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Arquivos para a dezembro, 2010

As Capitãs da Indústria do Paraná

Este é o nono capítulo do livro Capitãs da Indústria do Paraná, da economista e professora Gina Paladino (saiba mais sobre a autora no fim deste post). Todas as quintas-feiras um capítulo é publicado no Mulheres no Poder.

Capítulo 9

NEREIDE DE SOUZA

Vontade e talento mudam a vida da ex-cozinheira

Capitas_da_Industria.p65Em meados de 1990, Nereide de Souza chegou em Apucarana com as duas filhas, Ada Letícia, com 10 anos, e Karen Carolina, com 5 anos. Tinha ido embora de Ivaiporã, deixando para trás um casamento desfeito e um restaurante que tinha em sociedade com o ex-marido.

Foi morar com a irmã e o cunhado na cidade que já era considerada a capital brasileira do boné. Nereide, que não tinha conseguido nem terminar o segundo grau e nunca tinha usado uma máquina de costura, não imaginava que, em poucos anos, iria montar e dirigir uma confecção. E vender muito. A única coisa que tinha era disposição para trabalhar e vontade de recomeçar a vida.

Para sobreviver, arrumou um emprego de cozinheira num restaurante. Ficou oito meses, até que a indústria têxtil entrou em sua vida. Trabalhava em duas confecções. Em uma, das 5h às 14h, servia cafezinho e limpava o escritório. Na outra, onde ficava até às 22h, pregava botões e passava os bonés recém-costurados. Com os dois empregos, pôde alugar uma casa e fazer a mudança definitiva de Ivaiporã. “Mas eu queria mais. Queria vencer”, conta Nereide. Por isso, decidiu encarar outro desafio: foi aprender a vender. Tornou-se vendedora do jornal O Estado do Paraná e também de bonés.

Para sua própria surpresa, saiu-se muito bem. Viajava a semana inteira de uma cidade a outra, sempre de ônibus. Com as boas vendas, conseguiu comprar um telefone e um fusca velhinho, que passou a usar nas viagens. Os dois bens foram vendidos quando decidiu, junto com o namorado (atual marido), Bartolomeu Teixeira de Oliveira, comprar um bar.

Mas o negócio era pequeno e o faturamento não dava para dois, então ela continuou no mercado de bonés. Foi contratada pela Fortuna Bonés para fazer telemarketing. “Eu nem sabia o que era isso. No primeiro dia, recebi um monte de listas telefônicas de todo o Brasil. Sem saber como escolher, resolvi pegar a de Vitória (ES), porque o nome já era bom, uma vitória.” Como era verão, optou pelo segmento de bebidas. Instinto, sorte, seja como for, a primeira ligação de Nereide foi para o distribuidor da Schincariol, que pediu um orçamento para 1.000 bonés. Ainda de manhã, a empresa fechou o pedido. “Fui a melhor vendedora que a Fortuna já teve.”

A empresa reconheceu o talento de Nereide e logo ela foi promovida a gerente de vendas. Passou a fazer cursos de marketing, telemarketing, vendas e ainda completou o segundo grau. O passo seguinte foi montar a própria confecção de bonés. No começo, quase toda a sua produção era vendida para o antigo empregador, a Fortuna Bonés. “Eu produzia e vendia na garagem de casa. Para receber os pedidos, comprei um fax à prestação.” Era empresária e vendedora. Terceirizou a produção e saía para comprar material. Depois que o boné chegava, ela pregava botão, passava e embalava o produto. Confiante nas vendas que estavam aumentando, convenceu o marido a vender o bar e ajudá-la a tocar a confecção. “Ele passou a cuidar da produção, a controlar as facções, e ainda carregava os tecidos nas costas. Eu atendia os clientes. Nem conseguia sair de casa de tanto que o telefone tocava. Comprei outra linha para não perder nenhuma venda”, lembra.

Embora estivesse vendendo bem, o local de produção era muito precário. A garagem ficou pequena, e ela e o marido construíram um outro cômodo de madeira, nos fundos da casa, onde faziam o acabamento dos bonés. Como não havia dinheiro para comprar uma máquina para fazer o furo do botão, tinham que improvisar. “Colocávamos os bonés em toquinhos de pau e furávamos com chave de fenda ou prego. Ficávamos até altas horas da noite fazendo isso. Um dia um vizinho nosso perguntou se tinha pica-pau na nossa casa”, diverte-se.

No final da década de 1990 construíram uma casa maior. Compraram também máquinas de costura, já que as facções não estavam mais dando conta dos pedidos, e contrataram costureiras e auxiliares. Estava criada a Cara Mettade Bonés. “Começamos com 13 funcionários e uma produção de 300 peças/dia.” Em pouco tempo o espaço, mais uma vez, ficou pequeno, e eles alugaram uma casa em frente só para a confecção.

“Nesse período teve eleições e, acredite, eu vendi mais de um milhão de bonés, uma parte feita pela gente e outra pela Fortuna Bonés”, conta.

Com o dinheiro, ela e o marido compraram um terreno e construíram um barracão de 450 metros quadrados. É ali que os 28 funcionários fabricam 3 mil bonés diariamente. Mais peças são fornecidas por confecções terceirizadas, para atender a grandes pedidos. A empresa só trabalha com produtos promocionais, não vende no varejo. “Estamos entre as mais competitivas das cerca de 200 fabricantes de bonés de Apucarana”, afirma Nereide.

Os projetos de expansão continuam. Enquanto conclui a faculdade de Administração de Empresas, Nereide constrói outro barracão para aumentar e diversificar a produção. No novo espaço serão fabricadas outras linhas de produtos promocionais, como porta-CDs e camisetas. A empresa já fez o teste com uma produção-piloto, que deu bom retorno. Mas os bonés ainda representam 90% do seu mercado. “Queremos aumentar em 30% a nossa produção de porta-CDs e camisetas. O objetivo é ter mais opções para o cliente, poder oferecer, por exemplo, um kit completo com boné e camiseta”, explica.

Gina Paladino

Gina Paladino

Sobre a autora – Gina Gulineli Paladino é economista formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez cursos de pós-graduação no Brasil, França, Japão e Suíça. Dedicou boa parte da sua vida profissional ao planejamento e à gestão de programas e projetos nas áreas de ciência, tecnologia, indústria, inovação, empreendendorismo e cooperação universidade-empresa. Publicou livros sobre parques tecnológicos, incubadoras de empresas e empreendimentos inovadores na Europa. Foi professora de graduação e pós-graduação, coordenadora de Ciência e Tecnologia da Sercretaria de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia do Paraná, diretora da Incubadora Tecnológica de Curitiba (INTEC), coordenadora de Administração Estratégica do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Nacional), em Brasília, diretora e conselheira da Associação Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas (ANPROTEC), em Brasília, correspondente da Agência de Notícias da Confederação Nacional da Indústria (CNI) na Europa, diretora executiva do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Paraná), em Curitiba , superintendente das Áreas de Pequenas Empresas Inovadoras e Subvenção e Cooperação da Diretoria de Inovação da FINEP (Agência Brasileira de Inovação), no Rio de Janeiro e atualmente é assessora da Presidência da Federação das Indústrias do Estado do Paraná – FIEP.

Com informações do Portal de Notícias G1

Mandato começa com maior total de mulheres no primeiro escalão. Lula chegou a ter cinco ministras; Sarney teve apenas uma interina.

As ministras da Dilma
As ministras da Dilma

Luiz Inácio Lula da Silva não poderá usar sua emblemática frase “nunca antes na história deste país…” em relação às mulheres no comando dos ministérios. Cabe a Dilma Rousseff enaltecer o recorde feminino no primeiro escalão. Nesta quarta-feira (22), ela finalizou a definição dos responsáveis por cada uma das 37 pastas, secretarias ou órgãos com status ministerial. Elas ocuparão 9 postos. Antes, a marca pertencia a Lula no primeiro mandato: cinco ministras.

O G1 levantou o número de ministras nas equipes montadas para posse de todos os presidentes da República desde a abertura democrática. A reportagem também traçou o perfil do primeiro escalão de Dilma. A média de idade é de 56 anos. Direito é o curso superior mais comum. E São Paulo é o estado com mais representantes.

Ao longo da história recente, a cota de mulheres sofreu oscilações. O segundo mandato de Lula (2003-2006) começou com 4 mulheres no primeiro escalão, mantendo um espaço maior que o reservado em governos anteriores. No primeiro mandato, Fernando Henrique (1995-1998) entregou apenas o Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo para uma mulher: Dorothéa Werneck. Quatro anos depois, tomou posse para o segundo mandato (1999-2002) com três ministras em sua equipe: Anadyr de Mendonça Rodrigues (Controladoria-Geral da União), Cláudia Maria Costin (Secretaria de Estado de Administração e do Patrimônio) e Wanda Engel Aduan (Secretaria de Estado de Assistência Social).

No governo de Itamar Franco (1992-1994), a única mulher a assumir de fato uma pasta foi Luiza Erundina, que comandou a Secretaria de Administração Federal por 5 meses após a saída de Osiris de Azevedo. Já Fernando Collor (1990-1992) escolheu 2 mulheres. No Ministério da Ação Social assumiu Margarida Maia Procópio, enquanto no Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento esteve Zélia Cardoso de Mello.

Mas foi nos cinco anos de governo de José Sarney (1985-1990) que as mulheres tiveram a mais baixa representação. Apenas Dorothéa Fonseca atuou como interina no Ministério do Trabalho.

Ministros de Dilma

Entre os 37 ministros escolhidos pela presidente eleita Dilma Rousseff, 11 deles têm curso superior em Direito. A segunda formação mais comum é a de Economia, com cinco nomes, entre eles o ministro da Economia e o presidente do Banco Central.

Além disso, a maior parte da equipe ministerial nasceu no estado de São Paulo. Ao todo, 11 nasceram em cidades paulistas, sendo cinco na capital. Outros cinco ministros são gaúchos. A média de idade dos 37 ocupantes da equipe da petista é de 56 anos.

Pedro Novais (PMDB-MA), que foi escolhido para comandar o Ministério do Turismo, é o mais velho do grupo, com 80 anos. Outro peemedebista do Maranhão, Edison Lobão, que voltará a ocupar o cargo de ministro de Minas e Energia, tem 74.

Os dois mais jovens da equipe de Dilma são Alexandre Padilha (PT) e Orlando Silva Jr. (PC do B). Ambos têm 39 anos. No entanto Padilha é alguns meses mais novo. O futuro ministro da Saúde nasceu em setembro de 1971, e o do Esporte, em maio do mesmo ano.

Direitos dos passageiros de empresas aéreas

Confira as obrigações das companhias aéreas em caso de atraso ou cancelamento de voos e saiba como entrar em contato em caso de dúvidas ou reclamações.

Reacomodação:

Deve ser imediata no caso de cancelamento de voo. Em caso de atraso, o passageiro deve ser reacomodado no próximo voo da empresa ou de outra aérea que faça a mesma rota. Ele tem prioridade sobre quem ainda não comprou passagem.

Reembolso:

Quem desistir da viagem por cancelamento ou atraso acima de quatro horas tem direito ao reembolso integral, na mesma forma de pagamento (cartão de crédito ou crédito bancário). A empresa tem até 30 dias para efetuar o pagamento.

Assistência Material:

Após uma hora de atraso, a empresa tem de oferecer facilidade de comunicação, como telefone e internet. Com duas horas de atraso, tem de providenciar alimentação. Após quatro horas, o passageiro tem direito a hospedagem.

Contatos das Empresas:

Informações de voos da TAM podem ser obtidas pelo 4002-5700 (capitais) ou 0800 570 5700 (demais localidades) e no site http://www.tam.com.br.

A Gol dispõe do telefone 0800 704 0465 e do site http://www.voegol.com.br/Atendimento.

A Webjet atende no 0800 723 1234 ou no site http://www.webjet.com.br.

A Azul atende no 0800 884 4040 ou no http://www.voeazul.com.br.

Entre as estrangeiras, a Air France atende pelo 0800 888 7000 ou no http://www.airfrance.com.br.

A TAP responde a emails enviados a fale.conosco@tap.pt e disponibiliza informações no site http://www.flytap.com.

E a United Airlines traz informações sobre seus voos em http://www.united.com/

Onde Reclamar:

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) atende pelo 0800 725 4445 ou pelo site www.anac.gov.br/faleanac.

Há também juizados especiais nos aeroportos de Brasília, Santos Dumont, Galeão, Congonhas e Guarulhos.

As Capitãs da Indústria do Paraná

Este é o oitavo capítulo do livro Capitãs da Indústria do Paraná, da economista e professora Gina Paladino (saiba mais sobre a autora no fim deste post). Todas as quintas-feiras um capítulo é publicado no Mulheres no Poder.

Capítulo 8

JOICE NERVIS RONCAGLIO

O pão de cada dia fez da Queijo e Cia. um sucesso e rendeu prêmio à empresária.

Capitas_da_Industria.p65Joice Nervis Roncaglio é uma mulher perseverante. Apaixonada pelo que faz, a empresária, dona da panificadora Queijo e Cia., uma das maiores de Foz do Iguaçu, está acostumada a longas jornadas de trabalho. Não foram poucas as vezes em que Joice levantou às 4 horas da manhã e só parou de trabalhar às 21 horas.

O esforço, reconhece, valeu a pena. Em menos de 10 anos, passou de produtora de pães caseiros, que vendia de porta em porta, a empreendedora de sucesso. No início de 2005, Joice recebeu o Prêmio Sebrae Mulher Empreendedora, disputado por 700 candidatas. Em junho, desfrutou da segunda parte do prêmio: uma viagem de dez dias à Suíça, onde conheceu novas tecnologias e produtos. E voltou, lógico, com novas idéias. Entre elas, a oferta de produtos diferentes e a abertura de filiais. A dedicação ao trabalho é tão grande que, para conviver com o marido e os três filhos, envolveu a família no negócio. Se não se vêem na padaria, onde todos trabalham, encontram-se sem falta à noite. “Tenho uma cama muito grande. É de propósito. Nela tem que caber cinco pessoas, porque todas as noites nos deitamos ali e conversamos em família”, conta.

O ritmo é o mesmo desde que Joice iniciou a vida profissional, costurando em sua casa, na cidade de Chopinzinho. Quando se casou, montou uma empresa de corte e costura e venda de tecidos. Mais tarde, a empresa se transformou em confecção. Joice começou a produzir camisetas e shorts em escala, com vendedores em algumas cidades e um ponto de venda em Guaramirim (SC). Porém, sem experiência em gestão de negócios, Joice não conseguiu reverter problemas financeiros, e a empresa faliu. Além de ficar sem renda, herdou dívidas que não tinha condições de quitar. “Mas eu tinha que saldá-las, era uma questão de consciência”, afirma. Nessa época, o marido, Almir José Roncaglio, que trabalhava na Caixa Econômica Federal, foi transferido para a cidade de Santo Antônio do Sudoeste, onde ficou por seis meses.

Joice então pediu dinheiro emprestado ao cunhado, pagou tudo o que devia e iniciou novo

negócio. Em sua casa montou uma sala de jogos de videogame com quatro equipamentos, onde também vendia doces para as crianças. “Cheguei a ter um faturamento líquido diário de R$ 80,00 e com isso consegui pagar o meu cunhado. A experiência me fez perceber que era bom vender produtos e serviços baratos e receber à vista”, conta. Em 1995, o marido foi transferido novamente, desta vez para Foz do Iguaçu, onde Joice começou a fazer pães, cucas e bolachas, que vendia em casa, no salão de cabeleireiro de uma amiga e na frente de

escolas. Era o embrião da Queijo e Cia.

“Um dia eu vendi tudo o que tinha, então parei numa padaria perto de casa para comprar pão para os meus filhos. O dono me disse que o padeiro dele não tinha vindo trabalhar e que estava em dificuldades”, lembra. Joice enxergou na conversa uma oportunidade. Ofereceu ajuda, sem cobrar nada. Em troca, queria apenas aprender. “Trabalhei durante 60 dias sem salário, até que um dia o dono da padaria me disse que queria vender seu negócio e ir embora de Foz.” Como não tinha todo o dinheiro para comprar a padaria, procurou seu irmão, Joel Nervis, e propôs sociedade por dois anos. Tempo necessário para levantar dinheiro, comprar a parte do irmão e tocar sozinha o negócio.

Acertada a compra, ela transferiu a padaria para o prédio onde morava, assim poderia trabalhar e cuidar dos filhos. Isto porque seu marido, que tinha saído da Caixa Econômica Federal, estava agora empregado numa fazenda no Paraguai, a 100km de Foz. “Ele vinha para casa uma vez por semana, se não chovesse, ou a cada 15 dias, até mais, se chovesse”, lembra.

Cuidar da família e do negócio apenas iniciando foi difícil. Mas Joice insistiu. “Em 1998 abri a padaria e comecei a trabalhar com mais duas mulheres. No primeiro dia vendi R$ 26,00. Mas não desanimei. Trabalhava duro, das 4h às 21h sem parar. Abria e fechava as portas, atendia, produzia, vendia, comprava, entregava, fazia tudo.” Aos poucos, a padaria foi se firmando. Até chegar a vender R$ 70,00 por dia. “Mais ou menos uns quatro meses depois, convidei minha irmã Jane para vir morar comigo e me ajudar, então, a partir desse período, eu comecei a fazer alguns cursos na área de confeitaria. Quando eu voltava, queria passar para minha irmã o que tinha aprendido, porém ela às vezes não me entendia, e isso gerava alguns conflitos. Também, pudera, ela não entendia nada de confeitaria. Porém, com o passar do tempo, ela se tornou uma excelente confeiteira, e assim fomos formando outras mãos-de-obra. Hoje, ninguém entra aqui como profissional, nós ensinamos aquilo que achamos correto e formamos a profissional à nossa maneira. Minha irmã ficou comigo durante cinco anos, tendo se tornado inclusive minha sócia. Ela faz parte desse sucesso e do sucesso da Queijo e Cia.”

Fez um trato com o marido: ele ficaria no Paraguai até que o faturamento diário alcançasse R$ 300,00, daí voltaria para Foz e entraria no negócio. A meta foi alcançada em 2000, e Almir passou a ajudar na administração da empresa. Com isso, Joice pôde investir um pouco mais em si mesma e retomar os estudos, paralisados no 2.º grau. Participou de seminários e treinamentos especiais para panificadores e empresários. Em 2001 fez o Empretec, um curso para empreendedores oferecido pelo Sebrae. “Foi aí que começou e crescimento da Queijo e Cia. em Foz do Iguaçu”, conta. Em julho deste ano começou a fazer o curso superior de Gestão de Negócios. A empresária conta que participa de todas as feiras e congressos do ramo da panificação e faz todos os cursos que acha necessários para ela e para sua empresa.

O investimento em capacitação gerencial é um importante diferencial nos negócios, acredita. “Quando criei a Queijo e Cia. Jurei para mim mesma que jamais quebraria de novo. Eu tinha que me aperfeiçoar cada vez mais para conseguir manter meu negócio vivo e crescente”, explica.

Com certeza conseguiu. Das duas ajudantes iniciais, hoje a panificadora conta com 24 funcionários, além de Joice, o marido e os filhos. Ela cuida da área de produção, vendas e eventos. O marido Almir José Roncaglio é responsável pela área administrativa e financeira da empresa. O filho Paulo Henrique, de 18 anos, trabalha na padaria das 7h às 12h e, quando o caixa da manhã está de folga, chega às 5h45 para abrir a padaria. Daniel, de 15 anos, estuda pela manhã e trabalha no negócio da família das 17h às 20h. E Jéssica Laís, de 12 anos, passa as tardes na padaria, ora ajudando no balcão, ora no caixa ou lavando louças. Na parte física, também houve grandes mudanças. Na primeira padaria as áreas de produção e de vendas somavam 90m2. Atualmente, a Queijo e Cia. funciona em uma casa de 450m2, em uma área nobre de Foz, com salão para lanches e outro para festas com capacidade para 70 pessoas. A quantidade de venda diária é muito grande. “Desmanchamos 4 mil quilos de farinha por mês”, calcula Joice. E os planos são crescer ainda mais. Para melhorar o controle de todo o negócio, o plano é informatizar totalmente a empresa até o final de 2005. O serviço de disk-entrega deve passar de um moto-boy para seis até dezembro e chegar a 10 em 2006. Joice quer tornar a Queijo e Cia. líder em eventos em Foz. Por isso, planeja uma grande reforma no próximo ano, além da abertura de mais dois pontos de venda na cidade.

Depois de consolidar seu negócio em Foz do Iguaçu, o objetivo é conquistar novos mercados. Aos 39 anos, a empresária demonstra ter energia suficiente não só para planejar, mas também para executar o projeto de expansão da empresa. E já escolheu as cidades onde quer ver funcionando sua Queijo e Cia.: Curitiba, em 2007, e Cascavel, em 2008.

Gina Paladino

Gina Paladino

Sobre a autora – Gina Gulineli Paladino é economista formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez cursos de pós-graduação no Brasil, França, Japão e Suíça. Dedicou boa parte da sua vida profissional ao planejamento e à gestão de programas e projetos nas áreas de ciência, tecnologia, indústria, inovação, empreendendorismo e cooperação universidade-empresa. Publicou livros sobre parques tecnológicos, incubadoras de empresas e empreendimentos inovadores na Europa. Foi professora de graduação e pós-graduação, coordenadora de Ciência e Tecnologia da Sercretaria de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia do Paraná, diretora da Incubadora Tecnológica de Curitiba (INTEC), coordenadora de Administração Estratégica do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Nacional), em Brasília, diretora e conselheira da Associação Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas (ANPROTEC), em Brasília, correspondente da Agência de Notícias da Confederação Nacional da Indústria (CNI) na Europa, diretora executiva do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Paraná), em Curitiba , superintendente das Áreas de Pequenas Empresas Inovadoras e Subvenção e Cooperação da Diretoria de Inovação da FINEP (Agência Brasileira de Inovação), no Rio de Janeiro e atualmente é assessora da Presidência da Federação das Indústrias do Estado do Paraná – FIEP.

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Com a eleição da primeira presidente do Brasil, o país ganha também outras mulheres no poder. Dentre elas a capixaba Iriny Lopes (PT). A deputada federal reeleita foi aceitou o convite da presidente eleita, Dilma Rousseff, e será a ministra-chefe da Secretaria Especial das Mulheres.

O governador eleito, senador Renato Casagrande (PSB), foi ouvido por governistas e achou ótima a escolha da capixaba, a quem chamou de “amiga pessoal”. Ela chegou a ser sondada para assumir a secretaria de Estado de Direitos Humanos, no governo do socialista. Mas teria declinado do convite.

Aos 54 anos, ela foi reeleita em 2010 para o seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados. Seu trabalho como parlamentar inclui a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Casa, em 2005. Iriny também já integrou o Conselho de Ética da Câmara e foi relatora do processo que culminou na cassação do ex-deputado André Luiz, do Rio de Janeiro, flagrado num diálogo em que tentava extorquir R$ 4 milhões do empresário de jogos Carlos Cachoeira.

Em 2009, foi relatora da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, em que pediu o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity. A deputada está no PT desde 1984. Ela pertence a uma ala mais radical do partido e chegou a integrar a chamada “bancada agrária”, simpática ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Outras mulheres. Além de Iriny Lopes, também farão parte do primeiro escalão do Governo Dilma Lúcia Falcon e Tereza Campelo. Falcon, que é secretária de Planejamento de Sergipe assumirá o Ministério do Desenvolvimento Agrário, enquanto Campelo vai para o Ministério de Desenvolvimento Social. A definição das três eleva o número de mulheres no primeiro escalão do governo federal a partir de janeiro.

Dilma também escolheu Luiza Bairros para a Secretaria de Igualdade Racial. Luiza ocupa posto similar no governo baiano. Dilma já indicou a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) para a Pesca, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) para Direitos Humanos, a jornalista Helena Chagas para Comunicação Social e Miriam Belchior para o Planejamento.

Dilma Rousseff quer ainda uma mulher no Ministério do Esporte. A mais cotada Luciana Santos, ex-prefeita de Olinda. São cotadas para postos na Cultura, na Secretaria da Juventude.

Embora vários sites confirmem a indicação de Iriny Lopes para o governo Dilma, o gabinete da parlamentar, na Câmara Federal, não confirma o convite. Alega que a deputada capixaba está em Brasília para participar de reunião da Bancada petista, que vai escolher seu candidato à presidência da Câmara.

Dilma Rousseff estará completando 63 anos nesta terça 14. Va i comemorar no Rio Grande do Sul,onde se encontra. É pouco provável que ela se encontre com Iriny em Brasília, ou qualquer das outras convidadas. Para o anúncio oficial a assessoria da presidente eleita tem utilizado a divulgação de notas oficiais, como fez a semana passada. É o que deve ocorrer essa semana.

Com informações do Portal G1
Como parlamentar, defendeu causas ligadas aos direitos humanos. Formada em Pedagogia, é especialista em estudos sobre violência doméstica.

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Escolhida para comandar a Secretaria de Direitos Humanos, órgão vinculado à Presidência da República, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) iniciou sua militância no movimento estudantil secundarista. Foi vereadora em Porto Alegre por dois mandatos (1993-1999), tendo presidido as comissões de Educação e de Direitos Humanos, além de ser líder do PT e do governo municipal na Câmara.

Maria do Rosário nasceu em 22 de novembro de 1966, na cidade de Veranópolis (RS). É formada em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em estudos sobre violência doméstica pelo Laboratório de Estudos da Criança da Universidade de São Paulo (Lacri/USP). Também pela UFRGS, é mestre em educação e violência infantil.

Como deputada estadual (1999-2003), Maria do Rosário foi presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos e vice-presidente da Assembleia Legislativa gaúcha por dois anos. Em 2002, foi eleita deputada federal, sendo reeleita em 2006,.

No Congresso Nacional, foi relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou as redes de exploração sexual de crianças e adolescentes. Representou a Câmara na Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos durante o regime militar e foi presidente da Comissão Especial da Lei Nacional da Adoção.

Desde 2003, coordena a Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Foi vice-presidente das Comissões de Direitos Humanos e Minorias, e Educação e Cultura. Em 2009, presidiu a Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, tendo se destacado, entre tantos temas, por coordenar uma série de debates em todo o Brasil sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020).

É integrante da direção nacional do PT. Em 2008, Maria do Rosário foi candidata à prefeita de Porto Alegre, mas foi derrotada no segundo turno por José Fogaça (PMDB). Atualmente é vice-líder da bancada do PT na Câmara Federal, membro titular da Comissão de Educação e Cultura, e suplente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, e da Comissão Mista de Orçamento.

Com informações do Portal Zero Hora

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A presidente eleita, Dilma Rousseff, convidou nesta segunda-feira a irmã do compositor Chico Buarque, Ana Buarque de Hollanda, para comandar o Ministério da Cultura durante o seu governo. A informação é dos jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo.

O convite, que teria sido aceito por Ana, foi feito durante uma reunião no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição, na manhã desta segunda-feira. Ana é cantora e foi diretora de Música da Funarte.

A expectativa é de que outros seis ministros sejam anunciados até o fim do dia.

Com informações do Portal UOL

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A UFPR (Universidade Federal do Paraná) diplomou na terça-feira (14) como cirurgiã dentista a primeira aluna indígena da instituição: Tenile Mendes. Na língua kaigang, a estudante se chama Kring Mág, que significa “estrela grande ou estrela da manhã”, “porque era muito branquinha quando nasceu”. Ela será a primeira dentista em sua aldeia.

Após fazer o juramento do dentista e receber o diploma, a nova profissional se apresentou: “Eu agora sou Tenile Mendes, kaigang, cirurgiã dentista, de Chapecó, Santa Catarina, da aldeia Pinhalzinho, e agradeço a acolhida na Universidade Federal do Paraná”. Agora, a cirurgiã dentista vai voltar para a aldeia, onde pretende trabalhar para ajudar sua comunidade.

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Com informações do site Jornal Floripa

Pela primeira vez, uma mulher foi diplomada presidente da República no Brasil. Ao final do discurso, Dilma foi aplaudida de pé, e cumprimentada por autoridades, futuros ministros, amigos, pela mãe e pela filha.

dilma diplomada

No Tribunal Superior Eleitoral, foi estendido o tapete vermelho. Os jornalistas foram acomodados do lado de fora. No plenário, apenas autoridades e convidados. Pela primeira vez, uma mulher foi diplomada presidente da República no Brasil.

“É o derradeiro e quiçá mais significativo ato do processo eleitoral”, afirma Ricardo Lewandowski, presidente do TSE.

Dilma fez um discurso curto. Disse que ousadia e esperança, que elegeram um presidente trabalhador, também levaram uma mulher ao cargo mais importante do país. “Foi esse mesmo sentimento de avanço que fez o povo eleger agora uma mulher”, afirmou a presidente eleita.

Dilma ressaltou a responsabilidade de suceder o presidente Lula. Prometeu defender a liberdade de imprensa e de culto e disse receber o diploma com humildade e alegria. “Honrar as mulheres, cuidar dos mais frágeis e governar para todos é o que me anima e estimula ao trabalho nos próximos anos”, disse.

Ao final do discurso, Dilma foi aplaudida de pé, e cumprimentada por autoridades, futuros ministros, amigos, pela mãe e pela filha. A presidente está diplomada, mas o Ministério ainda não está concluído. Termina quando? “A presidente eleita anunciará oportunamente”, disse José Eduardo Cardozo, futuro ministro da Justiça.

Depois da diplomação, a presidente eleita foi para o Palácio do Itamaraty, onde foi homenageada pelo presidente Lula com um coquetel oferecido para 800 pessoas.

Dilma chegou acompanhada pelo vice, a mulher dele, pelo presidente Lula e dona Marisa. Os jornalistas insistiram por uma palavrinha. Lula disse que não. Jogou a responsabilidade para Dilma, que também não falou. Quem deu a palavra final foi dona Marisa. “Quando ele tá comigo, ele não fala”, afirmou.

Carine RoitfeldUma das editoras mais importantes, anunciou que depois de uma década frente a Vogue francesa, deixa seu posto. Estamos falando de Carine Roitfeld! Seu sucessor ainda não foi anunciado. Segundo a Conde Nast, a grande revelação virá a tona em janeiro, quando ela sai de sua mesa. “É impossível quantificar a poderosa contribuição de Carine para a Vogue e para as publicações e revistas de moda”, disse Jonathan Newhouse, CEO da editora.

A edição de janeiro da Vogue francesa (a então última de Carine como editora) é a que tanto falamos e que foi feita por Tom Ford. O curioso é saber o porquê da escolha do estilista como o grande decisor desse mês. Carine foi descoberta nas ruas de Paris aos 18 anos por um assistente de fotógrafo e assim ela se tornou modelo. O ápice de sua carreira foi quando se tornou musa de Tom Ford para a Gucci. E por isso, ela o escolheu para fechar a sua saida da revista.

Com  informações do Blog Julia Petit


Ig
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