Comentários ‘Câncer de mama’
Exame é essencial na prevenção e combate ao câncer de mama, mas continua pouco utilizado por brasileiras.
Quase metade (45,5%) da população feminina de 25 anos ou mais de idade nunca foi submetida à mamografia, considerado o principal exame para detectar o câncer de mama. É o que indica o Suplemento de Saúde da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2008, divulgado nesta quarta-feira (31). O percentual equivale a 26,4 milhões de mulheres.
O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento de câncer de mama por mamografia, para as mulheres com idade entre 50 a 69 anos, com o máximo de dois anos entre os exames. Nessa faixa etária, 28,9% nunca fizeram a mamografia, de acordo com o levantamento.
No Norte, cerca da metade (50,2%) das mulheres de 50 a 69 anos de idade nunca realizaram o exame. No Nordeste, o percentual foi de 45,1%.
A pesquisa também revelou que, em 2008, 54,5% da população feminina com 25 anos ou mais foi submetida ao exame de mamografia ao menos uma vez. O resultado representa um crescimento de 48,8% em relação a 2003, quando o percentual foi de 42,5%.
Na faixa etária de 50 a 69 anos, o percentual foi de 71,1%, contra 54,6% registrados em 2003.
Com relação à escolaridade, observou-se que 41% das que se submeteram ao exame em 2008 tinham 11 anos ou mais de estudo.
Exame clínico das mamas
A pesquisa também mostra outro dado preocupante. O exame clínico das mamas, feito por médico ou profissional de saúde sem a necessidade de qualquer equipamento especial, ainda não é feito por todas as brasileiras. Em 2008, 70,2% das mulheres com 25 anos ou mais foram submetidas ao exame, o que indica crescimento de 28,5% em relação a 2003.
Do total de mulheres que fizeram o exame em 2008, 42,5% tinham 11 anos ou mais de estudo.
O Ministério da Saúde explica que o procedimento é compreendido como parte do atendimento integral à saúde da mulher, devendo ser realizado em todas as consultas clínicas, independente da faixa etária.
Entre as mulheres que viviam em domicílios com rendimento mensal domiciliar per capita superior a 5 salários mínimos, observou-se que 94,1% delas haviam se submetido a exame clínico das mamas. Já aquelas para as quais o rendimento era inferior a um quarto do salário mínimo, apenas 44,8% o fizeram.
A Região Sudeste apresentou o maior percentual de mulheres que realizaram exame clínico das mamas (79,8%) e o Norte, o menor (51,2%).
Câncer de colo do útero
A pesquisa também mostrou que, em 2008, 84,5% da população feminina com 25 anos ou mais foi submetida a exame preventivo para câncer do colo de útero, o que representa um total de 49 milhões de mulheres. Em 2003, o percentual foi de 79%.
O Ministério da Saúde recomenda que toda mulher que tem ou já teve atividade sexual deve submeter-se a exame preventivo periódico, especialmente se estiver na faixa etária dos 25 aos 59 anos de idade.
No grupo de mulheres de 25 a 59 anos de idade, 87% tinham realizado alguma vez o exame preventivo. As Regiões Sudeste e Sul registraram, respectivamente, 89,6% e 89,2%, os maiores percentuais de realização desse exame. O Nordeste, por outro lado, foi onde se verificou o menor percentual, 81,7%.
O Suplemento de Saúde da Pnad 2008 foi feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em parceria com o Ministério da Saúde. Foram pesquisadas 391 868 pessoas e 150 591 unidades domiciliares distribuídas por todas as Unidades da Federação.
Com informações do portal UOL Ciência e Saúde
TCU aponta que mamógrafo é subutilizado no pais.
- Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que, entre maio de 2008 e abril de 2009, a maioria dos mamógrafos operantes em serviços públicos brasileiros foi subutilizada, ou seja, teve baixa produtividade. Em apenas 5% desses locais (23 em 435) foram feitas 25 mamografias ou mais por dia, parâmetro considerado ideal pelos técnicos do tribunal. No País, a média de produção das máquinas foi de apenas 9,8 exames/dia.
No programa Mais Saúde, o governo brasileiro elegeu como meta ofertar, até 2011, mamografias a 60% das mulheres entre 50 e 69 anos, o que significaria 7 milhões de exames. No entanto, a pesquisa apontou que, mesmo descontando o conjunto de mulheres cobertas por planos de saúde, a produção atual da União, Estados e municípios deixa pelo menos 15% sem cobertura.
Problemas como falta de manutenção e de funcionários para operar os mamógrafos e fazer laudos foram apontados como principal obstáculo à realização de mamografias, segundo questionários respondidos por municípios a pedido do TCU. Quinze unidades ouvidas admitiram nunca ter colocado máquinas em funcionamento em razão de problemas como necessidade de obras de infraestrutura na unidade. “O que ficou patente é que o número de mamógrafos no País seria suficiente se estivessem sendo utilizados na sua totalidade”, resumiu ontem o ministro Valmir Campelo, relator do trabalho.
A mamografia é um exame de imagem essencial para a detecção precoce e para posterior tratamento do câncer de mama, doença cuja mortalidade vem aumentando anualmente no Brasil desde 2000, alcançando cerca de cem óbitos anuais a cada 100 mil habitantes, destaca Campelo.
Em sessão realizada na quarta-feira, os ministros do órgão assessor do Congresso Nacional acordaram uma série de medidas para otimizar a distribuição e a utilização dos equipamentos. Entre elas está a necessidade de avaliações técnicas mais aprofundadas antes da liberação de recursos públicos para a compra de mais mamógrafos. Além disso, apontou a necessidade de gestores federais, estaduais e municipais melhorarem o quadro de funcionários que operam os aparelhos, a manutenção e o abastecimento de insumos para as máquinas.
Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.
Novo teste poderá prever risco de reincidência do câncer de mama
Um teste genético em fase de análise no Instituto Dana-Farber, nos Estados Unidos, poderá, no futuro próximo, ajudar a prever que mulheres estão mais sujeitas à reincidência do câncer de mama após o tratamento com quimioterapia. Pesquisadores americanos identificaram dois genes que podem diminuir a eficácia dos quimioterápicos.
Oncologistas não conseguem explicar porque a quimioterapia funciona em alguns pacientes e não em outros. Mas cientistas já sabem que as propriedades moleculares do tumor estão diretamente ligadas ao resultado da quimioterapia.
Neste estudo, os pesquisadores da equipe do Instituto Dana-Farber avaliaram o código genético de tumores retirados de mulheres que haviam feito o tratamento com o quimioterápico antraciclina, um dos mais usados atualmente. Na análise, eles descobriram que pacientes com um tipo mais resistente de tumor tinham dois genes ativos que impediam a ação completa do medicamento. O teste foi feito com 85 mulheres.
Segundo o oncologista Eric Winer, diretor de oncologia da mama no Instituto Dana Farber, a descoberta pode ajudar no desenvolvimento de testes que indiquem o melhor tratamento quimioterápico para cada mulher. Descobrindo quais medicamentos o tumor terá resistência, a paciente não perderá tempo com intervenções pouco eficazes e terá mais chances de cura. O estudo, ainda em fase preliminar, faz parte de uma nova geração tratamentos contra o câncer, que estão cada vez mais personalizados graças à terapia genética.
Fonte: Agência O Globo Londres
São Paulo ganha centro de prevenção de câncer de mama
O estado de São Paulo ganhou nesta terça-feira (8) o Centro de Prevenção de Câncer de Mama Instituto Avon, um dos mais modernos centros de prevenção de câncer de mama da América Latina. De acordo com o presidente da Avon Brasil, Luis Felipe Miranda, a inauguração do Centro de Prevenção “é a concretização de um sonho, dentro do projeto maior da Avon de proporcionar saúde integral à mulher”.
“São 2,5 mil metros quadrados, com capacidade para realização de exames em mais de 11 mil mulheres por mês. É um exemplo do que pode ser feito, quando as forças se unem, para reduzir os altos índices de mortalidade de câncer de mama”, afirma o presidente da Avon Brasil. “Somos uma empresa que conta com mais de 1,1 milhão de revendedoras autônomas. Foi a compreensão delas, da importância desta causa, que permitiu chegarmos a este dia”, complementa.
A ala destinada ao câncer de mama foi construída com recursos da Avon, que, por meio do Instituto Avon, doou R$ 6 milhões para o projeto, tornando-se o maior parceiro do hospital na implementação deste Centro. O dinheiro foi arrecadado pela empresa com a venda de produtos que apóiam a campanha Avon Contra o Câncer de Mama.
Além da construção do centro, o projeto inclui a ampliação do serviço de rastreamento mamográfico na população feminina da região, que envolve também unidades móveis de mamografia. Tal rastreamento abrange cerca de 71 municípios das regiões de Barretos e São José do Rio Preto, atingindo aproximadamente 118 mil mulheres na faixa dos 40 aos 69 anos.
Brasileiras respondem bem a tratamento de câncer de mama
A empresa Bayer Schering Pharma anunciou os resultados de um estudo de tratamento do câncer de mama metástico. Os resultados revelaram um aumento de 74% de sobrevida e maior tempo livre de progressão da doença nas pacientes que receberam a terapia-alvo Nexavar (tosilato de sorafenibe). O estudo também demonstrou a eficácia e a tolerabilidade do medicamento. Hoje (27) é o Dia Nacional da Luta Contra o Câncer.
Denominado Baselga, o estudo avaliou o uso de Nexavar em combinação com quimioterapia oral em 229 pacientes, sendo 115 brasileiras. “Os resultados deste estudo representam mais um avanço para o tratamento do câncer de mama, doença que representa a segunda causa de morte por câncer em mulheres no mundo”, afirma Frederico Costa, médico oncologista do Hospital Sírio Libanês. O especialista explica ainda que por ser uma combinação de medicamentos de uso oral e com poucos efeitos colaterais o sorafenibe associado à capecitabina permite uma boa qualidade de vida e um maior controle da doença, associado a adesão ao tratamento.
O Nexavar é considerado uma terapia-alvo, pois age diretamente nas células doentes reservando as sadias, o que proporciona ao paciente menos efeitos adversos e mais qualidade e vida. Além disso, o medicamento reduz a multiplicação das células tumorais (ação antiproliferativa) e inibe a formação de vasos sangüíneos que alimentam os tumores, processo chamado angiogênese. Atualmente, o medicamento é aprovado em mais de 70 países para o tratamento do câncer de rim avançado e em mais de 60 países para o tratamento do câncer hepático, inclusive no Brasil.






