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Socióloga estima que número de deputadas federais passará de 45 para 54, o equivalente a 10,5% do total.
Mais otimista, projeção do IBGE em julho previa crescimento para 63, ou 12,2% dos parlamentares
Carolina Pompeu
O número de deputadas na Câmara deverá saltar de 45 para 54 na próxima legislatura, que começa em 2011. A previsão é de Maria Lúcia de Santana Braga, socióloga da Secretaria de Políticas para as Mulheres, em estudo feito para o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Caso a projeção se confirme, a representação de mulheres na Câmara passará de 8,7% para 10,5% do total de deputados.
Em julho, o demógrafo José Eustáquio Alves, professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia divulgado outro estudo sobre o aumento da bancada feminina na Câmara. A projeção do demógrafo, contudo, foi mais otimista. Segundo ele, poderão ser eleitas 63 parlamentares para a Câmara este ano, o que representará 12,2% do total de deputados.
Aumento – Ambos os estudos apontam que o aumento no número de candidatas ao cargo de deputada federal é a principal causa para as projeções de crescimento da representação feminina na Câmara. Este ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu no total 1.350 pedidos de candidaturas femininas. Em 2006 e 2002, foram 737 e 490 candidatas, respectivamente.
Esse aumento, segundo Maria Lúcia, decorre principalmente da Lei 12.034, publicada em 2009. A chamada minirreforma eleitoral estabeleceu que os partidos políticos deverão preencher, no caso das candidaturas proporcionais – Câmara e Legislativos estadual e municipal – ao menos 30% de suas vagas com candidaturas de cada gênero. Antes, a Lei Eleitoral (9.504/97) determinava apenas a “reserva” de 30% das candidaturas, o que abria espaço para que os partidos não preenchessem essas vagas.
A minirreforma também alterou a Lei dos Partidos Políticos (Lei 9096/95) para determinar que pelo menos 5% dos recursos do fundo partidário deverão ser aplicados em programas para mulheres. Outra mudança é que no mínimo 10% do tempo destinado à propaganda partidária gratuita deverá ser dedicado às mulheres.
Descumprimento – Apesar da norma sobre as cotas para mulheres nas disputas proporcionais, os registros no TSE mostram que a regra não está sendo cumprida na maioria das unidades da federação. Dados do início de agosto indicam que apenas Amazonas, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina conseguiram alcançar a proporção mínima de candidatas. Nos estados de Pernambuco e Goiás estão os piores índices, com 8% e 10% de postulantes mulheres ao cargo de deputada federal, respectivamente. No total, apenas 22% das candidaturas à Câmara em todo o País são femininas.
Caso a regra valesse também para as candidaturas majoritárias – Executivos federal, estadual e municipal mais o Senado –, não seriam cumpridos os 30%. A melhor situação aparece na disputa presidencial, com 2 mulheres concorrendo contra 7 homens – proporcionalmente, porém, a relação é a mesma registrada no caso da Câmara: são 22% de mulheres contra 78% de homens.
No caso dos governos estaduais e do Senado, a relação é praticamente uma mulher contra nove homens. Segundo dados do TSE, as candidatas aos governos estaduais são apenas 11% do total. No caso do Senado, a relação é ligeiramente melhor, e as postulantes somam 13% do total de pedidos de registro.
Importância – Em entrevista ao Jornal da Câmara em julho, o professor José Eustáquio Alves, do IBGE, disse que as cotas não só garantem mais espaço às mulheres na política, como favorecem uma mudança gradual no comportamento feminino. “Com a obrigatoriedade de um número mínimo de candidatas, os partidos se veem obrigados a preparar as mulheres para a vida pública, seja oferecendo cargos em secretarias de estado ou empresas públicas, por exemplo, ou até na própria executiva do partido. A ideia é que os partidos invistam na qualificação das mulheres e, assim, elas participem cada vez mais do jogo político.”
Pesquisa constata a relação entre o período de ovulação com jeito “sexy” de se vestir
Em período de ovulação, as mulheres se vestem melhor e compram roupas e acessórios para atrair um parceiro mas, também, para desencorajar as rivais, segundo estudo de marketing realizado por uma universidade americana e publicado na última segunda-feira (16).
Inconscientemente, as mulheres em período de ovulação vestem-se “para impressionar” não apenas os homens, mas as que poderiam ser suas rivais, afirma o estudo da escola de administração da Universidade de Minnesota (norte dos Estados Unidos).
O estudo, divulgado no Journal of Consumer Research, volta-se para estabelecer as ligações entre a compulsão de compra e fatores hormonais.
“O desejo que têm as mulheres, no momento importante de sua fecundidade, de escolher inconscientemente artigos que destacam sua aparência é movido pelo desejo de serem mais sedutoras que as rivais”, afirma Kristina Durante, autora da pesquisa que ouviu 269 mulheres.
“Se você é mais desejável que a concorrência, tem mais chances”, resume ela.
“Descobrimos que, quando estão em período de ovulação, as mulheres escolhem artigos de moda mais ’sexy’, tendo como ponto de referência outras mulheres sedutoras de seu entorno”, explica Kristina Durante.
Durante o estudo, fotografias de mulheres sedutoras moradoras nos arredores foram mostradas a mulheres em período de ovulação. Elas deveriam, em seguida, escolher roupas e acessórios.
“Descobrimos que as mulheres em período de ovulação compravam artigos mais sexy quando tinham na cabeça a imagem de mulheres sedutoras da vizinhança”, acrescentou a pesquisadora. “Se você mora em Nova York, outra mulher que mora em Los Angeles não será percebida como concorrente”.
Esta rivalidade com mulheres sedutoras da vizinhança é inconsciente. “Durante cinco a seis dias por mês, as mulheres que ovulam, são mais de um bilhão de consumidoras”, precisa o estudo de marketing.
Este desejo de compra de artigos e serviços que destaquem a aparência, levado pelo ciclo ovariano, aplica-se não apenas a roupas e calçados, mas também a produtos de beleza, suplementos vitamínicos, artigos de fitness e à cirurgia estética.
Com informações do Portal Uol
Pesquisa revela estatísticas interessante sobre a vida sexual da “melhor idade”
As mulheres de meia-idade são as que estão mais realizadas sexualmente. Quem diz é um grupo de cientistas do Hackensack University Medical Centre, de Nova Jersey, nos Estados Unidos.
O estudo foi feito com 600 mulheres de todas as idades e revelou que mulheres na meia-idade gostam mais de fazer sexo do que em outros momentos da vida feminina.
Enquanto 54% das mulheres de 18 a 30 anos dizem ter dificuldades em atingir o orgasmo, esse percentual cai para 43% na idade de 31 a 45 anos. De 46 a 54 anos, 48% afirmam ter dificuldades no sexo.
Na idade de 31 a 45 anos, 87% dizem que fazem sexo com regularidade.
Outros dados da pesquisa mostraram que as mulheres de meia-idade também se sentem mais femininas e sensuais. É nesta faixa etária que elas também consomem mais lingeries e brinquedos sexuais e estão mais ligadas em suas fantasias.
A pesquisa reverte a ideia de que a meia idade seria o começo do fim da vida sexual, momento de depressão, baixa auto-estima. Lendo a matéria, no Daily Mail, me deu a impressão de que esses estudos são, mais do que tudo, importantes para derrubar estigmas. O que antes era exceção, vira padrão. E, mais do que tudo, deve prevalecer a ideia de que em qualquer idade é possível ser feliz.
Com informações do Blog Época
TCU aponta que mamógrafo é subutilizado no pais.
- Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que, entre maio de 2008 e abril de 2009, a maioria dos mamógrafos operantes em serviços públicos brasileiros foi subutilizada, ou seja, teve baixa produtividade. Em apenas 5% desses locais (23 em 435) foram feitas 25 mamografias ou mais por dia, parâmetro considerado ideal pelos técnicos do tribunal. No País, a média de produção das máquinas foi de apenas 9,8 exames/dia.
No programa Mais Saúde, o governo brasileiro elegeu como meta ofertar, até 2011, mamografias a 60% das mulheres entre 50 e 69 anos, o que significaria 7 milhões de exames. No entanto, a pesquisa apontou que, mesmo descontando o conjunto de mulheres cobertas por planos de saúde, a produção atual da União, Estados e municípios deixa pelo menos 15% sem cobertura.
Problemas como falta de manutenção e de funcionários para operar os mamógrafos e fazer laudos foram apontados como principal obstáculo à realização de mamografias, segundo questionários respondidos por municípios a pedido do TCU. Quinze unidades ouvidas admitiram nunca ter colocado máquinas em funcionamento em razão de problemas como necessidade de obras de infraestrutura na unidade. “O que ficou patente é que o número de mamógrafos no País seria suficiente se estivessem sendo utilizados na sua totalidade”, resumiu ontem o ministro Valmir Campelo, relator do trabalho.
A mamografia é um exame de imagem essencial para a detecção precoce e para posterior tratamento do câncer de mama, doença cuja mortalidade vem aumentando anualmente no Brasil desde 2000, alcançando cerca de cem óbitos anuais a cada 100 mil habitantes, destaca Campelo.
Em sessão realizada na quarta-feira, os ministros do órgão assessor do Congresso Nacional acordaram uma série de medidas para otimizar a distribuição e a utilização dos equipamentos. Entre elas está a necessidade de avaliações técnicas mais aprofundadas antes da liberação de recursos públicos para a compra de mais mamógrafos. Além disso, apontou a necessidade de gestores federais, estaduais e municipais melhorarem o quadro de funcionários que operam os aparelhos, a manutenção e o abastecimento de insumos para as máquinas.
Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.
Estudo mostra que louras são mais guerreiras e determinadas
O autor de um estudo da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, sobre agressividade e confiança, afirmou que mulheres louras têm uma atitude mais “guerreira e determinada” diante da vida, segundo uma reportagem do jornal britânico The Sunday Times deste domingo.
A pesquisa, que envolveu 156 estudantes da universidade, descobriu ainda que, embora as louras tenham mais disposição para defender vigorosamente os próprios interesses, elas são menos inclinadas a chegar às vias de fato do que morenas e ruivas. “Nós esperávamos que as louras sentissem ter mais direito (ao sucesso) do que outras jovens. Estamos no sul da Califórnia, o habitat natural da loura bem-sucedida”, afirmou ao Sunday Times Aaron Sell, que coordenou a equipe de pesquisadores.
De acordo com a reportagem do semanário britânico, o estudo confirmou a teoria de que louras fazem mais sucesso entre os homens, são mais bem tratadas e mais dispostas a “ir à guerra”.
No entanto, a teoria de Sell é que louras vivem em uma “bolha” por tanto tempo em suas vidas, que nem percebem que são melhor tratadas por outras pessoas, principalmente por homens. “Elas talvez nem percebam que são tratadas como princesas.”
O estudo de Sell indica que quanto mais atraente a pessoa – o que para homens pode ser medido pela força física e para mulheres pela aparência – se sente, maior a probabilidade de se irritar para atingir os seus objetivos.
Outro estudo californiano aparentemente confirma a teoria da auto-confiança das louras. A psicóloga Catherine Salmon, da universidade de Redlands, afirma que mulheres louras têm mais confiança nas próprias qualidades, embora os resultados “não necessariamente reforcem essa confiança”. Até aquelas que “se transformam” em louras rapidamente se adaptam às vantagens dessa cor de cabelo, segundo a psicóloga.
“Talvez em reação ao estereótipo, morenas realmente tendem a trabalhar mais duro e esperar menos tratamentos especiais”, afirmou Salmon ao Sunday Times.
*Fonte: BBC Brasil
Publicação analisa aspectos sociais do Brasil desde a Constituição de 1988
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta quinta-feira (12), em Brasília, sua publicação Políticas Sociais: Acompanhamento e Análise, composta por quatro volumes de reflexões sobre aspectos sociais no Brasil desde a Constituição de 1988. Os livros trazem análises sobre o desempenho do País em 12 áreas sociais, como previdência, saúde, seguridade, educação, segurança pública e desenvolvimento agrário.
A evolução na política social, de acordo com o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea e coordenador da publicação, Jorge Abrahão de Castro, não deve ser comemorada simplesmente por existir e sim por gerar resultados concretos para a população. Entre os avanços registrados estão o aumento no gasto público social e seu retorno para a economia, a ampliação da cobertura da previdência social e do ensino médio; a criação do Programa Bolsa Família e a melhora nos indicadores de desigualdade e de renda, após piora na década de 1990.
A participação social ainda é frágil e precisa avançar, assim como a cobertura urbana da previdência, a integralização dos serviços de saúde e a política de trabalho e renda, que, apesar dos esforços, ainda se concentra nos trabalhadores formais. Na área de desenvolvimento agrário, o estudo indica a necessidade de ampliar a distribuição de terra e aprofundar a cobertura da política social, que à exceção da Previdência, ainda é insuficiente.
Nas quase mil páginas dos quatro livros, os técnicos do Instituto avaliam em quais áreas houve avanços, quais tiveram mais dificuldades, e apontam lições aprendidas nesse período de 20 anos.
Fonte: Ipea






