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Exportação brasileira de veículos caiu 32,7% no primeiro trimestre deste ano

Brasileiros querem destravar o impasse no fluxo comercial com o país vizinho Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Diante de uma crise de exportações de automóveis para a Argentina, representantes do setor automotivo brasileiros se encontraram com a presidente Dilma Rousseff a fim de destravar o impasse no fluxo comercial com o país vizinho. A exportação brasileira de veículos caiu 32,7% no primeiro trimestre deste ano, após a restrição de importações pela Argentina, principal parceiro comercial no setor e responsável por receber 75% do total dos automóveis que saem do Brasil montados.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, Dilma determinou que o ministro Mauro Borges (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Caffarelli, entre em contato com as autoridades argentinas sobre o tema.

“Ela determinou que o ministro Mauro Borges e o ministro Taffarelli rapidamente tenham uma conversa com o governo argentino no sentido de destravar esse mercado e voltar o fluxo de comércio e o que os dois ministros colocaram é que já na próxima semana estarão na Argentina reiniciando a negociação”, afirmou Moan.

A crise no país vizinho, que era minimizada até fevereiro, acendeu um alerta vermelho para as fabricantes nacionais e já mobilizou o governo. Um memorando de entendimento para destravar o comércio bilateral foi assinado no dia 28 e as conversas para concretizar o plano acontecem em até 10 dias.

Em março foram exportados apenas 23 mil carros – quase a metade do número registrado no mesmo mês de 2013. A baixa apenas agrava um balanço ruim para as montadoras no início deste ano, com queda de 2,1% nos licenciamentos e de 8,4% na produção, na comparação com os primeiros três meses do ano passado. Segundo dados da Anfavea, foi o pior trimestre de produção desde 2010. Mesmo assim, os estoques cresceram para 387 mil unidades, o que equivale a 48 dias de vendas, ante 37 dias em fevereiro. O nível de estoque se aproxima dos meses logo após o estouro da crise global de 2008, quando chegou a 56 dias com a intensa restrição de crédito por parte dos bancos.

Apesar da má fase do setor, o presidente da Anfavea nega que o setor estude corte de pessoal ou que os veículos podem ficar mais caros por causa do aumento de custo sofrido pelo setor.

“Nesse momento, o que nós estamos buscando é aumento de produção, então nós falamos nessa questão da Argentina o grande beneficiário será o sistema de produção. Com o volume de produção retornado, não há por que se falar em redução do emprego”, disse Luiz Moan. “O nosso pessoal qualificado e treinado é um grande investimento que nós fizemos e o tanto quanto possível, nós vamos preservá-lo.”

Do Terra

Dilma Rousseff – Roberto Stuckert Filho/PR

Em discurso em Ipojuca (PE) nesta segunda-feira (14), a presidente Dilma Rousseff defendeu a Petrobras das denúncias, criticou a “campanha negativa” que, segundo ela, estaria sendo feita contra a estatal, e afirmou que atos pontuais não vão destruir a empresa.

“Vocês [trabalhadores da Petrobras] são de fato vencedores. Fazem parte de uma empresa vencedora. Nada, nem ninguém, vai conseguir destruir isso no nosso país. Nós sabemos que é a maior e mais bem sucedida desse país. Esse título deve-se ao apoio ao povo brasileiro, que sempre lutou e se orgulha da Petrobras”, disse.

A Petrobras é alvo de denúncias e de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que pode ser instalada no Congresso ainda nesta semana.

Dilma afirmou ainda que a empresa já é investigada por órgãos como a CGU (Controladoria Geral da União) e Polícia Federal e defendeu uma apuração rigorosa de “malfeitos”. “Mais que uma empresa, a Petrobras é um símbolo da luta do nosso povo, da afirmação do nosso país, e um dos maiores patrimônios de cada um dos 200 milhões de brasileiros. Por isso, a Petrobras jamais vai se confundir com qualquer malfeito, ato corrupção ou qualquer ação indevida, que quaisquer pessoas, das mais às menos graduadas. Nós estamos com determinação aqui nos comprometendo a cada dia que passar vai ser apurado com o máximo de rigor.”

Em crítica velada à oposição, Dilma diz que há pessoas “trabalhando contra” a estatal. “Não podemos permitir, como brasileiros, que amam essa empresa, que defendem esse país, que se utilizem de ações individuais e pontuais, mesmo que que grave, que se destrua a nossa empresa ou suje a imagem. Ou confundir quem trabalha a favor e quem trabalha contra.”

A presidente ainda disse que os governos petistas, dela e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aumentaram os índices de produtividade da empresa. “Está errado dizer que a Petrobras está perdendo valor comercial. Manipulam dados, distorcem fatos e desconhecem a realidade do mercado mundial de petróleo. Em 2003, ela valia R$ 15,5 bilhões e hoje o valor chega a R$ 98 bilhões. Nós multiplicamos por seis o lucro líquido, que passou de R$ 8,1 bilhões para R$ 23,6 bilhões”, assegurou. A presidente não citou quem estaria manipulando os dados.

Ao encerrar o discurso, Dilma criticou a “campanha negativa” sobre a estatal. “Como presidenta, mas sobretudo como brasileira, defenderei em qualquer circunstâncias e com todas as minhas forças a Petrobras. Vou combater todo tipo de malfeito, tráfico de influência, corrupção, ou ilícito de qualquer espécie. Mas não ouvirei calada a campanha negativa que quer, por proveito político, ferir a imagem dessa empresa. A Petrobras é maior que qualquer um de nós. Ela tem o tamanho do Brasil”, disse, ao fim do discurso, sendo aplaudida pelos operários, que cantaram o coro “olê, olê, olê, ola. Dilma, Dilma”.

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Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

Hoje saí de casa e encontrei algumas poesias por onde andei.

Em um restaurante, desses detestáveis self-services, fui atendida por um poeminha xoxo e mal educado, desmazelado na aparência e de conteúdo tosco. Quis sair dali às pressas e até evitei a comida, certamente mal feita e fria.

Já na calçada, diante de uma vitrine, levei um esbarrão de uma escrita vulgar com escancarado desejo de ser sedutora – gostosa. Moça com grandes estrofes e pouca sutileza. Com sensualidade exagerada, passou deixando um perfume excessivo e enjoativo no ar. Daqueles cheiros que grudam na gente, mesmo ao contato passageiro. Às vezes penso que grudam só de se olhar.

Passei também por odes decadentes, ainda com traços belos de um passado já muito passado, mas muito nobre.

Fui saudada com breves acenos por orações gentis em versos ligeiros e presenciei uma briga de um grupo de frases feias, adornadas com brilho arranhado de rimas sintéticas e longas métricas de ouro de baixo teor.

No horário do chá, num salão metido a fino, fui apresentada a uma dama com ar esnobe, pretensa erudita. Ainda era jovem, mas seu ar pesado em afetado rebuscamento e insistentes maneirismos lhe dava rugas entre os olhos e olhar de moça velha. Agradeci o chá e saí ainda em jejum.

Pensei que o dia estava perdido em poetagens rançosas.

Caminhei um pouco mais e me sentei, com uma pontinha de desânimo, na varanda de um café, onde pedi café, e abri um livro que me sorrira horas atrás; e então, ao virar uma página, uma pequena poesia dobrou a esquina e passou diante de mim, sorridente e leve, matinal como aquelas moças de propagandas de absorventes. Sempre (mesmo!) tão limpinhas, arejadas e ágeis, essas mocinhas.

Sempre (mesmo!) vestidas com tecidos fluidos, frescos e claros de estampas miudinhas. Uma lindeza de se ver.

Aquele tipo de poesia que olha e sorri, cumprimenta espontânea, pára pra um dedinho de prosa, fala do tempo, de um sentimento, de coisas que viu, e vai pra casa (ou pra onde quer que seja) deixando uma sensação de que crescemos juntas, que lemos os mesmos primeiros livros de escola. Vai indo diante do meu olhar de admiração e desejo de amizade sincera.

Ah, eu queria uma dessas como vizinha, irmã, melhor amiga… Ou filha, ou mãe, madrinha, comadre, ou mesmo cunhada. Sogra não, porque nesse caso eu não poderia falar mal do meu amor nem confidenciar alguma traição esquecida no passado… Deus me livre!

Mas eu queria mesmo encontrá-la novamente, e como acho que tenho idade para ser sua mãe, se ela fosse órfã eu a adotaria… E a registraria com meu sobrenome.

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

 

 

 

Valéria Pena-Costa, Artista plástica . Mineira em Brasília.

 

 

Dilma Rousseff (Foto: Alexandre Durão / G1 RJ)

Dilma Rousseff (Foto: Alexandre Durão / G1 RJ)

Em audiência com a juventude de movimentos sociais, a presidente Dilma Rousseff retomou a defesa de um plebiscito para reforma política, tema que entrou em voga na época das manifestações de junho. A presidente conclamou os movimentos sociais para que pautasse o Congresso Nacional sobre o tema e alegou que não tem unidade entre sua base aliada para aprovar o tema sem participação popular.

“O momento eleitoral é de discutir a reforma política e é preciso que os movimentos sociais pautem essa reforma”, disse a presidente, segundo relato de participantes da reunião. “Não pensem que conseguiremos a reforma política só na relação entre governo e Congresso. É algo que exija a participação dos brasileiros para coesão de forças”, acrescentou Dilma.

“O momento eleitoral é de discutir a reforma política e é preciso que os movimentos sociais pautem essa reforma”, disse a presidente em outro momento. “A luta não se foca só nos parlamentos, precisa de mobilização das ruas”, afirmou Dilma, também segundo relatos dos participantes do encontro.

Mais tarde, em entrevista coletiva, a secretária Nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência, Severine Macedo, disse que a presidente defende à proposta de plebiscito para constituição da reforma política.

“A presidenta defende, é simpática à ideia de construir um processo exclusivo, um plebiscito, uma consulta à sociedade sobre a questão da construção da reforma política”, disse a representante do governo. “Nosso entendimento é de que o Parlamento precisa discutir e ampliar o debate, mas que a sociedade precisa opinar sobre que reforma política ela quer e foi isso que a presidenta fortaleceu na reunião.”

Do Terra

Errata

Errata

Quando o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) admitiu, na última sexta-feira (4), um dos erros mais vergonhosos de sua história – o de ter trocado dados do levantamento sobre como os brasileiros percebem a violência contra a mulher -, minha primeira reação foi o alívio.

Afinal, não vivia em um país tão ruim quanto acreditava, já que, segundo a pesquisa, 65,1% de meus compatriotas não defendem que mulheres que mostram o corpo sejam atacadas. Qual é o número real? Perguntei: 26%. Repito: 26%. Ou seja, pouco mais de um em cada quatro brasileiros.

O dado ainda me chocava, mas o que me causou mais espanto foi a reação dos brasileiros, que celebraram dizendo que “denegrimos a imagem do Brasil no exterior à tôa, já que não somos um país machista, afinal”. Qual critério baseia o grau de exigência dessas pessoas com sua sociedade? Quando o brasileiro ficou acostumado a se contentar com – e, pior, celebrar – tão pouco?

Um em cada quatro brasileiros ainda acredita que mulheres que vestem roupas curtas merecem ser atacadas. Merecem. Verbal, psicológica ou sexualmente, não importa. Eles colocam essas mulheres como seres com menos direito à proteção da sociedade e do Estado.

Mais: não há errata que corrija a reação de alguns homens (e mulheres, infelizmente), à campanha “Eu não Mereço Ser Estuprada”. Não há nada que anule as ofensas que muitas mulheres receberam ao postar suas fotos nas redes sociais, as ameaças de estupro (e até de morte) que foram feitas.

Não há errata que nos faça esquecer que uma parcela de nosso Congresso Nacional defende que temas de gênero são questões menores que não merecem estar em nosso Plano Nacional de Educação.

Não há errata que apague as 50 mil mulheres estupradas no Brasil em um único ano, dado revelado pelo último Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Contando a estimativa da polícia de que apenas 10% reportam o abuso, esse número pode chegar a 500 mil.

Não há errata que corrija um país no qual estupro é um crime mais comum que homicídio, e no qual 58% das pessoas culpam o comportamento das mulheres pelas altas taxas de abuso – número do mesmo estudo do Ipea que não foi corrigido e ficou esquecido pelos que festejaram.

Finalmente, não há errata do Ipea que mude como nós, mulheres, nos sentimos quando andamos nas ruas e somos sufocadas por ofensas e ameaças disfarçadas de elogios. E nada apaga um dado que descobrimos com essa campanha: não há mulher brasileira que não relate uma situação em que se sentiu sexualmente ameaçada ou agredida. Pergunto a vocês: estamos celebrando o que mesmo?

Por Nana Queiroz

Do UOL

Arte RatoFX

Arte RatoFX

O mastologista Ruffo de Freitas Júnior diz que o ideal é que as mulheres mantenham o índice de massa corporal abaixo de 25

Um estudo publicado recentemente no jornal “Cancer Epidemiology, Biomakers & Prevention” aponta que uma hora de exercício físico por dia diminui o risco de câncer de mama em até 14%, em comparação com mulheres que caminham menos de três horas por semana. A informação foi divulgada pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) para celebrar o Dia Mundial de luta contra o câncer, comemorado nesta terça-feira (8/4).

“A incidência do câncer está ligada ao sedentarismo. Exercício físico e perda de peso são fundamentais para a saúde da mulher”, esclarece Ruffo de Freitas Júnior, presidente da SBM. Ele também lembra que mudanças na dieta para reduzir o colesterol ajudam na prevenção de células cancerígenas.

O mastologista diz que o ideal é que as mulheres mantenham o índice de massa corporal abaixo de 25, pois quanto maior o peso e a idade, maiores as chances da mulher de desenvolver câncer de mama, principalmente no período após a menopausa. Isso porque um dos principais hormônios produzidos pelo tecido gorduroso é o estrógeno, que serve como ‘combustível’ para as células cancerígenas, explica ele.

Do Correio Braziliense

Foto: Valéria Pena-Costa

Foto: Valéria Pena-Costa

Quinta-feira de Abril. Era pra ser azul. Diferente disso o dia veste uma espécie de casaco felpudo e branco. Todo franjado de águas compridas que se arrastam no chão e não deixam sequer uma parte do corpo do dia à vista.

Não é a primeira vez que falo dele assim. Me parece vestido com um roupão de banho, já que associo a veste à água. Certamente seu corpo está molhado. E não evito um pensamento de que, mais tarde, talvez, quando o sol atrás das nuvens resolver se aproximar, o dia possa nos proporcionar um belo ‘striptease’. E já me adianto em fantasias.

Primeiro recolhe as franjas, joga-as displicentemente para trás, pra cima, sei lá onde as esconde. Somem. Depois vai abrindo devagar a parte inferior da roupa e o traço da cidade vai se insinuando. Daqui tenho uma visão privilegiada, me sentarei na varanda pra assistir. Então aparecerá o lago, como os tornozelos. Depois o contorno sinuoso da ponte, e já prevejo os prédios que se projetam no céu.

Então ele se detém nos indícios da cidade, antes de desnudá-la totalmente. Antes que eu possa ver o horizonte. E passa a despir os ombros. O roupão vai se dissolvendo em fiapos que voam com o vento. A pele do dia se arrepia. As árvores tremem à minha volta. O sol esquenta um pouco mais. Os passarinhos se agitam. As maritacas gritam meio histéricas, estridentes. A platéia está alvoroçada. E o céu vai se mostrando devagar em toda sua limpa exuberância. Azul profundo, com um olhar de atravessar meus olhos. Me derreto sob o sol. Por alguns segundos até desejo a chuva pra me refrescar por um instante. Mas o dia continua em seu encantamento. Não tira os olhos de mim, que hipnotizada retribuo e o fito longamente.

Será que o azul se mostrará todinho? Se exibirá totalmente nu perante o mundo? Fico envergonhada quando me lembro que nos dias de Abril me sinto abraçada. E respiro diferente. Acordo sorridente. Pratico ousados movimentos com a vida. Temos nossa própria coreografia.

E já passo a fazer planos. O que eu farei com esse dia…

Pensem o pior de mim, mas um lindo dia azul de Abril me inspira. Não há outro mês mais sensual. Talvez fevereiro se iguale em apelos. Cada um com seus encantos. Conjuração e carnaval.

Se eu fosse escolher meses como amantes, escolheria esses dois.

Abril é charmoso, amplo, sorridente. É arejado, claro, livre e me chama pra rua e pro céu. Se eu quisesse praticar aventuras, seria em Abril. É aquele que sopra endorfina no meu rosto.

Já fevereiro é palpável, moreno, vibrante. É quente e exuberante e me faz querer ficar em cantos aconchegantes com ele, porque pode chover. Me encharca de serotonina.

Mas voltamos a Abril, quinta-feira, e meu dia ainda está vestido. Recatado. Se estou no meio do turno, esperei até agora, penso que ainda não é tarde para acontecer meu espetáculo. Já sigo feliz por saber que em algum momento o azul me chegará. Vou deixar que me abrace. E é possível que sejamos vistos soltos por aí, ele com esse espírito aventureiro e naturista e eu desejando sinceramente que ele se expanda, se alongue e me alcance, me envolva.

Ainda me encontro na varanda à espera da abertura de alguma fresta nas nuvens, onde eu possa atravessar a mão para acariciar aquela carne etérea do vazio azul. Pode ser até que eu toque uns lampejos de sol. E a chuva cai à minha volta, cai como cascata do beiral, se joga farta nos galhos do ipê produzindo um som repetido de gargalhada. Acho mesmo é que ri zombando de mim. É que Abril parece meio ausente, ele ainda não veio pra ficar.

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

 

 

 

Valéria Pena-Costa, Artista plástica . Mineira em Brasília.

Venezuela – Arte Agência Brasil

A deputada da oposição venezuelana Maria Corina Machado disse hoje (2) que o presidente de seu país, Nicolás Maduro, “cruzou a linha vermelha” ao prender líderes oposicionistas, de maneira arbitrária.

De acordo com a deputada, que apresentou nesta quarta-feira, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, seu posicionamento a respeito da crise política na Venezuela, desde o início de uma série de protestos da oposição, as liberdades democráticas em seu país foram tolhidas, e o governo tem fechado os canais de diálogo.

Corina defendeu os protestos realizados em diferentes regiões do país que, na sua opinião, foram motivados pela crise econômica vivida pela Venezuela. “A situação de escassez de alimentos, a falta de empregos fizeram com que as pessoas saíssem às ruas” disse.

A deputada disse ainda que espera empatia e solidariedade do Brasil a respeito da crise na Venezuela, e acrescentou que se pudesse falar com a presidenta Dilma Rousseff, não falaria como política, mas “de mãe para mãe, de perseguida para perseguida”.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) se solidarizou com a deputada venezuelana e disse que espera que o país encontre o seu caminho, sem intervenções. “Queremos que a Venezuela encontre a sua própria solução, sem que nenhum país intervenha”, disse.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentou documento no qual mostra que a deputada apoiou a tentativa de golpe contra o então presidente Hugo Chavez, em 2002, e questionou a deputada venezuelana sobre a possibilidade de a oposição pretender derrubar o presidente Nicolás Maduro. “Eu não acredito em nenhuma alternativa fora do Estado Democrático de Direito. Há 50 anos o Brasil viveu a quebra do regime constitucional, e isso trouxe consequências até hoje para a nossa sociedade”, disse Rodrigues, que criticou as manifestações que pedem a saída do presidente Nicolás Maduro.

Corina negou que a oposição tenha pretensão de dar um golpe de Estado, e disse que a oposição só irá se abrir ao diálogo quando o governo de Caracas der provas de que vai respeitar os diferentes atores políticos. “Temos que avançar e deter a violência, a opressão, soltar os presos políticos e liberar os meios de comunicação. Tem que haver um enorme esforço político de respeito às instituições”, frisou.

Deputada mais votada para a Assembleia Nacional, com quase 250 mil votos, Corina teve seu mandato cassado pelo Parlamento. A decisão foi confirmada pelo Tribunal Supremo de Justiça, sob o entendimento de que ela descumpriu um artigo da Constituição venezuelana, que proíbe funcionários públicos de aceitar cargos de governos. Corina aceitou a representação alternativa do Panamá em uma sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA), no dia 21 de março.

O tribunal julgou que a função diplomática “não só é prejudicial para a função legislativa, para a qual foi previamente eleita, mas também é uma clara contradição com seus deveres como venezuelana e como deputada da Assembleia Nacional”.

Na próxima semana, a Comissão de Relações Exteriores do Senado deve ouvir a vice-presidente do Parlamento venezuelano, deputada Blanca Eekhou. Apoiadora do presidente Nicolás Maduro, Blanca vai falar aos senadores sobre a visão do governo a respeito da crise.

Desde a eleição do presidente Nicolás Maduro, a Venezuela vive em estado de tensão. A crise se agravou em janeiro deste ano quando a oposição começou a fazer protestos pedindo a saída do presidente. Ontem (1º) a Anistia Internacional divulgou relatório no qual alerta para o risco de a Venezuela cair em uma “espiral de violência”, caso governo e oposição não se comprometam a respeitar plenamente os direitos humanos. Além disso, a organização também pede investigações imparciais e independentes sobre cada denúncia de violação dos direitos humanos. Em quase dois meses foram registradas 39 mortes e mais de 560 feridos nos protestos de rua, em várias cidades.

Da Agência Brasil

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, desembarca no aeroporto de Arica. Ela também sentiu o tremor de magnitude 7,8 desta quarta-feira (2). (Foto: Luis Hidalgo / Pool / AFP Photo)

Presidente estava na cidade avaliando situação após tremor de 8,2. Por segurança, Bachelet foi retirada da região.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, deixou o hotel de Arica, no norte do país, após um novo forte terremoto atingir a região na noite desta quarta-feira (2), informou a imprensa local na madrugada desta quinta (3).

O governo alegou que a presidente foi retirada da região por segurança. Segundo a imprensa estatal TVN, ela foi levada a uma região elevada, onde os riscos de danos pelo terremoto são menores.

Bachelet foi visitar a área que havia sido atingida por um poderoso tremor de magnitude 8,2 na noite de terça (1º). O sismo matou seis pessoas no país.

O terremoto desta quarta ocorreu às 23h45, e foi localizado a 19 km ao sul do porto de Iquique, a uma profundidade de 20 km, de acordo com o USGS. Cerca de 50 minutos antes, a região já havia sido atingida por um tremor de magnitude 6,4, segundo o USGS.

O Escritório Nacional de Emergência (Onemi), ligado ao Ministerio do Interior chileno, decretou alerta de tsunami para toda a costa e região norte chilenas, mas suspendeu o alerta cerca de duas horas depois.

O Onemi informou que ordenou a evacuação preventiva da zona costeira, ordem suspensa cerca de duas horas depois. Barcos da região pesqueira do Porto de Arica chegara a deixar a área para fugir de possíveis grandes ondas.

Como na noite anterior, muitas famílias deixaram rapidamente as cidades de Arica, Iquique e Antofagasta, além de outras comunidades.

Segundo o Serviço Geológico da Universidade do Chile, foram registrado nesta quarta mais de 100 réplicas – a maioria de magnitude 5 – após o poderoso terremoto de terça.

Do G1

A jornalista Nana Queiroz, organizadora da página de protesto no Facebook, disse que sofreu ameaças Foto: Reprodução

A presidenta Dilma Rousseff se solidarizou com a jornalista Nana Queiroz, que organizou o movimento “Não mereço ser estuprada” nas redes sociais (popularizado pela hashtag #nãomereçoserestuprada), em reação à pesquisa do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada (Ipea) que revelou que a maioria dos brasileiros acha que “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Mal começou a campanha, Nana foi ameaçada de estupro pela internet.

“A jornalista Nana Queiroz se indignou com os dados da pesquisa do Ipena sobre o machismo na nossa sociedade. Por ter se manifestado nas redes contra a cultura de violência contra a mulher, a jornalista foi ameaçada de estupro”, contou a presidente por meio de sua conta no Twitter.

“Organizadora do protesto Não mereço ser estuprada, Nana Queiroz merece toda a minha solidariedade e respeito”, afirmou Dilma. “Nenhuma mulher merece ser vítima de violência, seja física ou sob a forma de ameaça”, disse a presidente em outro momento, acrescentando que “o governo e a lei estão do lado de Nana e das mulheres ameaçadas ou vítimas de violência”. A presidente adotou a hashtag #respeiteasmulheres em suas publicações no microblog.

Na última quinta-feira, o Ipea divulgou uma nova edição do Sistema de Indicadores de Percepção Social sobre tolerância social à violência contra as mulheres. O estudo aponta que o brasileiro médio se posiciona majoritariamente pela punição de agressores, mas vê naturalidade nas afirmações que indicam uma tolerância maior com a violência de gênero. Mais da metade dos entrevistados também culpabilizam mulheres pela motivação de agressões sexuais.

Dentre os respondentes, 65,1% dizem concordar totalmente ou parcialmente com a afirmação “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Já 58,5% concordam com a afirmação “Se mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”.

A pesquisa conclui que, por trás dessas afirmações, “está a noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais; então as mulheres, que os provocam, é que deveriam saber se comportar, não os estupradores”.

Do Terra

Ig
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