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Arquivos para a julho, 2012

Os presidentes do bloco estão em Brasília, exceto o do Paraguai, país que está suspenso do Mercosul Foto: Pedro Ladeira / AFP

Os presidentes do bloco estão em Brasília, exceto o do Paraguai, país que está suspenso do Mercosul Foto: Pedro Ladeira / AFP

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que a entrada da Venezuela no Mercosul dá maior “dimensão geopolítica” ao bloco e sinalizou que o Paraguai só será novamente aceito no grupo quando “normalizar sua situação institucional”.

A presidente fez as declarações durante declaração conjunta ao lado dos demais presidentes do bloco: Hugo Chávez (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina) e José Mujica (Uruguai) em Brasília.

“A Venezuela aumenta as potencialidades do bloco, dando-lhe ainda mais dimensão geopolítica e econômica”, disse Dilma em sua declaração, após o ingresso do país ser formalizado em reunião extraordinária de cúpula do bloco nesta terça.

A entrada da Venezuela no Mercosul foi aprovado em reunião de cúpula do bloco na cidade argentina de Mendoza no final de junho. Na ocasião também ficou decidida a suspensão dos direitos políticos do Paraguai no grupo regional.

Os líderes do Mercosul entenderam que o impeachment do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo feriu a cláusula democrática do bloco. Na prática, a suspensão do Paraguai abriu espaço para a entrada da Venezuela no Mercosul.

“Nossa perspectiva é que o Paraguai normalize sua situação institucional interna para que possa reaver seus direitos no Mercosul”, disse Dilma, destacando que o bloco é contra a imposição de punições econômicas ao país vizinho e que os fluxos comerciais com o Paraguai foram mantidos.

Da Reuters Brasil
O viral do preservativo da marca Prudence, que gerou centenas de críticas negativas no Facebook e foi excluído pelo fabricante com pedido de desculpas

O viral do preservativo da marca Prudence, que gerou centenas de críticas negativas no Facebook e foi excluído pelo fabricante com pedido de desculpas

Uma peça publicitária da marca de preservativos Prudence vem causando grande polêmica nas redes sociais desde a sua postagem há três semanas no Facebook. Em formato de tabela calórica, o viral intitulado “Dieta do Sexo” diz que tirar a roupa de uma mulher queima 10 calorias, enquanto fazer o mesmo sem o consentimento da parceira consome 190 calorias.

A maior parte dos mais de 1.000 internautas que postaram comentários na página da Prudence do Facebook interpretaram o viral como um incentivo à violência sexual contra a mulher. Até a manhã desta segunda-feira (30), a peça publicitária já havia sido compartilhada por mais de 2.500 pessoas.

Após toda a polêmica, a DKT Internacional, detentora da marca Prudence, retirou a peça publicitária da página no Facebook e pediu desculpas aos consumidores. Apesar disso, o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (Conar) informou ao UOL que já abriu um processo ético contra propaganda.

“Nunca mais compro, nunca mais uso”, comentava uma das internautas enquanto a peça estava no ar. “Me sinto enojado, mais que isso, enquanto homem que tem mãe, irmã e queridas amigas e que sonha com uma sociedade mais igualitária”, dizia outra pessoa. “Propaganda ridícula. Boicote a marca já. Sexo sem consentimento é estupro” era outro comentário encontrado na página.

Para a minoria das pessoas que postaram opiniões, tudo não passava de “brincadeira”. “Estuprador não usa camisinha”, afirmava um internauta. Para outro, não se tratava de apologia, nem de brincadeira; apenas publicidade: “Técnica manjada de criar polêmica para vender mais. E pior que dá certo”.

“Retrocesso”

Para a superintendente de Direitos das Mulheres da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (RJ), Ângela Fontes, a peça publicitária incentiva a violência sexual contra a mulher. Para Fontes, a peça publicitária da Prudence é um “retrocesso’.

“Certamente há um incentivo explícito para o uso da violência contra a mulher no momento da relação sexual. A peça publicitária é um retrocesso no que diz respeito ao comportamento dos homens em suas relações afetivas. Relação sexual sem o consentimento da mulher é estupro. A associação de atos violentos ao suposto “benefício para a saúde masculina” nos causa indignação. Desta forma, a Superintendência dos Direitos das Mulheres se manifesta veementemente contra a indução de todas as formas de violência, e neste caso, em especial, a violência sexual contra as mulheres”, disse Ângel a Fontes, também presidenta do Conselho Estadual de Direitos da Mulher (CEDIM).

Coordenadora da ONG Cepia, que atua em defesa dos direitos humanos da mulher, a advogada Leila Linhares achou a peça “lamentável”. “Isso [a propaganda] é uma indução para que haja uma violência sexual. É a mulher perdendo a autonomia se quer decidir sobre o ato sexual e o incentivo à pratica de violência sexual. Uma fábrica de preservativos deveria fazer propaganda mais instrutiva”, declarou.

A advogada declarou ainda que espera atitude contra a peça publicitária. “É lamentável que no momento em que as mulheres estão galgando sua cidadania, sendo reconhecidas pela capacidade profissional, seja veiculada uma propaganda como essa”, concluiu.

“Mau gosto”

Com atuação em casos de violência contra a mulher, o promotor de Justiça Sauvei Lai acredita que os criadores da campanha da Prudence não agiram com a intenção de fazer apologia ao estupro, mas acabaram criando uma peça publicitária de mau gosto. “Esses publicitários menosprezaram um fato gravíssimo na sociedade brasileira que é a violência sexual contra a mulher, que muitas vezes acontece dentro da própria casa cometido por maridos, tios, padrastos. Não dá para dizer que é um crime de apologia porque não foi essa a intenção dos criadores da propaganda, mas foi sem dúvida uma brincadeira de muito mau gosto”, declarou.

Outro lado

Procurada pela reportagem do UOL, a DKT Internacional, detentora da marca Prudence, informou que o conteúdo da peça divulgada não é de autoria da empresa e vem sendo publicado de forma viral desde 2007. Segundo a nota, a companhia apenas utilizou o material propagado e desenvolveu a arte, veiculando-a no Facebook.

“Apesar de não ser a criadora do texto, a DKT afirma não se isentar da responsabilidade de avaliar os conteúdos publicados em sua página na rede social, e por isso lamenta a não percepção de possíveis ofensas originadas pelo material”, diz a empresa.

Ainda de acordo com a nota, a intenção da peça era remeter a uma “brincadeira entre casais”, retratando uma “insistência inofensiva do parceiro” sem qualquer alusão a qualquer forma de violência. A DKT disse não ter percebido, “lamentavelmente”, a dupla interpretação que o anúncio poderia conter.

 Do UOL
Mayssa, goleira da seleção brasileira de handebol, comemora vitória sobre Montenegro na Olimpíada

Mayssa, goleira da seleção brasileira de handebol, comemora vitória sobre Montenegro na Olimpíada

A cada defesa, fortes vibrações e gritos com as companheiras. Muitos abraços e carinho com as outras atletas na hora de dividir as emoções do jogo. Esse é um pouco do jeito de ser em quadra e fora dela de Mayssa Raquel de Oliveira Pessoa, goleira da seleção brasileira feminina de handebol.

Mesmo começando os jogos na reserva, Mayssa tem se destacado na equipe que está em franca evolução no cenário mundial. Entra no segundo tempo e vira uma das protagonistas, como na vitória de segunda-feira sobre Montenegro, por 27 a 25. Mas não reclama. E gosta de entrar quando o jogo está tenso.

“Eu prefiro jogar depois, gosto do jogo quando está apertado. Pressãozinha é bom”, diz a paraibana de 27 anos, natural de João Pessoa.

Mayssa é desenvolta e se expressa de maneira enfática. Até para falar sobre o que para muitos é algo delicado e muitas vezes camuflado, a homossexualidade. “É, é [verdade] sim”, responde ao ser questionada se é homossexual. “Bom, eu sou bissexual”, completou.

A goleira da seleção mora na Europa há seis anos e joga na França. Lá, foi convidada para ser madrinha de um torneio de homossexuais de várias modalidades. Aceitou, mas não pôde comparecer em função de compromissos com a seleção.

Mas Mayssa acabou falando sobre sua sexualidade para uma revista francesa sobre homossexuais. “Eles fizeram matéria comigo e a gente conversou abertamente. Eu não escondo. Por que vou esconder algo que eu sou? Por que vou esconder?”, repetiu.

Nem o fato de disputar os Jogos Olímpicos faz a atleta deixar de lado seus ideais para evitar tocar no assunto.

“É uma coisa normal da sociedade. Se você é homossexual, tem que esconder e obrigatoriamente se casar com um homem? Não. Se você é, tem que assumir. Não sou mais uma criança. Não vou ficar escondendo porque vou jogar as Olimpíadas. As pessoas me conhecem. Falei. Sou mesmo, abertamente, sem problema nenhum.”

Durante a conversa com o UOL Esporte, que aconteceu após o jogo contra a Montenegro, Mayssa disse que sua atitude pode ajudar a quebrar o tabu e medo que alguns atletas têm em revelar sua sexualidade em um meio de grandes repercussões como o esportivo.

“[O esporte] é muito preconceituoso. Entre os homens, principalmente, muitos têm medo. Mas consegui tudo na minha vida e sigo conseguindo, e isso não influenciou em nada. Sou homossexual? Sou. Tenho que aceitar isso e todas as pessoas me respeitam”, falou.

Dentro do grupo, o impacto é inexistente, pelo menos no contato fetivo observado da atleta com as demais. E também pelo seu discurso direto, mas puro.

“Todas me respeitam. Meu técnico sabe, todo mundo na França sabe. Cada um tem sua vida, ninguém paga minhas contas”, finalizou.

 Do Uol
Conselho de enfermagem obtém decisão favorável contra o Cremerj, que vetava participação de médicos. Parteiras e acompanhantes também podem voltar a participar dos procedimentos em hospitais.
Segundo o Coren-RJ, apenas 3% dos partos são domiciliares no Brasil (Thinkstock)
Segundo o Coren-RJ, apenas 3% dos partos são domiciliares no Brasil (Thinkstock)

Durou pouco mais de dez dias as resoluções do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), que proibiam médicos de fazerem parto em casa e vetava a participação de parteiras e doulas (acompanhantes de gestantes) nos procedimentos em hospitais. Nesta segunda-feira, a 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro suspendeu ambas as determinações, acatando a ação civil pública ajuizada na sexta-feira pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren-RJ).

A decisão, do juiz federal substituto Gustavo Arruda Macedo, define a decisão do Cremerj como uma “ofensa a diversos dispositivos constitucionais, legais e infralegais” que “garantem à mulher o direito ao parto domiciliar, em ambiente hospitalar, de pessoa de sua livre escolha”. Macedo considerou que as resoluções do Cremerj “terminam por dificultar, senão inviabilizar, o exercício da atividade de parteiras” proibindo médicos de assisti-las em um procedimento em casa e também impedindo-as de ir aos hospitais.

Além disso, o magistrado destaca que não cabe ao Conselho de Medicina impedir que parteiras e obstetrizes exerçam seu trabalho. Ainda de acordo com a liminar, proibir a participação de médicos nos partos em casa pode trazer “consideráveis repercussões ao direito fundamental à saúde”, que é um dever do estado, uma vez que “a falta de hospitais fora dos grandes centros urbanos é muitas vezes suprida por procedimentos domiciliares, nos quais é indispensável a possibilidade de participação do profissional da medicina, sem que sobre ele recaia a pecha de infrator da ética médica”.

Enfermeiros

O Coren-RJ, que entrou com a ação civil pública na sexta-feira, comemorou o resultado, mas admite que já acreditava que a decisão seria favorável. “É uma vitória lamentável, porque eu não precisaria ter feito isso se o Cremerj tivesse conversado com os outros conselhos antes de tomar uma decisão que interfere em tanta gente”, disse o presidente, Pedro de Jesus Silva. “Entramos na justiça para garantir o atendimento integral à mulher e ao bebê por uma equipe multidisciplinar, seja onde ela escolher, porque esse é um direito dela”, completou.

Silva diz que o Coren-RJ preocupou-se em elencar dados inquestionáveis na ação, como o fato de que hoje 97% dos partos no Brasil já ocorrem dentro de hospitais. “Se a mulher quer ter uma cesária programada, é um direito dela. Agora, se essas 3% restantes desejarem – e puderem – ter um parto humanizado, elas tem de poder fazer isso também. A mulher merece segurança no parto dela. E isso nós vamos cobrar”, enfatizou Pedro, que havia chamado a decisão do Cremerj de “ditadura” médica. “Eu me sinto como quando derrubaram os militares do poder. A democracia deve reinar sempre.”

Cremerj

Em nota, o Conselho de Medicina informou que vai recorrer da liminar judicial. “O Cremerj lamenta a decisão, já que as resoluções do Conselho visam proteger mães e bebês e oferecer as melhores condições de segurança para o parto. Os direitos de proteção à gestante e às crianças são assegurados pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, e as resoluções do Cremerj reforçam esses direitos.”

Do Veja

Arte RatoFX

Os principais supermercados de São Paulo prometem oferecer gratuitamente sacolas de plástico biodegradável ou de papel para os consumidores a partir de hoje, em cumprimento a uma ordem judicial. Até ontem, quando a oferta ainda era facultativa, grandes redes como Sondas, Carrefour, Walmart e Grupo Pão de Açúcar ignoravam a recomendação, fornecendo apenas as sacolinhas tradicionais.

No fim de junho, o parecer da juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1º Vara Central, deu prazo de 30 dias para que os supermercados iniciassem “gratuitamente e em quantidade suficiente” o fornecimento de sacolas biodegradáveis e de papel.

Mesmo contrárias à decisão, as empresas dizem que vão cumprir as determinações da Justiça. Mas afirmam, por meio da Associação Paulista de Supermercados (Apas), que vão recorrer.

“Não há um posicionamento final sobre o assunto, pois a questão da distribuição das sacolas está sendo tratada pelo departamento jurídico”, afirmou o Grupo Sondas, por meio de nota.

Para o consumidor, é praticamente impossível identificar a diferença entre a sacola biodegradável e a comum, feita de polietileno – derivado do petróleo. Para piorar, especialistas alertam que a falta no País de um certificado que garanta que o material é de fato biodegradável traz incertezas sobre a qualidade dos produtos oferecidos como tal e dificulta a fiscalização.

Além disso, o parecer da Justiça não especifica punições para quem descumprir a determinação nem como deve ser essa sacola biodegradável. “Algumas empresas produtoras de sacolas colocam de forma irresponsável a marca de compostável”, diz João Carlos de Godoy Moreira, diretor técnico da Associação Brasileira de Polímeros Biodegradáveis e Compostáveis (Abicom).

A embalagem compostável, que pode ser feita com amido de milho, batata, mandioca e outros orgânicos, se decompõe em até 180 dias nas usinas adequadas (que, ao menos na capital, não existem).

Já o plástico oxibiodegradável tem a característica de se fragmentar mais rapidamente, mas sem perder seus resíduos tóxicos. “Este tipo de decomposição diminuiu apenas o impacto visual, mas não resolve o problema”, afirma Moreira.

Faltam também testes em situações de longo tempo de exposição em lixões ou aterros. “Nada pode dizer que é biodegradável se ainda não se provou que é biodegradável”, diz Maria Filomena Rodrigues, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Variáveis

Ela explica que a variedade da espessura e das substâncias que compõem o plástico faz toda a diferença. “Açúcar é biodegradável, mas se está com algo que iniba a ação de bactérias não vai degradar do mesmo jeito. No laboratório ele pode degradar, mas no lixão não sabemos como vai agir.”

Hoje, a norma do Ibama, única do tipo no País, determina que algo é facilmente degradável ou não se houver 70% de decomposição ao longo de 28 dias em condições de laboratório. “Mas se não der isso, não quer dizer que o material não degrada. Apenas que é um pouco mais difícil”, explica a especialista do IPT.

O instituto elabora uma nova metodologia, com base em normas europeias. No caso dos compostáveis, é preciso checar se o material não será tóxico para plantas. “Antes de obrigar a ter sacolas biodegradáveis, talvez fosse mais fácil conscientizar a população da importância de usar menos plástico e mudar a coleta de lixo para ter mais reciclagem e compostagem”, opina. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Do UOL
Super Simples

Super Simples

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (30) que o sistema simplificado de tributação conhecido como Supersimples, ao completar cinco anos, atingiu a marca de 6,5 milhões de adesões de micro e pequenas empresas e de microempreendedores individuais.

No programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que a adesão ao Supersimples permite acesso a um regime tributário diferenciado, simplificado e com impostos reduzidos. Segundo Dilma, apenas as micro e pequenas empresas que aderiram ao sistema são responsáveis por um em cada quatro empregos com carteira assinada no Brasil.

“Como o próprio nome já diz, o Supersimples simplifica a burocracia e diminui a carga de impostos, reduzindo custos e facilitando a formalização. Isso é importante porque essas empresas são grandes geradoras de oportunidades de trabalho, renda e riqueza em todo o país”, destacou.

De acordo com a presidenta, o número de microempreendedores individuais também vem crescendo e passou de 1 milhão no ano passado para 2,2 milhões em 2012. Dilma ressaltou que profissionais como cabeleireiros, doceiros e mecânicos podem se cadastrar por meio do site www.portaldoempreendedor.gov.br. Em seguida, o trabalhador emite um carnê para pagar a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que representa 5% do salário.

“É preciso pagar essa contribuição todos os meses para que eles tenham os seus direitos assegurados – direitos como a licença maternidade, a aposentadoria por idade e o auxílio doença. E, é claro, o direito de emitir nota fiscal, de ter acesso ao crédito mais barato e de ter seu negócio totalmente legalizado”, destacou Dilma.

Da Agência Brasil
Sarah Menezes: Rebelo também destacou a façanha de Menezes ao ressaltar que ela incentivou muito a prática do judô no Piauí - Foto: Getty Images

Sarah Menezes: Rebelo também destacou a façanha de Menezes ao ressaltar que ela incentivou muito a prática do judô no Piauí - Foto: Getty Images

A judoca Sarah Menezes ainda não conseguiu dormir depois das vitórias de ontem (28) em Londres. Aos 22 anos de idade, foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha de ouro dessa modalidade em Jogos Olímpicos.

Além disso, quebrou um jejum de 20 anos desde a última vez que o judô nacional subiu ao lugar mais alto do pódio olímpico, o que aconteceu nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992, com Rogério Sampaio.

A emoção que impediu o sono da grande campeã olímpica, de 1,54 metro e 48 quilos, nascida em Teresina, tem motivos além da medalha. Ela disse que falou apenas rapidamente com os pais por telefone, depois da última luta, mas prevê que o feito “vai mudar completamente” sua vida e a de sua família.

Sarah Menezes quer incentivar os mais jovens a praticar o esporte na capital piauiense. “Pretendo, depois dessa medalha, montar um projeto social para que apareçam novos talentos. Penso em ajudar as pessoas que estavam ao meu redor, no momento que mais precisei”.

A judoca também fez um agradecimento especial ao seu técnico, Expedito Falcão, um dos principais motivos para não ter deixado o Piauí pra treinar em outro centro. “Quem sempre acreditou em mim foi meu treinador, Expedito. Então, nunca saí de Teresina porque sempre foi ele quem mais acreditou nesse sonho, e eu acabei sonhando com ele”.

Ela também destacou o trabalho psicológico feito desde os Jogos Olímpicos de Pequim, quando foi derrotada na primeira luta, com apenas 17 anos de idade. “O que mais é preciso trabalhar nos atletas é a parte mental mesmo”, disse.

Para os próximos meses, a estudante de Educação Física, que teve que trancar a faculdade por conta dos treinamentos para os jogos, disse que não pensa em treinos e lutas. “Não quero saber de judô agora, não. Quero estudar, voltar pra faculdade e estudar inglês. É muito ruim viajar o mundo e não conseguir conversar”.

Da Agência Brasil
Michelle Obama - Foto - Uol
Michelle Obama – Foto – Uol

Oficialmente, este domingo foi apenas o segundo dia dos Jogos Olímpicos de Londres, mas já tem gente aparentando cansaço por lá. Embaixadora do “Team USA”, Michelle Obama tem feito questão de aparecer nos principais eventos esportivos de sua delegação, mas as fotos flagram que a carismática primeira-dama dos Estados Unidos já está sentindo o peso das andanças.

As primeiras aparições ‘olímpicas’ de Michelle foram na sexta-feira, mas bem antes da cerimônia de abertura. Pela manhã, a primeira-dama encontrou-se com alguns atletas da delegação americana e depois participou de um evento na embaixada de seu país em Londres, onde até se aventurou em algumas atividades.

Ainda na sexta-feira, Michelle Obama reuniu-se com outros representantes de países e chefes de Estados no Palácio de Buckingham, em uma recepção com os principais membros da família real britânica, entre eles a Rainha Elizabeth II e a princesa Kate Middleton, a duquesa de Cambridge. Para fechar o dia, foi ao estádio olímpico acompanhar de perto a festa que deu início aos Jogos.

No sábado, primeiro dia de provas, Michelle já emendou dois esportes de uma vez. Pela manhã, esteve em Wimbledon para acompanhar a vitória de Serena Williams no tênis sobre Jelena Jankovic. À noite, foi ao centro aquático e viu o inesperado quarto lugar de Michael Phelps nos 400 m medley – em prova em que Ryan Lochte ficou com o ouro e o brasileiro Thiago Pereira levou a prata.

Neste domingo, a primeira-dama pegou mais leve na programação. Pela manhã, tomou café-da-manhã com convidados e ex-atletas. Depois, partiu para o jogo de basquete entre Estados Unidos e França e recebeu beijos na mão de todos os atletas do Dream Team. Ufa, cansou, heim?!

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Arte RatoFX

Besteira sua confundir meu e-mail – completamente – mexeriqueiro com ataque pessoal.

1º – Não sou preconceituosa;
2º – Você não é o único homossexual do mundo que tem filho;
3º – Não falei de nordestinos;
4º – Não generalizei absolutamente nada;
5º – Não depreciei a imagem de Quixeramobim e, muito menos, a dos Quixeramobinenses.

Se você tem problemas em relação a sua história de vida e, até hoje, não resolveu, é melhor mudar de desendoidador de gente. Parece que o seu não é muito bom.

Cheguei em casa louca pra te contar sobre a farra gastronômica que fiz sexta-feira passada. Perdi a vontade.

Passar bem!

Fragmentos V.2 (se não tiver lido o F V, apaga. E apaga esse também. Sem abrir, de preferência)

Desculpa! Não era pra ser assim. Não foi pra isso que eu comecei a te escrever. Não era essa a intenção. Juro! Vamos parar de brigar? Por favor?

Sei que sou implicante, mas tenho ternura dentro de mim. É que ela fica escondida, bem lá no fundo. É como procurar uma florzinha no saco das cobras e lagartos.

Não existe essa expressão, né? Eu sei. Achei a imagem divertida.

beijos,

Carolina Vianna

 

 

 Carolina Vianna é fotógrafa, Poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.

Campeã mundial indoor da prova dos 3000m, Helen Obiri treina com homens no Quênia

Campeã mundial indoor da prova dos 3000m, Helen Obiri treina com homens no Quênia

A Olimpíada de Londres tem uma marca feminina forte. Pela primeira vez na história todas as modalidades olímpicas são disputadas por mulheres. Além disso, a Arábia Saudita cedeu à pressão e mandou duas atletas para o evento, uma no atletismo, outra no judô. Os EUA, também de forma inédita, chegam com uma delegação com maioria feminina, com 268 mulheres e 261 homens.

Mas, se o número de competidoras cresce, as mulheres ainda ficam atrás dos homens em dois pontos: os Jogos de Londres-2012 vão distribuir 30 medalhas de ouro a menos para mulheres (132 contra 162) e o nível de performance, inalterado desde o início da década de 80.

Segundo estudo publicado por pesquisadores do Instituto de Pesquisas Biomédicas e de Epidemiologia do Esporte, da França, a diferença média no nível de performances entre homens e mulheres, em provas olímpicas, segue em 10% desde 1983. O estudo levou em conta resultados até os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, de natação, atletismo, ciclismo de pista, levantamento de peso e patinação de velocidade. Incluiu também análise de recordes mundiais e, no caso de natação e atletismo, os 10 melhores resultados ano a ano.

Os dados mostram variações de performance que vão de 5,5% (nos 800m livre da natação, prova disputada apenas por mulheres nas Olimpíadas) até 36,8% (no levantamento de peso). A conclusão do estudo diz que “mulheres nunca vão correr, saltar, nadar ou pedalar tão rápido quanto os homens”. Além disso, a diferença continuará a mesma a não ser que avanços tecnológicos específicos para um sexo sejam adotados.

Mas, se não podem alterar esse fato, as mulheres estão se mobilizando para acabar com a desvantagem em outra área. Representantes de organizações de defesa dos direitos femininos estão reunidos em Londres para pressionar o COI (Comitê Olímpico Internacional) a igualar as chances de homens e mulheres.

“Ainda existe discriminação de sexo nas Olimpíadas. Os Jogos têm um papel decisivo na formação de um mundo melhor, é muito mais do que uma competição esportiva. É um dos únicos eventos do mundo em que não existem barreiras e que uma só lei vale para todos. É uma oportunidade de para mudar a sociedade”, afirma Annie Surgier, porta-voz da Liga Internacional dos Direitos das Mulheres.

O órgão apresentou, nesta semana, uma lista de reivindicações que inclui número igual de eventos para os dois gêneros e a reserva de 50% dos postos de comando das entidades esportivas reservados para mulheres. Além disso, foi feito um pedido para reforçar o caráter de neutralidade do esporte, banindo símbolos políticos ou religiosos.

O motivo dessa última demanda foi a exigência da Arábia Saudita para a estreia de suas mulheres nos Jogos: só poderiam competir com o corpo coberto. Nos Jogos de Pequim, em 2008, 14 países competiram com mulheres usando véus.

“Queremos que todas as mulheres do mundo tenham acesso ao esporte e possam competir nas Olimpíadas. E vestir o que quiserem”, diz Anne-Marie Lizin, presidente honorária dos Senado da Bélgica.

Do Uol
Ig
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