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Feira acontece na zona norte de São Paulo entre os dias 28 e 31 de agosto.
A maior feira de cosméticos e artigos relacionados a beleza da América Latina chega ao seu último dia. A Beauty Fair - Feira Internacional de Cosméticos e Beleza, espera ter chegado a 110 mil visitantes este ano, oferecendo palestras, workshops, eventos de qualificação profissional como também espaço para encontros e negócios na área de cosmética e serviços relacionados.
No total, a Beauty Fair oferece 48 eventos, entre congressos, workshops e shows, de 28 a 31 de agosto, no centro de convenções do Expo Center Norte. Tudo isso numa área expositiva de 76m², que abrigarão 450 expositores. Houve também inovações como um pavilhão inteiro dedicado à área de estética, setor que tem recebido grande investimento também na área educacional.
Para maiores informações acesse o site oficial do evento Beauty Fair
Festival acontece simultaneamente em Brasília – DF e Palmas – TO
O Festival Mulher em Cena é mais uma iniciativa do Instituto Arcana dando destaque à produção artística protagonizada por mulheres, destacando o seu olhar sobre a realidade e trazendo à tona, de forma criativa, questões do universo feminino e que dialogam com toda a sociedade. Espetáculos de teatro, dança, música, circo, mostra de cinema, oficinas e bate-papos ganham a cena, formando um mosaico criativo da produção artística feminina contemporânea.
Em sua 2ª edição, o Festival Mulher em Cena propõe um Espaço de Convivência, onde artistas e público poderão trocar experiências, impressões e saberes. Com brechós, café, performances cênicas e shows, o festival espera proporcionar, entre uma atração e outra, um espaço para descontração, diversão e conversas agradáveis.
O Festival acontece em Brasília, de 8 a 12 de setembro de 2010 nas Salas Martins Penna e Alberto Nepomuceno do Teatro Nacional Cláudio Santoro, e na cidade de Palmas -TO, de 22 a 26 de setembro de 2010, com extensa programação cultural composta por artistas dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Tocantins e Distrito Federal.
O ingresso para os espetáculos da Sala Martins Penna deverá ser trocado a partir das 17:00 na bilheteria do teatro por um pacote de absorvente íntimo feminino a ser doado para instituições de atendimento à mulher no Distrito Federal. As demais atividades tem entrada franca.
Confira a programação do evento e maiores informações no Blog Achabrasília.
Vanusa Nara de Oliveira Almeida é a primeira coronel da Polícia Militar do Distrito Federal.
A Policia Militar do Distrito Federal (PMDF), já conta com a primeira coronel da corporação. Na manhã desta segunda-feira (30/8), a policial Vanusa Nara de Oliveira Almeida, 51 anos, foi promovida ao mais alto grau de hierarquia da PM.
No pátio da Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB), o governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, entregou a nova divisa (insígnia que identifica os coronéis da PMDF) à mais nova coronel.
Em 1983, a policial militar ingressou na PM como soldado pela primeira turma de praças femininas. Desde então, passou pelos postos de tenente, capitão e tenente-coronel. Ela está na corporação há 28 anos e já comandou a 16ª Compahia de Polícia Militar Independente (CPMInd), em Águas Claras e a 15ª CPMInd, no Lago Sul.
Na ocasião, 2.300 praças e oficiais também foram promovidos. Além disso, o governador Rogério Rosso foi homenageado pelo seu aniversário de 42 anos que é comemorado hoje. A Coronel Vanusa entregou uma placa ao governador ao som de parabéns, tocado pela banda sinfônica da PM.
Com informações do Portal Correio Braziliense
Socióloga estima que número de deputadas federais passará de 45 para 54, o equivalente a 10,5% do total.
Mais otimista, projeção do IBGE em julho previa crescimento para 63, ou 12,2% dos parlamentares
Carolina Pompeu
O número de deputadas na Câmara deverá saltar de 45 para 54 na próxima legislatura, que começa em 2011. A previsão é de Maria Lúcia de Santana Braga, socióloga da Secretaria de Políticas para as Mulheres, em estudo feito para o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Caso a projeção se confirme, a representação de mulheres na Câmara passará de 8,7% para 10,5% do total de deputados.
Em julho, o demógrafo José Eustáquio Alves, professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia divulgado outro estudo sobre o aumento da bancada feminina na Câmara. A projeção do demógrafo, contudo, foi mais otimista. Segundo ele, poderão ser eleitas 63 parlamentares para a Câmara este ano, o que representará 12,2% do total de deputados.
Aumento – Ambos os estudos apontam que o aumento no número de candidatas ao cargo de deputada federal é a principal causa para as projeções de crescimento da representação feminina na Câmara. Este ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu no total 1.350 pedidos de candidaturas femininas. Em 2006 e 2002, foram 737 e 490 candidatas, respectivamente.
Esse aumento, segundo Maria Lúcia, decorre principalmente da Lei 12.034, publicada em 2009. A chamada minirreforma eleitoral estabeleceu que os partidos políticos deverão preencher, no caso das candidaturas proporcionais – Câmara e Legislativos estadual e municipal – ao menos 30% de suas vagas com candidaturas de cada gênero. Antes, a Lei Eleitoral (9.504/97) determinava apenas a “reserva” de 30% das candidaturas, o que abria espaço para que os partidos não preenchessem essas vagas.
A minirreforma também alterou a Lei dos Partidos Políticos (Lei 9096/95) para determinar que pelo menos 5% dos recursos do fundo partidário deverão ser aplicados em programas para mulheres. Outra mudança é que no mínimo 10% do tempo destinado à propaganda partidária gratuita deverá ser dedicado às mulheres.
Descumprimento – Apesar da norma sobre as cotas para mulheres nas disputas proporcionais, os registros no TSE mostram que a regra não está sendo cumprida na maioria das unidades da federação. Dados do início de agosto indicam que apenas Amazonas, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina conseguiram alcançar a proporção mínima de candidatas. Nos estados de Pernambuco e Goiás estão os piores índices, com 8% e 10% de postulantes mulheres ao cargo de deputada federal, respectivamente. No total, apenas 22% das candidaturas à Câmara em todo o País são femininas.
Caso a regra valesse também para as candidaturas majoritárias – Executivos federal, estadual e municipal mais o Senado –, não seriam cumpridos os 30%. A melhor situação aparece na disputa presidencial, com 2 mulheres concorrendo contra 7 homens – proporcionalmente, porém, a relação é a mesma registrada no caso da Câmara: são 22% de mulheres contra 78% de homens.
No caso dos governos estaduais e do Senado, a relação é praticamente uma mulher contra nove homens. Segundo dados do TSE, as candidatas aos governos estaduais são apenas 11% do total. No caso do Senado, a relação é ligeiramente melhor, e as postulantes somam 13% do total de pedidos de registro.
Importância – Em entrevista ao Jornal da Câmara em julho, o professor José Eustáquio Alves, do IBGE, disse que as cotas não só garantem mais espaço às mulheres na política, como favorecem uma mudança gradual no comportamento feminino. “Com a obrigatoriedade de um número mínimo de candidatas, os partidos se veem obrigados a preparar as mulheres para a vida pública, seja oferecendo cargos em secretarias de estado ou empresas públicas, por exemplo, ou até na própria executiva do partido. A ideia é que os partidos invistam na qualificação das mulheres e, assim, elas participem cada vez mais do jogo político.”
Soroptimist International-
O nome causa estranheza. Soroptimist? O que é isso?
Conheça essa organização e veja o quanto ela já tem feito aqui em Brasília em prol dos menos favorecidos.
Sua presidente atual, Jane Carol Azevedo, que recebeu a incumbência de liderar o grupo das mãos de Heloísa Hargreaves, nos fala do clube, de seus projetos em andamento e convida à participação.
Para se associar, ou mesmo ajudar, entre em contato pelo site Soroptimist Brasil
Quanto custa um parlamentar: deputado e senador
Levantamento da ONG Transparência Brasil sobre os orçamentos da União, dos estados e municípios revela que o Senado é a Casa legislativa que tem o orçamento mais confortável por legislador: seus R$ 2,7 bilhões anuais correspondem a R$ 33,4 milhões para cada um dos 81 senadores.
Na Câmara dos Deputados, a razão é de R$ 6,6 milhões para cada um dos 513 deputados federais, segundo a ONG. Dentre as assembléias legislativas, o maior orçamento por legislador é o da Câmara Legislativa do Distrito Federal: equivale a R$ 9,8 milhões para cada um dos 24 deputados distritais. O DF não tem Câmara de Vereadores.
O mais exíguo é o de Tocantins: pouco mais de R$ 2 milhões para cada um dos 24 deputados.
Nas câmaras municipais, a mais rica é a do Rio: seu orçamento equivale a R$ 5,9 milhões para cada um dos 50 vereadores. No outro extremo, em Rio Branco (AC), a provisão para 2007 equivale a R$ 715,3 mil para cada um dos 14 vereadores.
Custo por habitante
A Câmara dos Deputados custa R$ 18,14 por ano para cada brasileiro, enquanto o Senado sai por R$ 14,48. Entre os estados, a assembléia legislativa mais cara por habitante é a de Roraima (R$ 145,19), e a mais barata, a de São Paulo (R$ 10,63).
Entre as capitais de estados, a câmara de vereadores mais cara por habitante é a de Palmas (TO), que custa anualmente R$ 83,10 para cada morador da cidade. A mais barata é a de Belém (PA), com R$ 21,09 por ano.
A fatia do Orçamento da União destinada ao Congresso Nacional (R$ 6,1 bilhões) chega perto de equivaler à soma do Orçamento destinado ao legislativo em todos os estados e capitais do país (R$ 6,4 bilhões).
O montante orçamentário por parlamentar do Congresso (deputados federais e senadores) é mais do que o dobro do que custam os deputados estaduais, que por sua vez custam acima do dobro dos vereadores das capitais.
O estudo revela que as três esferas do legislativo custam em média R$ 117,42 por habitante nas capitais brasileiras e que o trabalho legislativo é mais caro para habitantes de capitais menos habitadas – geralmente, as mais pobres.
Enquanto em Boa Vista (RR) cada habitante paga R$ 224,82 anuais pelos serviços associados ao trabalho de seus representantes eleitos nas três esferas, em São Paulo o custo é de R$ 68,51 por habitante.
Em Boa Vista, o gasto total com o legislativo (federal, estadual e municipal) representa 4,7% do PIB per capita. No outro extremo, em Vitória (ES), o gasto total de cada habitante com o legislativo representa 0,4%.
Em cinco estados – Alagoas, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins – e doze capitais os dados orçamentários não estavam disponíveis na internet. Em três casos, nem o orçamento estadual e nem o da capital estavam na internet: Rio, Tocantins e Sergipe.
Quanto custa um senador e um deputado
Veja quanto os senadores e deputados podem gastar e quanto recebem.
Senadores
Subsídio mensal
R$ 16.512,09. Além dos 12 salários por ano e do 13º, cada senador recebe o mesmo valor no início e no final de cada sessão legislativa, ou seja, 14º e 15º salários.
Funcionários
Ao contrário da Câmara, onde existe a verba de gabinete (R$ 60 mil a partir deste mês) para o deputado contratar seus assessores, é o Senado que contrata diretamente o pessoal do gabinete dos senadores. Cada gabinete tem direito à contratação de 11 profissionais, sendo seis assessores parlamentares e cinco secretários parlamentares.
Um assessor parlamentar ganha R$ 8 mil brutos e um secretário, 85% desse valor. Com isso, o total de gastos com funcionários pode chegar a R$ 54 mil. Os cargos podem ser desmembrados, desde que não seja ultrapassado o valor originalmente designado para os 11 funcionários.
Verba Indenizatória
R$ 15 mil. Recursos para uso em gastos nos estados, com aluguel, gasolina, alimentação. O parlamentar tem que apresentar nota fiscal com os gastos e, se não usar toda a verba num determinado mês, acumula para o seguinte. Passado um semestre, ele não tem mais direito de usar o acumulado.
Auxílio-moradia
R$ 3.800. Têm direito os senadores que não moram em apartamentos funcionais. O parlamentar tem que comprovar o gasto, apresentando notas de hotéis ou de imóveis que tenha alugado em Brasília.
Cota postal
A cota postal varia segundo o número de eleitores do estado. O senador do estado menos populoso (AP), em termos de número de eleitores, tem direito a uma cota de R$ 4 mil/mês. Um senador do estado mais populoso (SP) tem direito a usar até R$ 60 mil/mês. O pagamento da postagem é feito diretamente pelo Senado aos Correios, mediante comprovação da postagem, não havendo repasse de recursos.
Cota telefônica
Cada senador tem direito a R$ 500 mensais.
Passagens aéreas
Verba variável, dependendo do estado pelo qual o senador foi eleito. O valor mínimo é de R$ 4,3 mil (para os eleitos pelo Distrito Federal) e máximo de R$ 16 mil, para os do Acre.
Combustível
Todo senador tem direito a 25 litros de combustível por dia.
Gráfica
Cada senador tem direito a uma cota de serviços gráficos, na Gráfica do Senado, para material estritamente relativo à atividade parlamentar, de R$ 8.500 por ano.
Jornais e revistas
Nos dias úteis, cada senador recebe cinco publicações, entre jornais e revistas.
Deputados
Subsídio mensal
R$ 16.500. Além dos 12 salários por ano e do 13º, cada deputado recebe o mesmo valor no início e no final de cada sessão legislativa, ou seja, 14º e 15º salários.
Verba de gabinete
R$ 60 mil, a partir de abril de 2008. Verba destinada ao pagamento dos funcionários de gabinete. Cada deputado tem direito a empregar de 5 a 25 pessoas em seu gabinete, mas com salários que não ultrapassem o somatório da verba e que não sejam inferiores ao mínimo.
Verba indenizatória
R$ 15 mil. Recursos para uso em gastos nos estados, com aluguel, gasolina, alimentação. O parlamentar tem que apresentar nota fiscal com os gastos e, se não usar toda a verba num determinado mês, acumula para o seguinte.
Auxílio-moradia
R$ 3 mil. Têm direito os deputados que não moram em apartamentos funcionais. O parlamentar tem que comprovar o gasto, apresentando notas de hotéis ou de imóveis que tenha alugado em Brasília.
Cota postal e telefônica
R$ 4.2687,55 para deputados, e R$ 5.513,09 para líderes e vice-líderes da Câmara, presidentes e vice-presidentes de comissões permanentes da Casa. A cota é mensal, mas, se não utilizada naquele mês, acumula para o seguinte.
Passagens aéreas
Verba variável, dependendo do estado pelo qual o deputado foi eleito. O valor mínimo é de R$ 4,3 mil (para os deputados eleitos pelo Distrito Federal) e máximo de R$ 16 mil, para os do Acre.
Gráfica
Cota de R$ 6 mil.
Jornais e revistas
Nos dias úteis, cada deputado recebe cinco publicações, entre jornais e revistas.
Municípios mais ricos concentram 47% da riqueza do país, diz Ipea
Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), 1% dos municípios mais ricos respondem por 47% de toda riqueza produzida no Brasil. Por outro lado, 70% das cidades mais pobres respondem por apenas 14,7% do PIB (Produto Interno Bruto).
A comparação com dados históricos indica que os municípios mais ricos respondem por uma fatia cada vez maior das riquezas do país. Em 1920, os 70% mais pobres respondiam por 31,2% do PIB — mais do que o dobro do cenário atual.
O estudo do Ipea mostra ainda que as desigualdades entre os municípios cresce em ritmo menor desde 2000.
As explicações passam pelo maior investimento público em energia e infraestrutura, como o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), e pelo avanço das políticas de transferência de renda. Mesmo assim, os programas, por si só, não foram suficientes para diminuir o grau da concentração da renda.
Entre 1996 e 2007, houve aumento da desigualdade entre os municípios mais ricos e mais pobres no Espírito Santo (3,7%) e no Mato Grosso do Sul (1,9%). O Acre (13,5%), Sergipe (11,3%) e Rondônia (9,0%) foram os Estados com maior queda no índice no mesmo período. Goiás (0,3%) e São Paulo (1,3%) apresentaram as menores reduções na desigualdade territorial da renda.
Brasileiros dão nota baixa para qualidade de vida
Pelo Índice de Valores Humanos (IVH), novo indicador de desenvolvimento lançado pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), ainda falta muito para o Brasil chegar no ideal, quando o assunto é qualidade de vida da população.
Ainda conforme os dados, os Estados com maior expansão dos PIBs municipais não foram os mesmos com as mais expressivas quedas no grau de desigualdade da riqueza territorial.
Entre as conclusões do estudo, está a necessidade de realizar investimentos em infraestrutura. “Sem isso, o Brasil corre o sério risco de repetir o passado, com forte concentração da produção da riqueza nacional em pouquíssimos municípios, Estados e regiões”, diz o Ipea.
“A União, os Estados e municípios detêm a atual missão estratégica de convergir para um grande planejamento de um desenvolvimento menos concentrado da riqueza nacional. Do contrário, o país pode continuar a registrar queda na desigualdade de renda pessoal, sem que, necessariamente, prevaleça a desconcentração e menor desigualdade territorial na participação dos municípios no PIB nacional”, concluem os pesquisadores.
Porque Dilma caminha para a vitória e Serra para a derrota
Marcelo S. Tognozzi
Por que Dilma está no rumo da vitória e José Serra caminha para a derrota a menos de dois meses da eleição? A resposta é simples: Serra errou e continua errando muito. Vem fazendo a pior campanha da sua carreira política. Demorou a assumir publicamente a candidatura, enquanto o presidente Lula passou os últimos dois anos fazendo campanha para Dilma. Demorou a apresentar seu vice, escolhido não num consenso, mas numa briga – um barraco daqueles – com os aliados do DEM. Não foi capaz até agora de dizer ao eleitor de forma simples e direta porque seu governo seria melhor do que este que aí está.
O Serra de 2010 não empolga as pessoas. Não fala nem ao coração nem ao racional do eleitor. Seu site é pobrinho, seu mailing desatualizado (conheço muitos formadores de opinião e blogueiros que não recebem seus boletins). Dilma tem Lula para falar ao coração das pessoas. E ainda a boa performance econômica do governo que, por si, fala ao racional delas.
É uma aluna aplicada. Até agora não errou. Guardadas as devidas proporções, seu estilo lembra muito o do ex-presidente João Figueiredo, escolhido por Geisel para sucedê-lo pelos seus méritos de gerentão eficiente e tríplice coroado na academia militar. Dilma tem o mesmo jeito durão de ser. Fala grosso, se impõe. Vamos ver o que acontece quando ela sentar na cadeira e empunhar a caneta, mas esta é uma outra conversa.
Serra perdeu o bonde da História e está fazendo uma campanha melancólica, fruto dos seus erros estratégicos, da falta de timing e de uma tendência exagerada em subestimar o adversário. Mas Serra não errou sozinho. O PSDB e o DEM cometeram inúmeros tropeços ao longo dos últimos oito anos, sendo o principal deles não investir em pesquisas, profissionalização das assessorias, planejamento de internet de longo prazo e construção das bases de uma candidatura que pudesse confrontar o presidente Lula. Dinheiro não faltaria. Bastava usar o fundo partidário, que, por sinal, foi feito exatamente para isso.
O PT nos seus primórdios seguiu este script. Me lembro bem da ação do partido no Congresso nos anos 80 e 90. Os investimentos do PT na formação de quadros permitiu que sua assessoria se transformasse na mais eficiente de todas quando o assunto era regimento e, principalmente, obstrução. Fez oposição profissional, coisa que nem de longe PSDB e DEM foram capazes de repetir.
Não é possível cravar 100% a vitória de Dilma, mas esta é uma tendência que a cada dia se consolida mais. Está refletida numa maioria de brasileiros – eleitores dela ou de Serra – que insistem em dizer aos institutos de pesquisas que as chances da candidata de Lula são maiores que as do seu adversário.
Lula encarna aquilo que se chama de político profissional, figura que até uns anos atrás era simbolizada por ACM. Um dos traços mais fortes deste tipo de político é saber faturar (no bom sentido, claro) seus acertos.
Até hoje, o único presidente a eleger seu sucessor foi Itamar Franco, com FHC. Com Dilma, Lula caminha para ser o segundo. Se Deus permitir e a oposição continuar ajudando.
Mistério do voto
Miriam Leitão
Publicado na edição de hoje de O Globo
Alguns cientistas políticos estão dizendo que a eleição já está decidida. A democracia tem um processo mais rico de escolhas que sempre surpreende os especialistas e seus vaticínios precoces; a parte mais importante da disputa começa agora com entrevistas mais decisivas, a propaganda eleitoral eletrônica, e o acirramento dos debates. Os próximos 55 dias serão mais definidores.
A análise econômica erra muito; a análise política, também. Uma das teses é que o governo Lula teria feito uma clivagem entre ricos e pobres após o mensalão. Pobres teriam ficado como sua base, e os riscos se afastaram.
Para acreditar que é simples assim, e que o Brasil é tão dividido em classes, é preciso não ter lido o manifesto dos empresários que faz uma defesa aguerrida e politizada da manutenção de uma das escolhas do atual governo que é a de recriar no BNDES o passado mais que pretérito.
É preciso também ignorar a abundância das contribuições dos maiores grupos empresariais brasileiros ao financiamento da campanha da candidata do governo.
A ideia de que há uma divisão entre pobres e ricos, que os pobres passaram a ser parte de uma espécie de curral eleitoral eterno do Lulismo e que os ricos ficaram definitivamente com o PSDB, é uma estultice.
Simplesmente há pobres e ricos na base de apoio de todas as candidaturas. O processo de escolha de cada eleitor passa por caminhos menos automáticos.
As políticas sociais e econômicas dos dois principais partidos do país têm superposições e pontos em que se diferenciam. Mas nem é essa análise comparada das políticas que dará a resposta sobre quem vencerá as eleições de outubro no Brasil.
Os caminhos da escolha de cada um tem a ver com uma teia mais complexa de emoções, sensações, interpretações, conversas de amigos, êxitos e fracassos de cada campanha de passar seus principais recados. Há mudanças de última hora, há fatos surpreendentes, há oscilações fortes.
Tudo isso vimos em eleições para diversos níveis nos últimos tempos. Em resumo: o eleitor não vota como um resultado automático de uma equação. A complexidade da escolha é que encerra a beleza do processo.
Há uma lista grande de “óbvios” políticos que não se confirmaram e uma sucessão de inesperados. O exuberante carisma de Lula e o uso da máquina, em 2006, não foram suficientes para ele derrotar Geraldo Alckmin no primeiro turno, um político conhecido por sua falta de carisma.
O UNIFEM está realizando hoje, dia 09 de Agosto em São Paulo o evento “Mídia e Mulheres na Política”
Data: 9 de agosto – segunda-feira
Local: Feller Hoteis – Rua São Carlos do Pinhal, nº 200 – Bela Vista – fone: (11) 3016.7500 – SP (próximo da Av. Paulista, altura do nº 900)
Programação:
9h Eleições 2010: A Presença das Mulheres
Expositores/as (10 min. p/ cada expositor/a)
Albertina de Oliveira Costa – socióloga, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas e diretora do Instituto Patrícia Galvão
José Eustáquio Diniz Alves – demógrafo, professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE / IBGE
Maria Betânia Ávila – socióloga, coordenadora do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia
9h30 Debates
10h30 Mesa 1 – O Poder de Voto das Mulheres
Fátima Pacheco Jordão – socióloga, especialista em pesquisa de opinião. Fundadora do Instituto Patrícia Galvão, é assessora de pesquisa da TV Cultura.
Gustavo Venturi – cientista político, professor de sociologia da USP.
Cristiana Lôbo – jornalista, analista política do Globo News.
Debatedor: José Moroni – sociólogo, Instituto de Estudos Socioeconômicos – Inesc
Coordenação: Nilza Iraci – comunicadora social, Geledés – Instituto da Mulher Negra
11h30 debates
13h Almoço
14h Mesa 2 – Mídia e Eleições Estaduais
A cobertura das candidaturas de mulheres
Leonardo Cavalcanti – editor de política, Correio Brasiliense
Lázaro Moraes – editor de política, O Liberal – Belém
Rosane de Oliveira – editora executiva de política e colunista, Zero Hora – Porto Alegre
Debatedora: Taís Ladeira – jornalista, Empresa Brasil de Comunicação – EBC
Coordenação: Isabel Clavelin – jornalista, UNIFEM Brasil e Cone Sul (ONU Mulheres)
15h debates
15h30 Mesa 3 – Mídia e Eleição Presidencial
Claudia Belfort – editora-chefe de política, Jornal da Tarde – SP
Luiz Rila – jornalista e coordenador da cobertura política de eleições, Estado de S. Paulo
Eliane Cantanhede – colunista, Folha de S. Paulo
Debatedora: Celi Regina Jardim Pinto – cientista política, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Coordenação: Maria de Lourdes Rodrigues – socióloga, Instituto Patrícia Galvão
16h30 debates
17h Encerramento
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