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Arquivos para a junho 19th, 2012

Michael Fassbender, Noomi Rapace e Charlize Theron lideram elenco afinado com roteiro magistral

Prometheus (Prometheus - EUA - 2012)

Ridley Scott, aos 74, acaba de produzir e dirigir extraordinária metáfora sobre questões marcantes nesse início da segunda década do século 21. As ideologias entraram em colapso. Praticamente todo o planeta se encontra refém da incapacidade do homem responder a questões milenares. Desde os tempos imemoriais, a curiosidade humana especula respostas sobre a nossa origem e o porquê dela. A primeira das disciplinas, a Filosofia, vem tentando ordenar o debate, desde os gregos. Até hoje, não existe unanimidade acerca do assunto, talvez, porque, segundo a própria Filosofia, o conhecimento humano seria imperfeito e, portanto, incapaz de chegar à verdade que também seria absoluta. Essa é a temática de Prometheus (Prometheus - EUA – 2012), o novo e espetacular filme de Ridley Scott, que acaba de ser lançado no circuito nacional. Nele, o diretor esteve bem à vontade. Ficção científica foi o gênero que o consagrou, com Alien, O Oitavo Passageiro (1979) e Blade Runner, O Caçador de Andróides (1982). Ambos, inclusive, consolidaram as carreiras cinematográficas de estrela e astro de primeira grandeza: Sigourney Weaver e Harrisson Ford. O cineasta volta ao tema, com épico que mescla gêneros, tendência praticada hoje por 10 entre 10 diretores. Em Prometheus, predomina efetivamente a ficção científica. Craque, Scott ali introduziu fortes doses de suspense e algumas boas pitadas de terror, que mantêm a plateia de olhos bem abertos, desde o início aos créditos finais, em viagem entre galáxias que dura vários anos.

Filme evita clichês e revive 2001, de Kubrick

Nem Spielberg ou George Lucas. Também nada a ver com James Cameron e outros avatares adolescentizados. Com Prometheus, Ridley Scott refez o contato com o maior filme de ficção científica de todos os tempos, 2001, Uma Odisséia no Espaço, obra-prima do magistral Stanley Kubrick em aliança com o escritor Arthur Clarke. Além das questões de ordem filosófica, Ridley Scott trouxe de volta robô enigmático, agora chamado David, que tem papel preponderante na evolução da trama. Exatamente como o inescrutável HAL 2000 do filme de Kubrick, cuja sigla é formada exatamente pelas letras do alfabeto ocidental atrasadas em uma casa, que dariam origem a mais poderosa marca de computadores de então — HAL/IBM (Seria um merchandising?). O HAL de agora não pisca, nem é feito de metal; é um ser como os demais tripulantes — apenas “não tem alma”, como é explicado no começo. Para vivê-lo, Scott escalou um dos atores de maior evidência do momento, ninguém menos que Michael Fassbender, que acabara de conseguir a proeza de interpretar, em um mesmo ano (2011), dois personagens difíceis: o doutor Carl Jung em Um Método Perigoso e o insaciável (sexualmente) publicitário novaiorquino Brandon, em Shame. Prometheus é um filme para ser assistido com olhar atento. Nada ali é previsível. Muito menos o desfecho. Numa só palavra, genial.

Duas belas em performances dramáticas inesquecíveis

Além de Fassbender, duas atrizes, em confronto permanente, lideram a narrativa. Noomi Rapace, que já havia atuado na primeira produção (sueca) de Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (2008) — aliás, bem mais fiel ao texto original do que a recém-lançada versão americana. Agora, ela é a doutora Elizabeth Shaw, cientista cuja descoberta em remota caverna de ilha escocesa vai dar origem à missão rumo às origens da raça humana. Seu contraponto: a poderosa e estonteante Meredith Vickers (Charlize Theron), inatingível objeto de desejo de quase todos os homens que formam a tripulação. Caráter nenhum, é dona de segredo que pode significar o êxito ou o fracasso da missão.

Fotografia e música em sintonia com a dimensão do filme

Impossível não deixar de admirar a sequência inicial repleta de panorâmicas arrebatadoras. Todas elas. Trabalho do diretor de fotografia Dariusz Wolski, que contou com a trilha sonora assinada pelo premiado Arthur Fenn para potencializar o material captado. Isso acontece nos primeiros minutos. Já a partir dai, o espectador, inconscientemente, passa entender que terá nas duas horas seguintes um filmaço.

Lawrence da Arábia, indício para a chave do “enigma David

Durante os anos que a nave leva para chegar ao seu destino, apenas um personagem se mantém ativo: o robô David (Fassbender). Sua maior diversão, nesse período, é ver e rever o filme Lawrence da Arábia (1962), que é “reprisado” em longas sequências. Faz do personagem-título o seu ídolo, inclusive lhe imitando os trejeitos, corte de cabelo e modo de falar. Além de permitir às novas plateias uma pequena visão do extraordinário trabalho de Peter O´Toole, como T.E. Lawrence, Ridley Scott revela importante indício de como o “robô sem alma” se comportará nas sequências finais.

Em busca dos “engenheiros” que conceberam a raça humana

A narrativa é iniciada em 2089, quando dois cientistas descobrem, em longínqua ilha escocesa, indícios que poderiam localizar, em definitivo, seres inteligentes que, em passado distante, teriam criado a raça humana. Tal descoberta desperta o interesse de gigantesca (e misteriosa) corporação que decide financiar missão à galáxia onde estariam os “engenheiros” que nos criaram. Além de sofisticadíssimos equipamentos, carregavam na bagagem enorme quantidade de perguntas. Simples assim. Tal e qual os dois astronautas de 2001, que buscavam em misterioso monolito negro asolução para o enigma da vida, os tripulantes de 2094 também irão se deparar com situações absolutamente imprevisíveis.

Título em português: Prometheus
Título na língua original: Prometheus
Ano da produção: 2012
País de origem: EUA
Direção: Ridley Scott
Elenco: Michael Fassbender, Noomi Rapace, Charlize Theron
 

Escrito por José Jardelino da Costa Júnior

Dilma Rousseff

Colegiado pretende reunir todos os documentos existentes em Minas Gerais sobre as agressões sofridas por Dilma Rousseff durante a ditadura. Expectativa é de que existam outros depoimentos semelhantes ao prestado pela presidente, em 2001.

A Comissão da Verdade vai recolher os documentos existentes no Conselho Estadual dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Cnedh-MG) relacionados à tortura sofrida pela presidente Dilma Rousseff durante a ditadura, divulgados com exclusividade pelo Correio/Estado de Minas. A comissão também investigará os fatos relacionados ao episódio, classificado pelo coordenador da comissão, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, como “chocante”. Em um depoimento em 2001, Dilma relata a forma em que foi agredida pelos seus algozes, quando pertencia a grupos de esquerda.

De acordo com o ministro, há a possibilidade de existir outros documentos semelhantes que podem esclarecer outros episódios ocorridos durante o regime militar, envolvendo não apenas a presidente, mas outras pessoas. “Se o Correio e o Estado de Minas descobriram isso, deve haver outro tanto”, afirmou Gilson Dipp, que ficou impressionado com os relatos de Dilma, feita a uma equipe do Cnedh-MG quando ainda era secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul. “É impressionante”, observou o coordenador da Comissão da Verdade, que desconhecia documentos semelhantes. O ministro também não sabia que a cidade de Juiz de Fora tinha sido um dos locais de tortura da ditadura.

Do Correio Braziliense

Fátima Bezerra (PT-RN)

A Comissão de Educação e Cultura aprovou as emendas do Senado ao Projeto de Lei 1128/03, do ex-deputado Carlos Abicalil, que autoriza o Executivo a criar o Programa Nacional de Saúde Vocal do Professor da Rede Pública. A aprovação foi pedida pela relatora, deputada Fátima Bezerra (PT-RN). As emendas do Senado serão analisadas agora pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). O projeto ainda passará pelo Plenário.

O programa consiste em exames de prevenção odontológica, atendimento médico e fonoaudiológico para reabilitação vocal e treinamento semestral ministrado por médicos e fonoaudiólogos sobre saúde vocal e uso adequado da voz. A atuação dos médicos na reabilitação e capacitação foi incluída no texto por duas emendas do Senado, onde o projeto foi aprovado em 2010, e incorporada ao projeto pela deputada Fátima Bezerra.

A relatora destacou que os problemas de voz são a principal causa de afastamento por licença médica de professores nas escolas públicas. Para ela, a implantação do Programa de Saúde Vocal “poderá reduzir as despesas com as contratações de professores substitutos”.

Do Jornal da Câmara

Ministra Eleonora Menicucci Foto: Tomás Faquini/SPM

Publicado no jornal Correio Braziliense, em 17 de junho de 2012, artigo escrito pela Ministra Eleonora Menicucci trata das oportunidades da Rio+20 para a inclusão social e a igualdade entre homens e mulheres.

Sustentabilidade com as Mulheres

A Conferência Rio+20, essa janela de oportunidade única, se realizará em sua plenitude por meio de dois compromissos: o da inclusão social, como inegociável; e o da incorporação das mulheres como propulsoras do desenvolvimento sustentável. Para a implementação de um novo modelo de sustentabilidade, devemos considerar uma reordenação da divisão sexual do trabalho e da carga produtiva e reprodutiva das classes sociais.

A participação de todas as populações, classes sociais, etnias, cores, credos e tendências é o cimento sine qua non do processo que materializa uma nova atitude no mundo. Mas o debate da inclusão que se trava no momento no Brasil aponta equívocos, como o de acusar a nova classe média que começa a se apropriar de fatia ainda pequena do célebre bolo por tanto tempo prometido, de praticar um consumo “irresponsável”. O que precisa ser inserido no debate é a lembrança de que as classes sociais de maior poder aquisitivo é que têm praticado, secularmente, um consumo predatório.

Isso não elimina a convicção de que mudar o paradigma e a atitude de consumo é uma necessidade de todas as classes sociais. Mas como pôr no mesmo patamar uma pequena renúncia ao consumo por parte de quem nunca se aplicou limites, como é o caso dessas classes de maior poder aquisitivo, e a renúncia absoluta de quem sempre foi forçado a viver abaixo do limite, justamente no momento em que, por justiça, começa a desfrutar?

A outra questão central para um novo modelo se firmar via Rio+20 é o reconhecimento e incorporação da contribuição das mulheres à economia e ao desenvolvimento de múltiplas estratégias para enfrentar a pobreza e preservar os diferentes conhecimentos; da sua contribuição com práticas fundamentais para a sobrevivência e a sustentação da vida.

Isso foi reconhecido pelo Consenso de Brasília, aprovado em 2010 na XI Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe. Portanto, quando se fala em recorte de gênero no âmbito da Rio+20, fala-se na perspectiva transformadora que se abre por força da ótica proposta pelas mulheres e seus movimentos, fala-se em pensar os impactos de todas as políticas na vida de mulheres e de homens.

O Consenso de Brasília chama a atenção para o fato de que o acesso à propriedade da terra, à água, aos bosques e à biodiversidade em geral é mais restrito para as mulheres que para os homens; que o uso desses recursos naturais está condicionado pela divisão sexual e secular do trabalho; que a poluição ambiental tem impactos específicos sobre as mulheres na cidade e no campo.

A IV Conferência Mundial sobre a Mulher (Pequim, 1995) já incluía item específico sobre a mulher e o meio ambiente, e defendia: a) Envolver a mulher na adoção de decisões relativas ao meio ambiente; b) Integrar a perspectiva de gênero nas políticas e programas do desenvolvimento sustentável; e c) Fortalecer ou estabelecer mecanismos, em nível nacional, regional ou internacional, para avaliar o impacto das políticas de desenvolvimento e ambientais na vida das mulheres.

Todo esse acumulado de visões ecoa no Plano Nacional de Políticas para as mulheres, da Secretaria de Políticas para as mulheres, da Presidência da República. Nele, a justiça social e a equidade são articuladas sob os aspectos econômicos, políticos, sociais, culturais e ambientais.

Simultaneamente, não podemos pensar em um mundo sustentável que aceite a violência contra as mulheres e a exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres, tampouco o tráfico de pessoas. Não podemos pensar em um mundo sustentável que aceita uma educação discriminatória, sexista e racista. Nem numa economia verde que conviva com a diferença salarial ainda existente entre mulheres e homens.

Pensar o desenvolvimento sustentável com a inclusão das mulheres significa reconhecer o trabalho doméstico como trabalho decente, à semelhança de qualquer outro trabalho. Implica reconhecer a ação de cuidado e o autoconsumo, ainda concentrados nas mulheres, como elementos de sustentação da vida cotidiana que devem ser compartilhados pelos homens e por toda a sociedade.

Isso tudo compõe – aí, sim – um novo paradigma de desenvolvimento, em que sustentabilidade e desenvolvimento se associarão de forma estrutural a uma igual distribuição do trabalho e dos bens – à igualdade, enfim, entre mulheres e homens.

Eleonora Menicucci

Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República

Do Site da Secretaria de Políticas para Mulheres
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