"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Arte RatoFX

Então…

A terapeuta disse a mesma coisa que você. Disse que fujo dos temas importantes e me perco em banalidades. Voltamos, portanto, ao início. Voltamos à estranheza que a vida dos comuns me causa.

Eles andam, conversam e até pensam, eu acredito. Eu não me conecto. Não entendo. Não me insiro. Não sustento. Não me misturo. Sinto-me alheia o tempo inteiro. Representando um papel. Uma personagem. Uma mera figurante. Só existo quando estou só.

Você também se sente desse jeito? Será que existe mais gente que passa por isso?

Ela – a terapeuta – falou também que o nosso vínculo me faz mal. E que me torna ainda mais introvertida. Não sei se é verdade. Prometi não te escrever mais. Mas se não escrevo, penso. Imagino, a cada situação, o que você responderia. Qual seria sua análise. Seu conselho. Direcionamento.

E, no fim da noite, sozinha em meu quarto, não resisto. Volto a escrever. As cartas diminuem a angústia. Suas respostas me acalentam, ao menos no momento em que chegam. Mesmo quando brigamos. Nunca tive alguém tão íntimo. Parece que você faz parte de mim.

Gosto e preciso de ti, Mas quero logo explicar, Não gosto porque preciso. Preciso sim, por gostar.”

(Mário Lago)

A citação pode ser considerada uma declaração de amor. Assim, pode-se dizer que sei expressar sentimentos. Não sou tão fria, tão alheia, tão indiferente quanto pensam. Sei me relacionar, apena não faço questão. Tenho você, não é verdade?

Carolina Vianna

 

Carolina Vianna é fotógrafa, Poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.

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