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Arquivos para a junho 20th, 2012

Rio+20 - Foto: José Paulo Tupynambá

As senadoras Ana Rita (PT-ES), Lídice da Mata (PSB-BA) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) participaram ontem do evento ONU Mulheres. O fórum, presidido pela ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, reuniu mulheres notáveis de todo o mundo, em evento paralelo à Rio+20. Elas discutiram as relações das mulheres com o Poder, os movimentos sociais, a inovação e a economia verde, entre outros temas.

Para Vanessa, o evento ganhou ainda maior relevância por estar inserido no viés que a sociedade e o governo brasileiro imprimiram à Rio+20: tratar do meio ambiente sob a óptica da sustentabilidade e da inclusão social.

— Não podemos imaginar um modelo de desenvolvimento sustentável para o mundo, que se preocupe com a inclusão e com a diminuição da miséria, sem nos preocuparmos com as mulheres. Elas são as maiores vítimas da pobreza, da sanha do capitalismo — afirmou a parlamentar, acrescentando que as mulheres pobres, negras e de famílias grandes são ainda mais excluídas.

A senadora disse que, apesar de ser um exemplo para muitos países, a democracia brasileira ainda está em “franco processo de construção” — o que pode ser observado, segundo ela, pela condição das mulheres.

— Nesta democracia em que a gente vive, nós, mulheres, ocupamos menos de 10% das cadeiras do Parlamento. — disse.

Lídice da Mata ressaltou a importância de a reunião mostrar que as questões ambientais são valorizadas pelas mulheres de todas as nações. De acordo com ela, o desenvolvimento e a sustentabilidade fazem parte da óptica feminina.

Já Ana Rita confia no sucesso da Rio+20 e disse que o planeta espera posições mais audaciosas do encontro.

Do Jornal do Senado

Dilma discursa na inauguração do Pavilhão Brasil

A presidenta Dilma Rousseff deve desembarcar agora de manhã no Rio, depois de passar os últimos dois dias na Cúpula do G20, no México. Ela passa a manhã no hotel em despachos internos e depois almoça com o presidente da França, François Hollande. À tarde, a presidenta abre oficialmente a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e tem mais duas reuniões bilaterais.

Inicialmente, Dilma pretende se reunir em audiências privadas com oito a dez chefes de Estado e Governo. À tarde, ela conversa com os presidentes do Senegal, Macky Sall, e da Nigéria, Goodluck Jonathan. Há ainda a previsão de reuniões com os primeiros-ministros da China, Wen Jiabao, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. A agenda dela ainda está sendo fechada, segundo assessores.

Em sua primeira visita ao Brasil como presidente eleito, Hollande, que é defensor das discussões sobre desenvolvimento sustentável, também pretende tratar com Dilma da venda dos 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). A francesa Dassault, fabricante do Rafale, a sueca Saab, que fabrica o Gripen, e a norte-americana Boeing, do F-18 Super Hornet, disputam a venda.

Com os africanos, a presidenta deve conversar sobre as possibilidades de ampliação de parcerias e cooperação com o Senegal e a Nigéria. A África ganhou destaque no documento preliminar da Rio+20. Em vários parágrafos, os representantes dos 193 países se comprometem a consolidar esforços para garantir a melhoria da qualidade de vida no continente africano.

Com a Turquia, o Brasil tem uma relação estreita que abrange várias negociações no Oriente Médio. Um dos temas da reunião de Dilma com Erdogan deve ser o agravamento da crise na Síria, que já dura mais de 15 meses e matou pelo menos 12 mil pessoas. Os turcos, diferentemente de nações vizinhas à Síria, cobraram ações mais concretas do presidente sírio, Bashar Al Assad, e condenaram a violação de direitos humanos na região.

Na conversa com Jiabao, Dilma deverá reforçar a atuação do Brics (grupo formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul) além de temas bilaterais, pois atualmente os chineses são os principais parceiros do Brasil. No mês passado, Jiabao disse à presidenta que a China quer ampliar e aprofundar as relações com a América Latina. A China superou os Estados Unidos em 2009, tornando-se a principal parceira comercial do Brasil.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, também pediu audiência, mas ainda não há confirmação. A presença de Ahmadinejad no Rio gerou, no dia 17, protestos de manifestantes. Para eles, o iraniano prega um discurso de discriminação. Mas o Brasil é apontado pelos iranianos como parceiro diferenciado.

O apreço do Irã pelo Brasil foi motivado pelo esforço do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em tentar negociar o fim das resistências internacionais aos iranianos. Ele foi um dos mediadores do acordo de paz, que foi rejeitado pela comunidade internacional. As negociações foram conduzidas pelo Brasil e pela Turquia. Nos últimos anos, os iranianos são alvo de sanções internacionais por suspeitas em seu programa nuclear.

Sobre a Rio+20

Vinte anos após a Eco92, o Rio de Janeiro volta a receber governantes e sociedade civil de diversos países para discutir planos e ações para o futuro do planeta. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre até o dia 22 de junho na cidade, deverá contribuir para a definição de uma agenda comum sobre o meio ambiente nas próximas décadas, com foco principal na economia verde e na erradicação da pobreza.

Depois do período em que representantes de mais de 100 países discutiram detalhes do documento final da Conferência, o evento se prepara para ingressar na etapa definitiva. De quarta até sexta, ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Rio+20 com a presença de diversos chefes de Estado e de governo de países-membros das Nações Unidas.

Apesar dos esforços do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, vários líderes mundiais não estarão presentes, como o presidente americano Barack Obama, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro ministro britânico David Cameron. Além disso, houve impasse em relação ao texto do documento definitivo. Ainda assim, o governo brasileiro aposta em uma agenda fortalecida após o encontro.

Do Terra

Rio+20

Processo de escolha das recomendações registrou mais de 1,3 milhão de votos.

A participação ativa da sociedade civil já pode ser considerada uma das marcas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O espaço de diálogo social foi ampliado graças a uma iniciativa inédita do governo brasileiro, os “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”, realizados com apoio das Nações Unidas e que atraiu mais de 13 mil internautas e um público médio de 1,3 mil participantes nas atividades presenciais, realizadas no Riocentro.

“Não há possibilidade de pensar desenvolvimento sustentável sem o pilar da participação social e democrática”, disse nessa terça-feira (19), em entrevista coletiva na Rio+20, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Para o ministro, os números da participação social reafirmam que a decisão brasileira de propor a ampliação dos canais de diálogo foi acertada. “A experiência brasileira tem nos ensinado a eficácia da participação social. O único caminho possível para encontrarmos a perspectiva real do desenvolvimento sustentável é colocar mais gente na mesa de discussão”, afirmou.

A etapa virtual dos “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável” tratou de dez temas, mediados por especialistas de dez universidades brasileiras e de outras 20 instituições estrangeiras, na proporção de três para cada eixo temático. Na etapa presencial, a discussão reuniu, de 16 a 19 de junho, especialistas de diferentes partes do mundo no plenário central da Rio+20.

O ponto de partida foram as recomendações mais votadas e aprovadas na etapa virtual, quando cerca de 63 mil internautas participaram com mais de 1,3 milhão de votos. Cada sessão produziu três recomendações que serão repassadas aos chefes de Estado e de governo, que participam a partir desta quinta-feira (20) da Cúpula de Alto Nível da conferência.

Cúpula dos Povos – A Cúpula dos Povos é outro espaço de ampla participação social que contou com apoio do governo brasileiro. Mais de 30 mil pessoas participam diariamente das 681 atividades inscritas por organizações e redes sociais e de outras 330 promovidas por entidades estrangeiras. No total, são 36 tendas de atividades autogestionadas e outras 14 de temas variados.

O espaço atraiu cerca de 14 mil ativistas de diferentes regiões do Brasil e do mundo. A participação popular tem sido grande também nos demais endereços da conferência como Forte de Copacabana, Galpão da Cidadania, Espaço Viva Rio e a Arena Socioambiental, um dos espaços mais procurados pelo público.

Da Secom
Ig
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