE 23 – Área Especial do CAVE – próximo ao Kartódromo – Guará II – Telefone: 3383.7277/78
Horário: 20h
Evento: “Caminhada contra o Câncer de Mama” Defensoria Pública do DF
 
Data: 12/10 – Domingo
Local: Parque da Cidade – Concentração no estacionamento 12
Horário: 8h
Obs: Haverá atendimento Jurídico da Defensoria Itinerante do DF à comunidade.
Evento: Quintas femininas
 
Data: 16/10/2014 (quinta-feira)
Local: Ala Nilo Coelho – Plenário 2 – Senado Federal
Horário: 10h
Tema: “Câncer de mama: informação transparente, decisão consciente”
Palestrantes: Dra. Carolina Fuschino – Sociedade Brasileira de Mastologia e Dr. Arn Migowski, Sanitarista, epidemiologista, tecnologista da Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede do Instituto Nacional de Câncer do Rio de Janeiro (INCA).
Usuária: Lilian Marinho – Colaboradora da Rede Feminista
Evento: “Caminhada e Corrida contra o Câncer de Mama 2014″
 
Data: 19/10/2014 – domingo
Local: Início do Eixão Norte do Lazer – na altura do Prédio dos Correios
Horário: 9h
Patrocínio: Secretaria de Esporte do DF
Quantidade de inscrições gratuitas: mil
Percursos: caminhada de 1km, corrida de 5km e 10 km
Observações: As inscrições serão abertas na semana anterior à prova por meio da página da Secretaria de Esporte na Internet. www.corredorderua.com.br
Os corredores e corredoras receberão Kit contendo camiseta, chip, número de peito, sacolinha e medalha de participação. É oferecido lanche na chegada, com fruta, bolachas e suco de caixinha.
Evento: Abertura da exposição fotográfica “Recomeço” no térreo do Palácio do Planalto. (a confirmar)
 
Data: 16/10/2014
Horário: 10h.
Evento: Quintas Femininas
 
Data: 23/10/2014 (quinta-feira)
Local: Auditório do prédio Ministério do Esporte – Esplanada dos Ministérios – Bloco A
Horário: 10h
Tema: “Prevenção e tratamento do câncer de mama: avanços e desafios”
Palestrante: Dra. Fernanda Salum – Mastologista – Secretaria de Saúde do DF e Dr. Anderson Silvestrini – Oncologista – Grupo Acreditar.
Usuária: Joana Jeker – presidente da Recomeçar – Entidade de Mulheres Mastectomizadas de Brasília
Evento: Quintas Femininas
 
aData: 30/10/2014 (quinta-feira)
Local: Auditório da Escola de Assistência Jurídica da Defensoria Públicado DF. Setor Comercial Sul – Edifício Venâncio 2000 – Quadra 8 – 2º andar – telefone: 2196.4409
Horário: 14h
Tema: “Reconstrução mamária”
Palestrante: Dra. Kátia Torres – Cirurgiã plástica – ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica do DF e Dr. Daniel Barbalho – mastologista do Hospital Sírio Libanês unidade Brasília e Dr. Ricardo Caponero – oncologista e presidente do Conselho Técnico da Femama.
 

Da Ebc

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