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Décima primeira edição do evento é realizada em Brasília
Impulsionado pela Articulación Feminista Marcosur (AFM) e tendo a Articulação de Mulheres como ponto focal, o Fórum reunirá diversas organizações de mulheres mobilizadas para incidir na 11ª Conferência Regional sobre a mulher da América Latina e do Caribe, de 13 a 16 de julho, em Brasília.
A Conferência é um órgão subsidiário da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e se realiza a cada três anos. Em sua décima primeira versão a Conferência debaterá sobre “Que tipo de Estado? Que tipo de igualdade?” o pleno exercício dos direitos necessita.
No Fórum, a coordenadora geral do SOS Corpo, Betânia Ávila, integra a delegação oficial do Brasil dentre as organizações não governamentais convidadas pela Secretaria Especial de Política para as Mulheres (SPM). As pesquisadoras Verônica Ferreira e Rivane Arantes participam como observadoras.
Mais informações no site SOS Corpo
Acompanhe o evento através do Hotsite
Estudantes da UnB protestam contra machismo na universidade
No começo da tarde de hoje (11) cerca de 250 estudantes da Universidade de Brasília (UnB) chegaram à reitoria para protestar contra a atitude machista dos estudantes da Uniban de São Bernardo do Campo (SP) contra a estudante Geisy Arruda. Os alunos estão nus ou vestidos apenas com roupas íntimas. Eles pretendem entregar ao reitor, José Geral de Sousa Júnior, um documento com reivindicações de políticas institucionais para a segurança da mulher na universidade.
O grupo considera o caso de Geisy absurdo e o comparam com situações de preconceito e machismo registrados na UnB. Um exemplo citado durante a manifestação foram os atos de violência sexual ocorridos na universidade, como o ataque a uma estudante de 18 anos, em abril deste ano. O protesto foi convocado pelo CA de Sociologia, e rapidamente se espalhou por e-mail e pelo Orkut.
“Todos os dias as mulheres e outras minorias sofrem agressões na universidade. São agressões verbais, falta de segurança e assédios por parte de professores e funcionários. Todas as minorias, aqui, estão vulneráveis e expostas”, diz Luana Gaudad, 20 anos, estudante de Serviço Social e militante do Klaus, grupo da causa GLBT da UnB.
*Com informações da UnB Agência
Mostra de cinema retrata direitos humanos na América do Sul
Ainda dá tempo para aproveitar a 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul ://www.cinedireitoshumanos.org.br/). Os filmes retratam temas como preconceito racial, equidade de gênero, proteção da criança e adolescente, saúde mental, tortura, trabalho escravo, pessoas com deficiência, diversidade sexual, liberdade religiosa, entre outros.
Nesta edição, os assuntos são abordados sob o olhar de diretores sul-americanos, sempre em produções de décadas anteriores. A entrada é franca.
Iniciada em outubro, em algumas capitais a mostra já foi encerrada. Em outras cidades ainda é possível assistir os filmes. Confira:
Belém (PA)
Até 1° de novembro
Cine Líbero Luxardo
Brasília (DF)
Até 1° de novembro
Centro Cultural Banco do Brasil
Curitiba (PR)
Até 8 de novembro
Cinemateca de Curitiba
Goiânia (GO)
Até 8 de novembro
Cine Cultura – Sala Eduardo Benfica
Maceió (AL)
Até 1° de novembro
Cine SESI Pajuçara
Recife (PE)
Até 5 de novembro
Cinema da Fundação Joaquim Nabuco e Teatro do Parque
Salvador (BA)
Até 10 de noembro
Sala Walter da Silveira
Sem medo, mulheres falam sobre aborto em documentário
Hoje (28) é o Dia da Luta pela Descriminalização do Aborto da América Latina e Caribe. Por isso, cinco canais de televisão, abertos e a cabo, exibirão durante a semana o documentário “Fim do Silêncio”, sobre o aborto inseguro. Pela primeira vez, mulheres de três estados brasileiros, de diferentes idades, religiões, classes sociais e profissões falam para a câmara como e porque fizeram aborto, sem esconder seus rostos e identidades.
O documentário, de Thereza Jessouron, confirma que o aborto inseguro é um dos mais graves problemas de saúde pública do Brasil. Além disso, demonstra que a criminalização não está impedindo milhares de mulheres de fazerem o aborto, correndo risco de morte e submetendo-se a seqüelas físicas e psicológicas.
Confira os horários e canais de exibição do filme:
28/09 – TV Sesc, às 19h30
28/-09 – Canal Futura, às 22h30
29/09 – TV Câmara, às 22h30
01/10 – TV Cultura, às 23h10
Veja trechos do documentário:
*Com informações do Cfemea
Confira as possíveis votações de projetos para esta semana
Terça-feira
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara
Está marcado para votação o projeto de lei que dispõe sobre suspensão de prazos processuais em caso de advogada que deu a luz. A reunião acontece às 14h30 no Plenário 1 do Anexo II.
Quarta-feira
Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara
Entre os projetos a serem votados está o que garante o diagnóstico precoce do câncer de mama e do serviço radiológico do tipo mamográfico nas cidades pólo. A votação está marcada para às 9h30 no Plenário 7, Anexo II.
Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara
Os deputados podem votar às 14h, no Plenário 6 do Anexo II, projeto de lei que estabelece a transferência da gestante presa à unidade hospitalar para atendimento médico, quatro semanas antes do parto e assegura cela especial para a mãe e o recém-nascido até que ele complete seis meses.
Comissão de Assuntos Sociais do Senado
Os senadores podem votar o PLS que dispõe sobre a distribuição gratuita de medicamentos aos portadores do HIV e doentes de AIDS, para incluir o benefício do fornecimento de leite maternizado para os filhos de mães portadoras do HIV e doentes de AIDS. Também pode entrar na pauta o PLS que dispõe sobre a definição de “diarista” e também o projeto que altera o art. 473 da Consolidação das Leis do Trabalho, a fim de permitir a ausência ao serviço para realização de exame preventivo de câncer. A reunião está marcada para as 11h, na Sala Florestan Fernandes, Plenário n.º 09, Ala Senador Alexandre Costa.
Comissão de Constituição e Justiça do Senado
Os senadores podem votar projeto que aplica a pena de castração química nas hipóteses em que o criminoso for considerado pedófilo. Também está na pauta projeto que agrava a pena de notários e oficiais de registro que pratiquem ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro. Além disso, devem ser votados outros projetos, como o que dispõe sobre crimes de violência doméstica, o que propicia aos cônjuges a possibilidade de alterar o regime de bens quando isso lhes aprouver e o que suprime, nas separações judiciais, a necessidade da audiência de retificação. A reunião está marcada para 11h, na Sala Florestan Fernandes, Plenário n° 9, Ala Senador Alexandre Costa.
Plenário do Senado
A próxima reunião deliberativa do Plenário do Senado Federal pode votar a reforma eleitoral (PLC 141/09).
Quinta-feira
Comissão Especial PEC 590/2006 da Câmara
Está prevista a votação do parecer favorável da relatora Rose de Freitas (PMDB-ES) a respeito da PEC que garante a representação proporcional de cada sexo na composição das mesas diretoras da câmara dos deputados e do senado e de cada comissão, assegurando, ao menos, uma vaga para cada sexo. A comissão se reúne às 9h30 no Anexo II, Plenário 2.
*Com informações do Cfemea
Amor, criança e cidadania
Maria Claudia Vilhena Moraes tem 72 filhos. Dois naturais e outras 70 crianças que vivem no Nosso Lar, uma instituição que funciona em Brasília e cuida de menores. A vocação para o trabalho voluntário foi descoberta há oito anos, quando ela conseguiu superar um câncer diagnosticado durante sua segunda gravidez. O trabalho começou tímito, tomava uma hora do dia. Hoje, ela é uma das diretoras da instituição fundada em 1974 e reconhecida pela sua excelência. Nesta entrevista exclusiva à jornalista Anna Bernardes do Mulheres no Poder, você vai conhecer um pouco da vida e do trabalho de Maria Cláudia, um exemplo do poder transformador do voluntariado.
Ester de Figueiredo Ferraz (1915-2008) foi a pioneira em quase tudo. Primeira mulher a ocupar uma cadeira na Ordem dos Advogados do Brasil, em 1949, primeira e única mulher a ocupar o Ministério da Educação (1982-1985), primeira mulher reitora da tradicionalissima Universidade Makenzie, de São Paulo . Como ministra, regulamentou a lei que fixou percentuais mínimos do orçamento para a Educação. Também promoveu uma reforma universitária com melhoria nos planos de carreiras de professores e estimulou a criação de escolas técnicas federais. Foto: Orlando Brito.









