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"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Acredito em homem que abre porta de carro, pote e mata barata. Acredito em homem que troca lâmpada, conserta pia e chuveiro. Acredito em homem que paga conta do restaurante, nem cogita dividir a do motel e manda flores. Acredito em homem que respeita a mulher. Acredito em homem que leva café da manhã na cama. Acredito em homem prático que ajuda a solucionar problemas.

Acredito em mulher que cozinha e serve o prato dele. Acredito em mulher que pede ajuda e o encoraja a fazer, mesmo que ela realize a tarefa com mais facilidade. Acredito em mulher que não emascula o homem. Acredito em mulher que leva café da manhã na cama. Acredito em mulher que cede sem pensar que se anula. Eu acredito em mulher que apóia.

E acredito na divisão dos papéis!

Ser mulher hoje em dia não é fácil. Lutamos tanto pela igualdade, que conquistamos o direito de fazer tudo que eles fazem, mas acumulamos o que já era considerado nossa obrigação. Vestimos calças nas ruas e saias em casa. Dobramos a jornada. Algumas vezes, triplicamos. Nos esforçamos tanto para ser iguais que ficamos exatamente iguais.

Então, reclamamos da falta de cavalheirismo, do desaparecimento do romantismo, do medo de compromisso. E na rodinha com os amigos nos vangloriamos por trocar o pneu sozinhas, consertar o chuveiro e não saber fritar um ovo. A incoerência se instalou na mente feminina do século XXI, principalmente, no tocante aos espécimes masculinos.

As relações modernas, no meu ponto de vista, tem se assemelhado a competições. Deixamos a doçura de lado, trazemos a agressividade do mundo para a intimidade e competimos. Nós competimos para ver quem domina a situação, quem tem o melhor emprego, quem dá a palavra final, quem fala mais alto. Competimos tanto que esquecemos de namorar, compartilhar.

Perdemos o prazer da entrega, do carinho. Não nos rendemos mais às emoções. Substituímos a sensibilidade, tão inerente à alma feminina, pelo imediatismo deles. Aonde foram as mãos dadas e os olhares de cumplicidade? Onde está o diálogo? O romantismo masculino tirou férias e, parece que, levou a feminilidade para passear com ele.

Carolina Vianna

Carolina Vianna é fotógrafa, Poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.

Uma resposta to “Eu Acredito!”

  • Lygia Giovanini disse:

    É super agradável ler os escritos da Carol, fala sobre as nossa vida cotidiana com muita sabedoria e leveza. Tem futuro, logo teremos um livro aí competindo com mulheres como a Marta Medeiros e a Lya Luft, de igual para igual, nada obstante a sua pouca idade.