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A AME- Associação de Mulheres Empreendedoras é uma ONG fundada em 2004 por Cristina Boner que vem trabalhando para ajudar mulheres carentes do Brasil.
Com o objetivo de promover e valorizar as mulheres, tanto no lado profissional, como no pessoal, oferece formação profissional atingindo, desde a sua fundação, mais de 1.000 mulheres em todo o país.
Por meio de parcerias e alianças estratégicas, desenvolveram e ministram cursos, palestras e oficinas de capacitação profissional.
Nesta entrevista, Silvia Seabra, vice-presidente da Associação e força propulsora de todos os projetos, fala com carinho do curso de capacitação de domésticas que conseguiram ministrar recentemente.
Deste curso, surge o gancho para o projeto conjunto com Maria da Penha que participou pessoalmente da Associação.
Leia o trabalho de Marilene Mendes Sow sobre as mulheres no Parlamento.
CÂMARA DOS DEPUTADOS
CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO
Marilene Mendes Sow
A PARTICIPAÇÃO FEMININA NA CONSTRUÇÃO DE UM PARLAMENTO
DEMOCRÁTICO
Brasília
2009
Clique no link para baixar
Participação Feminina na Construção de um Parlamento Democrático -
Mega Brasil faz o maior evento de comunicação do país
Encontro acontece de 25 a 28 de maio de 2010, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo
A Mega Brasil unificou seus dois congressos de comunicação – o de Comunicação Corporativa, que chega à sua 13ª edição, e o de Comunicação no Serviço Público, na 10ª edição – que, a partir
de 2010 passa a chamar-se Congresso Mega Brasil de Comunicação. Dessa forma, o evento, pelo conjunto de conteúdos e intercâmbio de públicos, ganha nova dimensão reafirmando sua condição de maior e mais abrangente evento de Comunicação da América Latina. De acordo com Eduardo Ribeiro (eduribeiro@megabrasil.com.br), diretor da Mega Brasil e responsável pela estrutura do Congresso da área Corporativa, houve época em que se justificou a separação dos públicos, pelo fato dos temas de Comunicação assumirem aspectos bastante distintos na área pública e no setor privado. “Porém, sobretudo nos últimos cinco anos, o mercado como um todo experimentou um significativo avanço, principalmente sob aspectos de profissionalização de pessoas e de processos, o que nos permite dizer que hoje, muitos dos desafios colocados à frente dos setores de Comunicação, tanto de governo quanto de corporações, têm muitos aspectos em comuns”, explica. Nesse sentido, segundo Ribeiro, manter esses dois públicos divididos por temários que, em última instância partilham desafios semelhantes, passou a não mais ter justificativa, o que levou a Mega Brasil a optar pela unificação dos eventos.
Esta permeabilidade de temas e interesses já se manifestou nas últimas edições dos dois eventos. De acordo com Marco Rossi, (marcorossi@megabrasil.com.br), diretor da Mega Brasil e responsável pela estrutura do Congresso do Serviço Público, nas edições deste ano de ambos eventos foi comum encontrar-se profissionais dos dois setores. “As agências de Comunicação estão se aproximando fortemente do setor público e esse movimento ficou bastante visível na edição deste ano do Congresso do Serviço Público. Chegou, mesmo, a surpreender o número de profissionais de agências inscritos naquele evento, o que reforça e justifica, ainda mais, a nossa decisão pela unificação”, diz.
O título do evento – Congresso Mega Brasil de Comunicação – também segue uma tendência apontada pelo próprio mercado. “É interessante notar que cada um desses públicos sempre se referiu ao evento da sua área, como Congresso da Mega Brasil, e não pelo nome de ‘batismo’ do evento. Então, com a unificação dos congressos, seguimos o caminho apontado pelo próprio mercado e assumimos o título de Congresso Mega Brasil de Comunicação, o que sem dúvida cria muito mais proximidade e empatia com o nosso público e com o mercado”, justifica Rossi.
O tema geral escolhido para esta edição é Pactos e Impactos da Comunicação para um Planeta Sustentável, traduzindo uma tendência e uma preocupação mundial, assumida por empresas e governos, num pacto pela consolidação de uma sociedade sustentável e comprometida com a preservação dos recursos naturais do Planeta. O Congresso Mega Brasil de Comunicação 2010 reúne mais de 80 painéis, entre conferências, palestras, mesas-redondas, workshops, cursos e sessão final de avaliação, num encontro que pela primeira vez terá quatro dias de duração e muitas inovações. Desse modo será mantido, num evento único, o conteúdo dos dois outros, sem perda alguma para os participantes, que, ao contrário, terão um ganho pela oportunidade de ter à disposição um menu de conteúdo muito mais abrangente e a possibilidade de maior intercâmbio profissional.
O Congresso Mega Brasil de Comunicação 2010 acontece de 25 a 28 de maio, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo e as inscrições e informações estarão acessíveis, ainda em novembro, no endereço eletrônico www.megabrasil.com.br/congresso2010.
Com informações do Correio Brasiliense
Homens e mulheres de todo o mundo celebraram no domingo um acontecimendo que há 50 anos revolucionou suas vidas, com a aprovação nos Estados Unidos da pílula anticoncepcional.
Cinquenta anos depois, milhões de mulheres no mundo inteiro ainda vivem sob influência dos preceitos da Igreja Católica que as proíbem de tomar o remédio, mas a grande maioria já desistiu de respeitar essas proibições há muito tempo.
“Os católicos utilizam a pílula da mesma maneira que tomam uma aspirina… Os padres não pregam mais contra a pílula”, afirma Jon O’Brien, presidente do grupo de reflexão Catholics for Choice.
“Não está provado que os preceitos da Igreja acabaram influenciando os católicos em sua decisão de usar um meio contraceptivo”, acrescentou Frances Kissling, autora de um relatório sobre os comportamentos sexuais dos católicos e membro de uma associação de defesa das mulheres, Women Deliver.
Cerca de 98% das mulheres americanas com idade entre 15 e 44 anos utilizaram alguma forma de contracepção ao longo de suas vidas e 44 milhões tomaram a pílula em algum momento, segundo os dados dos Centros de Controle de Doenças (CDC).
Kissling informou ainda que menos de 5% dos católicos nos Estados Unidos utilizam os métodos anticoncepcionais autorizados pela Igreja, como o método do ciclo natural ou da abstinência.
Os protestantes, os judeus e os muçulmanos são menos conservadores do que os católicos com suas rígidas maneiras de contracepção, mas todas as grandes religiões concordam que as relações sexuais têm como principal objetivo a reprodução. Deus disse “Sede fecundos, multiplicai-vos”, relembram os religiosos.
Em 1968, apenas dois anos após a aprovação da pílula pelas autoridades médicas americanas, mesmo com o aviso tolerante de uma comissão de bispos e teólogos preconizando o crescimento das restrições contraceptivas, o Papa Paulo VI manteve a proibição do uso do medicamento através da encíclica Humanae Vitae.
“A pílula não é o problema. A Igreja não concorda com as pessoas que querem manter relações sexuais sem procriar”, afirmou Bill Mattison, professor de teologia da Universidade Católica de Washington.
Dentre as inúmeras mulheres católicas que viviam sob os rígidos preceitos da Igreja, muitas voltaram atrás. “Brincamos de ‘roleta do Vaticano’ durante alguns anos e não funcionou muito bem”, contou Else, de 79 anos, falando sobre o método natural de seguir o ciclo menstrual feminino. Else teve quatro filhos em cinco anos, sem contar um aborto natural em 1967 que a levou, finalmente, ao médico que prescreveu a pílula.
“O doutor, que era católico, me disse: ‘você está brincando com fogo se tiver mais um filho. Acredito que seja preciso se resguardar de maneira segura’”, continuou. “Assim, comecei a tomar a pílula”.
“Se eu não tivesse começado a tomar o remédio, provavelmente teria tido filho até os 50 anos e, talvez, não estivesse viva hoje”, afirma a mãe de família. Segundo ela, as mulheres que seguiram as regras ditadas pela Igreja “tiveram mais filhos do que elas realmente desejavam”.
“Foi um grande sacrifício e, a partir de um determinado momento, as mulheres disseram: já chega!
Brasília
Brasília é construída na linha do horizonte. – Brasília é artificial. Tão artificial como devia ter sido o mundo quando foi criado. Quando o mundo foi criado, foi preciso criar um homem especialmente para aquele mundo. Nós somos todos deformados pela adaptação à liberdade de Deus. Não sabemos como seríamos se tivéssemos sido criados em primeiro lugar, e depois o mundo deformado às nossas necessidades. Brasília ainda não tem o homem de Brasília. – Se eu dissesse que Brasília é bonita, veriam imediatamente que gostei da cidade. Mas de digo que Brasília é a imagem de minha insônia, vêem nisso uma acusação; mas a minha insônia não é bonita nem feia – minha insônia sou eu, é vivida, é o meu espanto. Os dois arquitetos não pensaram em construir beleza, seria fácil; eles ergueram o espanto deles, e deixaram o espanto inexplicado. A criação não é uma compreensão, é um novo mistério. – Quando morri,um dia abri os olhos e era Brasília. Eu estava sozinha no mundo. Havia um táxi parado. Sem chofer. – Lucio Costa e Oscar Niemeyer, dois homens solitários. – Olho Brasília como olho Roma: Brasília começou com uma simplificação final de ruínas. A hera ainda não cresceu. – Além do vento há uma outra coisa que sopra. Só se reconhece na crispação sobrenatural do lago. – Em qualquer lugar onde se está de pé, criança pode cair, e para fora do mundo. Brasília fica à beira. – Se eu morasse aqui, deixaria meus cabelos crescerem até o chão. – Brasília é de um passado esplendoroso que já não existe mais. Há milênios desapareceu esse tipo de civilização. No século IV a.C. era habitada por homens e mulheres louros e altíssimos, que não eram americanos nem suecos, e que faiscavam ao sol. Eram todos cegos. É por isso que em Brasília não há onde esbarrar. Os brasiliários vestiam-se de ouro branco. A raça se extinguiu porque nasciam poucos filhos. Quanto mais belos os brasiliários, mais cegos e mais puros e mais faiscantes, e menos filhos. Não havia em nome de que morrer. Milênios depois foi descoberta por um bando de foragidos que em nenhum outro lugar seriam recebidos; eles nada tinham a perder. Ali acenderam fogo, armaram tendas, pouco a pouco escavando as areias que soterravam a cidade. Esses eram homens e mulheres menores e morenos, de olhos esquivos e inquietos, e que, por serem fugitivos e desesperados, tinham em nome de que viver e morrer. Eles habitaram as casas em ruínas, multiplicaram-se, constituindo uma raça humana muito contemplativa. – Esperei pela noite, noite veio, percebi com horror que era inútil: onde eu estivesse, eu seria vista. O que me apavora é: é vista por quem? – Foi construída sem lugar para ratos. Toda uma parte nossa, a pior, exatamente a que tem horror de ratos, essa parte não tem lugar em Brasília. Eles quiseram negar que a gente não presta. Construções com espaço calculado para as nuvens. O inferno me entende melhor. Mas os ratos, todos muito grandes, estão invadindo. Essa é uma manchete nos jornais. – Aqui eu tenho medo. – Este grande silêncio visual que eu amo. Também a minha insônia teria criado esta paz do nunca. Também eu, como eles dois que são monges, meditaria nesse deserto. Onde não há lugar para as tentações. Mas vejo ao longe urubus sobrevoando. O que estará morrendo meu Deus? – Não chorei nenhuma vez em Brasília. Não tinha lugar. – É uma praia sem mar. – Mamãe, está bonito ver você de pé com esse capote branco voando (É que morri, meu filho). – Uma prisão ao ar livre. De qualquer modo não haveria pra onde fugir. Pois quem foge iria provavelmente para Brasília. Prenderam-me na liberdade. Mas liberdade é só que se conquista. Quando me dão, estão me mandando ser livre. – Todo um lado de frieza humana que eu tenho, encontro em mim aqui em Brasília, e floresce gélido, potente, força gelada da Natureza. Aqui é o lugar onde os meus crimes (não os piores, mas os que não entenderei em mim), onde os meus crimes não seriam de amor. Vou embora para os meus outros crimes, os que Deus e eu compreendemos. Mas sei que voltarei. Sou atraída aqui pelo que me assusta em mim. – Nunca vi nada igual no mundo. Mas reconheço esta cidade no mais fundo de meu sonho. O mais fundo de meu sonho é uma lucidez. – Pois como eu ia dizendo, Flash Gordon… – Se tirasse meu retrato em pé em Brasília, quando revelassem a fotografia só sairia a paisagem. – Cadê as girafas de Brasília? – Certa crispação minha, certos silêncios, fazem meu filho dizer: puxa vida, os adultos são de morte. – É urgente. Se não for povoada, ou melhor, superpovoada, uma outra coisa vai habitá-la.
[...]
Texto de Clarice Lispector
Parabéns Brasília!
Por que 8 de março?
Da redação
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Brasileiras respondem bem a tratamento de câncer de mama
A empresa Bayer Schering Pharma anunciou os resultados de um estudo de tratamento do câncer de mama metástico. Os resultados revelaram um aumento de 74% de sobrevida e maior tempo livre de progressão da doença nas pacientes que receberam a terapia-alvo Nexavar (tosilato de sorafenibe). O estudo também demonstrou a eficácia e a tolerabilidade do medicamento. Hoje (27) é o Dia Nacional da Luta Contra o Câncer.
Denominado Baselga, o estudo avaliou o uso de Nexavar em combinação com quimioterapia oral em 229 pacientes, sendo 115 brasileiras. “Os resultados deste estudo representam mais um avanço para o tratamento do câncer de mama, doença que representa a segunda causa de morte por câncer em mulheres no mundo”, afirma Frederico Costa, médico oncologista do Hospital Sírio Libanês. O especialista explica ainda que por ser uma combinação de medicamentos de uso oral e com poucos efeitos colaterais o sorafenibe associado à capecitabina permite uma boa qualidade de vida e um maior controle da doença, associado a adesão ao tratamento.
O Nexavar é considerado uma terapia-alvo, pois age diretamente nas células doentes reservando as sadias, o que proporciona ao paciente menos efeitos adversos e mais qualidade e vida. Além disso, o medicamento reduz a multiplicação das células tumorais (ação antiproliferativa) e inibe a formação de vasos sangüíneos que alimentam os tumores, processo chamado angiogênese. Atualmente, o medicamento é aprovado em mais de 70 países para o tratamento do câncer de rim avançado e em mais de 60 países para o tratamento do câncer hepático, inclusive no Brasil.
Hoje é sexta-feira. Ainda está cedo para dormir, mas muito tarde para acertar os detalhes de uma balada, se ainda não temos nada programado.
Algumas ainda estão entretidas com os ultimos lances da novela e, assim serão salvas.
(Não que assistir novela seja privilégio feminino, ao contrário, muitos homens adoram e não há nada de errado nisso)
O problema para nós começa depois do plim plim final.
Ainda haverá alguns comentários entre as pessoas da família, que se reuniram para assistir o último capítulo: “Eu acho isso, ela devia ter feito aquilo, não gostei daquilo outro, etc.”
Entretanto, uma vez caído o pano, a carruagem vira abóbora e, na dura realidade do espelhinho do nosso banheiro, salvo disturbios psicológicos profundos, nos damos conta de que a vida é aqui, agora, e estamos sem par marcado para o baile desta noite.
Não fosse a novela, o drama teria começado antes, lá pelo cair do sol.
Incrível como esta hora crepuscular exacerba o sentido de solidão, abandono, ansiedade, dúvida, hesitação (falta algo?) da maioria das mulheres.
Pois na sexta à tardinha, isso é caso grave!
Que atire a primeira pedra aquela que nunca pegou a agenda do celular, as comunidades do Orkut, MSN e disparou trocentos recadinhos atrás de companhia.
Se não rolar nada, vem aquela sensação de Gata Borralheira Urbana que é de se matar! Parece que a cidade inteira está na rua, dançando, bebendo e se amando enquanto a gente, ah! pobre de nós, aqui sózinhas..
Seguramente é porque somos gordas, temos celulite, nosso cabelo é ruinzinho.. Ou porque não temos nada descente para vestir, faltou aquela grana para investir no visual!
O que dizer da dona de casa, que, cansada de toda uma semana de muito trabalho e zero remuneração, espera, cheirosa, um convite para uma voltinha na praça, para tomar um refresco, um sorvete ou coisa assi, hein?
Mesmo no meio das mais intelectualizadas, as que andam com colares (ou ecobags) de estampas étnicas compradas na fonte, frequentam teatros com direito à palestra com os autores, festivais de arte, avant-premières de filmes intimistas e leem, com desenvoltura, o caderno de literatura dos jornais de São Paulo, o sentimento não é desconhecido.
No mundo CEO, mulheres executivas, que acordam às 5h da matina para malhar, ou melhor para um workout com o personal trainner, seguido de um quick browse pelos ultimos posts no news dos mais importantes blogs, mesmo estas, tem um momento em que param. E se estiverem sózinhas, não escaparão.
Este momento é sexta-feira à noitinha….
Já são 23h15min.
O telefone não tocou, zero mensagens na caixa de entrada. Nenhuma bolinha verde no g-talk. Marido, se há, roncando no sofá.
O indíce Nikey da Bolsa Companheiros definitivamente em baixa!
E aí?
Vamos seguir a conversa?







