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Arquivos para a agosto 7th, 2012

Maria da Penha Maia Fernandes- Foto Iracema Chequer - Folhapress

Nesta terça-feira, dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa seis anos com muitos motivos para comemorar, mas também com diversas metas a serem alcançadas. O Distrito Federal está em primeiro lugar no recebimento de denúncias pelo disque-denúncia da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SEPM) do Governo Federal.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Sangari, nos 30 anos decorridos a partir de 1980, foram assassinadas no país perto de 91 mil mulheres, 43,5 mil só na última década. O número de mortes nesses 30 anos passou de 1.353 para 4.297, o que representa um aumento de 217,6% – mais que triplicando – nos quantitativos de mulheres vítimas de assassinato. Dentre os instrumentos utilizados para o cometimento do crime estão as armas de fogo e objetos cortantes ou penetrantes.

O Distrito Federal se encontra na 7° posição, com uma taxa de 5,8 mortes por cada 100 mil mulheres, mas se analisarmos os dados apenas por capitais do país, Brasília fica em último lugar, com 1,7 mortes por cada 100 mil mulheres.

De acordo com a Delegacia de Atendimento à Mulher do DF (DEAM) são registradas, em média, 15 ocorrências por dia. Em 2011 foram registrados 3.189 casos de violência contra a mulher. Só no primeiro semestre de 2012, 1.831 ocorrências foram feitas na delegacia especializada.

“O alto índice de ocorrência se deve a dois fatores. Ao processo de conscientização e ao aumento da coragem da mulher para denunciar. Hoje elas não esperam mais ser agredidas, uma ameaça ou injúria já é motivo para que elas denunciem”, explica a delegada-chefe da DEAM, Ana Cristina Melo.

Após a criação da Lei Maria da Penha, a mulher vitimada não pode mais desistir da ocorrência. “Agora, a instauração de inquérito é obrigatória e isso se tornou mais uma medida de proteção para a mulher, que antes desistia da ocorrência por ameaças do marido ou promessas de melhoria no relacionamento”, comenta Ana Cristina. Além disso, a vítima pode solicitar outras medidas de proteção, e a justiça tem 48 horas para dar o seu parecer.

Também está à disposição a Casa Abrigo, espaço de garantia de defesa e proteção de mulheres e meninas vítimas de violência doméstica e sexual que correm risco de morte. As mães e as crianças abrigadas permanecem na instituição por até noventa dias. Durante esse período, elas têm acesso a acompanhamento psicológico, pedagógico, jurídico e de assistência social. Necessidades básicas como alimentação saudável, vestimenta, educação, transporte, lazer e segurança são também supridas pelo programa.

Reconhecida internacionalmente, a DEAM possui todas as segundas-feiras sessões de orientação psicológica para as vítimas e também o apoio do núcleo de práticas jurídicas do UniCEUB. Assim, as mulheres conseguem obter apoio emocional para lidar com o problema familiar gerado pela violência doméstica e consegue informações sobre processo de separação, guarda dos filhos e regulamentação de visitas.

Melhoria no atendimento

A SEPM em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública SSP/DF) realizará, no próximo dia 16, um seminário voltado para qualificar o atendimento às mulheres vítimas de violência. O secretário Sandro Avelar considera imprescindível o treinamento dos profissionais de segurança. “É muito importante que nossos profissionais estejam preparados para lidar com essa problemática. São eles que recebem primeiramente as denúncias dessas mulheres e precisamos que elas se sintam protegidas por nós”, comenta Avelar.

Localizada nas entrequadras 204/205 Sul, a unidade presta atendimento exclusivo ao público feminino. A delegacia foi criada em 1986 para oferecer cobertura policial diferenciada ao público feminino, mas, vale lembrar que todas as 31 delegacias do DF têm uma sessão de atendimento à mulher. A equipe da unidade é formada por oito delegadas e 50 servidores.

Do Vermelho.Org
Josefa Idem chega em primeiro em sua bateria de semifinal (Foto: AP)

Josefa Idem chega em primeiro em sua bateria de semifinal (Foto: AP)

Aos 47 anos, Josefa Idem vence bateria da semifinal da canoagem K1 500m e vai tentar conquistar sua segunda medalha de ouro nos Jogos

Josefa Idem entrou para a história das Olimpíadas. A italiana se tornou a primeira mulher a competir em oito Jogos Olímpicos. E ainda em alto nível. A europeia desbancou as “caçulas” e garantiu uma vaga na final da canoagem K1 500m nesta terça-feira.

Com 47 anos, Idem ficou em primeiro lugar em sua bateria na semifinal, com o tempo de 1m52s232, à frente da inglesa Rachel Cawthorn (1m52s542), de 23 anos, e da portuguesa Teresa Portela (1m53s064), de 24.

A primeira vez em que a italiana competiu nos Jogos Olímpicos foi em Los Angeles, em 1984. Em Sidney-2000, ela conquistou sua primeira e única medalha de ouro. Nesta quinta-feira, às 6h08 (de Brasília), terá nova chance na final da prova em Londres.

Do Globo Esporte
Maria das Graças Foster - Foto Agência Brasil

Maria das Graças Foster - Foto Agência Brasil

A presidenta da Petrobras, Graça Foster, defendeu ontem (6) novo reajuste no preço da gasolina e do diesel no mercado interno. Como a estatal compra combustível com preço mais alto do que o de revenda, a defasagem de preços é um dos fatores responsáveis pelo prejuízo de R$ 1,3 bilhão da companhia no segundo trimestre deste ano.

Graça Foster assegurou que, “de forma sistemática”, tem falado do problema com o Conselho de Administração da empresa. Formado por integrantes do governo federal, como os ministros de Minas e Energia e do Planejamento, o órgão recentemente autorizou aumentos de 8% da gasolina e de 4% do diesel. Esses reajustes devem puxar para cima os próximos balanços. Os ajustes, no entanto, não foram suficientes para garantir a paridade entre os preços externo e interno.

“Conversamos sobre o reajustamento de preços, sim, na busca de 100% da paridade”, afirmou à Graça Foster à imprensa, após a apresentação dos resultados. “Tenho que acreditar sempre que haverá reajustes e demonstrar com fatos e dados que, periodicamente – não instantaneamente, porque a política é de médio e longo prazo – [há necessidade de que] façamos correções.

A presidenta da Petrobras também explicou que o resultado negativo da companhia – o primeiro nos últimos dez anos – reflete principalmente a depreciação do real em relação ao dólar e diz que o ideal para a companhia seria que a moeda estrangeira oscilasse entre R$ 1,95 e R$ 2. Como não há “bola de cristal para acertar nas previsões”, declara que está “alerta às flutuações”.

“O prejuízo não vem só por conta da defasagem de preços [dos combustíveis]. Tivemos uma valorização bastante expressiva do câmbio e esse resultado não foi surpresa para nós”, afirmou, ao citar também o registro de poços secos, além da perda de valor do estoque de petróleo e derivados fora do país. “Tudo isso é que provoca o resultado ruim de R$1,3 bilhão de perdas”.

Para reverter o prejuízo, a estatal informou ainda que pretende diminuir a dependência do mercado externo, do qual comprou U$ 6 bilhões de diesel e gasolina no primeiro semestre. Prevê ainda aumento do processamento nas refinarias, a entrada em operação da unidade Abreu e Lima (PE), de plantas de beneficiamento de diesel, e também aposta no aumento da adição do etanol à gasolina – o que permitiria importar menos deste combustível.

Graça Foster também afirma ainda que, independente da autorização para aumento de preço dos combustíveis e do câmbio, é possível aumentar a eficiência da empresa e reduzir custos. “Ainda não chegamos ao limite de processamento [de combustível]“, acrescentou o diretor de Abastecimento, José Carlos Consenza, que crê na reversão do prejuízo em breve.

Da Agência Brasil

Arte RatoFX

A injeção contraceptiva é uma dose relativamente alta de hormônios que pode ser ministrada mensal ou trimestralmente. O uso da injeção trimestral, no entanto, pode apresentar alguns aspectos negativos, alertam especialistas. Um deles, é o descontrole ovulatório, que pode acontecer quando é suspensa a utilização do medicamento. Neste caso, a mulher vai levar algum tempo até ter sua fertilidade normalizada.

“Esse tipo de contraceptivo pode ter um efeito prolongado, ou seja, pode impedir a ovulação por um prazo maior dos que os três meses. Mas é importante saber que ele não causa problemas de fertilidade”, explica Sérgio Pereira Gonçalves, especialista em reprodução humana e diretor médico da clínica Monteleone, de São Paulo.

Além da injeção anticoncepcional, todos os métodos a base de hormônios podem causar esses problemas temporários, segundo o especialista. “A diferença é que a incidência de descontrole ovulatório é maior nas mulheres que utilizam a contracepção injetável que protege por três meses.”

Outros efeitos colaterais

O remédio também é conhecido por dar à mulher uns quilinhos a mais na balança. “Atualmente, o contraceptivo injetável não é muito utilizado e o que motiva as mulheres a buscar outros métodos é justamente o ganho de peso. Esse é um fator que normalmente assusta as pacientes”, afirma.

Além do aumento de peso e do risco de desordem ovulatória, esse tipo de anticoncepcional não garante regularidade menstrual durante o período de uso. “Não serão todas as mulheres que vão deixar de menstruar com a medicação. Algumas podem ter sangramentos irregulares durante o mês”, diz Sérgio.

Aspectos positivos

Uma das grandes vantagens do remédio é que ele só precisa ser ministrado de três em três meses, detalhe importante para as mulheres que costumam esquecer-se de tomar a pílula anticoncepcional. Além disso, a injeção pode ser adquirida a baixo custo. E a eficácia do tratamento é igual à da pílula, com 0,3% de taxa de falha.

Do Terra
O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, e Maria do Carmo Lencastre, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), durante coletiva sobre terapia antienvelhecimento

O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, e Maria do Carmo Lencastre, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), durante coletiva sobre terapia antienvelhecimento

Parecer do Conselho Federal de Medicina (CFM) publicado nesta segunda-feira (6/8) indica que não há evidências científicas que justifiquem a prática da medicina antienvelhecimento, que tem como base o uso de hormônios como a testosterona, a progesterona e o corticoide. De acordo com o vice-presidente do órgão, Carlos Vital Corrêa, o documento vai servir de base para a publicação de uma resolução que proíba a indicação hormonal para pessoas saudáveis. Desta forma, profissionais de saúde que insistirem na prática vão responder por conduta antiética e estarão sujeitos a sindicâncias e sanções.

Dados do CFM apontam que pelo menos cinco médicos foram cassados nos últimos quatro anos por praticar procedimentos sem comprovação científica, enquanto dez profissionais foram punidos com suspensão. “A questão da eterna juventude ainda está no campo das fábulas. Do ponto de vista técnico-científico, não há nenhuma afirmação de um procedimento que possa retardar ou retornar a juventude daquele que já envelheceu”, destacou Vital.

Para a geriatra e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Maria Lencastre, a manipulação hormonal deve ser indicada apenas nos casos em que o paciente apresente algum tipo de disfunção na produção de hormônios, como nos casos de hipotireoidismo (distúrbio hormonal que afeta o metabolismo do organismo).

Ela lembrou que o fator genético responde por um terço das causas do envelhecimento e que a melhor maneira de retardar o processo é a modificação de hábitos, que incluem a prática de exercício, a alimentação adequada e a perda de peso. “Envelhecimento não é doença”, disse. “Medicamentos que não são necessários, além do risco, significam custo com uma população que já tem grandes custos [com patologias como doenças do coração], completou.

Do Correio Braziliense

 

Ig
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