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"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar."
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Comentários ‘Eleições’

Marina se diz “não favorável” ao casamento gay e propõe plebiscito sobre maconha

Do UOL Eleições

Em São Paulo

Em entrevista para o UOL Eleições, a presidenciável Marina Silva (PV) se disse “não favorável” ao casamento gay e afirmou não ter posição fechada sobre a adoção de filhos por casais homossexuais. A senadora revelou que não irá à Parada Gay, que será realizada em São Paulo no próximo fim de semana.

foto01marinapresidenteAlém disso, Marina reiterou ser contra a legalização da maconha como forma de combater o tráfico de drogas no país e propôs dois plebiscitos; um para discutir a legalização da droga e outro sobre o aborto. “Precisamos fazer um debate sério, estaremos fazendo uma grande discussão que envolve saúde pública, ética, assuntos morais”, disse.

“Em relação à adoção de filhos (…) eu não tenho uma posição fechada. A Justiça vem se pronunciando, nós temos um grave problema social em relação a essas crianças. Eu não tenho competência técnica para ter um olhar em relação a essa questão”, disse a pré-candidata. “O casamento é uma instituição entre pessoas de sexos diferentes, uma instituição que foi pensada há milhares de anos para essa finalidade. Eu não tenho uma posição favorável”, afirmou Marina, sobre o casamento entre homossexuais. “Isso não pode ser confundido com discriminar essas pessoas do ponto de vista de seus direitos. (…) elas têm o direito de defender as suas bandeiras. Democracia é isso”, disse.

Ao falar da política externa em uma eventual presidência sua, a acriana defendeu o fim do bloqueio norte-americano contra Cuba e mostrou ceticismo em relação às negociações para o fim do programa nuclear iraniano. “A forma de ajudar Cuba é trabalhar politicamente contra o bloqueio”, afirmou, para em seguida criticar o governo de Raúl Castro. “Não tem sentido a falta de democracia lá”. Sobre o Irã, disse torcer para que o acordo assinado com a ajuda do Brasil dê certo, mas fez uma ressalva: “o Irã tem uma cultura de protelar e tem uma série de problemas com direitos humanos”.

“Em certos momentos houve relativização desses princípios [de direitos humanos]“, afirmou Marina. “O Brasil passou a ter um olhar para outras regiões do mundo e que não é por interesse comercial, mas sim uma relação fraterna com outros povos, principalmente a África. Isso é bom. Mas no governo Lula isso criou uma zona cinzenta”, disse.

A pré-candidata verde aproveitou para alfinetar seu concorrente na disputa pelo Palácio do Planalto, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), que recente afirmou que o governo da Bolívia é “cúmplice” do tráfico de drogas para o Brasil. “Eu tenho dúvida se o governo da Bolívia não fosse de um índio se isso seria dito com tanta radicalidade”, afirmou.

“Já taxam aquelas pessoas como se tivessem uma natureza contraventora e isso não é verdade. A maioria das pessoas são corretas e não podem ser chamadas de traficantes”, disse a ex-ministra do Meio Ambiente.Como forma de combater o tráfico na fronteira, Marina defendeu uma atuação baseada em três eixos. “A prevenção, a repressão, que não pode ter um foco específico, e o trabalho na inteligência”, disse a seandora, para quem a questão das drogas precisa “de um olhar muito especial”.

Porque Dilma está na frente

Marcelo S. Tognozzi

marceloA candidata do PT, ex-ministra Dilma Rousseff, passou José Serra do PSDB nas pesquisas de intenção de voto. Não interessa de passou por meio ponto ou cinco pontos. O que interessa é que Dilma está em curva ascendente enquanto Serra desce a ladeira. Há quem diga que o mérito de ter colocado Dilma na liderança é de Lula. Poder ser. Mas ninguém deve subestimar a candidata, que não é poste nem robô.

Dilma está entrando numa fase importante da campanha. Começou a tirar votos do seu principal oponente. A partir de agora tem de administrar uma vantagem que chegou cedo demais. Seria preferível passar Serra em agosto e aí embalar para chegar em primeiro em outubro. O imponderável na eleição é o grande fator de desequilíbrio. Pode virar o jogo em minutos.

Do lado da oposição, a ultrapassagem de Dilma era pedra mais do que cantada. O maior motivo do desconforto e da falta de entusiasmo dos adversários de Lula e do PT foi a incompetência para fazer o dever de casa. Tucanos e Demos não sabem fazer oposição e, pelo visto, não vão aprender tão cedo. Trabalham aos soluços. No passado o PT desenvolveu uma tecnologia bastante competente de fazer oposição num link direto com as ruas, porque oposição sem povo é algo que não existe em se tratando de disputa pelo poder.

O melhor exemplo disso foi o discurso de Serra colocando Lula acima do bem e do mal. Ele é um candidato que não entusiasma o eleitor médio, principalmente num momento em que a economia bomba para as classes C e D. Por isso Serra nunca precisou tanto de uma mãozinha do imponderável, de uma armadilha do destino para Dilma. Se ela virá, só Deus sabe.

Ao invés de espernear no TSE a oposição deveria ter trabalhado para vencer Lula e Dilma. Como não o fez, agora choraminga. Se continuar nesta toada, o choramingo se transformará em prato, porque começa a aparecer no horizonte a chance concreta de Dilma Rousseff vencer já no primeiro turno.

Quando a tropa de elite vale mais que o exército

Marcelo S. Tognozzi

marceloO PT anunciou no fim de fevereiro, oito meses antes da eleição, que mobilizará 500 mil militantes para a campanha digital de Dilma. Eles terão a missão de distribuir na rede material favorável à candidata e ao mesmo tempo falar mal dos adversários. Da maneira como o projeto está sendo formatado pode ter problemas para decolar. Os principais motivos: começou atrasado demais, carece de orçamento específico, não indica que terá unidade de linguagem nem rotina, batendo de frente com o projeto Dilma Paz & Amor elaborado pelo competente João Santana, o Patinhas, marketeiro oficial da campanha.

Dilma não tem presença pessoal nas redes sociais, ao contrário de Marinha Silva e José Serra, que começaram a trabalhar ainda no primeiro semestre do ano passado. Serra, por exemplo, chegou aos 165 mil seguidores no Twitter, com os quais interage todos os dias. Dilma não tuita. Marina Silva está no ar desde abril de 2009 e apenas o Movimento Marina Silva Presidente, montado na plataforma ning, conta com 13.500 apoiadores e 300 grupos de discussão.

O PT imagina que a campanha digital será uma guerra de informação e contrainformação, como admite o secretário nacional da legenda André Vargas. Campanha digital não é uma guerra. Ao contrário, é a busca de um diálogo permanente com o eleitor, a interatividade e a troca de informações. WEB 2.0. Do jeito que está sendo concebida, a campanha de Dilma corre o risco de virar spam. Aliás, até agora as iniciativas digitais dos companheiros se mostraram desastrosas, como o Blog Dilma Presidente que andou batendo duro na “mídia golpista” e em jornalistas considerados anti-petistas. Por tudo isso, o PT pode acabar pregando para convertidos ao invés de conquistar apoios e votos para Dilma.

Estas ações de mobilização não necessitam de exércitos para dar certo. Precisam, sim, de um grupo de inteligência, capaz de produzir conteúdo de qualidade com alto grau viral e que será postado por uma equipe treinada, capaz de interagir e dar respostas eficientes aos questionamentos de eleitores e até de adversários. Isso não é um trabalho para poucos meses. É uma jornada longa, como aparentemente entenderam José Serra e Marinha Silva. De uma maneira geral é espantoso que as campanhas dos presidenciáveis não tenham previsto (pelo menos não ainda divulagram nada) ações voltadas para celular (mobile marketing). Temos 170 milhões de linhas em funcionamento, das quais cerca de 85% são de pré-pagos.

A sociedade costuma estar muito à frente dos políticos. Ela muda muito antes. O eleitor das classes C, D e E entre 18 e 35 anos, por exemplo, não fala no seu pré-pago. Ele escreve. Até hoje os políticos não entenderam direito como funciona esta comunicação. Muitos, talvez a grande maioria, nem abre seus e-mails. Manda a secretária imprimi-los. Nesta eleição o papel da internet e das novas mídias ainda não será decisivo, devido à nossa baixa inserção digital. Mas em 2012 será muito diferente e em 2014 mais ainda, porque as ferramentas digitais para a campanha desta próxima corrida presidencial ainda nem foram inventadas.

Os 500 mil militantes do PT não podem transformar Dilma num avatar, como no Second Life, e sair por aí falando por ela. Antes deles, a própria Dilma tem de se engajar na campanha digital como fez Obama nos EUA e Fernando Gabeira no Brasil. E deve ter a consciência de que internet é para sempre; não acaba dia 3 de outubro.

Laura Chinchilla. Foto nacion.com

Laura Chinchilla. Foto nacion.com

A candidata governista Laura Chinchilla foi eleita presidente da Costa Rica. Com cerca de 80% das urnas apuradas, Laura conseguiu 47% dos votos, a frente de Ottón Solís que teve 25% da preferência dos eleitores, e Otto Guevara com 20%.

Laura Chinchilla é a primeira mulher a chegar à presidência da Costa Rica. Na America Central, é a terceira mulher a assumir o posto de presidente, sendo que Violetta Chamorro, da Nicarágua e Mireya Moscoso, do Panamá eram viúvas de políticos influentes, enquanto que ela trilhou sua carreira política por conta própria.

No discurso da vitória, Laura Chinchilla agradeceu às mulheres do seu país, poís elas “continuam superando as barreiras e fazendo a Costa Rica maior”

Entre as metas anunciadas estão a luta contra o narcotráfico, a segurança social, a melhoria da educação pública e da previdência social, a criação de uma rede nacional de atendimento as crianças e aos idosos, e uma atenção especial a questão ambiental.

Laura Chinchilla toma posse dia 8 de maio, sucedendo ao atual presidente Oscar Arias, de quem  foi vice-presidente e ministra da Justiça até renunciar aos cargos pra ser candidata.

Dilma empata com Serra  diz pesquisa

Da Redação

Dilma Rousseff

Dilma Rousseff

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), está tecnicamente empatada com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), quando o deputado Ciro Gomes (PSB) está na disputa, mostra pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (1º).

Dilma cresceu pelo menos cinco pontos percentuais nos dois cenários testados pela pesquisa. O governador de São Paulo ainda lidera nas duas pesquisas estimuladas, mas a margem entre os dois diminuiu. Dilma já passou o governador na pesquisa espontânea.

No primeiro cenário, Serra cresce de 31,8%, em novembro de 2009, para 33,2% em janeiro deste ano; Dilma subiu de 21,7% para 27,8%; Ciro Gomes (PSB),caiu de 17,5% para 11,9%; e Marina Silva (PV) subiu de 5,9% para 6,8%. Houve queda no total de pessoas que votam nulo ou branco (de 11,1% para 10,5%). A diferença entre os dois primeiros colocados, que era de 10,1 pontos percentuais, caiu para 5,4. Como a margem de erro está em 3%, os dois estão tecnicamente empatados. “Há uma intersecção da margem de erro”, disse Ricardo Guedes, do Instituto Sensus.

Na avaliação do cenário eleitoral a margem de erro difere da registrada na

José Serra

José Serra

pesquisa sobre a popularidade de Lula e do governo, que é de dois pontos percentuais.

No segundo cenário, em que Ciro está fora da disputa, Serra fica praticamente estável, crescendo 0,2 pontos percentuais, com 40,7% em janeiro. Dilma cresce cinco pontos percentuais entre novembro e janeiro, e registra 28,5% nesta última pesquisa. Marina também cresce, de 8,1% para 9,5%, Brancos e nulos caíram de 13,8% para 11,4%.

Na pesquisa espontânea, em que não é apresentada nenhuma lista de candidatos ao entrevistado, o presidente Lula –que não pode se candidatar- registra 18,7%; logo depois, pela primeira vez, vem Dilma, com 9,5%, acompanhada de Serra, com 9,3%.

No cenário de segundo turno entre Serra e Dilma, a ministra registrou  crescimento de 8,9% e fica praticamente empatada com o governador, por conta da margem de erro. Em novembro, a disputa ficava em 46,8% do tucano contra 28,2% da petista.

Senado debate campanha eleitoral na internet

Da redação

A liberação da internet como ferramenta de divulgação de campanhas eleitorais será debatida no Senado nesta quarta-feira, dia 12. A reunião, patrocinada pelas comissões de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), contará com a presença do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, de técnicos e de representantes de provedores da internet.
De acordo com a proposta (PLC 141/09), os provedores de conteúdo na Internet estarão proibidos de dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação. Será permitida ainda a utilização da rede mundial de computadores na captação de recursos para a campanha, por meio de cartão de crédito.
A proposta estabelece ainda que serão adotadas para a Internet as mesmas leis de TV e rádio, mas com um detalhe: os candidatos não poderão comprar espaços publicitários. Para que vigore nas próximas eleições, a proposição terá de ser sancionada até 30 de setembro deste ano.

Eleições para o Parlasul terão mais espaço para mulheres

Rejane Xavier

RexA Câmara dos Deputados se prepara para votar um projeto de lei que regulamenta como serão as eleições para o Parlamento do Mercosul (Parlasul). Pela primeira vez no Brasil, em 2010, além de votar para deputado federal e para senador, o eleitor vai escolher um terceiro tipo de representante: o parlamentar do Mercosul. Ele não vai representar um estado, mas o Brasil como um todo, num parlamento regional cuja sede é em Montevidéu, no Uruguai.

Pelas propostas em discussão na Câmara, essa eleição será cheia de novidades. Em primeiro lugar, ela será nacional, e não por estado. E o eleitor não votará em nomes individuais, mas em listas fechadas, apresentadas pelos partidos ou coligações.

Serão eleitos, em 2010, 37 parlamentares brasileiros, mas as listas podem ter mais nomes (até 111, que corresponde a 3 vezes o número de cadeiras). A lista será ordenada: serão eleitos os nomes na ordem em que aparecem, de acordo com o número de cadeiras conquistadas pelo partido ou coligação.

A ordem é muito importante, pois os primeiros são aqueles que têm mais chance de se eleger. Algumas simulações já foram feitas para prever quantas cadeiras cada partido conquistaria, se se mantivesse a proporção de votos que recebeu nas últimas eleições. Para os grandes partidos, esse número seria de 5 ou 6 cadeiras. Portanto, os cinco primeiros são os possíveis eleitos, e os outros nomes da lista deverão se contentar com a suplência e com a oportunidade de participação.

Pois bem: nas regras que a Câmara está propondo, nos cinco primeiros lugares não pode haver mais de três nomes do mesmo sexo. Isso significa que haverá, em cada lista partidária, pelo menos duas, ou até três mulheres, com chances de se eleger representante do Brasil no Parlasul! Na atual Representação Brasileira no Parlasul, formada por 9 deputados e 9 senadores indicados pelo Congresso e não eleitos diretamente, há apenas uma senadora – Marisa Serrano (PSDB – MS) – e uma deputada -  Iris de Araújo (PMDB – GO).

Muita gente imagina que o Mercosul só trata de tarifas, comércio, importação e exportação, o que talvez não entusiasme muito as mulheres. Mas isso não é verdade. Além da integração econômica, outros assuntos estão ganhando importância cada vez maior no âmbito regional. Reconhecimento de diplomas, atendimento médico integrado nas áreas de fronteira, administração compartilhada dos recursos hídricos, circulação de pessoas a turismo ou a trabalho, reconhecimento mútuo de contribuições previdenciárias, intercâmbio cultural são exemplos de áreas em que a integração tem avançado e deve se aprofundar cada vez mais.

Ao final desse processo de inovação eleitoral que marcará as eleições para o Parlasul, espera-se portanto que a participação feminina será bem maior e mais importante do que a que temos hoje, na Câmara ou no Senado.

Regras eleitorais

Daqui a pouco, a Câmara realiza sessão para discutir as novas regras para as eleições de 2010. Na pauta, o relatório do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) que tentará regulamentar as campanhas e doações para candidatos na internet.

O problema é que essa lei pode significar o mesmo que enxugar gelo. Afinal, como diz o deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), nada impede que um candidato abra um site no Afeganistão para criticar um adversário, já que não existe uma lei internacional para coibir abusos desse tipo. Leia o Blog da Denise.

Calendário Eleitoral

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou ontem, na última sessão do semestre, o calendário das eleições de 2010. O primeiro turno acontecerá no dia 3 de outubro e o segundo, no dia 31, primeiro e último domingos do mês.
Quem quiser se candidatar deverá se filiar ao partido até o dia 3 de outubro deste ano. Os partidos, por sua vez, têm até o dia 5 de julho de 2010 para registrar seus candidatos.
A partir de 1º de janeiro, todas as pesquisas que tenham relação com as eleições devem ser registradas na Justiça Eleitoral.
A propaganda eleitoral será permitida a partir de 6 de julho de 2010. A veiculação da propaganda gratuita no rádio e na televisão será de 17 de agosto a 30 de setembro e, em caso de segundo turno, retomada no dia 16 de outubro.

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