"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Arquivos para a agosto 30th, 2011

Os Simpsons (reprodução)

Cerca de 70% das crianças e adolescentes envolvidos com bullying (violência física ou psicológica ocorrida repetidas vezes) nas escolas sofrem algum tipo de castigo corporal em casa. É o que mostra pesquisa feita com 239 alunos de ensino fundamental em São Carlos (SP) e divulgada hoje (30) pela pesquisadora Lúcia Cavalcanti Williams, da Universidade Federal de São Carlos.

Do total de entrevistados, 44% haviam apanhado de cinto da mãe e 20,9% do pai. A pesquisa mostra ainda outros tipos de violência – 24,3% haviam levado, da mãe, tapas no rosto e 13,4%, do pai. “As nossas famílias são extremamente violentas. Depois, a gente se espanta de o Brasil ter índices de violência tão altos”, disse a pesquisadora, ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados que debateu projeto de lei que tramita na Casa e que proíbe o uso de castigos corporais ou tratamento cruel e degradante na educação de crianças e adolescentes.

Segundo ela, meninos vítimas de violência severa em casa têm oito vezes mais chances de se tornar vítimas ou autores de bullying. “O castigo corporal é o método disciplinar mais antigo do planeta. Mas não torna as crianças obedientes a curto prazo, não promove a cooperação a longo prazo ou a internalização de valores morais, nem reduz a agressão ou o comportamento antissocial”, explicou.

Para a secretária executiva da rede Não Bata, Eduque, Ângela Goulart, a violência está banalizada na sociedade. Ela citou diversas entrevistas feitas pela rede com pais de crianças e adolescentes e, em diversos momentos, frases como “desço a cinta” e “dou umas boas cintadas” aparecem. Em uma das entrevistas, um pai explica que bater no filho antes do banho é uma forma eficiente de “fazer com que ele se comporte”. “Existem pais que cometem a violência sem saber. Acham que certas maneiras de bater, como a palmada, são aceitáveis”, disse.

Atualmente, 30 países em todo o mundo têm leis que proíbem castigos na educação de crianças e adolescentes, entre eles a Suécia e a Alemanha. “A lei é uma forma de o Estado educar os pais”, ressaltou o pesquisador da Universidade de São Paulo Paulo Sérgio Pinheiro.

Como forma de diminuir os índices de violência contra crianças e adolescentes em casa, os pesquisadores sugeriram a reforma legal, com a criação de leis que proíbam esse tipo de violência, a divulgação de campanhas nacionais, como as que já vêm sendo feitas, e a participação infantil, com crianças sendo encorajadas a falar sobre assuntos que lhes afetem. “A principal reclamação das crianças é que elas não aguentam mais serem espancadas pelos pais”, destacou Pinheiro.

Do UOL / Agência Brasil

Arte RatoFX

Dar mais autonomia a mulheres carentes e colaborar para o desenvolvimento pessoal, a partir da formação em gestão e negócios é o objetivo de um projeto aplicado em 22 países pela escola espanhola de gestão IE Business School, com o patrocínio do banco de investimentos norte-americano Goldman Sachs. No Brasil, há instituições parceiras para o desenvolvimento do projeto, chamado 1.000 Mulheres.

A pequena empresária mineira Rosani Aparecida é uma das beneficiadas do programa, em Minas Gerais, onde a instituição apoiadora é a Fundação Dom Cabral. A partir do curso de gestão promovido no âmbito do projeto, ela conseguiu evitar, em 1996, a falência da empresa fundada pela família, há 33 anos, em Sete Lagoas.

A empresa de Rosani fabrica carrinhos de mão para construção civil e garfos agrícolas para mineração, agricultura e carvoaria. “Pedi que me deixassem assumir a administração, montei uma equipe de trabalho e conseguimos reerguer a empresa. Mas fui fazer minha faculdade já muito velha, com mais de 30 anos, e o curso é muito teórico. Não te dá embasamento prático”, relatou a empresária, que viu suas chances crescerem com o projeto 1.000 Mulheres.

Ela foi selecionada para participar do projeto no ano passado. “Já tinha controle de processo produtivo implantado. Mas eu nunca tinha entrado no xis da questão, que é o planejamento estratégico. Aprendi a delegar de maneira prática e com objetivo. Não estou mais parando na empresa. Estou indo ao mercado e buscando novos clientes e o operacional fica dentro da empresa”, descreveu.

Para Rosani, as aulas de marketing e finanças lhe deram ferramentas para que aumentasse em 30% o faturamento da empresa, que conta com 18 funcionários. Agora, ela abriu uma loja, onde revende produtos de outras fábricas e se prepara para exportar. “Não tinha nota fiscal eletrônica, não tinha código de barra, tive que revitalizar minha linha. Enxerguei o que o cliente está pensando, o que o mercado quer. Não posso vender o que quero, mas o que o mercado quer comprar”, disse a empreendedora mineira.

Os cursos do projeto são gratuitos. O 1.000 Mulheres é desenvolvido em países como o Afeganistão, a África do Sul, China, Índia, Nigéria e Ruanda. Em São Paulo, a responsável pela formação das mulheres é a Fundação Getulio Vargas (FGV) e, em Minas e no Rio de Janeiro, a Fundação Dom Cabral.

Em Minas Gerais, já foram formadas 200 mulheres e, no Rio, é a primeira vez que aquelas que mantêm um negócio formal ou informal, com pelo menos cinco funcionários, vão poder participar do treinamento. “É um curso de gestão completo. As mulheres têm muito conhecimento da parte técnica do negócio delas, mas têm carência de ferramentas de gestão. Não sabem o que fazer para aumentar o faturamento, têm insegurança em relação à contratação de financiamento, não têm visão clara da necessidade de treinar a equipe. O curso oferece profundo conhecimento na área de gestão, mas não no negócio específico, porque isso elas conhecem melhor que os professores”, explicou a gerente de Projetos da Fundação Dom Cabral, Ana Paula Tolentino.

O 1.000 Mulheres tem a meta de formar 10 mil mulheres em todo o mundo até 2013. Só a Fundação Dom Cabral terá que capacitar 800 mulheres em Minas e no Rio, no mesmo período. “Faz parte do treinamento uma pesquisa de indicadores que é aplicada no primeiro dia de aula e repetida depois de 12 meses e de 18 meses. A gente faz o acompanhamento para ver quanto a empresa cresceu em faturamento, número de colaboradores, treinamento, filiais”, explicou Ana Paula.

No Rio, as inscrições estão abertas até o dia 19 de setembro pelo site www.fdc.org.br. As aulas começam em novembro. As empresárias e empreendedoras interessadas têm que ter, no mínimo, 21 anos e disponibilidade de três dias na semana para acompanhar as aulas ministradas por professores de pós-graduação. “Investir em mulher é o investimento que traz o maior retorno. A mulher, quando ganha dinheiro, pensa em reinvestir na família, na educação dos filhos, no próprio negócio e em serviços sociais. Já o homem, quando recebe dinheiro, gasta com coisas mais imediatas que não dão tanto retorno para a sociedade, como a compra de um carro”, observou a gerente.

Da Agência Brasil

Planalto.gov.br (reprodução)

A Presidência da República lançou, nesta segunda-feira (29), seu novo ambiente na internet, o “Portal do Planalto“, que integra em uma única plataforma ambientes criados ao longo dos últimos anos buscando qualificar a comunicação com o cidadão e garantir o acesso à informação. O portal noticia, divulga e detalha em formato multimídia as políticas públicas que buscam aproximar ainda mais o governo federal dos cidadãos. Em poucos cliques é possível pesquisar todos os discursos e entrevistas – em texto, áudio e vídeo -, fotos dos compromissos presidenciais, a biografia da presidenta Dilma Rousseff e dos ministros, além da transmissão em tempo real das cerimônias conduzidas pela presidenta. Também traz acesso direto para conteúdos como Blog do Planalto, Multimídia, Especiais, Legislação e Acessibilidade. E há links para acompanhar informações sobre o governo: notícias por e-mail, Twitter da Secretaria de Imprensa e do Blog do Planalto, Flickr e YouTube. Os interessados poderão fazer perguntas diretamente para Dilma Rousseff por meio do Fale com a Presidenta.

Do Secom

Copa do Mundo 2014

Presidente afirmou que licitações estão em andamento em 5 aeroportos. Ela informou também que ainda este ano serão iniciadas obras em portos.

A presidente Dilma Rousseff informou que dos dez estádios que estão em obras para a Copa do Mundo de 2014, nove ficarão prontos até dezembro de 2012. Dilma respondeu a um questionamento sobre atrasos em obras do Mundial na coluna semanal “Conversa com a presidenta”, publicada nesta terça-feira (30).

“Estamos monitorando a execução das obras, para que façamos a melhor Copa de todos os tempos. A reforma e a construção de estádios estão em ritmo adequado. Das 12 arenas que receberão os jogos, 10 estão em obras, sendo que a conclusão de 9 delas está prevista para dezembro de 2012, bem antes do início da Copa”, afirmou a presidente.

A pergunta, feita por uma estudante de 15 anos de Fortaleza (CE), foi: “O governo federal não deveria tomar providências imediatas em relação aos atrasos nas obras da Copa?”.

No começo de agosto, o ministro do Esporte, Orlando Silva, disse que oito dos estádios ficariam prontos até o fim do ano que vem. Há duas semanas, durante entrevista a rádios locais no Ceará, Dilma garantiu que todos os estádios do Mundial ficariam prontos até o fim de 2013.

Ainda de acordo com a Dilma, em sua coluna semanal, “os obstáculos à construção do Itaquerão, em São Paulo, já foram superados e estão sendo criadas as condições para o início das obras na Arena das Dunas, em Natal”.

Dilma também comentou sobre as obras em aeroportos das cidade-sedes. Ela informou que em seis aeroportos as obras já começaram. “Em cinco outros, a licitação já está em andamento. Quatro aeroportos serão concedidos à iniciativa privada: Brasília, Guarulhos, Viracopos e Natal. O leilão de concessão do aeroporto de Natal foi realizado com sucesso”, disse a presidente.

Outro ponto abordado foram as obras em portos. Segundo Dilma, “ainda este ano, vamos começar as obras nos portos, que deverão ser concluídas até 2013″.

Desemprego

Os outros dois temas tratados na coluna semanal da presidente foram a Lei Maria da Penha e medidas tomadas contra o desemprego.

A presidente disse que, embora a taxa de desemprego tenha sido em junho o melhor para o mês desde 2002, o governo não está “acomodado”.

“Lançamos recentemente o Plano Brasil Maior, para fortalecer a indústria, aumentando sua competitividade, o que deve resultar na criação de mais postos de trabalho. Também anunciamos novas regras para as micro e pequenas empresas, para incentivar um setor que é grande gerador de empregos. As mudanças incluem a renúncia fiscal de R$ 4,8 bilhões apenas em tributos federais. Para estimular os empreendedores informais e individuais e as microempresas, gerando mais renda e mais oportunidades de trabalho, ampliamos o programa de microcrédito.”

Do G1

Ampliação da licença foi aprovada

Os projetos de lei 1164/11 e 1464/11, que preveem ampliação da licença-maternidade em caso de nascimento prematuro e quando o bebê precisa ficar internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), foram aprovados pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

As duas propostas, que tramitam em conjunto, foram fundidas pelo relator, deputado Dr. Ubiali (PSB-SP), em um substitutivo, que foi aprovado pela comissão. “Parece-nos absolutamente razoável que a duração da licença-maternidade seja maior nas situações em que se verifiquem complicações no nascimento”, disse. Tramitando em caráter conclusivo, os textos ainda serão analisados pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

“Nada temos a opor a ambas as iniciativas, especialmente em seu mérito econômico, que nos cabe examinar nesta comissão. A proteção à maternidade e à infância é direito social reconhecido pela Constituição, abarcando, em especial, a garantia da presença da mãe junto ao filho nos primeiros meses de vida da criança”, acrescentou o relator.

Parto prematuro – O PL 1164, do deputado Lincoln Portela (PR-MG), permite a licença-maternidade superior a seis meses em caso de nascimento prematuro. A medida abrangerá os estabelecimentos participantes do Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei 11.770/08.

A lei prorroga em 60 dias a licença obrigatória de 120 dias para a empregada de empresa integrante do programa, desde que a mãe requeira o benefício até o fim do primeiro mês após o parto. O projeto de Portela permite a prorrogação para além desses 60 dias no caso de bebês prematuros, por um período correspondente aos dias faltantes para que se completem 37 semanas de gravidez.

O PL 1464, do deputado Edivaldo Holanda Junior (PTC-MA), amplia a licença-maternidade para mães de recém-nascidos internados em UTI pelo período que durar a permanência do bebê naquela unidade. A proposta prevê ainda a permissão à mãe para o acompanhamento do bebê três vezes a cada 24 horas. Se a mãe não puder fazê-lo, o direito é assegurado ao pai.

Do Jornal da Câmara

Objetivo do centro é humanizar o momento do nascimento da criança/ Foto: Secretaria de Saúde do Estado de Goiás

Unidade fica em Salvador e deverá realizar de 120 a 150 partos por mês

O primeiro Centro de Parto Normal (CPN) da Rede Cegonha no Brasil foi inaugurado na última sexta-feira (26), em Salvador (BA). O CPN tem o objetivo de humanizar o momento do nascimento da criança, oferecendo às gestantes um ambiente com maior privacidade. Os centros contarão com enfermeiros obstétricos e, se necessário, apoio médico. A unidade deverá realizar de 120 a 150 partos por mês, quando estiver em plena capacidade. Atualmente, existem 25 centros de parto normal pelo Brasil, que passarão a ser custeados pelo Ministério da Saúde após formulação do plano de ação da Rede Cegonha regional.

O CPN da Mansão do Caminho, que se chamará Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira, foi construído e equipado com recursos do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde da Bahia e doação de voluntários. O ministério investiu R$ 606 mil para compra de equipamentos e R$ 149 mil para treinamento e capacitação de profissionais no parto humanizado. Além disso, foram aplicados R$ 340 mil para compra de insumos, totalizando R$ 1,095 milhão. A unidade receberá custeio mensal de R$ 80 mil. A concepção dos Centros de Parto Normal tem como modelo experiências desenvolvidas em países como Holanda, França e Inglaterra.

Rede Cegonha – O programa prevê um conjunto de ações que assegure às mulheres assistência adequada desde o planejamento familiar, a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, pós-parto e a atenção ao bebê. A estratégia da Rede Cegonha conta com o orçamento de quase R$ 9,4 bilhões do Ministério da Saúde para investimentos até 2014.

Para maiores informações acesse: Saude.gov.br ou ligue 0800 61 1997

Do Secom

Senadora Vanessa Grazziotin

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) comentou nesta segunda-feira (29) as medidas anunciadas pelo governo para combater a crise econômica internacional. Segundo a senadora, o aumento na meta do superávit primário (economia nas contas do governo) de cerca de R$ 117 bilhões para aproximadamente R$ 127 bilhões abre caminho para que o Banco Central reduza as taxas de juros.

- Essa medida deve iniciar um período de diminuição da taxa de juros oficial do nosso país, da taxa Selic, que é uma das mais elevadas do mundo, senão a maior do planeta – afirmou a senadora, que considera não ser possível suportar a taxa atual.

O anúncio do aumento se deu durante reunião do Conselho Político, realizada no Palácio do Planalto com líderes de partidos da base aliada do governo. O anúncio da taxa básica de juros deve ser feito após a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 30 e 31.

A senadora elogiou a “posição firme” do governo no que chamou de “esforço gigantesco” para conter a crise, mas chamou atenção para a necessidade de incentivar a produção.

- Nós podemos abrir o crédito e expandir o mercado interno, mas temos que tomar cuidado para que essa expansão não sirva como mercado para produtos importados, daí a necessidade de outras medidas econômicas e complementares para que a gente possa superar a crise – defendeu.

Herança

A senadora relatou, ainda, que, durante o encontro com aliados, a presidente da República, Dilma Rousseff, negou a existência de uma “herança maldita” deixada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Ela deixou bem claros, em pouquíssimas palavras, mesmo porque esse não foi o tema do debate, a importância e o papel que cumpriu o presidente Lula para que o Brasil chegasse ao ponto em que chegou – afirmou a senadora, que exaltou a melhoria nas condições de vida dos brasileiros no último governo.

Do Agência Senado
Brasileira do salto com vara alcança a marca de 4,85m e leva o primeiro ouro brasileiro em mundiais. Yelena Isinbayeva se despede sem medalha

Emoção em Daegu: Fabiana garante a medalha de ouro para o Brasil (Foto: Agência AP)

Saltando 4,85m, Fabiana Murer levou as cores do Brasil para o topo do mundo. A atleta do salto com vara mostrou ousadia e concentração e conseguiu a primeira medalha de ouro do país em um Mundial de Atletismo. Ela entrou para a história do esporte brasileiro, deixando para trás a alemã Martina Strutz, que foi medalha de prata com 4,80m. A russa Svetlana Feofanova ficou com o bronze, saltando 4,75m. Com a conquista outdoor, a brasileira unificou dois títulos mundiais, já que foi campeã indoor em 2010, em Doha.

- Agora é só felicidade. Eu tive um ano difícil, que não foi como esperava por conta dos meus resultados no começo do ano. Mas eu sempre estive muito determinada para o Mundial e me poupei psicológicamente para isso, sabia que podia fazer um bom resultado e que tinha de passar pelos 4,80m para conseguir a medalha – disse a brasileira, ainda emocionada com o ouro.

A disputa foi acirrada entre a brasileira e Martina, que mostrou segurança e conseguiu os 4,80m na primeira tentativa. Fabiana, por sua vez, alcançou apenas na segunda, ficando atrás da alemã no critério de desempate. Sem medo, Murer encarou o desafio e colocou o sarrafo em 4,85m. Com um salto seguro, ela ”virou o jogo” e acabou jogando a pressão para a adversária, que não conseguiu passar pela marca, ficando com a prata.

Fabiana Murer levou a bandeira do Brasil para o topo do mundo na Coreia do Sul (Foto: Agência AP)

Isinbayeva decepciona e fica sem medalha

A decepção ficou por conta da musa e bicampeã olímpica Yelena Isinabyeva. A atleta russa saltou apenas 4,65m, não conseguindo passar pelo sarrafo a 4,75m e 4,80m. Assim, ela deixou Daegu sem nenhuma medalha, na sexta colocação. Bicampeã mundial (2007 e 2005), Yelena ficou parada por um ano e não conseguiu recuperar o ritmo ideal para voltar a brilhar.

Visivelmente chateada, a russa afirmou que seu objetivo é melhorar seu rendimento já para os Jogos de Londres-2012. Apesar do semblante triste, Isinbayeva confessou estar feliz pela vitória histórica da amiga Fabiana Murer.

- Estou muito triste, mas tenho que pensar no futuro. O próximo passo é Londres. Mas a Murer é um grande atleta, que merecia esse título – disse Yelena.

Fabiana foi ousada desde o começo da prova, quando deixou claro que queria brigar pelo ouro. Assim como Isinbayeva, ela optou por não saltar 4,70m, indo direto para os 4,75m. Em sua primeira tentativa nos 4,75m Murer mostrou que a decisão foi correta e passou sem dificuldade.

Campeã mundial de 2009, em Berlim, a polonesa Anna Rogowska, não conseguiu passar de 4,70m.

Do Globo Esporte

Senadora Marinor Brito

A CPI do Tráfico de Pessoas realizou nesta segunda-feira (29) mais uma audiência pública para apurar a prática deste crime. Desta vez, a CPI fez diligências no Rio de Janeiro. Além de uma audiência pública na Assembléia Legislativa e de encontro com representantes do estado, a programação incluiu o encontro com uma vítima de tráfico trazida para o Brasil.

Em audiência na Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, o secretário, Rodrigo Neves, se comprometeu a lançar e implantar o Plano Estadual de Enfrentamento ao Tráfico Humano e a trabalhar em uma campanha de conscientização da sociedade, já que muitas das vítimas deste tipo de crime sequer se reconhecem nessa condição.

- Se tráfico de armas é crime e tráfico de drogas é crime, tráfico de seres humanos tem que ser tratado como crime, para ensejar a punição cabível – defendeu a senadora Marinor Brito, relatora da CPI, que propôs a realização de uma pesquisa para embasar o diagnóstico do tráfico humano no Rio de Janeiro.

Além da senadora, participaram da audiência na Assembléia Legislativa os deputados federais Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Liliam Sá (PR-RJ), deputados estaduais, representantes do Projeto Trama, consórcio de ONGs contra o tráfico de pessoas; do Ministério do Trabalho e Emprego; da Superintendência Estadual dos Direitos Humanos; da Polícia Federal; da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); da Secretaria Nacional de Justiça; e da Procuradoria da República.

Vítima

Ainda no Rio de Janeiro, a CPI ouviu o relato de uma vítima que está sob proteção do Estado. O homem, nascido na Guatemala, foi levado para o Rio de Janeiro com a promessa de trabalhar na rede hoteleira. Ao chegar, teve seu passaporte retido pelo empregador. A alimentação racionada o levou a um quadro de emagrecimento visível.

A remuneração que a vítima deveria receber era retida para o pagamento de despesas com a viagem e a alimentação. Além disso, ele era submetido a exaustiva jornada de trabalho sob ameaça de violência física em caso de desobediência.

CPI

A comissão foi instalada em abril para investigar o tráfico de pessoas, que , de acordo com o requerimento de criação, movimenta todos os anos pelo menos US$ 32 bilhões, afetando cerca de 2,5 milhões de pessoas. A previsão inicial era de que os trabalhos se encerrassem no início de setembro, mas a duração foi prorrogada por 180 dias.

Desde seu início, a CPI do Tráfico de Pessoas vem mapeando a ocorrência desse tipo de crime no Brasil. O colegiado analisa informações recebidas da Polícia Federal, de diversos Ministérios Públicos estaduais, dos Ministérios da Justiça e de Relações Exteriores e de várias ONGs, além de realizar audiências públicas em Brasília e em outras cidades do Brasil.

Até agora, foram realizadas diligências em Manaus (AM), Salvador (BA) e Belém (PA), além do Rio de Janeiro (RJ).Também devem ser visitadas as cidades de Macapá (AP), Campo Grande (MS), Goiânia (GO), São Paulo (SP), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Natal (RN).

Do Agência Senado
Ig
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