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Marta Suplicy venceu a queda-de-braço com José Pimentel para se manter na primeira vice-presidência do Senado. Isso, porém, custou-lhe caro, como mostram bastidores de uma reunião recuperados pelo Congresso em Foco

Marta: briga com José Pimentel pela primeira vice-presidência do Senado deixou-a isolada na bancada - Valdemiro Rodrigues/Senado

Os dias desde o início do ano têm sido ingratos para as pretensões políticas da senadora Marta Suplicy (PT-SP). Ex-prefeita de São Paulo, ela foi preterida na sua pretensão de disputar novamente o cargo pela vontade do ex-presidente Lula, que ungiu um neófito na política eleitoral como candidato, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad. Ex-mulher de um dos fundadores do partido, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), Marta deixou de comparecer à festa de aniversário de 32 anos do PT, para não se encontrar ali com um convidado de honra do partido, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Rejeitada como candidata, Marta teve contestada também sua oposição à estratégia da direção petista, que quer Kassab como aliado de Haddad nas eleições paulistanas. Se as eleições municipais deste ano botaram Marta em rota de colisão com Lula e a cúpula do PT, a sua situação não anda muito melhor com relação a seus colegas petistas no Senado. A forma agressiva como Marta impôs a sua permanência na primeira vice-presidência do Senado custou-lhe o isolamento na bancada.

É o que revelam bastidores recuperados pelo Congresso em Foco da reunião entre os senadores petistas em que o assunto foi tratado, no último dia 1º de fevereiro. A reunião estava marcada para que fosse decidida a escolha do novo líder do partido no Senado, em substituição ao senador Humberto Costa (PT-PE). Disputavam o cargo os senadores Walter Pinheiro (PT-BA) e Wellington Dias (PT-PI). Inicialmente, iniciou-se uma votação, e Wellington disparou na frente na preferência de seus colegas. Até uma intervenção do senador Jorge Viana (PT-AC). Ele argumentou que seria importante que o novo líder assegurasse a sua disposição de não dividir a atenção do comando da bancada com as eleições municipais. Neste momento, Wellington, que tem a pretensão de voltar a ser governador do Piauí em 2014, retirou sua candidatura à liderança. Sem outro concorrente, o cargo ficou, então, para Walter Pinheiro.

Foi quando Marta resolveu introduzir a questão da sua permanência na primeira vice-presidência do Senado, assunto que, inicialmente, não estava na pauta da reunião. Desde o ano passado, ela e o senador José Pimentel (PT-CE) brigavam pelo cargo. Pimentel reivindicava o cumprimento de um suposto acordo feito quando Marta tornou-se primeira vice-presidente, no processo que escolheu José Sarney (PMDB-AP) presidente do Senado. Por esse acordo, Marta deixaria o cargo e ele passaria a ser este ano de José Pimentel. De acordo com os senadores petistas, naquela ocasião Marta aceitara o acerto porque imaginava-se candidata à prefeitura de São Paulo agora, o que acabou não acontecendo.

Dedo na cara

“Vamos aproveitar a reunião e resolver logo essa questão”, propôs Marta. Pimentel lembrou o acordo. Marta respondeu, ríspida, segundo senadores que participavam do encontro, pondo o dedo na cara de Pimentel. “Você sabe que nunca houve acordo nenhum. Inclusive, você brigou muito pelo cargo no ano passado. A verdade é essa”, respondeu Marta. Vários senadores começaram a ponderar que tinha, sim, havido acordo.

Mata insistiu na inexistência do acordo, e ponderou que, pelo regimento do Senado, ele talvez nem fosse possível sem que houvesse uma nova eleição. Além disso, outros rodízios supostamente prometidos também não estariam sendo cumpridos. Paulo Paim (PT-RS) pretendia permanecer na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Delcídio Amaral (PT-MS) à frente da Comissão de Assuntos Econômicos. Os senadores começaram a argumentar que o agravamento de uma disputa interna entre os petistas poderia fazer com que o partido acabasse perdendo seus cargos. O PMDB, ponderou-se, acompanhava de perto a briga na bancada do PT para, diante de um impasse, acabar reivindicando-os. Coube a Jorge Viana por panos quentes:

“Marta, todos nós temos aqui o maior respeito por você. Nenhum de nós aqui abriu mão de algo tão importante como você fez no caso das eleições em São Paulo”, disse Viana. A frase do senador acreano soou como um sinal de que a senadora poderia ser mesmo merecedora de um prêmio de consolação pela derrota a ela imposta por Lula ao preferir Fernando Haddad como candidato. José Pimentel abriu mão, então, de suas pretensões. E Marta manteve-se na primeira vice-presidência do Senado.

Segundo senadores que participaram da reunião, porém, o episódio deixou sequelas, pela forma como Marta impôs seu nome, pela rispidez da discussão e pelo fato de que um acordo anterior fora rompido. Seu único apoio hoje estaria em seu ex-marido, Eduardo Suplicy.

Do Congresso Em Foco

Mardi Gras

O Carnaval que existe hoje vem da sociedade vitoriana. Copiado de Paris por Nice, Nova Orleans e Rio de Janeiro. O Rio criou um estilo próprio a partir do que havia copiado. Acrescentou o desfile das escolas de samba e com isso ganhou pompa e magnitude. Virou uma festa suntuosa e diferente que, por sua vez, foi copiada por São Paulo, Tóquio e, pasmem, Helsinque.

Dizem que a origem dessa festa aconteceu na Grécia. Servia para agradecer aos deuses pela fertilidade do solo, produção e boas colheitas. A palavra vem do latim “carne vale” que significa “adeus à carne”. Era feita de cultos e cânticos.

Hoje em dia poderia ser ad carne, lorem carne, grata carne. (Não entendeu? Google tradutor existe pra isso!)

Pois bem, depois dos gregos vieram os romanos que adoraram a festinha e introduziram vinho e sexo. Tornando-a mais aprazível, ao menos, aos olhos do povo. Uma festança na minha visão! Dionísio, Baco, Saturno e, é claro, Pã se divertindo horrores e tomando bons drink. A igreja, não curtiu nadinha e censurou geral, adotou a festa e baniu os atos pecaminosos.

Isso tudo rolou na visão de alguns historiadores. Encontramos, ainda, a origem do carnaval no Egito com festas dedicadas à Ísis e ao Touro Apis, nos bacanais romanos e , também, com o entrudo português. Enfim, independentemente da origem, sempre foi festa.

Não sou fã número um do carnaval, mas aproveito o feriado para fazer alguma coisa diferente. Mesmo que seja “tirar o atraso” do sono. Já tive catapora, fugi pra Porto Alegre uma vez, outra fui pra Nova Iorque. Duas vezes me joguei na esbórnia: Salvador e Diamantina. No último ano aproveitei os dias extras pra me recuperar de uma cirurgia.

Esse ano vou trabalhar. Sexta, sábado e um pouquinho do domingo. É. Inusitado, não? Vamos fingir que eu estou gostando disso pra não começar a ladainha das reclamações sem fim.

Ainda aproveitarei segunda e terça. Ah, quarta também! Já que os meus princípios não me permitem trabalhar na quarta-feira de cinzas. E se alguém da repartição reclamar, paciência, é só lembrar quem passa o Natal e o Ano Novo lá na seção, ok?

Despeço-me desejando um excelente carnaval. Pra quem vai viajar e pra quem programou uma boa hibernada. Pra quem vai tomar todas, pra quem não bebe nada. Pra quem vai trabalhar e resmungar também. Enfim, pra todos!

Boa festa e juízo.

(pouquinho, né!)

Carolina Vianna

 

Carolina Vianna é fotógrafa, Poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.

Secretaria de Políticas para as Mulheres

Violência contra a mulher, políticas de saúde pública e mão-de-obra feminina no mercado de trabalho são alguns dos temas prioritários da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres das Presidência da República (SPM-PR), Eleonora Menicucci, em sua viagem para Genebra. Ela participará de sessão da Comitê para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW). O documento demonstra avanços na promoção e garantias dos direitos das brasileiras, além de apontar metas.

A CEDAW é a “lei internacional dos direitos das mulheres”, baseada no compromisso dos Estados signatários de promover e assegurar a igualdade entre homens e mulheres e de eliminar todos os tipos de discriminação contra a mulher. Funciona como base para todos os programas do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas (ONU Mulheres). O fundo apóia iniciativas que ajudem as mulheres a identificar e mapear discrepâncias entre as legislações domésticas e a CEDAW, buscando formas de exigir seus direitos humanos.

A CEDAW foi aprovada pela Organização das Nações Unidas em 1979, tendo entrado em vigor em 1981. Atualmente, 173 países – mais de dois terços dos membros da ONU – ratificaram a convenção.

A íntegra do Relatório está na página da ONU.

Da Secretaria de Políticas para as Mulheres

Os primeiros dias após o fim da distribuição das embalagens plásticas nos mercados são marcados por dúvidas, filas e confusão

Sacolas Polêmicas.

Um acordo entre o governo do estado, a prefeitura municipal e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) baniu, desde o dia 25, a distribuição gratuita de sacolas plásticas em 2.600 lojas com o objetivo de reduzir o descarte de 6,6 bilhões de embalagens por ano (1,8 bilhão delas só na capital). A iniciativa tem por trás uma louvável preocupação com o meio ambiente. Além de ser derivado do petróleo, o produto demoraria até 400 anos para se decompor depois de jogado no lixo, de acordo com alguns estudos. Como o tal acordo não tem valor de lei, a adesão é voluntária. Na cidade, 95% dos supermercados já embarcaram na campanha, cujo slogan é a frase “Vamos tirar o planeta do sufoco”. A maior parte da população também se mostra simpática à ideia. Segundo pesquisa divulgada na semana passada pelo instituto Datafolha, 57% dos paulistanos apoiam a mudança.

Esse clima favorável entre a opinião pública, porém, não se refletiu nos humores de quem precisou passar pelos caixas na semana passada. Apesar da farta divulgação, muitos acabaram pegos de surpresa. Mesmo as pessoas que se preveniram para esta nova fase confessam ainda estar confusas sobre como substituir as sacolinhas. “Está difícil”, dizia a pedagoga Sueli Castanho Nastri, enquanto pagava a conta na loja do Pão de Açúcar da Vila Clementino, na Zona Sul. Sua dificuldade era encontrar a melhor opção para levar as compras. Já tentou usar caixas de papelão, que, embora sejam distribuídas sem custo, nem sempre estão disponíveis. Também experimentou uma sacola retornável de tecido, cuja alça se rompeu com o peso. “Estou acostumada a levar mercadorias para duas semanas, mas hoje só vou adquirir comida para o dia, porque não sei mais como transportar grandes quantidades”, contou. O presidente da Apas, João Gallassi, no entanto, aposta que as dificuldades serão passageiras. “É preciso um tempo de adaptação para que tudo se ajeite”, acredita.

Para substituir as antigas embalagens, as empresas oferecem agora sacolas biodegradáveis. Elas são produzidas a partir de amido de milho e levam de seis meses a dois anos para sumir do planeta. Ou seja, essa versão seria uma evolução em termos ambientais. O inconveniente do negócio é que os mercados estão cobrando pelo produto (0,19 real, em média). “Não acho justo onerar o consumidor e lucrar com algo que antes era oferecido gratuitamente”, afirma a publicitária Joan na Sottomaior. Segundo a Apas, o valor cobrado é o preço de custo da embalagem verde. Empresários do setor dizem ainda que a venda será provisória. “Numa segunda fase do programa, essas sacolas também vão sair de circulação. Elas estão sendo oferecidas agora apenas para não deixar as pessoas na mão”, diz Felipe Zacari Antunes, gerente de sustentabilidade do Walmart Brasil.

Do Ambiental Sustentável

Arte RatoFX

Depois de conquistar o direito de contribuir para a Previdência Social como seguradas facultativas, as donas de casa de baixa renda poderão contar com período de carência menor para solicitar aposentadoria por idade, no valor de um salário mínimo. Atualmente, a Lei nº 8.213/91, que regula os Planos de Benefícios da Previdência Social, exige carência de 180 meses (ou seja, 15 anos) de contribuição para essa finalidade. Mas projeto de lei (PLS 370/11) da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM) pretende reduzir essa exigência para, no mínimo, 60 meses (cinco anos) e, no máximo, 120 meses (10 anos) de contribuição.

Os requisitos para as donas de casa desfrutarem dessa vantagem previdenciária são dedicação exclusiva ao trabalho doméstico em sua própria residência e comprovação de insuficiência de renda. Isso é o ponto de partida para que elas possam contribuir como seguradas facultativas, pagando alíquota de 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição, e – se o PLS 370/11 for aprovado – obter redução de 15 para cinco ou dez anos no tempo de contribuição fixado para aposentadoria por idade.

Na justificação do projeto, Vanessa Grazziotin ressaltou que a Constituição Federal – por meio da Emenda Constitucional nº 47/05 – criou o Sistema Especial de Inclusão Previdenciária, voltado para as trabalhadoras domésticas de baixa renda e que abriu a perspectiva de alíquotas e carências inferiores às estipuladas para os demais segurados da Previdência Social.

Em 2006, a Lei Complementar nº 123 alterou a Lei nº 8.213/91 para abrir a possibilidade de a dona de casa sem rendimentos contribuir para a Previdência Social com alíquota menor, de 11% à época. Cinco anos depois, foi aprovada a Lei nº 12.470/11, que tratou de reduzir ainda mais essa alíquota, fixando-a em 5%. Essas mudanças não contemplaram, entretanto, um tempo de contribuição diferenciado na aposentadoria por idade para essa categoria.

“Com isso, na prática, muitas delas, já bem próximas, ou já com idade exigida para a obtenção do benefício da aposentadoria por idade, continuarão à margem de um direito que lhes foi assegurado constitucionalmente”, alertou a autora do PLS 370/11.

Substitutivo

A proposta já está pronta para ser votada, decisão terminativa , pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Substitutivo da senadora Ana Amélia (PP-RS) preservou a redução de carência de 15 para cinco ou dez anos na aposentadoria por idade para domésticas sem renda nos moldes de uma tabela a ser acrescentada à Lei nº 8.213/91.

O prazo mínimo de carência estaria acessível à segurada especial que tiver completado cinco anos de contribuição em 31 de dezembro de 2011, ou em 2012. Um escalonamento no tempo de contribuição é proposto até 2021, quando se alcançaria o teto de 120 meses para as donas de casa carentes pedirem aposentadoria por idade.

Da Agência Senado

Arte RatoFX

A cirurgia de reconstrução de mama em casos de mutilação decorrente do tratamento de câncer agora é lei no Distrito Federal. O governador Agnelo Queiroz sancionou a resolução no Diário Oficial desta quinta-feira (16/2).

De acordo com o coordenador de Cirurgias Plásticas da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), Marcelo Gea, apenas em 2011 foram realizadas 165 cirurgias de implante de próteses mamárias. “Acreditamos que até o fim deste ano iremos acabar com as filas de espera para implantes mamários no DF”, afirma.

Dados da Secretaria de Saúde informam que a média de cirurgias nos anos de 2009 e 2010 somou cerca de 70 procedimentos por ano. Estima-se que cerca de 120 mulheres estejam à espera da colocação de implantes.

Marcelo Gea afirmou que está previsto para a Semana da Mulher, entre os dias 5 e 9 de março, um mutirão para a reconstrução de 50 mamas retiradas por conta do tratamento de câncer.

Em casos de mutilação, a cirurgia é realizada gratuitamente pela rede pública de saúde do DF. As próteses são fornecidas pelo próprio Sistema Único de Saúde, que supervisiona a qualidade do material.

Do Correio Braziliense

Tribo do Quênia

Atos homossexuais podem ser fora da lei no Quênia, mas uma antiga tradição de algumas comunidades permite casamento entre mulheres. A surpresa maior é que isso acontece num país onde líderes religiosos dizem que uniões gays são “não-africanas” – e no qual os que mostram abertamente suas relações enfrentam reações hostis da população.

No entanto, estes casos envolvendo mulheres não são vistos sob o mesmo prisma. Em determinadas comunidades no oeste do país, se uma mulher não tiver filhos, ela assume o que se considera o papel masculino em um novo casamento, oferecendo uma casa para uma mulher mais jovem.

A mulher mais jovem é encorajada a encontrar um parceiro sexual no clã de sua parceira mais velha, para conseguir engravidar. Os filhos, no entanto, serão considerados como filhos do casal de mulheres.

“Eu me casei de acordo com nossa tradição, que diz que se uma mulher não tem a sorte de ter seus próprios filhos, pode encontrar outra mulher para honrá-la com crianças”, diz a queniana Juliana Soi, de 67 anos.

Sentada em uma cadeira na sombra do lado de fora de sua casa de palha em Elburgon, na província do Vale do Rift, ela diz que casou com Esther no início dos anos 1990.

“Crianças são como cobertores”

Esther, que se manteve calada durante toda a entrevista, tem 20 anos a menos que Juliana Soi e, juntas, elas têm cinco filhos.

“Você sabe, crianças são como cobertores. A pessoa precisa ter seu próprio cobertor para não ter que ir à casa do vizinho à noite pedindo o dele, que ele deve estar usando”, diz Juliana.

O arranjo – praticado entre as comunidades quenianas Kalenjin (que engloba os povos Nandi, Kipsigis e Keiyo), Kuria e Akamba – chamou a atenção do poder judiciário recentemente por causa de um caso de herança que foi levado aos tribunais na cidade costeira de Mombasa, a segunda maior do país.

Em uma decisão história, a Suprema Corte reconheceu no ano passado que, de acordo com a lei de costumes sobre casamentos entre mulheres dos Nandi, Monica Jesang Katam poderia herdar a propriedade de sua mulher.

No entanto, parentes da falecida – que era a parceira mais velha da relação – estão desafiando o veredicto. A disputa é por uma grande casa em Mombasa.

Se o apelo dos familiares falhar, um dos filhos, Franklin Chepkwony Soi não terá dificuldades em reivindicar sua herança quando ficar mais velho.

“Eu nasci aqui na casa de Juliana e Esther é minha mãe. Juliana se casou com minha mãe porque ela queria filhos que herdassem sua propriedade”, diz o rapaz de 20 anos.

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Imagem Badoo.com

Provavelmente você já se recebeu um convite, no seu e-mail, para conectar-se ao Badoo.

Nesta época digital, Redes Sociais não são nenhuma novidade.  Existem várias e é quase impossível não “frequentar” nenhuma- quase como não ter um celular.

Nesse concorrido universo o que faz o Badoo de diferente?

Para saber um pouco mais, entrevistamos Alice Bonasio,diretora de marketing e comunicação do site que estará pela primeira vez no país, durante o Social Media Week.

O que é o Badoo?

-Badoo.com é a maior rede social de encontros no mundo com mais de 130 milhões de usuários registrados. O Badoo recentemente se tornou o 59º site mais visitado do mundo
e está disponível para uso em 35 idiomas diferentes já que está presente em 180 países em todo o mundo.

Como funciona?

Os usuários criam o seu próprio perfil, incluindo o lugar em que eles estão ou onde querem conhecer outras pessoas. Podem então conversar uns com os outros e optar por conhecer-se pessoalmente. Além disso, os internautas podem pagar para que seus perfis tenham mais destaques no site, por um tempo determinado, e assim serem apresentados a um número maior de pessoas.

E no Brasil, o site já alcançou um bom número de usuários?

-Sim. São10 milhões de usuários que geram 68 milhões de visitantes por mês
Badoo alcança 12,2% do total de usuários de internet no Brasil o que é um número considerável.

A que você atribui o crescente número de pessoas que procuram relacionamentos via site? Os encontros “reais” não acontecem mais?

-A verdade é que às vezes é bem difícil conhecer pessoas!  Você não sabe se a pessoa da qual você quer se aproximar está interessada em te conhecer e o medo da rejeição é um obstáculo para  gente.

O Badoo utiliza a tecnologia para resolver esse problema: entrando no site ou utilizando o aplicativo, você pode ver pessoas nas suas redondezas que estão interessadas em te conhecer. Mais de 50% dos usuários do Badoo conhecem pessoas com quem eles interagem no site no mundo real. Essa é a diferença: nossos usuários não ficam atrás da tela do computador, eles usam o Badoo como o primeiro passo para encontrar pessoas, reunindo os melhores aspectos do mundo virtual e do mundo real.

 É como entrar em um bar ou clube onde você sabe que todo mundo está interessado em conhecer gente nova e você pode conversar com elas de maneira fácil, casual e divertida, sem medo de rejeição.

 São os homens ou as mulheres quem mais procuram o serviço?

-Ambos, homens e mulheres usam o Badoo. Como no mundo real, a maioria dos chats e interações são iniciadas por homens, mas uma vez que essas interações começam, as mulheres usam o chat até  mais do que os homens.

   Há interferência do gerente do site, em relação a posts maliciosos ou ainda ofensivos? Como isso ocorre?

-A comunidade de usuários do Badoo é muito ativa, monitorando comportamentos ofensivos ou ilegais, e nós somos muito gratos por essa ajuda. Temos uma equipe de centenas de pessoas que atendem e respondem a todas as denuncias, e rapidamente agem se for verificado que um usuário agiu de maneira maliciosa.

 Os usuários podem assegurar-se de que não estão sendo enganados pelos seus interlocutores?

-Como em qualquer rede social, não podemos controlar o que acontece entre usuários ou se certos usuários agem de maneira maliciosa. Temos mecanismos para que nossos usuários possam facilmente denunciar qualquer problema, e agimos rapidamente para investigar qualquer problema e agir quando for apropriado. Mas é claro que os usuários também têm que usar seu bom senso e tomar precauções de segurança tais como não enviar dinheiro a outros usuários.

 Usuários gays frequentam o site? Há restrições?

-Homossexuais frequentam o site, sim. O Badoo não tem restrições.

  Você sairia com alguém com quem trocou mensagens apenas pelo site?

-Com certeza, conhecer uma pessoa no mundo real é o único jeito de você saber se existe compatibilidade entre vocês, seja para amizade ou para qualquer outra coisa. Ao mesmo tempo eu também tomaria precauções – no nosso site damos várias dicas de segurança – do mesmo jeito que eu tomaria precauções indo a um clube ou bar.

 Qual modelo de negócio sustenta o site?

-O Badoo é baseado em um modelo de negócio conhecido como “Freemium”, onde os usuários registrados têm acesso à maioria dos serviços de graça. Há também a opção de pagar para obter os recursos premium, é através destes micropagamentos que provém a receita do Badoo.

Yvone Barreiros Moreira, presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do estado de São Paulo, destaca corrupção nos magistrados, a Imprenda golpista e parcial brasileira, a PM enquanto instrumento da burguesia e do Estado e destaca o massacre do Pinheirinho.

A presidente Dilma Rousseff.(Foto: AP)

O Brasil tem a maior economia da América Latina; o México tem a segunda maior. O Brasil está na moda agora; o México não está.

Analistas financeiros, acadêmicos e a mídia veem o Brasil como sendo uma história de sucesso; o México, como um fracasso.

O Brasil espera pela Copa do Mundo de futebol de 2014, pelos Jogos Olímpicos de 2016 e pelas riquezas das recém-descobertas reservas em alto-mar do chamado petróleo pré-sal.

O México, por outro lado, é visto como uma zona de guerra: economicamente estagnado; presa da violência das drogas, instabilidade e violações de direitos humanos; politicamente paralisado; e gradualmente cada vez mais dependente dos Estados Unidos, apesar dos ocasionais impulsos anti-ianques dos mexicanos.

É claro que essa comparação irrita os mexicanos e agrada os brasileiros. Durante os anos 90, a narrativa era exatamente a oposta, gerando ira dos brasileiros e arrogância dos mexicanos.

Os líderes empresariais mexicanos e membros da comentocracia ficam incomodados com o contraste com o Brasil –e também invejosos. Para um setor da esquerda política e intelectual do México, as realizações do Brasil são uma arma para atacar o governo mexicano: veja quão bem o Brasil de esquerda está se saindo; vamos fazer o mesmo.

Enquanto isso, qualquer comparação favorável com o México incita as ambições regionais e internacionais do Brasil: que melhor motivo para sustentar a liderança do Brasil do que evitar um declínio como o do México, com sua história de fracassos e sua saída virtual da América Latina? O México está pendendo para o norte, não para o sul.

Para o restante do mundo, os brasileiros estão vivendo um conto de fadas; os mexicanos, uma história de horror.

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