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Foto: sony world photography awards 2008
- Meu filho, arruma seu quarto, arranja um emprego, toma jeito nessa vida! Não dá pra ficar o dia inteiro em casa sem fazer nada! Já cresceu e ainda não sabe o que quer ser na vida??? Assim não dá!!!
- É que eu ando tão triste, mãe. E as coisas não estão…
- Ô meu filho, vem cá… Você está comendo bem? É alguma garota? Te falaram alguma coisa que você não gostou? Você quer que a mamãe faça alguma coisa pra você? Deixa eu te dar um carinho…
Carolina Vianna é fotógrafa, poderosa e escreve para o Mulheres no Poder
A Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil, tem grande satisfação de convidá-lo (a) para o evento, Papo de Sofá, que fará parte do calendário ADVB e trará em sua primeira edição o palestrante Nardim Haddad com o tema Franquias e licenciamentos.
Contamos com a presença de todos.
Juro que havia pensado em escrever um texto lindo homenageando as mulheres pelo seu dia. Pensei, ainda, em pesquisar fatos históricos sobre mulheres fortes, marcantes, que fizeram a diferença em sua época. Queria mesmo fazer uma coisa legal. Mas não rolou. Ando aborrecida. Bastante aborrecida.
Recuso-me a acreditar que não vou aprender isso nunca. Mais uma vez a vida me mostra que devo criar porcos e contentar-me com o bacon. Mais uma vez, fiz planos, criei expectativas e fiquei com fome.
Minha incapacidade de ler sinais está passando dos limites. Pode-se, inclusive, dizer que é patética. Patética, também, é a mania de fazer tempestade em copo d’água. Patética é a autocensura.
A questão, que às vezes é ínfima, toma uma proporção descomunal. A coisa desanda num efeito dominó. Por quê? Porque eu não falo, sou dada a grandes dramas e não gosto de ser contrariada. Ok, Mea Culpa.
Mas, além disso, acho que hoje em dia as pessoas não veem mais importância em respeitar os outros, honrar o que dizem e muito menos em conhecer alguém de verdade. Culpa alheia.
É tudo muito twitter. 140 segundos.
O twitter da vida real permite relações com a duração máxima de 140 segundos.
Carolina Vianna é fotógrafa, poderosa, e escreve para o Mulheresnopoder.

Arte – Agência Brasil
O que há em comum entre uma ministra da Justiça do Trabalho, a presidenta da maior estatal do país, uma almirante e a presidenta de uma grande rede varejista? Ao analisar a trajetória dessas mulheres, a resposta logo vem: a dedicação e a disciplina fizeram essas brasileiras chegar onde estão.
A infância pobre da ministra do Tribunal Superior do Trabalho Delaíde Arantes motivou a menina do interior de Goiás a estudar. Nascida na zona rural de Pontalina, distante cerca de 120 quilômetros de Goiânia, o primeiro trabalho de Delaíde foi como empregada doméstica. De uma família com nove filhos, o serviço era a forma de custear os estudos. Além de doméstica, ela foi também recepcionista, secretária, entre outras atividades.
A ministra decidiu estudar Direito porque, quando criança, sua diversão era ir assistir às sessões do tribunal do júri da cidade. Hoje, ao olhar para trás, Delaíde vê como sua experiência de vida acrescenta ao trabalho. “Eu digo que tenho o privilégio de conhecer as mais diversas realidades. Conheço de perto a realidade do trabalhador”.
Para chegar ao cargo de ministra, Delaíde destaca que o mais importante foi ter foco, uma das coisas que aprendeu na casa onde trabalhou. Prova de reconhecimento é a foto que tem dos primeiros patrões em seu gabinete. A ministra agradece a oportunidade e destaca que é disso que o jovem precisa: “É necessário que existam portas abertas para o jovem passar. Por isso, são importantes políticas públicas, educação de qualidade e oportunidades de estudo, estágio e trabalho”.
A oportunidade foi fundamental para uma mulher que começou como estagiária da Petrobras chegar à presidência da empresa. De origem humilde, a mineira Graça Foster cresceu no Morro do Adeus, no Rio de Janeiro, que hoje faz parte do Complexo do Alemão. Para ajudar em casa, Graça catava papelão e latas e, com o dinheiro, também comprava o material escolar. O esforço levou a jovem à Universidade Federal Fluminense para cursar engenharia química. Foi quando entrou como estagiária na estatal e deu início à sua história com a petrolífera brasileira, que é a décima maior empresa do mundo.
Hoje, Graça é a primeira mulher a assumir a presidência da Petrobras e deixa claro que o êxito é resultado de uma busca constante. “Para estar no espaço que quer, você tem que se preparar, estudar. Não aceite limitações que os outros venham a impor e também não se imponha limitações”.
Graça também foi a primeira mulher a assumir um cargo na diretoria da estatal. Em mais de 30 anos de empresa, a presidenta não se acomoda. Para ela, a vida é uma luta diária. “Eu não me sinto no grupo das mulheres que venceram os obstáculos, me sinto no grupo das mulheres que vêm vencendo os obstáculos. As dificuldades são diárias então, estar nesta posição, é estar todos os dias, todas as horas, vencendo obstáculos. Considero que isso é inerente ao cargo”.
Também a dedicação ao trabalho fez com que a capitão-de-mar-e-guerra médica Dalva Mendes se tornasse a primeira mulher a assumir um cargo de oficial-general das Forças Armadas. Dalva foi promovida pela presidenta Dilma Rousseff ao posto de contra-almirante, o terceiro mais importante da Marinha. A médica entrou nas Forças Armadas em 1981, um ano depois que a legislação permitiu mulheres na Marinha, e hoje é diretora da Policlínica Naval Nossa Senhora da Glória, na Tijuca, no Rio de Janeiro. No dia em que foi promovida a contra-almirante, Dalva concluiu: “É como se eu estivesse renovando votos de casamento com a Marinha. Aquela noiva ansiosa, feliz, emocionada”.
Outra história de destaque é a da presidenta da rede varejista Magazine Luiza. Sobrinha da fundadora da loja, Luiza Helena começou a trabalhar como balconista aos 12 anos, durante as férias escolares e tomou gosto pelo comércio. Hoje, comanda a terceira rede de varejo do país e está à frente de quase 24 mil funcionários. Ao justificar o sucesso, Luiza argumenta que soube tratar bem as pessoas dos dois lados do balcão – tanto o cliente, quanto o funcionário – e defende o trabalho em equipe e a comunicação dentro da empresa.
Da Agência Brasil

Arte – Agência Brasil
“Com o dinheiro, a gente tem mais liberdade”. Mais do que estar livre para consumir, a frase de uma beneficiária do Programa Bolsa Família, moradora da região do Vale do Jequitinhonha (MG), revela outro tipo de autonomia possibilitada pelo recebimento de uma renda fixa mensal: a liberdade para fazer escolhas sobre a própria vida.
Pesquisa da socióloga Walquíria Leão Rêgo, professora da Universidade de Campinas (Unicamp), mostra que o programa levou uma lógica de planejamento familiar para essas mulheres e desencadeou processos que favoreceram o papel delas como cidadãs. De 2006 a 2012, foram entrevistadas cerca de 150 mulheres que recebem recursos do programa de transferência de renda.
“Dizer que com o dinheiro elas têm mais liberdade, às vezes, foi o jeito que ela teve para assegurar: ‘eu sou mais livre’, avaliou Walquíria. A pesquisa Vozes do Bolsa Família será publicada em livro ainda neste semestre.
As entrevistas foram feitas no interior e no litoral de Alagoas, no sertão do Piauí, na região do Vale do Jequitinhonha e na periferia de São Luís, capital do Maranhão. “Eu queria começar por algumas das regiões mais desassistidas pelo Estado brasileiro”, justificou a pesquisadora.
Atitudes tomadas pelas mulheres, como encorajar-se para pedir o divórcio, refletir sobre quantos filhos deseja ter, comprar um batom pela primeira vez, abrir uma conta no mercadinho da cidade são algumas das situações observadas no estudo.
O cartão e a senha do Bolsa Família ficam sob o controle delas. “É diferente de dar cesta básica, porque você está dizendo o que a pessoa tem que comer e quanto. Apesar de a renda ser pequena, [com o dinheiro] você oferece um leque de opções, de escolhas. Isso trouxe [para elas] uma liberdade pessoal maior, que nós chamamos de efeito moral. Abrem-se brechas de liberdade na vida delas”, explicou.
A professora contou que a ideia inicial do trabalho era entender se as beneficiárias consideravam a bolsa um direito ou um favor. “Mas, à medida que fomos nos aprofundando nas entrevistas e nas pesquisas teóricas, fomos vendo que o fato de elas receberem uma renda monetária regular provocava um efeito muito especial, próprio da função social do dinheiro”, relatou. Segundo Walquíria, uma dessas funções é “decidir com ele o que você quer fazer”.
A possibilidade de pensar adiante mudou a perspectiva de vida dessas mulheres. “Você está submetida completamente à miséria, de tal modo que não tem nenhuma oportunidade de determinar nada em sua vida. Você sai atrás de comida, se achar come, se não achar não come”, expôs a pesquisadora, considerando a condição anterior das beneficiárias.
Entre os efeitos morais encontrados pela autora do trabalho está a manifestação do desejo de fazer a cirurgia de laqueadura. “[Isso] já é algo que está no horizonte delas. Essa ideia de que querem se encher de filhos para aumentar a bolsa é puro preconceito. Como qualquer mulher do mundo, elas têm medo da gravidez, gostariam de ter menos filhos”, disse. As condições de trabalho dos maridos que, para conseguir algum serviço, passam meses fora de casa também contribuem para a vontade de evitar a gravidez. “Fica sob a responsabilidade delas administrar toda a vida das crianças”, destacou.
A pesquisadora também identificou casos em que as mulheres se encorajam para pedir o divórcio de um marido violento. “Esses assuntos são ainda cercados de tabus. Elas têm grande dificuldade de falar sobre isso. Às vezes, quando consegui conversar com a mesma mulher pela terceira vez, houve uma abertura maior para falarmos sobre esse assunto”, contou
Apesar de obter relatos que deixam claras situações emancipatórias vivenciadas pelas mulheres, a professora ponderou que existem fatores culturais que interferem fortemente nesse contexto, como a religião e a família. “Há um caso ou outro em que isso aconteceu, mas é um assunto muito difícil de falar com elas. Nessas regiões, a família tem um peso muito grande. Normalmente, elas moram perto da sogra ou dos pais”.
Embora algumas mulheres tenham relatado compras de cosméticos, como um xampu ou um batom, com recursos do benefício, a pesquisadora destacou que essa questão é difícil de ser assumida. “O dinheiro do Bolsa Família é gasto, em primeiro lugar, com comida para as crianças. Essa é uma moralidade muito forte que elas têm. Tanto que, quando você indaga sobre cuidados com o corpo, elas ficam muito assustadas com a pergunta”.
De acordo com Walquíria, para citar que comprou um item de beleza, a mulher, em primeiro lugar, enumera os gastos com as crianças. “Ela acha que é como se estivesse confessando um erro. Precisa explicar que comprou material escolar, comida, mas sobrou um pouquinho e ela pôde parcelar em duas vezes. Elas vão aprendendo a administrar a escassez do dinheiro, e algumas me contaram: ‘eu comprei xampu, eu estou comprando batom, esmalte para unha’. Então, o cuidado consigo mesma, com o corpo, ainda está em segundo, terceiro lugar”.
Outra função do dinheiro nesses casos foi o estabelecimento de relações de confiança. “É muito comum elas contarem que agora podem ir ao mercadinho e dizer: ‘olha, meu dinheiro não chegou ainda, mas está aqui o meu cartão, eu vou levar e quando sair [o dinheiro], venho aqui e pago’. O dinheiro trouxe uma experiência nova de confiabilidade para essas mulheres”, explicou.
Segundo Walquíria, anteriormente elas sequer entrariam nessas lojas, porque o dono sabia que não poderiam comprar nada. “Você há de convir que nesses lugares as mulheres serem confiáveis é um ganho de autonomia e liberdade muito grande. E de autoestima”.
Da Agência Brasil

Dia Internacional da Mulher – 8 Março
Na semana na qual se comemora o Dia da Mulher, em 8 de março, a Prefeitura de Curitiba promove uma série de eventos em diversos bairros da cidade para discutir a condição feminina, além de fortalecer as políticas públicas voltadas para as mulheres.
Para marcar o dia 8 de março, o prefeito Gustavo Fruet vai inaugurar a sede da Secretaria Municipal Extraordinária da Mulher, que fica na Praça Garibaldi nº 7, no Palacete Wolf, no Largo da Ordem. A solenidade será às 20 horas, no Memorial de Curitiba, no Largo da Ordem, com a presença da ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, da secretária da Mulher, Roseli Isidoro, e de outras autoridades.
O prefeito disse que a criação da Secretaria da Mulher é uma reivindicação antiga e um compromisso que ele assumiu com os segmentos organizados de defesa dos direitos da mulher que atuam na cidade de Curitiba. “Além de fortalecer políticas públicas para as mulheres e de promover a igualdade, a secretaria vai nos ajudar a reestruturar toda uma rede de atendimento e conferir mais proteção à mulher vítima de violência. Ela também vai articular as demais secretarias municipais e órgãos públicos para dedicar uma atenção especial à mulher curitibana e potencializar os trabalhos comuns, como nas áreas da saúde, da ação social, da geração de renda e da cultura”, afirmou Gustavo Fruet.
A secretária da Mulher, Roseli Isidoro, disse que o foco prioritário no primeiro ano de trabalho da pasta será o enfrentamento à violência. Segundo o estudo Mapa da Violência, publicado em 2012, Curitiba ocupa a quarta posição no ranking das capitais brasileiras mais perigosas para as mulheres viverem. “Nosso desafio maior é vencer o que se considera uma verdadeira epidemia de violência e agressões”, apontou. Para Roseli, é necessário “estabelecer parcerias com os governos estadual e federal, investir em campanhas preventivas e de orientação sobre socorro, cuidados e formas de proteção, rever fluxos, procedimentos e capacitar os servidores para qualificar esse atendimento”.
Além da inauguração da sede e lançamento oficial da secretaria, o prefeito Gustavo Fruet anunciará o plano emergencial do município de Curitiba para combater a violência contra a mulher.
Programação da semana pelo Dia da Mulher
Regional Boqueirão
Dia 6 de março, às 8h30 Palestra sobre empreendedorismo da mulher com Gina Paladino, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento S/A. Local: na sede da administração regional, na Rua da Cidadania, Terminal do Carmo, Auditório 2. Informações: 3313-5502. Dia 7 de março Aulão da Mulher (ginástica) Local: Ginásio da Rua da Cidadania Horário: 8h30min às 9h30min e 19 às 20 horas Dia 8 de março Aulão do dia da Mulher Local: Praça Agostinho Legró – Horário: 8h às 9 horas Evento: Palestra sobre Atividade Física, Saúde, Alimentação e Hábitos Saudáveis Horário: 14h30 às 15h30min – Local: Associação Nossa Senhora do Pilar Horário: 16 às 17 horas – Local: Associação Vila NovaRegional Boa Vista
Dia 8 de março Café da manhã e palestra com enfermeira da Secretaria da Saúde sobre Saúde da Mulher Local: CEL Pedro de Almeida Aulão de ginástica e alongamento para todas as mulheres das secretarias da Rua da Cidadania do Boa Vista Local: CEL Rua da Cidadania Boa Vista Horários: manhã às 9 horas e tarde às 14h30min Regional Cajuru Leia o restante »
Pintura – Monika Menkes
O ECAI e o CAFÉ SAVANA convidam a todos para o vernissage de Monica Menkes
Quinta, 7 de março, a partir das 19h30
O ECAI fica ao lado do Café Savana, na CLN 116, bloco A

Pintua – Monica Menkes
Monica Menkes, arquiteta e artista plastica, é reconhecida pelas suas pinturas com simbolos, cores, traços e desenhos coloridos que voam pelas telas, papéis e painéis. Mais recentemente. suas obras trazem palavras que evocam sentimentos de bem estar à sua já conhecida linguagem, agregando mais um ingrediente aos seus delicados trabalhos. A combinação das palavras, cores, desenhos, formas, linhas e traços trazem serenidade, alegria, leveza e harmonia.
Já realizou exposições individuais e coletivas em Brasília, RJ, São Paulo e Londres. Nesta exposição no ECAI, apresentada a série Arte com Amor, composta por técnica mista sobre telas em estampas alegres e divertidas. A exposição apresenta a série original bem como reproduções em posters e cartões.
Horário de Visitação:
Como o ECAI, além de galeria, é também sala de aulas, de visitas, teatro, e muito mais, nós temos um horário estranho. Estamos abertos 30 minutos antes e depois de cada palestra ou atividade. E como saber o horário dessas atividades? Basta clicar AQUI.






