"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Arquivos para a julho, 2011

Foto: Alfred Eisenstaedt

Estou solteira, mas não estou morta. Isto posto, posso contar que passeio por aí de vez em quando. Conheço um mocinho aqui, outro ali. Vez ou outra, chego a me jogar numa aventura amorosa. Ou seria desventura?

Há um tempo me apelidaram de dedo verde. Fui ver do que se tratava. Não era relacionado ao livro, mas à característica de encontrar coisas difíceis de maneira fácil. Ficou confuso? Exemplifico. No trabalho, aponto o erro na primeira leitura. Nas compras, mesmo no meio de uma megaliquidação, acho sempre o item mais caro.

Agora, no campo das relações – ou melhor – das tentativas, descobri que o dedo não é verde, é podre. Isso ou os carinhas de hoje estão completamente esculhambados. Ao menos, os que eu tenho encontrado.

Eles dizem aos quatro cantos que não querem compromisso e, ao se depararem com uma garota que também tem essa visão, não dão conta do recado. Assustam-se como criancinhas. Defendem-se atacando as convicções da moça, pregando conceitos antigos, disfarçando-os de moral e bons costumes. Faltam dizer que boa era a Amélia.

Tentam, desesperadamente, parecer o que não são. Ao encontrarem uma mulher normal, que preserva sua auto-estima, inventam defeitos. Se não foram abençoados por Apolo, discorrem por horas o quanto são desejados e recebem cantadas no trabalho, na rua e por onde passam. Posam de Príncipes Encantados, mas tem boca de sapo.

Será que esses mocinhos incautos não sabem a hora de se calar? Olha, mulher também broxa, viu! E a broxada feminina é na mente, muito mais difícil para voltar atrás.

Nós estamos mais livres, dispostas a nos entregar e curtir o momento. Queremos descobrir sensações sem a obrigação de uma promessa mais solene. Nós também fazemos Test Drive! Mas aprovamos boas maneiras.

Meninos, uma boa conversa é crucial, mesmo que a conexão seja casual. Se a relação for estritamente física, não percam boas oportunidades de se calarem. Ajam! Garanto que assim, não correrão o risco de um fiasco total.

Nós propagamos a diversão sem culpa, mas não concedemos uma licença para vocês nos tratarem como o amigão do boteco. Nosso ouvido não é penico!

Bom, um último aviso aos fofos:

Não, nós não queremos saber das suas ex, muito menos de quem anda rondando seu território. Não, nem todas querem namorar após o primeiro encontro. Às vezes, nem depois do milésimo. Aliás, a maioria de nós quer apenas ser feliz. Sim, nós gostamos de mimos, carinhos e cortejos. Não é porque somos independentes que aceitamos maus-tratos. E, por fim, educação não faz mal a ninguém.

Carolina Vianna

 

Carolina Vianna é fotógrafa, Poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.

Mercosul

Em duas horas de encontros na manhã desta sexta-feira (29), as presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, centraram suas discussões nas formas de blindar os dois países e a região das consequências do aprofundamento da crise econômica mundial.

Dilma, que segundo assessores passou os últimos dias discutindo os possíveis reflexos no Brasil da crise dos EUA, e a possibilidade de um calote do país em investidores, chegou a dizer nesta manhã que problemas bilaterais, como as barreiras comerciais, “são de pouca monta” e estão sendo resolvidos.

“Problemas que surgem aqui e ali e que estão se resolvendo são de pouca monta”, afirmou Dilma.

Na declaração à imprensa, as duas ressaltaram preocupações diferentes com os reflexos para a região. Dilma citou a “avalanche de produtos manufaturados” que, “ao não achar mercado nos países desenvolvidos”, pode recair sobre a América do Sul. Já Cristina falou do “ingresso de capitais especulativos as nossas moedas”.

As duas presidentes criaram nesta sexta-feira o Conselho Empresarial Brasil-Argentina. Esse fórum tem entre os seus objetivos, resolver a questão das barreiras comerciais que foram impostas pelos dois países desde o inicio do ano sem a interferência dos governos centrais.

Os setores mais prejudicados pelo problema foram o têxtil e de baterias, no caso do Brasil. Na Argentina, a maior prejudicada foi a indústria automobilística.

Esse problema ocorreu porque a Argentina adotou uma política de demorar até 60 dias para analisar os produtos brasileiros que são comprados pelos argentinos. Essa medida é chamada de licenciamento não automático.

Essa prática é considerada legal pelas regras de comércio internacional, porém, os argentinos têm demorado mais de 60 dias para liberar a entrada dos produtos brasileiros. Os setores de calçado, têxtil e baterias são os mais afetados pelas medidas argentinas.

Em seu discurso, Dilma fez um gesto ao reconhecer a soberania das Ilhas Malvinas como argentinas. A área é controlada pelo Reino Unido.

Já Cristina brincou com o futebol, dizendo que se os dois países não tivessem sido eliminados da Copa América, o encontro entre ela e Dilma seria “impossível”.

Ela reconheceu ainda o Brasil como principal sócio comercial e político da Argentina e citou a importância econômica de programas de inclusão social, como o Brasil Sem Miséria, bandeira de Dilma. “Superar a desigualdade é um compromisso econômico. Precisamos de mais e melhores consumidores”, disse.

Do Folha.Com

Plantas domésticas comuns são capazes de fornecer um meio viável para purificar o ar de nossas casas, melhorando a saúde da família..

Chrysantheium morifolium

Nossas casas contêm muitas substâncias irritantes visíveis e invisíveis que contribuem para uma má qualidade do ar.  Fungos, bactérias, pólen, poeira e pêlos de animais são os maiores culpados contribuindo, muitas vezes, para o desenvolvimento de doenças respiratórias crônicas, bem como dores de cabeça, congestão nasal, náuseas e fadiga.

De acordo com a American Lung Association – Associação Americana do Pulmão-  em muitas casas há substâncias químicas comuns, tais como formaldeídos, monóxido de carbono, e muitos outros. Muitas vezes, produtos domésticos muito utilizados, como pesticidas, produtos de limpeza, tintas e solventes podem ser fontes de agentes químicos potencialmente perigosos. Esses agentes químicos são conhecidos por contribuir para problemas crônicos de saúde, incluindo câncer de pulmão.

 E o que se pode fazer para melhorar a qualidade do ar em nossa casa?

 Uma solução simples é cultivar plantas domésticas

 Em 1989 a NASA divulgou um relatório intitulado “Plantas de Interior para a redução da Poluição do Ar Doméstico”. O relatório detalha as conclusões de um estudo de dois anos sobre os efeitos do uso de plantas domésticas, com o propósito de melhorar a qualidade do ar através da remoção de poluentes do ar interior.

Embora o relatório aponte a necessidade de mais estudos, os resultados apresentados são promissores e trazem uma lista das plantas mais eficazes para a remoção de muitas das toxinas prejudiciais, no ambiente doméstico

O estudo descobriu que plantas domésticas comuns podem melhorar a qualidade do ar em menos de 24 horas. Algumas das toxinas testadas que foram total ou parcialmente removidas são o benzeno, tricloroetileno e formaldeídos. Outro fato interessante, de acordo com o estudo, é que quando as plantas e a terra dos vasos estão constantemente expostos ao ar que contem  as toxinas a sua capacidade de filtragem melhora continuamente, já que os microorganismos têm a habilidade de adaptar-se geneticamente, aumentando assim a sua capacidade de utilizar produtos químicos tóxicos como fonte de alimento.
Com base nos achados, acredita-se que uma planta de 15 a 20 cm de diâmetro, que não exija muita luz solar,  é suficiente para melhorar o ar de um ambiente de 300metros quadrados.

Algumas da melhores plantas para a redução da poluição do ar doméstico;

Fonte: Greenword 365

Mulheres no mercado de trabalho

Bem, depois de muito trabalho e esforço, você foi promovida a chefe da equipe da qual fez parte até ontem. Você entra no seu espaço diferenciada dos demais, sente-se orgulhosa, recompensada pela dedicação e empenho com que se destacou dos outros. Cadeira confortável? Mesa maior? Uma sala fechada? Maravilha! E agora? Como vai ser com seus camaradas, seus companheiros de almoço, de piadas sobre o chefe, de reclamações e fofocas? Pensa que é fácil? Não é mesmo.

A primeira coisa que você deve ter notado é que agora você tem um papel diferente dentro da organização. Você foi escolhida para liderar essa equipe, para obter o melhor de seus subordinados, agora você é a responsável por trazer os resultados. Bem, sua carreira de executiva iniciou e ela é diferente de sua carreira de subordinada. Você foi escolhida porque seu chefe reconheceu em você capacidade de mobilizar pessoas e motivá-las a produzir aquilo que a empresa precisa para atingir suas metas.

Não pense que, porque chegou a essa posição tudo está resolvido. Lembre-se que nos primeiros momentos você está em observação e os olhos de todos estão sobre você. Há um período de iniciação em que você terá de ser aceita pelos seus próprios pares, além da própria equipe. Não precisa ficar assustada com isso, todos os outros executivos passaram por esse período e, se você não tivesse mostrado capacidade, certamente não teria sido promovida.

Apenas aceite que esse período existe e não tente dar a impressão de que sabe tudo a respeito de liderar essa equipe somente porque fez parte dela. Não se acanhe em fazer perguntas, em buscar respostas claras sobre o que sua chefia espera de você, peça opiniões e sugestões aos subordinados. Afinal, gerir uma equipe exige que, além de conhecimento técnico você precisa ser capaz de controlar as tensões do grupo e manter o time focado em missão, valores, metas, indicadores de desempenho, agenda…

Você terá que ser capaz de antecipar problemas, identificar opções, desenvolver estratégias, estabelecer metas e planos de ação. Vai ter que organizar a distribuição de tarefas, facilitar a ação das pessoas, fazer correções de rota quando necessário.

Você terá que limitar as fofocas, mesmo que seus subordinados sejam seus super-amigos. E, se alguma chegar a você, lembre-se de, antes de tomar decisões, achar um jeito de separar o que é fato do que é fruto de opiniões ou sentimentos. Aprenda a ouvir os diversos lados envolvidos, de forma delicada para não ofender ninguém e para que seus velhos amigos não pensem que o cargo lhe subiu à cabeça.

Lembre-se que, para você se sair bem, é necessário criar alianças e parcerias com chefes, pares e com sua equipe. Você não precisa saber tudo de tudo, saiba o essencial e saiba quem tem as respostas para as diversas questões do seu dia-a-dia. Busque ajuda de outros gerentes se precisar, mesmo de seu chefe, pois ele está tão interessado quanto você no seu triunfo.

Não pense que é necessário mudar sua personalidade, tratar friamente seus amigos só porque virou chefe deles. Existem muitas maneiras delicadas de sair fora de uma fofoca ou de uma conversa boba. Aos poucos as pessoas percebem que seu papel mudou e começam a tratá-la como chefe, sem com isso deixarem de ser seus amigos. E daqui a pouco você vira Diretora….

Texto: Maria do Carmo Marini

Do Blog Plena Mulher e do Blog Executivas & Chiques

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) deve publicar na próxima semana uma resolução que atualiza a cobertura assistencial obrigatória para os planos de saúde.

Os convênios terão que custear, a partir de janeiro de 2012, 50 novos procedimentos –entre eles, cirurgia de redução de estômago via laparoscopia, terapia ocupacional e a tomografia especial PET Scan, usada no diagnóstico de câncer.

Também em agosto será publicada uma norma obrigando os planos a disponibilizar programas que promovam a prevenção de riscos e doenças para um envelhecimento ativo, com desconto na mensalidade para os consumidores que aderirem.

Mudanças

Além dessa medida que deve ser anunciada em agosto, outras duas resoluções da ANS ganharam destaque. Ontem, entrou em vigor um novo regime de regras de portabilidade de carência (período no qual o usuário paga as mensalidades, mas ainda não tem acesso a coberturas previstas no contrato).

Com a resolução, publicada em abril, os beneficiários têm o direito de mudar de plano de saúde sem cumprir novos prazos de carência. Desde de abril de 2009 isso já era permitido para planos contratados a partir de 2 de janeiro de 1999. As mudanças só valerão para esses planos chamados novos –os anteriores a janeiro de 1999 não sofrerão alteração.

Na semana que vem, entra em vigor outra resolução, que define regras para adaptação e migração de contratos firmados até 1º de janeiro de 1999 com planos de saúde.

A resolução deve facilitar a mudança de usuários de planos anteriores a 1999 para novos. Segundo a ANS, alterar os contratos dará segurança e garantias oferecidas pela regulamentação do setor (que se deu com a lei nº 9.656/98), tais como regras de reajuste, garantia às coberturas mínimas obrigatórias listadas no rol de procedimentos e eventos em saúde e portabilidade de carências.

Em junho, a ANS também já tinha publicado uma nova norma para consultas, obrigando os planos de saúde a cumprir prazos mínimos de atendimento para seus usuários.

Do Folha.Com

Copinhos viram canetas, réguas e o que mais se puder moldar com matéria-prima obtida por reaproveitamento

Canetas feitas de material reciclado

Cansado de ver todos os dias copos plásticos jogados no lixo, o funcionário do Laboratório de Protótipos da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp José Maria da Silva decidiu arregaçar as mangas. Criou, há quatro anos, o Projeto Recicle, para produzir canetas e réguas a partir de copos. “Com uma bandeja de iogurte de seis copinhos conseguimos fazer seis canetas”, diz Silva, hoje parceiro da universidade e de empresas.

Coleta e seleção

O ponto de partida do projeto é o descarte correto dos copos, já que a qualidade do resíduo permite fabricar produtos melhores a um custo menor. José Maria da Silva até criou uma máquina que lava e recolhe copos. Ela informa o peso, em gramas, de cada unidade depositada.

Proporção

É hora de recuperar a matéria-prima para produzir. Com cada quilo de plástico é possível fazer até 200 canetas. Mas, para reunir 1 quilo, são necessários cerca de 500 copos de 200 ml. Um copo grande de refrigerante, de 150 gramas, rende um kit com régua e caneta

Trituração

Os copos são moídos e lavados. Depois de secos, são colocados em uma extrusora, máquina que derrete o plástico e o transforma em uma massa. Essa mistura pastosa é expelida pelo bico da máquina, em forma de espaguete. O material depois passa pela água para esfriar.

Moldes

Quando esfria, a massa é cortada em pedaços (os grânulos). Esses grãos são a matéria-prima reciclada que vai para máquinas injetoras. O equipamento injeta o plástico em moldes para produzir não só canetas e réguas, mas vasos e outros tipos de peça.

Fonte: Karina Ninni/ Estado de São Paulo
Do Ambiental Sustentável

Clássico, Becket, O Favorito do Rei, ressurge restaurado em cuidadosa versão digital.

Becket, O Favorito do Rei

Resumo da história: Ambientado na Inglaterra medieval, Becket, O Favorito do Rei (Becket – EUA/Inglaterra – 1964) se passa cerca de um século e meio depois da Batalha de Hastings (1066), quando o normando Guilherme passou a dominar o arquipélago britânico, depois de derrotar o rei Haroldo, de origem saxônica. No trono, está Henrique II (Peter O´Toole), bisneto do conquistador. A construção do seu personagem mistura irresponsabilidade, arrogância e crueldade, características que serviriam para encobrir sua baixa autoestima e elevada insegurança. Ele encontra então no enigmático Thomas Becket (Richard Burton) o alter ego daquilo que ele gostaria de ser. Este se revela, desde as primeiras sequências, uma alma torturada pelo dilema de ser o melhor amigo de um soberano que sistematicamente comete as maiores arbitrariedades contra a população pobre, de maioria saxã, como ele (Becket). A tensão aumenta quando Henry nomeia Becket chanceler do reino. E piora ainda mais, a partir do momento em que o rei o obriga a aceitar o cargo de arcebispo de Canterbury, o chefe da Igreja no país. Autoconfiante, Becket muda radicalmente e sinaliza o seu afastamento do amigo com atitudes voltadas para a defesa das vítimas da insensatez real. Quando um padre é assassinado por um dos nobres mais ligado ao rei, a situação do novo arcebispo fica insustentável, o que o obriga a fugir da Inglaterra e, com a ajuda do rei francês Luís VII (John Gielgud), vai a Roma pedir a intervenção do Papa. No trecho final, prevalece a obsessão de Becket pela condição de herói. Sua alma solitária passaria a se nutrir da paixão pela vingança. Henry agiria então para impedir o seu próprio esvaziamento.

O diretor e o elenco: O roteiro de Becket, O Favorito do Rei foi praticamente uma adaptação da peça exibida dois anos antes na Broadway, com os magistrais Laurence Olivier e Anthony Quinn. O cineasta Peter Glenville garantiu o êxito do filme na seleção do elenco, ao conseguir outra dupla magnífica. Diretamente do Irã, onde acabara de filmar Lawrence da Arábia, veio Peter O´Toole, que se juntaria a Richard Burton, para dar substância e profundidade a um drama que conseguiu ser, ao mesmo tempo, épico e intimista. O filme efetivamente tem sequências externas, com extraordinárias panorâmicas, como as produções infanto juvenis de Cécil B. De Mille. Mas é sobretudo uma história cinematograficamente bem construída e centrada no antagonismo inconsciente da dupla principal. Mérito de Glenville, que deixou os craques Peter O´Toole e Richard Burton jogarem o que sabiam.

Detalhe 1 - Nos diálogos entre Henry II e Becket, manifestações inequívocas da linguagem não-verbal e dos sentimentos profundos de cada um. Por várias e várias vezes, Becket engole em seco, sinal de frustração, impotência, diante das esquisitices do rei; este, o tempo todo interrompe a fala do outro, deixando claro desrespeito que camuflava a inveja por não ter a sagacidade e a inteligência de Becket.

Detalhe 2 - O filme é composto por longas sequências sem cortes, resultado direto da performance dramática dos protagonistas e o do principal coadjuvante (Jonh Gielgud). A tática que consiste no uso de takes longos, com cinco minutos ou mais, tem se mostrado inviável, no cinema de agora. Algumas exceções a confirmar a regra: em Troia (2004), Peter O´Toole, no papel de Príamo, vai ao acampamento de Aquiles (Brad Pitt) reclamar o corpo do filho morto em batalha. No diálogo dos dois, ficam evidentes os estilos. Peter O´Toole diz toda a sua longa fala, com uma única câmera e apenas dois cortes, na edição. Brad Pitt usa nada menos do que quatro câmeras e demanda doze cortes para falar texto que é menos de um terço do seu interlocutor (praticamente, um corte para cada frase).

Detalhe 3 - O filme recebeu 12 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator (Peter O´Toole), Melhor Ator (Richard Burton), Melhor Ator Coadjuvante (John Gielgud), Melhor Diretor (Peter Glenville), entre outros. Abriria caminho para o grande vitorioso dos Oscar de dois anos depois, O Homem Que Não Vendeu Sua Alma (1966), de Fred Zinnemann e, na sequência, Ana dos Mil Dias (1969), de Charles Jarrett, com Richard Burton no papel principal, como Henrique VIII.

Detalhe 4 - Becket é aula de bom cinema, não apenas pelas soberbas interpretações. O roteiro adaptado, os diálogos, a fotografia — restaurada com esmero — e, especialmente, a trilha sonora dão a estrutura adequada a esse clássico, cuja temática continua contemporânea, quase meio século depois.

Versão em DVD/Blu-ray, com vários extras, incluindo duas entrevistas de Richard Burton à BBC.

Por José jardelino Da Costa Jr.

Cerca de 13 milhões de usuários de planos de saúde podem mudar de operadora sem precisar cumprir novos prazos de carência a partir desta quinta-feira, com base na nova regra estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A permanência mínima no plano também foi reduzida, de dois para um ano (a partir da segunda portabilidade). Para fazer a mudança, o cliente precisa estar com o pagamento das mensalidades em dia. A nova regra permite que ele mude de um plano de abrangência municipal, por exemplo, para outro com cobertura em todo o Estado ou nacional.

A medida vale para cliente de plano individual, familiar e coletivo por adesão (contratado por meio de conselho profissional, entidade de classe, sindicatos ou federações). Os usuários de planos empresariais, aqueles contratados pelas empresas para seus funcionários, estão de fora. O usuário terá quatro meses a partir do mês de aniversário do contrato para fazer a mudança, e não mais dois meses como era anteriormente.

As novas regras também obrigam os planos a informar a todos os seus usuários a data inicial e final do período estabelecido para a portabilidade de carência. A informação deverá constar no boleto de pagamento anterior ao início do período do benefício. Caso o titular não receba boletos, uma correspondência deverá ser enviada a casa do usuário.

A ANS criou também uma portabilidade especial para usuário de plano de saúde que está sob intervenção da agência ou em processo de falência e para quem perdeu direito ao plano por causa da morte do titular. Nesses casos, a portabilidade não está limitada ao mês de aniversário do contrato nem é exigida uma permanência mínima no plano para pedir a mudança.

A agência espera aumentar a concorrência no mercado e melhorar o atendimento ao consumidor. As operadoras tiveram 90 dias para se adaptar à nova norma. Quem descumpri-la pode sofrer penalidades, como pagamento de multa. Veja abaixo as principais mudanças para a troca de plano de saúde sem carência:

- A abrangência de cobertura do plano não atrapalha a mudança. O usuário pode sair de um plano com cobertura municipal, por exemplo, e ir para um de abrangência estadual ou nacional;

A partir da data em que o contrato tiver sido firmado, o usuário têm quatro meses para fazer a troca. Antes, eram dois meses;

- A permanência mínima caiu de dois anos para um, a partir da segunda portabilidade;

- As operadoras devem informar aos clientes a data inicial e final para solicitar a mudança por meio do boleto de pagamento ou carta enviada aos titulares;

- O usuário de plano individual pode trocar para um plano individual ou coletivo por adesão. Quem tem plano coletivo por adesão pode ir para outro do mesmo tipo ou individual;

- Cliente de plano que está sob intervenção da ANS ou em crise financeira e aquele que perdeu direito ao plano por causa de morte do titular têm direito à portabilidade especial. Nestes casos, a mudança não está condicionada ao mês de aniversário do contrato nem é exigida permanência mínima. Os usuários têm 60 dias para fazer a troca a partir da publicação de ato da diretoria da ANS (quando se tratar de plano sob intervenção ou em processo de falência) ou fim do contrato (demais situações).

Do Terra
Amamentação

A Secretaria de Saúde/SES-DF abrirá a Semana Mundial da Amamentação no dia 1º de agosto, às 9h, no auditório da Fepecs, na W/3 Norte, quadra 501. Esse ano, o tema da campanha é a Amamentação em 3 D, que envolve a comunicação, parte essencial na proteção, promoção e apoio à amamentação.

A ideia é estimular comunidades e unidades de saúde a usar novas tecnologias para atingir o maior número de pessoas possível, como os blogs e redes sociais, com informações necessárias sobre amamentação. Para os organizadores, também é importante alertar sobre os conflitos de interesse que surgem quando entidades que obtêm lucro a partir da venda ou distribuição de produtos abrangidos pelo Código Internacional de Publicidade de substitutos do leite materno (no Brasil, NBCAL) promovem a amamentação.

Ainda no dia 1º será aberta a exposição sobre a história da Amamentação no Brasil, aberta ao público. São 43 “banneres” que ficarão à disposição da comunidade, durante toda a semana, no Hall da Fepecs.

Segundo a coordenadora dos Bancos de Leite da SES/DF, Miriam Santos, o tema da Semana de Amamentação desse ano mostra que além de se falar sobre a amamentação em si, é preciso ser eficaz e dar as respostas que o público anseia em termos de informação.

A abertura da Semana contará com a participação do publicitário Gui Pacheco – e da jornalista Fabiana Santos, que irão transmitir aos profissionais de saúde informações sobre como trabalhar o assunto amamentação nos meios de comunicação com maior eficácia. Logo após, serão homenageadas as servidoras das regionais de saúde que retornaram da licença maternidade e continuaram a amamentar.

Míriam frisa também que “o tema da SMAM 2011 nos lembra que amamentar é uma experiência 3D – uma oportunidade de ter um maior alcance, um investimento em um futuro saudável e, finalmente, uma lente ímpar através da qual vemos o mundo. Lembremos – para obter sucesso nesta campanha precisamos comunicar. Nós somos o mundo, e nós queremos saber porque amamentar é importante”, alerta.

Saiba mais:

1) Conecte-se com outros ativistas da amamentação por email ou blog, Facebook ou Twitter, e comece a planejar!

2) Entre em contato com comunicadores locais: professores, jornalistas, publicitários, estudantes, líderes comunitários – para ajudá-los a construir e compartilhar mensagens vitais e aumentar a conscientização.

3) Entre em contato com unidades de saúde locais e ajude-os a implementar estratégias de alcance para mulheres grávidas e lactantes ou cursos de treinamento para consultores em aleitamento e aconselhamento em amamentação.

4) Escreva para seu empregador e órgãos governamentais locais ou nacionais e peça patrocínio para um evento da SMAM e, caso necessário, alerte-os sobre a necessidade de prevenir conflitos de interesses evitando apoio ou qualquer forma de colaboração de indústrias ou representantes de produtos abrangidos pelo âmbito da legislação. (No caso brasileiro, da NBCAL).

5) Seja o anfitrião de um evento onde as pessoas podem compartilhar suas histórias com criatividade – uma exposição de arte em conjunto, um monólogo, uma competição de vídeos online, festival de filmes, feira alternativa de artesanato, fórum de discussão virtual, o céu é o limite!

6) Incentive o ensino da amamentação em escolas e universidades e a integração com organizações que já trabalhem com causas sociais para realçar a amamentação através de pontos de vista variados.

7) Fale com as pessoas à sua volta!

Confira a Programação:

9:00 – Abertura

9:30 – Palesta da Jornalista – Fabiana Santos

10:00 – Debate sobre o tema

10:15 – Palestra do Publicitário – Gui Pacheco

10:45 – Debate sobre o tema

11:00 – Homenagens da Coordenação de AM e BLH

Membros da Mesa

Dr. Berardo – Subsecretario de Atenção Primária a Saúde

Dra Tatiana Coimbra – Chefe do Núcleo de Atenção a Saúde da Criança

Ten Cel QOBM/Comb.TC José Fernandes Motta Júnior – Comandante do GAEPH – responsável pela coleta de leite materno do CBMDF.

 Endereços dos Bancos de Leite no DF -baixe aqui. 

Do Clica Brasília

Ana Maria e Stella (ao lado de seus filhos) estão juntas há oito anos e desejam se casar

Após oito anos de união estável, a advogada colombiana Stella Pinzón, de 37 anos, esperava comemorar nesta terça-feira a possibilidade de se casar civilmente com sua companheira, Ana Maria Hernandez, 49. O casamento terá de ser adiado, porque a Corte Constitucional Colombiana se negou a alterar a definição de matrimônio vigente no país há 203 anos (desde 1887) e decidiu enviar a matéria ao Congresso.

“Nós ficamos tristes com isso. Eu realmente tenho planos de me casar, porque de fato, temos uma família. Somos nós duas e meus filhos, que consideram minha companheira como sua segunda mãe”, lamenta.

A advogada, que mora na cidade de Cali, no sul do país, vive com Ana Maria desde que seus filhos (fruto de uma união heterossexual anterior) eram pequenos. Ela conta que quando começaram a se relacionar a filha Nathalia tinha quatro anos de idade e o caçula, Juan José, apenas um ano.

“Ela sempre esteve comigo, nos momentos difíceis da infância das crianças, e sempre tem estado. Tanto que eles também sonham com o nosso casamento. Apesar dessa derrota, a luta continua. Não é fácil, diariamente enfrentamos preconceito. Mas seguimos lutando. Só queremos igualdade de direitos”, disse.

Mudança constitucional

A decisão que poderia favorecer os casais gays colombianos seria eliminar da definição legal de matrimônio a expressão “união de um homem e uma mulher”.

Em vez de decidir, o tribunal resolveu enviar a petição ao Congresso com o argumento de que a Câmara e o Senado devem “superar o estado de omissão legislativa” sobre a união gay. Para isso, os magistrados deram um prazo de dois anos para que a matéria seja analisada, até 20 de julho de 2013.

Embora o código civil colombiano já reconheça desde 2010 a possibilidade de união entre duas pessoas, a Constituição de 1991 mantém, em seu artigo 42, a definição de que o casamento nasce da vontade entre um homem e uma mulher.

É a segunda vez que a Corte Constitucional julga o pedido de liberação do casamento gay. No ano passado a decisão foi adiada sob o argumento de que o processo necessitava ser melhor formulado. O mesmo tribunal autorizou no início deste ano a união civil estável.

Pressão contrária

Ativistas do movimento LGBT ouvidos pela BBC Brasil acreditam que a decisão foi enviada ao Congresso por pressão das igrejas (católica e evangélica) e dos partidos políticos.

“A comunidade eclesiástica sabe que, na atual configuração legislativa, conseguir a aprovação no Congresso será mais difícil. Os conservadores têm muita força, e há muitos parlamentares ligados à igreja”, explica o ativista Maurício Garcés.

O tema divide até mesmo a base aliada do presidente Juan Manuel Santos. Os conservadores batalham contra. Já os liberais se declaram favoráveis ao lado do Polo Democrático Alternativo (atual oposição).

Os liberais defendem o matrimônio, e alguns vão além. O líder do partido na Câmara, Guillermo Rivera, disse antes da votação no Tribunal que vai lutar até mesmo pela adoção feita por pessoas do mesmo sexo. “Os casais homossexuais devem alcançar a igualdade de direitos”, opinou.

Do BBC Brasil
Ig
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