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Arquivos para a maio, 2012

Para compensar a redução, o projeto acaba com a possibilidade de deduzir a contribuição do Imposto de Renda.

Elcione: redução de alíquota vai estimular formalização do emprego.

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira (30) o Projeto de Lei 7082/10, do Senado, que reduz de 20% para 12% a alíquota da contribuição previdenciária a ser paga por patrões (6%) e trabalhadores domésticos (6%). Atualmente, o empregador contribui com 12% do total do salário, enquanto o empregado contribui com uma alíquota que varia de 8% a 11% do salário recebido.

O parecer da deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA) foi pela aprovação da matéria. Para ela, a redução das alíquotas estimulará a formalização do emprego doméstico, inserindo mais trabalhadoras domésticas no Regime Geral da Previdência Social. “A eventual perda da receita previdenciária decorrente da redução seria compensada pelas contribuições dos novos contribuintes”, argumenta.

O projeto altera a Lei 8.212/91, que trata da organização da Seguridade Social.

Dedução do IR

Como medida compensatória, a proposta revoga a possibilidade de o empregador deduzir do Imposto de Renda (IR) a contribuição previdenciária incidente sobre a remuneração do trabalhador doméstico.

A relatora concorda com a medida, argumentando que, atualmente, as regras para dedução do IR não beneficiam todos os empregadores domésticos, mas apenas os que usam o modelo completo de declaração, ou seja, os que possuem renda mais alta. Os de menor renda, que fazem a declaração no modelo simplificado, portanto, deveriam ser estimulados a formalizar seus contratos.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, já foi aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Da Agência Câmara de Notícias

Ana Amélia conduz debate da Comissão de Educação sobre economia criativa

A chamada economia criativa foi tema de uma audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). O setor abrange desde manifestações artísticas como o Festival de Parintins até a indústria de games, passando por museus, teatros, mercado editorial e design.

Diretor superintendente do Instituto Itaú Cultural, Eduardo Saron apresentou uma série de dados para demonstrar a crescente importância do setor.

Utilizando um levantamento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, ele citou a estimativa de que a economia criativa aumentou de US$ 227 bilhões em 1996 para US$ 424 bilhões em 2005.

As exportações de bens e serviços desse setor registraram crescimento de 8,7% em 2010.

— Mas o Brasil, apesar de ser a sexta economia do planeta, ocupa a 35ª posição nas exportações vinculadas à economia criativa.

De acordo com Saron, os trabalhadores brasileiros inseridos na economia criativa ganham mais do que os trabalhadores de outros setores da economia brasileira: R$ 2.200 (contra R$ 1.500).

Para Leandro Valiati, professor de economia da ­cultura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul

(UFRGS), são necessárias ações institucionais, “formais ou informais”, e políticas públicas para consolidar o setor e permitir que “quem tem poder de mercado possa sobreviver e ser autossustentável e que quem não tem poder de mercado possa ser conduzido a sobreviver”.

— Há segmentos que geram menos emprego e renda, mas que geram desenvolvimento — argumentou.

Representante da Secretaria de Cultura de Goiás, Décio Tavares Coutinho disse que a economia criativa pode ser descrita como “o diálogo entre economia, cultura e tecnologia”.

Segundo Décio, a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, ambas a serem realizadas no Brasil, representam uma oportunidade para o país desenvolver sua economia criativa.

Também participou da audiência Cláudia Leitão, que está à frente da Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura — que ainda está sendo estruturada.

A audiência pública foi realizada por sugestão do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e conduzida pela senadora Ana Amélia (PP-RS).

Do Jornal do Senado

Emenda da relatora considera diarista empregado que só trabalha um dia na mesma casa.
Sandra Rosado alterou o texto original a pedido dos trabalhadores. Foto: Beto Oliveira

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou nesta quarta-feira (30) o Projeto de Lei 7279/10, do Senado, que regulamenta a profissão de diarista. A relatora, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), sugeriu a aprovação da proposta, com emendas. Conforme o texto aprovado, diarista é o trabalhador que presta serviço no máximo uma vez por semana para o mesmo contratante, em ambiente residencial, sem vínculo empregatício. Ele deverá receber o pagamento pelos serviços prestados no dia da diária.

O texto do Senado considera diarista o trabalhador que presta serviço até dois dias por semana para o mesmo contratante.

Como a legislação não define quantos dias são necessários pra se criar vínculo empregatício, atualmente cabe ao Judiciário decidir quem pode ser considerado diarista (trabalhador autônomo, sem vínculo) ou empregado doméstico (com vínculo). Há duas correntes de entendimento: a primeira acredita que o vínculo empregatício do doméstico se configura com a prestação de serviço de, pelo menos, duas vezes por semana, enquanto a outra entende que só há vínculo empregatício a partir da prestação de trabalho por três dias semanais.

Sandra Rosado optou por modificar o número de dias, a partir de sugestões de representantes dos trabalhadores. “Chegou-se a um consenso que mais de um dia de trabalho para o mesmo contratante já deve ser considerado como vínculo empregatício”, explicou.

Inscrição no INSS

A relatora Rosado também retirou do texto a obrigação de o diarista apresentar ao contratante comprovante de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como contribuinte autônomo ou funcional. “A nenhum outro trabalhador autônomo são obrigatórias por lei a inscrição e a contribuição à Previdência Social”, destacou. Segundo ela, a proteção previdenciária é muito importante para qualquer trabalhador, mas a adesão ao sistema público de seguro social deve se dar de forma espontânea, “por um processo de conscientização, e não por imposição da lei”.

De acordo com a autora do projeto, a ex-senadora Serys Slhessarenko, a proposta atende à reivindicação da campanha “Legalize sua doméstica e pague menos INSS”, patrocinado por entidades de empregados domésticos. “Já é hora de resgatarmos a dignidade do trabalho doméstico no Brasil de forma definitiva”, afirmou.

Tramitação

De caráter conclusivo, a proposta será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-7279/2010

 Da Agência Câmara de Notícias

 

Arte RatoFX

O Dia Mundial Sem Tabaco é hoje, 31 de maio, momento para reflexão dos malefícios do fumo e a discussão das conseqüências na saúde para as fumantes. A ginecologista e obstetra, Denise Coimbra, responde as principais dúvidas sobre cigarro e o uso da pílula anticoncepcional.

As principais dúvidas das mulheres se resumem aos riscos e quais outros métodos eficientes de contracepção.

“O melhor é parar de fumar definitivamente. A mulher fumante é mais resistente a largar o vício, mas quando quer engravidar é um momento propício para a tomada de decisão. É importante salientar que os anticoncepcionais e a nicotina são vasos constritores, ou seja, provocam a contração das paredes dos vasos sanguíneos. O uso da pilula anticoncepcional com o passar dos anos, associado à idade da mulher fumante (aproximadamente 35 anos), formam uma combinação perigosa, que pode ocasionar riscos de infartos ou AVC”, esclarece Dra Denise Coimbra.

O cigarro não tira o efeito da pílula anticoncepcional, porém causa muito mal à saúde. “Enquanto jovens, a idade protege das doenças, e dificilmente são percebidas as conseqüências da combinação cigarro e pílula anticoncepcional. Mas os efeitos no corpo estão ocorrendo, por isso o melhor modo de precaução para fumantes é procurar outras alternativas de opções anticoncepcionais, como DIU ou implantes de progesterona”, conclui a ginecologista Denise Coimbra.

Do SEGS

Governo vai investir na agricultura familiar

O governo vai disponibilizar R$ 18 bilhões para crédito de custeio e investimento à agricultura familiar na safra 2012/2013. O anúncio foi feito hoje (30) pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, em resposta à lista de reivindicações apresentada há um mês pelos movimentos de trabalhadores rurais durante o Grito da Terra Brasil. O detalhamento dos recursos será divulgado durante o anúncio do Plano Safra da Agricultura Familiar, que deve acontecer no fim de junho.

As respostas do governo aos 138 itens de reivindicações foram apresentadas pela própria presidenta Dilma Rousseff em reunião com representantes de entidades do campo liderados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). O ministro Vargas disse que, além dos R$ 18 bilhões do Plano Safra, mais R$ 4 bilhões devem chegar aos agricultores familiares por meio de outros programas, como os de assistência técnica e aquisição de alimentos.

“A presidenta Dilma disse que se forem necessários mais recursos, vamos viabilizar mais”, disse Vargas. Ele garantiu que R$ 706,5 milhões para aquisição de terras para assentamentos da reforma agrária este ano não serão contingenciados e a presidenta Dilma determinou o descontingenciamento de R$ 300 milhões para assistência técnica para pequenos produtores. Com a última medida, os recursos para a modalidade chegam a R$ 542 milhões.

O presidente da Contag, Alberto Broch, disse após a reunião que é preciso analisar as respostas para fazer um balanço geral das respostas recebidas do governo. Ele disse que os trabalhadores rurais saíram “satisfeitos em parte” com o que ouviram.

“Houveram avanços importantes principalmente nos custeios e investimentos e descontingenciamento da assistência técnica, mas outros pontos não avançaram. Para a reforma agrária, só o descontingenciamento é pouco”, disse Broch, explicando que os movimentos sociais ligados ao campo pediam “pelo menos” mais R$ 500 milhões para desapropriações.

O governo se comprometeu a aumentar o volume de crédito habitacional para os assentamentos, que passarão a integrar o Programa Minha Casa, Minha Vida, que deve passar de R$ 15 mil para R$ 25 mil por habitação. O pacote de medidas anunciado hoje também inclui ampliação do teto do crédito de custeio de R$ 50 mil para R$ 80 mil por produtor e elevação de recursos para o Pronaf Semiárido e para o Pronaf B, que atende agricultores de mais baixa renda

Para os produtores do semiárido, o limite de crédito, que hoje é R$ 12 mil, poderá chegar a R$ 18 mil. Os agricultores do Pronaf B, que atualmente contam com até R$ 7,5 mil, passarão a ter até R$ 10 mil para custeio.

Segundo o ministro Pepe Vargas, durante a reunião a presidenta reforçou o tratamento diferenciado dado pelo governo à agricultura familiar dentro do Novo Código Florestal Brasileiro. Com os vetos e modificações ao código divulgados na segunda-feira (28), o governo criou condições especiais para os pequenos produtores, como exigência de recompor em quantidade menor as áreas de preservação permanente (APPs), com a possibilidade de usar espécies exóticas.

“A presidenta trabalhou bastante essa questão do código florestal, reforçou a importância da agricultura familiar na produção de alimentos e disse que não podemos tratar igualmente os desiguais”, disse.

Da Agência Brasil

Rio+20

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, em discurso na entrega do Prêmio Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) Brasil, no Palácio do Planalto, que é possível conciliar o crescimento do País com a preservação do meio ambiente. “Mostramos que é possível preservar nossas florestas, nossa biodiversidade, nossos rios, nossas riquezas naturais. É possível tudo isso e, ao mesmo tempo, crescer e desenvolver a produção agrícola e industrial”.

Na semana passada, a presidente Dilma vetou 12 itens do novo Código Florestal Brasileiro e promoveu mais de 30 alterações de redação no texto aprovado pela Câmara dos Deputados. A finalidade foi a de não permitir anistia a desmatadores e proibir a atividade agropecuária em áreas de proteção permanente (APPs).

No disurso de hoje, Dilma disse que distribuir renda, assegurar emprego e garantir serviços públicos de qualidade são fundamentais para o crescimento do País. “Percebemos que a soma de incluir, crescer, proteger e conservar resulta em desenvolvimento qualitativamente melhor e quantitativamente maior”.

Dilma ainda citou a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa dia 13 de junho, no Rio de Janeiro. “Estamos a um mês da Rio+20 e, sem abrir mão dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, temos que dar passos à frente e nossos passos à frente são no sentido do nosso comprometimento com incluir, proteger, crescer e conservar”.

Ao final da cerimônia, Dilma fez uma homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo trabalho dele na busca da erradicação da pobreza. No momento da homenagem, os participantes aplaudiram de pé.

A 4ª edição do Prêmio Objetivos do Desenvolvimento do Milênio Brasil premiou 20 organizações sociais e prefeituras. Foram 1.638 práticas inscritas, sendo 918 de organizações e 720 de prefeituras. Os premiados receberam certificados que comprovam a contribuição para alcançar os ODM. Criado em 2004, o prêmio é coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com o Programa Nacional das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

A partir de debates com a comunidade internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu um conjunto oito metas a serem cumpridas até 2015, relacionadas a questões como redução da pobreza, da mortalidade infantil, garantia de educação básica e combate à aids. Líderes de 191 países – entre eles o Brasil – se comprometeram a seguir as metas, conhecidas como ODM.

Do Terra

Investigação, cujo foco foram as eleições de 2006 e 2010, incluiu entrevistas com 42 parlamentares de quatro Estados.

O Brasil tem apenas de 13% de mulheres no parlamento, ocupando o final da fila na América Latina. O dado é divulgado pela Inter-Parlamentary Union (IPU), órgão que reúne todos os legislativos do mundo e que compila estatísticas sobre a presença de mulheres nestas casas. Por que as mulheres candidatas não conseguem se eleger na mesma proporção que os candidatos homens? Por que as mulheres se apresentam menos na política? Ou, quando se apresentam, o que acontece para que não tenham tanto sucesso? Por que os financiamentos de campanha são sempre menores para as mulheres?

São estas as principais questões colocadas por Rachel Meneguello e Bruno Speck, professores do Departamento de Ciência Política da Unicamp e pesquisadores do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop), no projeto de pesquisa “Mulheres e Negros na Política – Estudo exploratório sobre o desempenho eleitoral em quatro estados brasileiros”. Financiada pela Unifem, órgão das Nações Unidas para Empoderamento das Mulheres (agora ONU Mulher), a pesquisa incluiu entrevistas em profundidade com 42 parlamentares e membros de partidos do Pará, São Paulo, Santa Catarina e Bahia, com o objetivo de avaliar os constrangimentos e obstáculos que poderiam explicar a baixa representação de mulheres e negros no parlamento. O foco esteve nas eleições de 2006 e 2010 e em nove partidos: PT, PSB, PP, PMDB, PSDB, PSOL, PCdoB, PDT e DEM.

“Durante as entrevistas com as mulheres candidatas ou parlamentares, algumas dimensões relativas ao acesso à política ficam muito claras. Uma delas é a trajetória política. Boa parte delas tem uma trajetória muito convencional e tradicional na política brasileira, que é a relação de família: o marido, o pai, o avô e até o bisavô político. E, quando não existe esta tradição de família, vemos os casos de mulheres com uma militância importante nos movimentos sociais, como de mulheres, negros, estudantes e agricultores, e o ingresso em partidos de esquerda”, afirma Rachel Meneguello, que é diretora do Cesop.

Segundo a pesquisadora, a hipótese de que as mulheres teriam menos interesse pela política, está presente na própria fala de algumas entrevistadas, que culpam as demais pela baixa representatividade no parlamento. “Ainda existe este preconceito em relação a si mesmas. O que de fato acontece – e aí entra outra dimensão da nossa pesquisa – tem a ver com a presença do machismo. Sobretudo as casadas e com filhos, que têm atribuições domésticas, enfrentam grande dificuldade para dar conta de uma carreira política e do casamento. Dentre as entrevistadas, mais de 20% são separadas. Eleita, a mulher não se ocupa apenas de legislar, ela tem uma vida dentro do partido e precisa compatibilizar as atividades com sua vida privada.”

Rachel Meneguello ressalta que os partidos são estruturas consagradas como de domínio masculino, onde é difícil que mulheres se destaquem, mesmo em São Paulo, que apresenta outro grau de competição política e abertura para o ingresso de novos atores. “Como exemplo, Marta Suplicy, apesar da imagem pública de destaque como mulher de televisão, entrou na política com o apoio de Eduardo Suplicy – são relações que não acontecem somente no Nordeste, onde se supõe que concentra traços da política tradicional e familiar. Na vida parlamentar, o preconceito aparece contra as mulheres, principalmente as negras. Dezesseis entrevistadas que se declararam negras foram tratadas com diferença, primeiro como mulher, na pouca importância dada às suas opiniões, e também por meio de um racismo velado, difícil de medir.”

Outro aspecto observado na pesquisa, de acordo com a professora, é a visão essencialista da diferença que a mulher faz na política, em que as próprias entrevistadas se colocam como mais honestas e mais capazes para tratar determinadas questões. “Alguns dizem o tempo todo que Dilma Rousseff não tem liderança nem traquejo político e, quando ela coloca mulheres em cargos-chave, desperta preconceitos dos mais variados. Entretanto, todos os entrevistados chamam a atenção para a importância pelo menos simbólica da presença de uma mulher na Presidência. Não se tem a ilusão de que isso mudará a dinâmica da política nacional, mas vai se criando a percepção de que as mulheres podem ter acesso a outras instâncias, seja de trabalho, seja de representação política.”

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) que investiga a situação da violência contra a mulher no Brasil aprovou, nesta terça-feira (29), a convocação dos secretários de Saúde e Segurança Pública de Santa Catarina, Dalmo de Oliveira e César Grubba. Eles já haviam sido convidados por duas vezes para audiências – uma delas ocorrida em Florianópolis – nas quais deveriam falar sobre o quadro de insegurança das mulheres do estado.

- O objetivo da CPI não é enfrentar as autoridades, pelo contrário, é reforçar a estrutura do Estado e das instituições. Isso exige parcerias entre a CPI e as entidades, mas exige também compromisso e resposta – disse a presidente da comissão, deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG), ao defender a convocação dos secretários.

Os dois secretários de Santa Catarina enviaram representantes à audiência desta terça-feira (29), mas a CPI optou por não os ouvir. A comissão transformou, então, o convite aos secretários em convocação.

Ainda nesta terça-feira seria realizada uma nova reunião da CPI da violência contra a mulher, às 19h na liderança do PT no Senado, para que seja preparada a próxima audiência pública, a ser realizada em Alagoas, na sexta-feira (1° de junho).

 Da Agência Senado

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da violência contra a mulher no Brasil ouve hoje autoridades de Santa Catarina sobre o tema. Foram convidados os secretários de Saúde do estado, Dalmo Claro de Oliveira; e de Segurança Pública, César Augusto Grubba.

Na audiência pública que foi realizada em Santa Catarina, os secretários não compareceram e enviaram representantes. De acordo com a secretaria da CPMI, a Lei Maria da Penha não vem sendo aplicada em sua plenitude nos Estados e os parlamentares querem saber dos secretários porque isto está acontecendo.

A reunião será realizada na sala 13 da Ala Alexandre Costa do Senado, às 14 horas.

Da Agência Câmara de Notícias

 

Zarifa Qazizadah é chefe política e xerife de Naw Abad, o que a obriga a se vestir de homem em patrulhas Foto: Afghan Eyes/BBC Brasil

Em um país em que as mulheres ainda lutam por seus direitos mais básicos, Zarifa Qazizadah conseguiu o improvável: tornou-se a chefe política de um vilarejo. Zarifa é responsável pela administração da vila de Naw Abad, no Afeganistão, e também atua como uma espécie de xerife local. A tarefa às vezes lhe exige usar roupas masculinas e até um bigode falso para não chamar a atenção enquanto dirige sua motocicleta à noite.

“Eu digo para os homens da vila: eu só preciso de suas preces”, diz Zarifa. “Quando vocês tiverem um problema, eu falarei com o governador em seu nome. Quando houver confusão à noite, vou pegar a minha arma e conferir o que está acontecendo”.

Com 15 filhos e 36 netos, Zarifa, 50 anos, se candidatou a um cargo no Parlamento afegão em 2004, prometendo levar eletricidade para Naw Abad. Na época, virou piada entre os homens da vila, mas mesmo após perder a eleição cumpriu a promessa. Dois anos mais tarde, os mesmos homens apoiaram sua candidatura para líder do vilarejo, na província de Balkh, no norte do Afeganistão.

Hoje, Zarifa vigia as redes de distribuição de eletricidade com especial zelo e se alguém tenta fazer um “gato”, uma conexão clandestina com a rede elétrica, está pronta para agir. “Não posso deixar que isso aconteça porque temos que respeitar a lei”, explica.

Mulheres no poder

Outras mulheres vêm ocupando cargos importantes no país nos últimos anos. Habiba Sarabi foi a primeira mulher a governar uma província afegã, em 2005. Fawzia Koofi tornou-se a primeira vice-presidente do Parlamento afegão. Um quarto dos assentos no Legislativo do país estão reservados para mulheres. Além disso, algumas promotoras estão lutando para reformar a maneira como a lei é aplicada.

Zarifa não é a primeira mulher chefe de um vilarejo afegão – a primeira a ocupar o cargo morreu recentemente, em uma aldeia próxima a Naw Abad. Mas a população ainda é pouco acostumada à visão de mulheres em cargos normalmente ocupados por homens. “Quando algo acontece na vila à noite, tenho de agir rápido. Coloco roupas de homem e saio em minha motocicleta”, afirma Zarifa.

Mulheres nas áreas rurais do Afeganistão raramente são vistas dirigindo sozinhas, por isso Zarifa precisa usar trajes masculinos para evitar chamar atenção. Às vezes, ela também ajuda a desatolar jipes com tratores. “Ela faz todo o trabalho que os homens não fazem”, diz Molavi Seyyed Mohammad.

Teimosia

Zarifa não aceita um não como resposta. Para manter a promessa de levar eletricidade para Naw Abad, ela viajou para Cabul e exigiu uma conversa com o ministro de Energia, Shaker Kargar. O ministro aceitou recebê-la no dia seguinte e deu seu apoio para o projeto, mas disse que a vila precisaria pagar pelos cabos e postos de eletricidade.

Zarifa, que havia vendido algumas joias para pagar a viagem até a capital afegã, fez um empréstimo e hipotecou novamente a sua casa para levantar recursos para a empreitada. Cinco meses mais tarde, todos em Naw Abad tinham luz elétrica. “Foi nessa época que as pessoas começaram a reconhecer meus esforços”, diz Zarifa.

Os recursos obtidos com o sistema de eletricidade foram usados para a construção de uma nova ponte ligando Naw Abad a uma rodovia. Zarifa também patrocinou a construção da primeira mesquita de Naw Abad, na qual homens e mulheres rezam juntos, ao contrário do que ocorre nas principais mesquitas do país.

“Quando as pessoas perceberam os avanços que eu estava conseguindo com esses projetos, começaram a fazer sua parte”, afirma Zarifa. “Agora elas podem rezar em seu próprio vilarejo e os meninos da região não precisam ir longe para aprender sobre o Corão.”

Vida de casada

Zarifa casou-se com apenas 10 anos e aos 15 já era mãe. Ela passou a maior parte de sua vida em um vilarejo remoto com a família do marido. Em suas palavras, era pouco mais que uma serviçal.

Quando o Talibã chegou ao poder, Zarifa se mudou com a família para a capital regional, Mazar-e-Sharif, e começou a trabalhar como voluntária em projetos de vacinação infantil e alfabetização de meninas. Hoje, além de líder política do vilarejo, ela também é chefe do conselho local de mulheres e organiza reuniões em sua casa para encorajar outras mulheres a seguirem o seu exemplo.

“Eu era dona de casa como vocês”, explicou para 50 mulheres, em um desses encontros. “Hoje, eu posso me reunir com 1.000 pessoas. Discuto os mais variados temas com autoridades. No Ocidente, as mulheres podem ser presidentes. Essas mulheres são corajosas e podem conseguir muito.”

 Do Terra
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