"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Arquivos para a março, 2012

Arte Ratofx

Eu estou aqui tentando não pensar em você porque eu disse que poderia viver muito bem sem a sua presença na minha vida. Agora não quero passar por mentirosa pra mim mesma. Então navego na internet, coloco um filme, pego um livro. Não me concentro em nada, apenas em tentar não te ver cada vez que fecho os olhos. Vou até a cozinha e abro a geladeira. Faço isso 30 vezes, como se fosse um ritual. Como se em algum momento você fosse sair de dentro da geladeira me pedindo pra reconsiderar.

O que eu te diria? Ah, eu diria que quando estou de cabeça quente só falo bobagens, que por trás dessa aparência de mulher durona tem uma menina frágil querendo colo, diria pra esquecer. Essas coisas, sabe? Daí eu sairia correndo, pularia nos seus braços e a gente se beijaria. Um beijo de filme. Ou o beijo da foto. É! Aquela que eu gosto do marinheiro com a enfermeira no fim da Segunda Guerra.

E mais quarenta minutos se passaram sem que eu conseguisse tirar você da cabeça. Controle, foco, disciplina. De novo. Valendo. Televisão é maçante. Escolho livro. Poesia. Isso, a alma precisa de poesia. Pausa para banheiro. Nota mental: poesia não é boa companhia para esquecer um amor. Autoajuda talvez. Esses eu só leio em casa, sozinha. Tenho vergonha de ler na frente dos outros. Você ria tanto das minhas vergonhas. Me apertava como se eu fosse criança e ria de jogar a cabeça pra trás. Aí eu perdia a vergonha, lembra?

Quase consegui. Dessa vez passei de uma hora. Quem sabe se eu rasgar as suas fotos, suas cartas. Talvez isso ajude a apagar as memórias. Daí até esquecer de vez é um pulo. Quase automático, imagino. Deve funcionar. É isso. Vou rasgar, queimar, dar um fim nas provas físicas da sua existência. Agora!

Não, agora não. Daqui a pouco.

Agora vou lá na cozinha pegar uma água.

Não, nem passou pela minha cabeça a ideia de te procurar na geladeira.

Só quero água mesmo.

É sério.

Carolina Vianna

 

 

Carolina Vianna é fotógrafa, Poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.

Dia 31 de Março: Apague suas luzes!

Hora do Planeta bateu novos recordes: 147 países e mais de 5 mil cidades apagarão as luzes amanhã. No Brasil, até o momento são 125 cidades, das quais 24 capitais.

A um dia da Hora do Planeta, 147 países estão se preparando para apagar as luzes. No Brasil, 24, das 26 capitais estaduais, vão participar do movimento que se espalhou por todas as regiões do país, com três estreantes: Porto Velho/RO, Macapá/AP e Boa Vista/RR . Serão 546 monumentos apagados em 125 cidades.

No Rio de Janeiro, cidade oficial do movimento no Brasil, as luzes do Cristo Redentor, da orla de Copacana, dos Arcos da Lapa e muitos outros símbolos serão apagadas às 20h30. O evento, organizado pelo WWF-Brasil, acontecerá no Arpoador a partir das 17h, com oficinas, exibição de vídeos, música e apresentações de dança e circo.

Além disso, em cada cidade, as prefeituras, organizações, empresas e até mesmo os cidadãos engajados estão preparando sua programação. Da pedalada ao jantar à luz de velas são muitas as opções e todo mundo pode participar, desligando suas luzes neste ato simbólico contra o aquecimento global e os problemas ambientais que a humanidade enfrenta.

Neste ano de 2012, a Hora do Planeta no Brasil é patrocinada pela TIM e o Pão de Açúcar, e busca mostrar ao mundo que nós, brasileiros, anfitriões da Conferência Rio + 20, queremos um futuro sustentável: com um desenvolvimento econômico que respeite os limites do planeta e gere inclusão social.

“É muito bom ver que o Brasil está engajado e aderindo à Hora do Planeta. Ter quase todas as capitais é bastante significativo de que o país está atento à necessidade de agir para enfrentar os problemas ambientais. Por isso, também convidamos todos esses participantes a irem ‘Além da Hora’ e colocarem em prática ações mais sustentáveis em suas cidades, empresas e casas”, afirmou Regina Cavini, superintendente de Comunicação e Engajamento do WWF-Brasil.

No mundo:

Lançada em 2007 na Austrália, a Hora do Planeta chega mais longe a cada ano. 147 países participarão do movimento este ano — em 2011 foram 135 —, que será registrado do espaço pelo astronauta e embaixador do WWF, André Kuipers.

Centenas de monumentos em mais de 5 mil cidades e vilas vão ficar no escuro no sábado, hora local. Entre os países que participam pela primeira vez estão a Líbia, Argélia e Butão.

Entre os monumentos que terão suas luzes desligadas destacam-se: a Torre de Tóquio, a Grande Muralha da China, o Estádio Nacional de Pequim (Ninho de Pássaro), o Museu da Líbia , Biblioteca Nacional da Bielorrússia, a Torre Eiffel, o Louvre, Portão de Brandenburgo, a Torre de Pisa, a cúpula da Basílica de São Pedro no Vaticano, Palácio de Buckingham, a Tower Bridge, Casas do Reino Unido do Parlamento , Big Ben, Cristo Redentor, Times Square, o Empire State Building, a sede da ONU e muito mais.

Não fique de fora:

Participe da Hora do Planeta; acompanhe as luzes se apagando no mundo inteiro e apague as suas às 20h30. Aproveite este momento para refletir sobre como você pode mudar seu estilo de vida para ser mais sustentável.

No sábado, dia 31 de março de 2012, das 20h30 às 21h30, estaremos todos juntos nesse ato simbólico em prol da nossa vida no planeta.

Do WWF.org.br

Chefes de Estado dos cinco países do Brics reunidos em Nova Délhi, na Índia: Dilma Rousseff, presidente russo Dmitry Medvedev, primeiro-ministro indiano Manmohan Singh, presidente chinês Hu Jintao e presidente sul-africano Jacob Zuma. (Foto: Saurabh Das / AP Photo)

Os países que integram o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) afirmaram que as nações emergentes e mais pobres não podem sacrificar o crescimento econônomico com a justificativa de implantar uma economia verde no mundo.

O grupo ressaltou no documento final da IV Reunião do grupo, que encerrou nesta quinta-feira (29) em Nova Délhi, na Índia, a preocupação com o desenvolvimento sustentável e com a biodiversidade e mudanças climáticas.

De acordo com a “Declaração de Delhi”, a erradicação da pobreza e o desenvolvimento com foco no social, ambiental e econômico devem ser entendidos como conceito de “economia verde” – definição que será feita na Rio+20, cúpula que vai debater o futuro econômico, social e ambiental do planeta e que vai ocorrer no Rio de Janeiro.

Porém, os países se opõem à introdução de qualquer forma de barreiras ao comércio e ao investimento como justificativa de desenvolver uma economia verde. Segundo a declaração, ações para implantação do desenvolvimento sustentável no planeta são “um meio para alcançar as prioridades fundamentais e não um fim”.

Flexibilidade dos governos

O documento afirma ainda que os governos têm que ter flexibilidade e espaço político para fazer suas escolhas “e definir seus caminhos” sobre a questão, preservando o cumprimento das Metas do Milênio, que têm de ser cumpridas por países em desenvolvimento até 2015 e focam principalmente no combate à pobreza no mundo.

“Temos de assegurar que o crescimento nesses países não pode ser afetado. Qualquer desaceleração teria graves consequências para a economia mundial”, afirma a declaração, que foi assinada pela presidente Dilma Rousseff, na Índia.

A declaração afirma também que China, África do Sul, Índia e Rússia vão ajudar o Brasil a trabalhar na conferência para “um resultado positivo e prático”. Eles ainda mencionam a preocupação com as mudanças climáticas e prometem “se esforçar para implementar nos países protocolos voltados à biodiversidade”, cumprindo as metas impostas pela Convenção da ONU sobre o tema.

A índia recebe em outubro a Conferência das Partes sobre a Biodiversidade e o Catar a COP-18, sobre mudanças climáticas.

Resultados

Índia e Brasil querem uma nova ordem mundial e reformas no Conselho de Segurança das Nações Unidas que levem em consideração a nova realidade do mundo, afirmou a presidente brasileira em um artigo publicado no jornal “The Times of India”.

“Brasil e Índia convergem fortemente para a reforma das organizações internacionais, seja a ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a criação de um novo modelo de responsabilidade do FMI ou o estabelecimento de novos fóruns de alto nível, como o G20, IBAS, BASIC e Brics”, afirma Dilma.

Do Ambiental Sustentável
Apresentadora esteve com João de Deus em Abadiânia nesta manhã. Voluntário disse que ela deu autógrafos e acompanhou trabalho do médium.

A apresentadora Oprah Winfrey com o médium João de Deus, em Abadiânia (GO) (Foto: Monique Renne/CB/D.A Press )

A apresentadora norte-americana Oprah Winfrey gravou uma entrevista na manhã desta quinta-feira (29) com o médium João de Deus, em Abadiânia, cidade goiana a cerca de 150 km de Brasília. O médium faz cirurgias espirituais há mais de 30 anos na cidade.

Segundo o voluntário Chico Lôbo, da Casa Dom Inácio de Loyola, onde João de Deus atende, a apresentadora chegou na cidade por volta das 8h acompanhada de três seguranças. Ela se reuniu com o médium por cerca de uma hora acompanhada apenas de sua equipe. Depois acompanhou as cirurgias espirituais realizadas por João de Deus até cerca de 10h30. Ela deixou a casa por volta das 11h, afirmou Lôbo.

De acordo com o voluntário, a apresentadora foi reconhecida por estrangeiros que aguardavam para ser atendidos pelo médium, conversou com as pessoas e deu autógrafos. “Ela ficou muito à vontade e acompanhou todo o trabalho da manhã”, disse.

Oprah teria chegado ao Brasil em um jato particular que pousou no aeroporto de Brasília durante a madrugada. O voluntário não soube informar se ela seguiria para os Estados Unidos após retornar a Brasília.

Rainha do talk show, Oprah dominou a televisão norte-americana por um quarto de século e se transformou em uma das mulheres mais ricas dos Estados Unidos, com fortuna estimada em mais de US$ 2,4 bilhões. Ela se despediu de seu programa de TV pioneiro no dia 25 de maio do ano passado, após 25 anos de confissões íntimas de famosos, declarando que seus fãs são o amor de sua vida.

De acordo com o ranking da revista norte-americana Forbes, divulgado em agosto de 2011, Oprah é a 14ª mulher mais poderosa do mundo. No mesmo mês, a apresentadora recebeu um Oscar por trabalho humanitário.

O voluntário afirmou que uma equipe da apresentadora estava na cidade havia duas semanas, gravando as atividades de João de Deus. “Ela veio só fechar a entrevista”, disse. Segundo ele, o médium já havia aparecido em outro programa da apresentadora. Em 2010, repórteres da revista “O”, de Oprah, relataram no programa da apresentadora detalhes da entrevista que fizeram na época com João de Deus.

Cirurgias espirituais

O médium João de Deus faz entre 3 mil e 3,5 mil cirurgias espirituais por semana, segundo a Casa Dom Inácio de Loyola. Os atendimentos são feitos às quartas, quintas e sextas-feiras. Não há agendamento prévio e não se paga pelas cirurgias.

O local é bastante procurado por estrangeiros “Para a gente, falar com um estrangeiro é a mesma coisa que falar com um capixaba ou um nordestino”, disse Lôbo. O G1 tentou falar com o médium, mas ele estava em atendimento, segundo Lôbo.

Do G1

Menos dificuldades para a pensão alimentiça entre nações

Não é novidade que a vida está dinâmica e o Direito tem se esforçado para alcançá-la e atender às expectativas dos que dele se socorrem. Também não é novidade que a internet acelera os contatos, dissemina informações, e os jatos, cada vez mais modernos, encurtam distâncias, levando incessantemente pessoas de um continente a outro em apenas algumas horas. As pessoas se misturam pelo mundo e naturalmente, as relações entre elas, também se imiscuem.

Nesse frenesi globalizado há muito já se percebeu a necessidade de, também, ampliar os laços entre as nações, de forma a integrá-las em acordos recíprocos de cooperação e entendimento. Por isso, os presidentes, primeiros ministros e correlatos viajam mundo afora para formalizar acordos, convenções e tratados de cooperação e mútua ajuda, até porque, em algum momento, seja na esfera penal ou cível, uma nação vai precisar do apoio de outra para desembaraçar demandas judiciais.

O mundo se integrou e nação alguma pode se dar ao luxo de se manter isolada.  O que acontece numa determinada economia respinga, com maior ou menor intensidade, em outra nação, e assim, também, acontece com as questões jurídicas e políticas. É imperioso que essas nações se agrupem para resguardar de forma justa os interesses de seus respectivos cidadãos quando ocorrerem conflitos que mixam costumes e leis de países distintos, não raro, tão díspares.

Na semana passada, no dia 23, infelizmente sem o alarde devido para o conhecimento maciço foi publicada no Diário Oficial da União, Seção 1, página 92, a Portaria Interministerial nº 500, editada pelos Ministros da Justiça e das Relações Exteriores, que “ instituiu Grupo de Trabalho Permanente sobre a Convenção da Haia sobre Cobrança Internacional de Alimentos para Crianças e Outros Membros da Família e sobre o Protocolo sobre Lei Aplicável às Obrigações Alimentares, constituído por representantes titulares e suplentes (…)” de órgãos dos ministérios envolvidos. Seu objetivo é preparar a documentação necessária para o Brasil assinar e ratificar essa Convenção e Protocolo.

Facilitar o recebimento da pensão alimentícia, pelos filhos, ou dos pais, quando devidos por aqueles, ou por outros parentes, quando quem lhes deve prestar alimentos esteja residindo no exterior (art. 229, CF/88; art. 11 do Estatuto do idoso e artigos 1694 e 1696 do Código Civil), e com apoio jurídico gratuito, é tarefa que vem sendo elaborada desde 2007, quando foi criada a Cobrança Internacional de Alimentos, visando padronizar um sistema mundial de cooperação administrativa e de reconhecimento e execução de decisões relacionadas à pensão alimentícia.

Segundo a Dra. Camila Colares, diretora-adjunta do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI/SNJ) do Ministério da Justiça, onde tramitam muitos pedidos de cooperação para pagamento de pensão alimentícia,  “(…) é de suma importância ampliar o leque de instrumentos jurídicos à disposição dos que necessitam de um direito tão básico quanto a pensão alimentícia”. E complementa: “ com a adesão, será mais fácil para as crianças brasileiras receberem pensão alimentícia de pais que estejam no exterior. O mesmo vale para os estrangeiros com pais residentes no Brasil.”

A Convenção da Haia (na Holanda) cuida de uma série de acordos multilaterais entre diversas nações do mundo, e questões ligadas aos direitos das crianças é prioridade e preocupação constantes. O Brasil já assinou duas delas: Convenção sobre adoção internacional e a outra que versa sobre o sequestro internacional de crianças e agora, se prepara para aderir a mais essa, que já conta com dezenas de países signatários.

Para fechar, o Art. 5º da Portaria nº 500 diz:  “A participação no Grupo de Trabalho, considerada serviço público relevante, não enseja remuneração de qualquer espécie.”

De pé, a plateia bate palmas.

Katia Dias Freitas

 

 

Katia Dias Freitas é advogada em Brasília.

Contato: contato@freitastotolipedrosa.adv.br

FIB, IFF- Classificação do Brasil no ranking mundial.

No dia 18/03 Martha Medeiros publicou artigo no jornal O Globo, Felizes por nada, em que questiona a posição de campeão do Brasil no ranking da felicidade.

O indignado artigo surgiu após a divulgação de pesquisas que medem o FIB e colocam o Brasil no topo da lista. O FIB- Felicidade Interna Bruta- é um índice usado pelo Butão desde o início da década de 70 para medir, por meio de critérios técnicos, a felicidade das pessoas. É uma abordagem holística que integrada ao PIB revela o real estágio de desenvolvimento de uma nação, pois reconhece outras necessidades, além das materiais, para atingir o estado de felicidade.

Para medir o FIB deve-se analisar a percepção dos indivíduos em relação à felicidade em nove dimensões: padrão de vida, critérios de governança, educação, saúde, proteção ambiental (resiliência ecológica), vitalidade comunitária, diversidade cultural, usos adequado do tempo e bem-estar psicológico. Estas dimensões estão bem explicadas em texto de Marcos Arruda, para o PACS – Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul. 

Entretanto, não é nesta lista que o Brasil aparece em primeiro lugar, aliás está em 30º, de acordo com as pesquisas. O que nos faz campeões é nossa percepção de felicidade futura e aqui entram outras pesquisas e outro índice, o IFF.

O IFF foi concebido e pesquisado pela Fundação Getúlio Vargas, FGV, para o Banco Interamericano de Desenvolvimento, BID . Em pesquisa da Gallup, envolvendo cidadãos de 132 países do mundo atingimos o primeiro lugar em expectativa em relação ao futuro. Numa escala de 0 a 10, nossa média é de 8,78.

A pesquisa leva em consideração a idade do indivíduo e revela que a perspectiva de felicidade futura cai à medida que a idade aumenta. Os jovens acreditam que o melhor ainda está por vir.

Voltando à Martha Medeiros, a autora revela seu espanto diante destes resultados, celebrados como se fosse algo do que devêssemos nos orgulhar sem questionamentos. E de fato não é.

Se você tem o hábito de tomar seu café da manhã ouvindo as notícias e/ou lendo o jornal dificilmente consegue sair de casa esbanjando alegria. Como fazem as pessoas para ter essa expectativa de felicidade futura quando leem que os professores continuam em greve por conta do não cumprimento de promessas feitas? que estamos alcançando a média de 2 estupros por dia no rico Distrito Federal, enquanto a PM faz operação tartaruga? que o nobre e probo senador  X está envolvido com o criminoso Y em mais uma falcatrua? que a população do interior do Sergipe está fugindo da seca pois não tem dinheiro para comprar água potável do caminhão pipa? que a polícia aconselha os idosos a não saírem de casa, para não serem assaltados?!

E a lista pode continuar até a exaustão.

Que segredo detém as pessoas entrevistadas para a pesquisa que as torna incapazes de se indignar diante de fatos e números tão alarmantes, com os quais convivemos diariamente?

A indignação não faz parte das nossas características nacionais. Reclamamos uns para os outros, mas pouco em relação ao que deveríamos e menos ainda a quem deveríamos.  Nossas manifestações públicas se resumem a algumas passeatas que são mais divertidas do que eficazes no sentido de pressionar a quem compete equacionar os problemas que apontamos.

Somos capazes de grande mobilização, como fica claro a cada campanha de solidariedade com as vítimas de tragédias naturais – nem tão naturais assim, pois se só a chuva chovesse e o vento ventasse casas não despencariam de encostas, bairros inteiros não seriam soterrados porque construídos sobre um lixão – conseguimos, em questão de poucos dias, arrecadar doações, transportar e entregar gêneros aos mais longínquos recantos do país, mas somos incapazes de organizar um protesto sério, um boicote feroz a tudo o que nos oprime e condena à condição de terceiro mundistas, mesmo sendo o 7º PIB mundial.

Contudo, abençoados por Deus e bonitos por natureza seguimos em frente com aquela velha frase de resignação que tanto se ouve por aí: “fazer o quê, né?”

Há muito que fazer e estamos bem atrasados; como diz Martha, ao final do seu texto, “Seria mais decente nos emburrarmos um pouco”, no mínimo.

Para saber mais sobre o FIB, veja:

http://felicidadeinternabruta.blogspot.com.br/2008/11/dasho-karma-ura-explica-o-fib.html

Sobre o IFF e FGV, veja:

http://www3.fgv.br/ibrecps/vot/Vot_apres_i.pdf

Foto: www.labiem.cpgei.cefetpr.br

Hospitais e clínicas públicas e particulares que fazem exames de mamografia no país terão de adotar o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia, criado pelo Ministério da Saúde por meio de portaria publicada hoje (27) no Diário Oficial da União. O programa já está em vigor.

Além de garantir a qualidade, outro objetivo do programa é minimizar os riscos associados ao uso do raio X. De acordo com a nova norma, serão avaliadas as imagens da mamografia, o laudo médico, a capacitação dos profissionais de saúde e a taxa de detecção de câncer de mama pelo exame.

O monitoramento anual será feito por comitê formado por representantes do ministério, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e de sociedades médicas.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também integra o grupo e deverá baixar norma obrigando os planos de saúde a contratar somente prestadores de acordo com o programa.

A mamografia é o exame fundamental para diagnóstico de câncer de mama, o mais comum entre as brasileiras. Se identificado em estágio inicial, as chances de cura são de 95%. No Brasil, a taxa de mortalidade é considerada alta, porque a doença é identificada em fase avançada, segundo o Inca. O instituto estima 52.680 novos casos este ano.

A mamografia deve ser feita a cada dois anos por mulheres com mais de 50 anos de idade. A Lei da Mamografia (Lei 11.664), de 2009, dá direito à mulher, a partir dos 40 anos de idade, a fazer o exame gratuitamente, segundo recomendação médica.

Da Agência Brasil

CPMI - Violência contra a mulher Foto Lia de Paula - Agência Senado

 

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre a violência contra a mulher realiza audiência pública hoje com a presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de movimentos de mulheres. Foram convidadas representantes da Articulação de Mulheres do Brasil, da União Brasileira de Mulheres e da Marcha Mundial das Mulheres.

A audiência será às 14 horas, no Plenário 2 da Ala Senador Nilo Coelho do Senado.

Da Agência Câmara de Notícia

O que é o Parto Humanizado?

Parto Humanizado. Foto Revista Pais e Filhos

Parto Humanizado. Foto Revista Pais e Filhos

Entrevista com Dr. Alberto Guimarães, obstetra e ginecologista.

Por que no Brasil, ao contrário da maioria dos países de primeiro mundo, o percentual de cesariana é tão alto e o de parto normal tão baixo?

São muitos os fatores que colaboram para a alta taxa de cesarianas como a excessiva medicalização do parto, e a relação custo x tempo para os médicos (comodidade dos obstetras) comodidade das mulheres ;medo que as mulheres sentem por causa da nossa cultura ; despreparo de obstetras que seguem evidências científicas desatualizadas para indicar cesarianas ;a idéia de que a tecnologia evoluiu tanto que a cesariana se tornou tão segura quanto um parto normal creio que estão entre os principais.

 Quais as vantagens do Parto Humanizado para as crianças?

No trabalho de parto natural e espontâneo o bebê recebe uma carga de hormônios que vão permitir que ele faça o caminho do nascimento com mais força , e também vão fazer as sinapses dos sistemas de seu corpo . Uma recepção (acolhimento) calorosa.

Como as mamães podem se preparar durante a gestação para o Parto Humanizado?

Através de leitura e informação confiável, grupos de apoio a gestantes e cursos especializados. Também é recomendável uma prática de atividade física, como yoga, ginástica ou pilates, etc.

Em Brasília já existem hospitais que aceitam a modalidade?

Em Brasília tem a importante atuação da Rehuna, e o Hospital Daher, mas não sei se continua ativo.

Qual o papel da Doula neste processo?

A Doula acompanha a mulher em todo período da gestação com informações, no trabalho de parto e no parto, oferecendo massagem, técnicas naturais de alivio à dor, apoio físico e emocional, transmitindo confiança , além de fazer companhia à mulher lembrando sempre do foco neste momento, que é o nascimento do bebê.

Quais os grandes tabus em relação ao Parto Normal?

Medo da dor, influências culturais negativas, falta de confiança na capacidade do corpo da mulher em parir.

Ouve-se muito, de gestantes, ou mulheres que tiveram filho recentemente, que elas têm (ou tiveram) medo do parto normal modificar a estrutura do corpo, de “afrouxar” a musculatura da mulher.Por isso preferiram a cesárea…

Esta afirmação não está baseada em resultado de pesquisas sérias e idôneas, o corpo da mulher é preparado para fazer o bebê nascer e tem alto poder de recuperação.

Quais as variáveis (peso adequado, preparação, genética…) que podem contribuir para o sucesso de um Parto Humanizado?

Uma preparação adequada e uma equipe treinada

Perguntas feitas por uma gestante no final do período:

Posso optar por ficar em qualquer posição? Cócoras, dentro da banheira ou do jeito que for mais confortável?

Sim, a assistência humanizada ao parto prevê liberdade da mulher no trabalho de parto e no parto para ficar na posição que preferir.

O bebê vem direto para o meu colo? Isso não atrapalha para limpar as vias aéreas ? Ele pode mamar imediatamente?

Quantas pessoas podem assistir? Gostaria de ter meu marido, minha mãe, minha irmã e minha sobrinha… todos no quarto.

O bebê nasce e vem direto para o colo da mãe, e é incentivado a mamar. Este primeiro contato é fundamental para fortalecimento do vínculo entre mãe e filho e marca o início da família. O pai também participa.

Quanto à presença de mais pessoas na sala de parto, entendemos o parto como um evento íntimo e familiar, preservando a privacidade do casal neste momento.

É difícil conseguir a sala de Parto Humanizado?

Não é difícil, mas contando com equipe treinada, o parto humanizado pode acontecer na sala cirúrgica, com algumas adaptações.

Posso colocar música? Acender velas? Fazer um clima?

Se for na LDR sim.

Posso tomar uma peridural levezinha, só para aliviar a dor, mas sem perder as pernas e as contrações? Isso traria consequências para o bebê?

Se quiser pode ser feita a analgesia de parto, e neste caso faz diferença a

quantidade de medicação utilizada.

   Eu quero que o bebê venha direto para o meu colo, mas tenho medo que isso cause algum problema. Quanto tempo o bebê pode ficar comigo sem ser prejudicial?

Não há problema do bebê vir direto para o colo da mãe. O neonatologista

estará na sala para os exames iniciais  garantindo segurança .

 É verdade que o médico espera o cordão parar de pulsar para que possa ser cortado?

Posso levar profissionais para filmar e fotografar?

É importante esperar o cordão umbilical para de pulsar para garantir um aporte de nutrientes para o bebê.

Alguns hospitais dispõem de equipes para filmagem e fotografia

O Parto Humanizado é, na verdade, o parto da época da vovó, só que com  médico e dentro do hospital?

Não tenho coragem de fazer em casa, mas poderia?

O parto humanizado devolve o protagonismo da mulher, com toda segurança e uso da tecnologia quando preciso. O parto também pode acontecer em casa, com parteiras e obstetrizes com a maior segurança.

Saiba mais acessando o site do Dr. Alberto Guimarães

Agradecemos a contribuição da jornalista Jamila Gontijo e da gestante Flávia Rosa Costa que nos enviaram as perguntas.

Dilma Rousseff é recebida com homenagens em Nova Délhi (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, desembarcou nesta terça-feira em Nova Délhi para participar na quarta reunião de cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e para uma visita de Estado à maior democracia do mundo.

Acompanhada por seis ministros (Relações Exteriores, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Educação, Ciência e Tecnologia, Turismo e Comunicação), o secretário executivo da Fazenda e dois governadores, a presidente receberá o título de doutor honoris causa na quarta-feira na Universidade de Nova Délhi.

Na quinta-feira ela participará na reunião anual das cinco potências emergentes, que acontecerá em um hotel da capital indiana, e na sexta-feira fará uma visita de Estado que terá como principal momento um jantar de trabalho.

Esta é a segunda reunião dos Brics com a presença de Dilma Rousseff, depois do encontro de Hainan, China, ano passado.

Mais uma vez a situação na Eurozona será abordada no evento das cinco potências emergentes, que tiveram o crescimento afetado pela crise da dívida na Europa, assim como a situação no Oriente Médio, em particular a Síria, e a eleição do presidente do Banco Mundial, entre outros temas.

Os Brics também analisarão a criação de um banco de desenvolvimento para financiar projetos sustentáveis e de infraestrutura. É provável que neste encontro se decida a criação de um grupo de trabalho para elaborar a criação da instituição, segundo uma fonte diplomática brasileira.

Na agenda da reunião bilateral com a Índia, Dilma deve abordar a preferência do país asiático pelo caça francês Rafale, cuja aquisição o Brasil também cogita, e a ampliação do volume comercial entre os dois países.

Do Uol
Ig
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