"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Arquivos para a julho 22nd, 2011

Do Blogueiras Feministas
Seleção Brasileira

Domingo passado, dia 17, foi a final da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2011 entre Estados Unidos e Japão. As americanas tinham toda tradição, preparo físico e estrutura, além de 2 títulos mundiais. As japonesas tinham o fator surpresa e uma seleção com uma ótima capitã, além de uma campanha em que eliminaram Suécia e Alemanha, duas potências do Futebol Feminino. Num jogo super emocionante, que terminou empatado em 2 a 2 na prorrogação, as japonesas puderam comemorar com muita alegria a conquista do título. Além de ter Sawa, a capitã do time, sendo escolhida melhor jogadora da competição.

No Brasil, o futebol é o esporte que reina. Como dizem por aí, o Brasil é o país do futebol. Mas essa máxima não vale para o Futebol Feminino e para muitos outros esportes que tem grande prestígio na modalidade masculina e pouquíssimo apoio nas modalidades femininas, como o MMA – Mixed Martial Arts, que a Mari Moscou já falou aqui no blog. As pioneiras e as atletas que seguem lutando para conquistar um lugar ao sol em esportes predominantemente masculinos acabam tornando-se verdadeiras heroínas. O que mais acontece no Brasil é ver meninas adolescentes desistindo de levar adiante uma carreira no futebol por preconceito, machismo e falta de apoio. Muita gente repete por aí que futebol não é coisa para mulher, porque não é um esporte feminino, as mulheres ficam masculinizadas, as pessoas não estão interessadas em ver. Qualquer modalidade feminina não precisa desse tipo de crítica, precisa é de investimento. Porque apenas com incentivos é possível formar novas atletas e angariar patrocinadores e torcedores, seja no futebol, no MMA ou qualquer outro esporte.

Muitas pessoas reclamam que Marta, eleita 5 vezes a melhor jogadora do mundo, não tem um título mundial. Essas mesmas pessoas não olham em que condições sobrevive a seleção de futebol feminina brasileira. A CBF – Confederação Brasileira de Futebol dá todo apoio para categorias de base do futebol masculino, como as seleções sub-17 e sub-20. Porém, na Copa da Alemanha, nossas jogadoras não tinham nem mesmo cozinheiros. Uma seleção disputando um mundial sem uma estrutura básica de apoio. Nem fotógrafo a CBF enviou, porque não interessa nem mesmo ter registros oficiais da campanha brasileira. Não existe nem mesmo um departamento de Futebol Feminino na CBF. Muitas jogadoras da seleção, como Formiga, que já disputou quatro mundiais, estão sem clube, não tem onde treinar. E esse time já ganhou várias medalhas, inclusive chegou ao segundo lugar na Copa do Mundo de 2007. Elas fazem milagre, mas só talento não ganha de seleções com ligas fortes e com anos de investimento no futebol feminino.

Devemos cobrar muito da CBF e dos torcedores e torcedoras do futebol brasileiro maior apoio para as mulheres se desenvolverem. Se somos uma potência no futebol, por que esquecemos de nossas jogadoras? Por que não apoiamos e cobramos melhorias? Por que não fazemos festa quando começa a Copa do Mundo de Futebol Feminino? Já faz tempo que o estereótipo da “maria-chuteira” foi engolido por várias mulheres e meninas interessadas em praticar e torcer, a Lu já deu até depoimento dessa paixão aqui no blog. Esbanjamos conhecimento de regras e táticas. Estamos nas arquibancadas e nas mesas-redondas da tv. Mas cadê nosso espaço e prestígio em campo?

Você pode continuar acompanhando o futebol feminino e apoiando nossas jogadoras durante todo ano. Há ótimos blogs e sites feitos por mulheres:

No Laço da Chuteira, a Luciane de Castro comenta todas as partidas e destaca esquemas táticos, além de lutar muito pelo reconhecimento do futebol feminino brasileiro. Ela escreveu o dossiê “Gender Kicks 2011″ que tem o artigo importantíssimo: O Universo da Mulher Futebolista Brasileira.

“O nível técnico e o bom futebol apresentado pelas jogadoras brasileiras, está muito mais ligado à natural desenvoltura em campo – predicado herdado de muitas gerações e misturas, que lhes conferem habilidades e gingas inconfundíveis, que a um real desenvolvimento da modalidade no país. Há muitas barreiras a serem suplantadas, muitas melhorias a serem implantadas e para isso, é necessário envolvimento dos responsáveis pela organização do jogo das meninas em solo nacional.

Apesar das regras e do conceito puramente masculino, o futebol das mulheres surgiu buscando certo grau de independência e identidade própria. Infelizmente, por conta da alienação a uma sociedade amplamente machista, onde mulheres rotulam mulheres que ousam, o ímpeto de jogar futebol tornou-se um problema, havendo uma relevante melhora no modo como o futebol feminino foi entendido a partir de 2007.

O público interessado na modalide ainda é restrito e pouco influente se comparado à massa (incluindo muitas mulheres) que vê real valor no futebol dos homens. Para a grande maioria, investimentos na modalidade são desperdício de tempo e dinheiro. A modalidade não é reconhecida como profissional, goza de bem pouco prestígio junto à população e meios de comunicação, além de ser avaliada como maçante, muito mais por falta da perspectiva bio e fisiológica feminina, que torna o jogo mais cadenciado e não necessariamente menos veloz.

A visão, quase uma vidência, da necessidade de mudança, se deu depois de anos em que a modalidade cambaleava entre a falta total de interesse e investimento. A situação mudou significativamente nos dois últimos anos, após iniciativa da ex-diretoria do Santos, clube tradicional do estado de São Paulo, ao trazer para a equipe, a então três vezes Melhor do Mundo FIFA, Marta Vieira da Silva. Tal fato mudou circunstancialmente a visibilidade do futebol feminino no país, fazendo com que alguns clubes, espalhados pelo Brasil, mudassem significativamente seu olhar e sua postura sobre a modalidade. Continue lendo…

Tem também o Futebol Feminino Profissional, sempre com notícias dos campeonatos.

E você também pode entrar em contato com algumas das jogadoras da seleção pelo twitter: Elaine Baiana @mouraelaine , Thaisinha @thaisduarte11 e Thaís Picarte @ThaisPicarte

Do Superinteressante

Falta! Falta!

Olha o drama, gente.

Pesquisadores da Technischen Universität München (Alemanha) analisaram 56 jogos de futebol masculinos e femininos e observaram que: (1) quando estão sendo substituídos, os homens levam quase 10 segundos a mais para sair do campo do que as mulheres; (2) depois de fazer um gol, as mulheres comemoram por mais ou menos 30 segundos, enquanto os homens ficam festejando por quase um minuto; (3) quando rolam pelo campo depois de se machucarem (ou fingirem que se machucaram), eles demoram 30 segundos a mais para se levantar do que elas.

Um dos pesquisadores envolvidos na pesquisa, Malte Siegle, tenta limpar a barra dos rapazes. Segundo ele, não é só drama, exibicionismo ou necessidade de atenção. “Temos evidências de que os homens usam essas interrupções de forma tática“. Hum. Sério mesmo, Malte?

Enquanto isso, um outro estudo, esse feito lá na Wake Forest University (EUA), focou apenas nas lesões que rolam durantes os jogos, e constatou que, sim, os homens fingem se machucar mais vezes do que as mulheres. Entre elas, o ferimento pode ser considerado inquestionável (quando há sangue visível ou o jogador demora mais do que cinco minutos para se recuperar) em 14% das vezes em que caem no chão; entre eles, apenas 7% das cenas dão indícios de serem realmente sérias. O resto, ou não é grande coisa ou é só charminho para o juiz.

Às vezes eles perdem o jogo, mas bem que mereciam um Oscar, né?

Do Ambiental Sustentável

Sobrevivência de onças, jaguatiricas, lobos-guará e cachorros-do-mato em seus hábitats está cada vez mais condicionada a sistemas de rastreamento por GPS, sinais de rádio e câmeras de alta resolução; custo dos equipamentos ainda é entrave para cientistas

Jaguatirica

A tecnologia tem se mostrado uma aliada importante para a conservação de espécies da fauna brasileira. A sobrevivência de onças, jaguatiricas, lobos-guarás e cachorros-do-mato em seus hábitats cada vez mais está condicionada a sistemas de rastreamento por GPS, radiotelemetria e câmeras de alta resolução.

CENAP

Censo animal. Onça-pintada fotografada com armadilha fotográfica no Pantanal

Com essas ferramentas, pesquisadores conseguem descobrir como os animais utilizam o ambiente, seus deslocamentos e hábitos. Além de facilitar a compreensão das relações entre homens e animais, a tecnologia ajuda a determinar áreas para conservação, corredores ecológicos e reflorestamento.

Segundo Rogério Cunha de Paula, biólogo do Centro Nacional para Pesquisa e Conservação dos Predadores Naturais (Cenap), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, o monitoramento de espécies tem servido para intimidar a caça aos animais. “Evitar, não evita. Mas intimida. Em locais onde divulgamos os projetos de monitoramento, a caça teve uma queda severa”, diz o pesquisador.

O Cenap usa estudos de radiotelemetria com animais em parques, fazendas e reservas ecológicas. Há pesquisas com onças-pintadas em São Paulo, no Paraná (Foz do Iguaçu), Mato Grosso do Sul (Pantanal) e Bahia. As onças-pardas são monitoradas em Santa Catarina e Minas Gerais (regiões do Triângulo Mineiro e do Parque Grande Sertão Veredas). Os lobos-guarás são pesquisados também em Minas Gerais, no Parque Nacional da Serra da Canastra e também no Triângulo. Já o cachorro-vinagre, mamífero nativo do Cerrado, é monitorado em Mato Grosso. No total, em torno de 30 animais são monitorados pelas diferentes tecnologias.

Onça

Conflitos. “Os dados podem ser úteis em planos de manejo que permitam, além da conservação das espécies, evitar conflitos entre produtores rurais e predadores, como onças”, explica Marcel Penteado, do Instituto de Biologia da Unicamp.

Ele explica que o monitoramento via satélite pode ajudar a prevenir ataques a rebanhos, por exemplo. “Caso elas estejam sendo monitoradas por GPS, é possível saber se estão se aproximando demais dos rebanhos, orientar os produtores a evitar as áreas mais frequentadas pelos animais”, explica Penteado.

O projeto de pesquisa de Penteado realiza o rastreamento de quatro jaguatiricas que usam a mesma área por sinais de rádio, e também duas onças-pardas, uma delas com colar GPS.

“A tecnologia só não é mais usada porque o custo é alto. Como a maioria é importada, os impostos e taxas são o grande fator de limitação para os programas de conservação”, diz Cunha.

Um colar com GPS custa, fora do Brasil, em torno de US$ 4 mil. Com as taxas, chega no País por R$ 35 mil. Muitos dos equipamentos hoje em operação foram doados por ONGs, empresas e institutos internacionais, como o Smithsonian Institution, dos Estados Unidos.

No interior de São Paulo, um dos casos mais conhecidos de animal monitorado é o da onça-parda Anhanguera. O animal, atropelado na rodovia de mesmo nome em 2009, foi reintegrado a uma região de remanescente de Mata Atlântica em janeiro. No pescoço, um colar de radiotelemetria.

“Sabemos exatamente onde ele está e que, desde a soltura, está em processo de explorar a região”, conta Cristiana Adania, veterinária responsável pelo Centro de Reabilitação de Animais Silvestres da Associação Mata Ciliar, responsável pelo monitoramento do animal.

Com menor custo que os colares de rastreamento por rádio ou GPS, outro recurso tecnológico usado pelos pesquisadores são as armadilhas fotográficas. Existem 400 câmeras com esse objetivo espalhadas pelo País.

Para Lembrar

No primeiro semestre do ano passado, a Prefeitura de São Paulo recebeu uma boa notícia das armadilhas fotográficas montadas nos remanescentes de florestas da cidade: havia pelo menos um casal de onças-pardas no município. Elas vivem na Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos, no extremo sul da cidade.

A informação obtida com a tecnologia rendeu, pelo menos, um fruto concreto. No segundo semestre, uma votação na internet escolheu a onça-parda como animal silvestre símbolo de São Paulo.

Lobo-guará

Entenda os recursos utilizados

Radiotelemetria

Permite o acompanhamento dos deslocamentos dos animais. Os equipamentos mais simples são transmissores de rádio (VHF) acoplados a uma coleira, que emitem o sinal numa frequência específica. O pesquisador vai a campo com uma antena e receptor e localiza os movimentos do animal. É o método mais barato, mas demanda trabalho de campo intensivo.

GPS

Coleiras com GPS acoplado registram e armazenam várias localizações do animal durante o dia. Estes equipamentos permitem estudos muito detalhados sobre a movimentação do animal. O custo de aquisição é alto, mas o custo operacional é baixo, pois o pesquisador vai menos à campo (apenas para fazer download dos dados registrados no colar ou para conferir dados do GPS).

Armadilhas fotográficas

São câmeras fotográficas acopladas à sensores infravermelhos. Quando o animal passa na frente do sensor, é fotografado. Elas não dependem de captura do animal e possibilitam estudar vários fatores relacionados à biologia da espécie em questão. No entanto, um bom estudo precisa de no mínimo 30 câmeras (o custo é elevado), podem estragar com a umidade e podem ser roubadas.

Fonte: Andrea Vialli/Estado de São Paulo
Do Correio Braziliense
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Mulheres com densidade óssea precária são as portadoras da doença que apresentam melhor resultado com a ingestão adequada do nutriente

Não é de hoje que médicos afirmam que a alimentação é fundamental no tratamento da maioria das doenças. A ingestão de determinados nutrientes pode fazer toda a diferença no combate a enfermidades que atingem milhões de pessoas no mundo todo. Recentemente, uma pesquisa desenvolvida por estudiosos do Hospital for Special Surgery de Nova York concluiu que baixos níveis de vitamina D — ou calciferol — no sangue estão relacionados à diminuição da resposta de pacientes no tratamento da osteoporose (veja arte).

Silenciosa e agressiva, a doença atinge uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima da idade dos 50 anos. A doença afeta cerca de 75 milhões de pessoas na Europa, no Japão e nos Estados Unidos, e no Brasil já são mais de 10 milhões de pacientes. A população de idosos é a que mais cresce no planeta e a que mais sofre com o mal, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com o estudo norte-americano, divulgado na 93ª reunião anual da Sociedade de Endocrinologia, em Boston, no mês de junho, mulheres com baixa densidade óssea são sete vezes mais susceptíveis a se beneficiar da medicação utilizada para tratar a doença quando os níveis de vitamina D estão acima das recomendações do Institute of Medicine (IOM).

Em novembro do ano passado, o IOM publicou recomendações atualizadas da ingestão de suplementos de vitamina D e cálcio. O relatório propõe um consumo diário de 600 unidades internacionais (UI) da vitamina para a maioria dos adultos saudáveis. Segundo a instituição, essa quantidade associada à ingestão adequada de cálcio é suficiente para atingir o nível ideal de vitamina D no sangue, que é de 20 nanogramas por mililitro (ng/ml).

Renovação

A pesquisa do Hospital for Special Surgery tratou 160 mulheres depois da menopausa que sofriam de osteoporose. A taxa de pacientes com nível de vitamina D no sangue correspondente ao indicado pela IOM — que não responderam à medicação — foi de 77,8%. Essa porcentagem passou para 42,3% quando a concentração da vitamina era de 30 a 40ng/ml e para 24,6% quando o nível estava acima de 40ng/ml.

A vitamina D é reconhecida como um nutriente fundamental para a saúde dos 206 ossos que sustentam o corpo e protegem os órgãos vitais. A osteoporose ataca justamente os protetores, tornando-os frágeis e mais propensos a fraturas. Na composição básica do osso humano está o cálcio, elemento para o qual o calciferol exerce uma importante função. Ao ingerir alimentos que são fontes de cálcio, o organismo humano absorve o nutriente no intestino delgado, onde ocorre o aproveitamento de cerca de 30% do cálcio consumido. Em circulação no corpo, a vitamina D age nesta absorção, que chega a 80%. A homeostase do cálcio é a principal função da vitamina D no organismo, o que explica sua íntima relação com a saúde dos ossos e a osteoporose.

Ao longo da vida do indivíduo, os ossos estão em contínua renovação, em que as partes velhas são reabsorvidas por células denominadas osteoclastos, que retiram o osso velho enquanto o osso novo é formado por células chamadas osteoblastos. Esse processo acontece normalmente por anos e a resistência óssea é sempre mantida pelo equilíbrio da atividade das duas células, quando a substituição é completa.

Em um indivíduo que sofre de osteoporose, os osteoclastos trabalham mais que os osteoblastos, fazendo com que muito osso seja retirado e pouco seja formado, acarretando a perda de densidade mineral óssea. O esqueleto fica mais frágil e menos resistente com ossos porosos e susceptíveis a fraturas. Como a osteoporose é muito comum em idosos, quedas e acidentes são muito mais perigosos para indivíduos em idade avançada.

Exposição solar

O auxílio da vitamina D no tratamento com bifosfenatos vem justamente da função que ela exerce nas células responsáveis pela renovação do osso. Em alta concentração no organismo, ela diminui a ação dos osteoclastos ao mesmo tempo em que estimula os osteoblastos. O mesmo vale para os bifosfonatos nitrogenados, que fazem parte de uma classe terapêutica entre as medicações contra a osteoporose denominadas drogas antireabsortivas. Elas atuam diretamente na atividade osteoclástica, diminuindo-a.

Embora a ingestão de vitamina D seja sem dúvida fundamental para o tratamento de indivíduos que sofrem de osteoporose, a nutricionista Joana Lucyk alerta para a importância de uma dieta equilibrada com outros nutrientes para a saúde óssea. “Nem só de vitamina D e cálcio é feito o osso. Existem muitos nutrientes que auxiliam a entrada do cálcio nos ossos, como o silício, o magnésio e a vitamina C”, explica.

Vegetais escuros, como espinafre, couve e brócolis, além de peixe e derivados do leite, são fontes de calciferol importantes, mas seu consumo não elimina a dieta balanceada como parte essencial da saúde do organismo como um todo. Além disso, a nutricionista ressalta que ao contrário do que muita gente pensa, o sol por si só não é fonte de calciferol. “A exposição solar ativa a função hormonal da vitamina D e é essencial para a atividade do nutriente, que deve ser consumido normalmente pela ingestão de alimentos.”

O resultado da pesquisa do Hospital for Special Surgery aponta uma direção para otimizar o tratamento da osteoporose, mas não significa uma saída imediata. Especialistas não recomendam a ingestão de vitamina D em quantidades desreguladas. Weldson Muniz, ortopedista e professor da Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília (UnB) alerta para os perigos da hipervitaminose.

“Na medicina ocorre muito isso: você arruma uma coisa e bagunça a outra. Sem dúvida, a vitamina D é importante para a saúde dos ossos, mas em doses exageradas pode acarretar problemas. O organismo trabalha como um todo, não adianta desequilibrar uma quantidade para resolver um problema, se isso gerar um novo. É bom para a fratura, mas talvez seja ruim para o organismo como um todo”, pondera.

O excesso de vitamina D resulta em calcificação de tecidos moles, náuseas, pressão alta, perda de apetite, insuficiência renal, fraqueza muscular e dores nas articulações. Apesar disso, a hipervitaminose D não é muito comum porque ocorre apenas pela ingestão de suplementos, visto que a quantidade desse nutriente nos alimentos é muito pequena.

Dados preocupantes

Depois dos 50 anos, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens apresentarão uma fratura relacionada à osteoporose. Isso significa que cerca de 75% das fraturas de quadril nesta idade acontecem nas mulheres e 25%, nos homens. Numa mulher branca, a escala de risco para uma fratura de fêmur é de uma em seis; e para o diagnóstico de câncer de mama é de um em nove. Uma mulher de 50 anos de idade tem 2,8% de risco de morrer em consequência de complicações de uma fratura de fêmur. Este risco é equivalente ao de morrer por câncer de mama e quatro vezes maior que o de morrer por câncer de endométrio.

Do EcoAmazonia
Pássaros

Todo final de tarde milhares de periquitos começam a chegar de todas as partes para passar a noite nas frondosas árvores da Praça Santander, no centro da cidade amazônica Letícia, na Colômbia. No principal ponto de encontro local, a praça central, turistas apontam suas câmeras para o céu para registrar algo que jamais viram antes. Já os moradores do lugar contam as histórias de quem convive há muitos anos com esses pássaros.

“Gosto do som deles. Passam o dia no mato, começam a chegar só no final de tarde, lá pelas cinco e meia, seis horas. Quando se vai o último raio de sol, dormem. Às cinco da manhã despertam e se vão novamente”, descreve dona Maria de Jesus Bardalos, de 75 anos, que vende tortas e doces na praça quando acontece alguma comemoração na cidade. “Primeiro eram as colondrinas que vinham dormir aqui. Elas ficavam vindo durantes meses e depois iam embora. Em um desses intervalos chegaram os periquitos, há mais ou menos 10 anos”, conta a senhora que nasceu em Letícia e é filha dos primeiros colonos da região.

Pássaros 2

“É um pouco de ecologia dentro da cidade. Enquanto existir este parque, os pássaros estarão por aqui”, acredita a jovem Jenifer Henríquez Parra – neta de Maria de Jesus – que fez curso técnico em gestão de recursos naturais. Ela explica que ninguém pode derrubar uma árvore da praça sem pedir permissão ao Corpo-Amazonía, órgão do governo colombiano ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

Alejanda Bedoya, bióloga da Universidade Nacional da Colômbia, revela que o nome científico dos periquitos é Brotogeris versicolo e que a região é propícia a esses pássaros: “A área é aberta, eles encontraram árvores adequadas para dormirem e uma variedade de frutas, sementes e flores”.

Alejandra é de Medelín, mas viveu quase dois anos em Letícia. Durante esse tempo, passou vários dias na praça vendo de perto o comportamento da espécie. “Os periquitos vivem em núcleos sociais muito fortes. Os casais são para toda a vida. Andam sempre em família, com seus filhos, netos, bisnetos e as famílias são grandes. No amanhecer e no entardecer, gritam como uma forma de marcar território”. E assim seguem os periquitos, levando um pouco de seu encanto a quem passa por Letícia.

Por Maria Emília Coelho

 

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