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Arquivos para a agosto 15th, 2012

Foto - Agencia Brasil

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A presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negaram que o programa de concessão de rodovias e ferrovias, anunciado hoje (15), seja uma forma de privatização. Segundo Dilma, essa questão é “absolutamente falsa”.

“Hoje, estou tentando consertar em ferrovias alguns equívocos cometidos na privatização das ferrovias. Estou estruturando um modelo no qual vamos ter o direito de passagem de tantos quantos precisarem transportar sua carga. Na verdade, é o resgaste da participação do investimento privado em ferrovias, mas também o fortalecimento das estruturas de investimento e regulação”, disse a presidenta, após a cerimônia de apresentação do Programa de Investimento em Logística: Rodovias e Ferrovias.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou a diferença do modelo adotado pelo governo ao rebater as críticas de que o setor de infraestrutura estaria passando por um processo de privatização. “Em parceria público-privada, é o setor público que vai fazer os investimentos. Privatização é quando se vende os ativos para o setor privado. Estamos privatizando o quê?”, questionou. No caso da concessão de ferrovias, será adotado o modelo de Parceria Público-Privada (PPP).

Ouvido pela presidenta Dilma antes do anúncio do modelo de concessões, que ainda vai incluir portos e aeroportos, o empresário Eike Batista avaliou que as comparações com o modelo de privatização não trarão prejuízos aos projetos. “Em uma concessão, o setor privado faz o investimento que é importante, tem o retorno do seu capital investido e depois [a estrutura] volta para o Estado. É um patrimônio do país. Acho que é um modelo muito feliz, que o capital estrangeiro e brasileiro aceita muito bem”, explicou.

Antes da cerimônia, o projeto foi apresentado reservadamente a representantes de centrais sindicais. O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, deixou a cerimônia com a avaliação de que o modelo não se trata de privatização por ser controlado pelo Estado e usar a parceria público-privada para as ferrovias. Ele, no entanto, reclamou que mais uma vez o governo apresentou aos sindicalistas um plano já pronto, que não está aberto a discussão e sugestões.

“Ela [a presidenta Dilma Rousseff] está acompanhando a mudança do mundo. Ser contra a privatização por ser está caindo. Ela está vendo que tem a necessidade de envolver o capital privado cada vez mais na economia”, disse Miguel Torres. O sindicalista ainda cobrou a inclusão de contrapartidas para os trabalhadores, como a criação de empregos e qualificação.

Pelo plano anunciado hoje, serão concedidos 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias. Os investimentos, nos próximos 25 anos, vão somar R$ 133 bilhões, sendo que R$ 79,5 bilhões serão investidos nos primeiros cinco anos. Para as rodovias, o total investido será R$ 42 bilhões e para as ferrovias, soma R$ 91 bilhões.

Da Agência Brasil

Arte RatoFX

O número de mulheres assassinadas no Rio de Janeiro aumentou 1,3% em 2011, na comparação com o ano anterior, enquanto, no total da população, o número de homicídios tenha tido queda de 10,2%.

Do total de vítimas por homicídio doloso, aquele em que é caracterizada a intenção, 7,1% eram mulheres. A constatação é da sétima edição do Dossiê Mulher, divulgado hoje (14) pelo Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP).

Na média mensal, 25 mulheres foram vítimas de homicídio doloso em 2011. Das 303 mulheres assassinadas no ano passado, 14,2% das vítimas eram ex-companheiras ou companheiras do provável autor do homicídio e 19,1% conheciam os acusados. “Grande parte desses homicídios se dão em situação de violência doméstica e familiar. A gente sabe que também existem mulheres envolvidas na criminalidade”, explicou a coordenadora da pesquisa, major Cláudia Moraes.

Segundo o diretor-presidente do ISP, coronel Paulo Teixeira, nos últimos anos, o número de mulheres envolvidas com atividades criminosas tem crescido de forma expressiva, o que pode ter relação com o aumento dos casos de homicídio. “Isso tem aparecido em algumas estatísticas e no aumento até da população carcerária, que é um problema para o Brasil contemporâneo. A entrada das mulheres na atividade criminosa também pode estar gerando esse tipo de crime”, disse ele, que ressaltou a necessidade de um estudo mais localizado e aprofundado para entender as dinâmicas que levaram a essas mortes e, assim, adotar as medidas adequadas.

O dossiê também fez um perfil das vítimas quanto à cor e ao estado civil. Em 2011, 47,5% das vítimas de homicídio doloso eram pardas, 27,1%, brancas e 18,5%, pretas. Ainda segundo os dados coletados, 32,7% eram solteiras.

Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi o local com maior número de casos, com 25 mortes. Já em relação à maior taxa de vitimização entre a população feminina, destacou-se a região que engloba Paraíba do Sul, Comendador Levy Gasparian, Areal, Três Rios e Sapucaia, com 0,75 mulheres vítimas por grupo de 10 mil mulheres.

O número de notificações dos casos de lesão corporal dolosa também subiu 7,2% entre 2010 e 2011, mais 3.644 mulheres. Já os casos de ameaça contra mulheres aumentaram 8,6% de 2010 para 2011, com 54.253 notificações, 147 vítimas por dia. “Os casos de lesão corporal e ameaça são os crimes mais presentes na questão da violência doméstica e familiar. Cerca de 60% dos casos ocorreram em contexto doméstico e/ou familiar”, comentou Cláudia.

Em relação à tentativa de homicídio, foi constatado aumento de 2,3%. Do total das vítimas, 16% eram mulheres. O dossiê completo pode ser acessado no site do ISP.

Da Agência Brasil

Julia Child teve parte de sua vida contada no filme 'Julie & Julia', no qual Meryl Streep interpreta a chef americana que popularizou a gastronomia francesa na TV Foto: AP/Divulgação
Julia Child teve parte de sua vida contada no filme ‘Julie & Julia’, no qual Meryl Streep interpreta a chef americana que popularizou a gastronomia francesa na TV Foto: AP/Divulgação

Julia Child poderia ter sido apenas mais uma apresentadora de programa de culinária. Mas foi com seu jeito original e bem humorado, saudando sua audiência com um largo sorriso e um sonoro “Bon Appétit”, que ela conquistou de “simples mortais”, ávidos por aprender a cozinhar, a célebres nomes da gastronomia mundial.

Embora tenha falecido no ano de 2004, dois dias antes de completar 92 anos de idade, a chef californiana continua sendo atual e, diga-se de passagem, muito bem citada pelos entendidos do assunto. “Julia Child foi a figura mais importante, influente e com poder de mudança da história da gastronomia americana. Tudo se volta para ela”, disse o renomado chef americano Anthony Bourdain, do programa de TV de culinária Anthony Bourdain: No Reservations, ao jornal Huffington Post. “Ela será lembrada pelo que ela fez nessa terra, que era inspirar milhares de pessoas a cozinhar – e comer – melhor”, acrescentou.

Neste dia 15 de agosto Julia completaria 100 anos de idade. Em 2009, seu encontro com a culinária foi retratado no filme Julie & Julia, protagonizado pela atriz Meryl Streep. Desafiando a própria inabilidade na cozinha, ela começou a se aventurar nas panelas tardiamente. “Eu tinha 32 anos quando comecei a cozinhar. Até então eu só comia”, disse, certa vez.

Após se mudar para França, para acompanhar o marido militar, resolveu afastar o tédio se matriculando nas aulas de culinária oferecidas pela escola Le Cordon Bleu – decisão que acabou mudando a sua vida. Com bom humor e persistência, ela se entendeu muito bem com as técnicas francesas e acabou por compartilhar o que aprendeu com milhares de pessoas por meio de seus programas de TV e livros, entre ele, a “bíblia” Mastering the Art of French Cooking (em tradução livre, Dominando a Arte da Culinária Francesa). “Julia foi uma mentora para mim. Ela influenciou completamente a forma como me aproximo e preparo comida. Ela ajudou a mudar a forma como os americanos enxergam o ato de cozinhar e de jantar”, afirmou o chef americano Emeril Lagasse, que tem programas de TV de culinária e livros sobre o assunto.

Yes, you can

Incentivar aqueles que não nasceram com o dom para a cozinha, mostrando que todos são capazes, é uma das marcas de Julia. Não por acaso, a Julie (Amy Adams) do filme Julie & Julia (2009) se aventurou a fazer as 524 receitas do livro da chef e postar a experiência em um blog. Na vida real, Julia continua inspirado blogueiras no Brasil e no mundo. Para a comunicadora Maria Regina Carriero, 31, que assina o blog Fogão Azul, o principal mérito de Julia foi mostrar que qualquer um poderia cozinhar, “que isso não era simplesmente um dom divino restrito a poucos sortudos”. “Ela começou tarde, se dedicou muito, aprendeu e virou referência. O jeito dela era incomparável. Uma mulher daquele tamanho, um tanto desengonçada, completamente diferente das mocinhas prendadas da época, e fazendo pratos tão ricos, tão vistosos. Impossível resistir”, afirma.

Outro ponto observado por Maria Regina Carriero é a forma como Julia escolhia o que ia para a panela. “O que admiro muito na Julia é o uso de ingredientes dos quais hoje todo mundo foge. Ela não tinha medo de gordura boa e eu compartilho desse amor. Capricho na manteiga, no azeite e no creme de leite fresco. Eu fujo é de margarina, óleo de soja e tudo que é light. Prefiro gordura de verdade a espessante barato. Pelo sabor e pela saúde”.

Letícia Massula, 40, cozinheira da capital paulista, é uma das autoras do blog Cozinha da Matilde e acredita que o fato de Julia democratizar uma culinária tão refinada foi um dos aspectos que a elevou ao status de ícone. “Ela teve a oportunidade de conhecer e estudar a gastronomia francesa direto da fonte, em uma época em que poucas pessoas podiam e tinham interesse em fazer isso”, diz. Para ela, a omelete francesa de Julia tem uma particularidade especial. “Ela parte de uma manteiga quase queimada, o que confere muito mais sabor ao preparo”, observa.

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