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Arquivos para a junho 18th, 2012

Ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet Foto: Agência Brasil

O documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será entregue aos chefes de Estado e de Governo, deve contemplar de forma satisfatória, com importantes avanços, a questão da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres. A avaliação foi feita hoje (18) pela subsecretária-geral e diretora executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet.

Segundo ela, que concedeu entrevista coletiva no Riocentro, zona oeste do Rio de Janeiro, o texto, que ainda está em negociação, traz a ideia chave das mulheres como força motriz do desenvolvimento sustentável e tem parágrafos específicos sobre o tema.

“A redação, é claro, ainda pode ser melhorada, mas ele [documento] trata sobre essas questões do empoderamento das mulheres, de aumentar a participação das mulheres nos processos decisórios e na economia e do fortalecimento dos direitos das mulheres. A linguagem é boa e esperamos que continue nessa direção”, afirmou.

Ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet também ressaltou que houve uma preocupação para que a questão não ficasse restrita aos parágrafos que versam sobre o tema, mas que fizesse parte, de maneira transversal, de outros importantes assuntos que compõem o documento, como a erradicação da pobreza, os oceanos e as cidades.

“As mulheres têm papel importante no desenvolvimento sustentável em várias perspectivas e é por isso que não podem estar restritas a uma só área. Precisamos das mulheres na arena política, nos processos decisórios, na implementação de políticas públicas, também na arena econômica, em toda a cadeia de suprimento”, acrescentou.

Ela destacou que, de acordo com relato da ex-primeira ministra da Noruega e enviada especial do secretário-geral das Nações Unidas, Gro Brundtland, a participação feminina no mercado de trabalho norueguês chega a 75%. Na América Latina, entretanto, ela alcança 53% em média e está geralmente associada aos setores informais.

“Precisamos aumentar a capacitação das mulheres para que elas contribuam ainda mais para a economia mundial, mas também precisamos delas porque tomam decisões todos os dias em aspectos relacionados ao uso da água e da energia, por exemplo. Precisamos delas para garantir que as três dimensões do desenvolvimento sustentável [social, econômica e ambiental] estejam de fato integradas”, ressaltou.

Da Agência Brasil

Prótese defeituosa da PIP retirada de paciente na França Foto: REUTERS/Eric Gaillard

Após uma polêmica que se espalhou por diversos países no ano passado, quando se divulgou que as próteses de silicone da empresa francesa PIP eram tóxicas, um relatório britânico apresentado nesta segunda-feira indica que o material usado nos implantes da marca não oferecem riscos à saúde.

As revelações chegam mais de dois anos depois que o escândalo tomou grandes proporções e muitos países chegaram a suspender a venda dos produtos e orientaram milhares de mulheres que tinham próteses da marca a retirá-las.

Em 2011 o dono da Poly Implant Prothese (PIP) chegou a ter prisão decretada pela Justiça da França, após a descoberta de que seus produtos continham silicone industrial que poderia causar câncer e que tinham alto risco de ruptura.

O estudo do Serviço Britânico de Saúde (NHS, na sigla em inglês), liderado pelo diretor médico Bruce Keogh, diz agora que o material usado nas próteses da PIP não são tóxicos nem cancerígenos, embora tenha reiterado que a taxa de ruptura do produto é, de fato, duas vezes maior do que a normal.

Cerca de 47 mil mulheres têm os implantes da PIP na Grã-Bretanha e por volta de 95% delas fizeram a cirurgia em clínicas privadas. A minoria teve as próteses colocadas pelo NHS em operações de reconstrução das mamas em casos de câncer.

Ainda em janeiro a equipe de Keogh havia indicado que não acreditava ter provas suficientes para recomendar a retirada das próteses.

O médico diz que muitos testes em diferentes países “mostraram que os implantes não são tóxicos e portanto não acreditamos que eles representem uma ameaça de longo prazo à saúde das mulheres que possuem os implantes PIP”.

“No entanto, concluímos que estes implantes têm um padrão de qualidade inferior e quando comparados a outros produtos têm uma chance maior de ruptura. Portanto, recomendamos que as mulheres que possuam sintomas de uma ruptura -por exemplo maciez excessiva, dores ou caroços- consultem seus cirurgiões ou clínicos”, acrescentou.

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Café com a Presidenta

O Brasil pode ser referência para outros países que buscam o desenvolvimento sustentável, disse hoje (18) a presidenta Dilma Rousseff em seu programa semanal de rádio. Para ela, o país tem matriz energética mais limpa que as demais nações, é um dos principais produtores de alimentos do mundo e chegou a esses resultados aumentando a qualidade de vida da população, mantendo a maior reserva de água e a maior biodiversidade do planeta..

“Desenvolvimento sustentável é isso (…), são esses três verbos: crescer, incluir e proteger”, resumiu Dilma no programa Café com a Presidenta. “Nosso crescimento econômico é baseado em energia limpa e renovável, produzida por usinas hidrelétricas e biocombustíveis. E é por isso que hoje 45% dessa energia que usamos, tanto para gerar luz elétrica quanto para mover nossos automóveis e nossas máquinas, são renováveis. Um percentual que nos deixa muito à frente do resto do mundo, que tem uma matriz concentrada em fontes fósseis e físseis de energia. Ou seja, em energia de carvão, petróleo ou energia nuclear. Veja só, a diferença, a média internacional do uso de fontes renováveis é 13%!”, lembrou Dilma.

A partir da próxima quarta-feira (20), a presidenta receberá, no Rio de Janeiro, 94 chefes de Estado e de Governo que participarão da reunião de cúpula da conferência Rio+20. O evento será uma oportunidade de discutir alternativas de políticas e iniciativas econômicas e tecnológicas que conciliem expansão econômica e proteção ao meio ambiente. O Brasil apresenta na conferência experiências bem-sucedidas de desenvolvimento sustentável.

“O Brasil também vai mostrar a nossa mais valiosa experiência, reconhecida mundialmente, que foi reduzir a pobreza com crescimento econômico e proteção ao meio ambiente”, disse Dilma. “Somos grandes produtores agrícolas e plantamos com alta produtividade sem destruir o meio ambiente. Isso é sustentabilidade!”. Segundo ela, o país é “um dos três maiores produtores de alimentos do planeta e tem as maiores reservas de água doce.

Da Agência Brasil

 

Os astronautas chineses Liu Wang, Liu Yang e Jing Haipeng e Liu Yang, na Shenzhou 9 nesta segunda-feira (18) (Foto: AP)

Astronautas acoplaram nave Shenzhou 9 a módulo e passarão dias nele. País quer construir estação espacial até 2020.

Três astronautas chineses acoplaram nesta segunda-feira (18), com sucesso, a nave Shenzhou 9 a módulo Tiangong 1, na primeira missão de acoplagem tripulada. É também a primeira viagem com uma astronauta chinesa mulher, Liu Yang.

O lançamento foi anunciado em fevereiro, mas na ocasião foi informado que seria uma nave não tripulada com animais e sementes a bordo para realizar experimentos em condições de gravidade zero e radiação.

É a quarta viagem tripulada da China depois das realizados em 2003 e 2005, e do passeio espacial de 2008.

A viagem é um passo importante para a construção de uma estação espacial chinesa, prevista para 2020.

Liu Yang

A designação de Liu foi anunciada semana passada após um longo processo de seleção que deu preferência a mulheres casadas e com filhos (embora esse não seja o caso da escolhida), devido ao fato de o voo espacial e a possível exposição à radiação poderem causar infertilidade.

Os critérios da escolha são rigorosos. A escolhida tinha, entre outros, de ter dentes perfeitos, pele sem calos ou problemas, bom hálito e odor corporal agradável -o contrário pode ser um problema durante a permanência no espaço.

Do G1

Reprodução: Correio Braziliense

A reportagem exclusiva do Correio Braziliense/Estado de Minas divulgada neste domingo (17/6) sobre as confissões da presidente Dilma Rousseff durante o período da ditadura causou repercussão internacional. O jornal La Nación do Chile destacou que “os documentos revelados adicionam informações a fatos até então desconhecidos: a situação da presidente Rousseff após ser capturada pela ditadura”.

O site ABS.es da Espanha, por meio da agência Reuters, disse que “Rousseff também sofreu espancamentos e teve um dente arrancado, segundo os jornais Correio Braziliense e Estado de Minas”.

O portal 24horas do Peru também citou a reportagem dos jornais do Diários Associados. O site lembrou que os periódicos narram uma entrevista da presidente ao Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais feita em 2001. “[Dilma] lembrou que as marcas da tortura são parte dela e que sua vida mudou para sempre.”

A agência de notícias EFE salientou que as sessões de torturas foram realizadas no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna de São Paulo (DOI-CODI), o principal órgão de repressão e tortura dos opositores políticos.

Relatos

Dilma chorou. Essa é uma das lembranças mais vivas na memória do filósofo Robson Sávio, que, ao lado de uma outra voluntária do Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG), foi ao Rio Grande do Sul coletar o testemunho da então secretária de Minas e Energia daquele estado sobre a tortura que sofrera nos anos de chumbo. Com fama de durona, moradora do Bairro da Tristeza, Dilma tirou a máscara e voltou a ter 22 anos de idade. Revelou, em primeira mão, que as torturas físicas em Juiz de Fora foram acrescidas de ameaças de dano físico deformador: “Geralmente me ameaçavam de ferimentos na face”.

Não eram somente ameaças. Segundo fez constar no depoimento pessoal, Dilma revelou, pela primeira vez, ter levado socos no maxilar, que podem explicar o motivo de a presidente ter os dentes levemente projetados para fora. “Minha arcada girou para outro lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu”, disse. Para passar a dor de dente, ela tomava Novalgina em gotas, de vez em quando, na prisão. “Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o Albernaz (o implacável capitão Alberto Albernaz, do DOI-Codi de São Paulo) completou o serviço com um soco, arrancando o dente”, completou.

Dente podre

“Uma das coisas que me aconteceu naquela época é que meu dente começou a cair e só foi derrubado posteriormente pela Oban. Minha arcada girou para outro lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente deslocou-se e apodreceu. Tomava de vez em quando Novalgina em gotas para passar a dor. Só mais tarde, quando voltei para SP, o Albernaz (capitão Alberto Albernaz) completou o serviço com um soco, arrancando o dente”

Pau-de-arara

“…Algumas características da tortura. No início, não tinha rotina. Não se distinguia se era dia ou noite. O interrogatório começava. Geralmente, o básico era choque. Começava assim: ‘em 1968 o que você estava fazendo?’ e acabava no Angelo Pessuti e sua fuga, ganhando intensidade, com sessões de pau-de-arara, o que a gente não aguenta muito tempo”

Palmatória

“Se o interrogatório é de longa duração, com interrogador ‘experiente’, ele te bota no pau-de-arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes também usava palmatória; usava em mim muita palmatória. Em SP usaram pouco esse ‘método’. No fim, quando estava para ir embora, começou uma rotina. No início, não tinha hora. Era de dia e de noite. Emagreci muito, pois não me alimentava direito”

Tortura psicológica

“Tinha muito esquema de tortura psicológica, ameaças. Eles interrogavam assim: ‘me dá o contato da organização com a polícia?’ Eles queriam o concreto. ‘Você fica aqui pensando, daqui a pouco eu volto e vamos começar uma sessão de tortura’. A pior coisa é esperar por tortura”

Do Correio Braziliense
Ig
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