"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Arquivos para a junho, 2010

mulher_maravilha_novo_visual (2)Mulher Maravilha estreia visual novo na edição americana

Após quase 70 anos usando o mesmo modelito maiô / roupa de ginástica, a Mulher Maravilha finalmente atualiza seu guarda-roupas. Na revista numero 600 Diana estréia um visual mais moderno e atualizado, adotando um casaco e uma calça, dando lhe uma aparência mais jovem.

A Mulher-Maravilha foi criada nos anos 40 por William Moulton Marston, após ouvir sugestão de sua mulher, Elizabeth Holloway Marston :

- “William Moulton Marston, um psicólogo já famoso por inventar o polígrafo, teve a idéia para um tipo novo do super-herói, um que triunfaria não com punhos ou poderes, mas com amor. “Bom”, disse Elizabeth. “Mas faça-lhe uma mulher.”

A Mulher Maravilha é considerada um ícone da luta feminista no mundo dos quadrinhos.

Com informações do Blue Bus

Vox Populi: Dilma Rousseff (PT) 40% x 35% José Serra (PSDB)

Dilma RousseffPesquisa Vox Populi sobre a eleição presidencial indica que Dilma Rousseff (PT) tem 40% das intenções de voto. José Serra (PSDB) tem 35%. Marina Silva (PV), 8%. A sondagem foi feita entre os dias 24 e 26 deste mês e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual.

Pela 1ª vez, Dilma passa a frente de Serra em pesquisa Vox Populi. Na última pesquisa do Ibope, divulgada semana passada, a petista já aparecia na frente com o mesmo resultado aferido pela Vox. Na pesquisa espontêna, em que o entrevistador apresenta uma lista com nomes dos candidatos para o entrevistado, Dilma tem 26% e Serra tem 20%.

Deu na Folha de S. Paulo

O que fizeram com os Correios?

Os abusos cometidos por governos nas estatais só acabarão quando houver limitação de nomeações

Maria Inês Dolci

HÁ ORGANIZAÇÕES que pairam acima do descrédito que a prestação de serviços recebe, merecidamente, no Brasil. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos sempre desfrutou desse crédito.

Lamentavelmente, a situação mudou nos últimos anos. O Sedex (Serviço de Encomenda Expressa), por exemplo, foi criado há quase três décadas como uma opção mais rápida de envio de correspondência, em até 24 horas. Hoje, porém, não há mais garantia dessa rapidez, embora tenha ficado cada vez mais caro.

Cartas comuns levam muitos dias entre uma capital como São Paulo e uma cidade do interior de um Estado do Sul do Brasil. Note que não me refiro à região amazônica, distante e com dificuldades de acesso.

Recebi, há alguns dias, e-mail de uma leitora que enviou um texto, fruto de meses de trabalho, via Sedex com taxa de Aviso de Recebimento (AR), para registro na Biblioteca Nacional. Quando reclamou por não ter recebido o AR, foi informada de que fora extraviado. Sem o registro na Biblioteca Nacional, não poderia buscar patrocínio para sua obra.

Ela teve de trocar telefonemas, e-mails e se desgastar até saber que a entrega efetivamente ocorrera, mas com atraso de três dias.

Seria somente uma exceção? Parece que não, porque o diretor de Operações dos Correios, Marco Antônio Marques de Oliveira, foi exonerado do cargo no dia 17 passado. Exoneração que teria ocorrido porque os Correios vêm enfrentando críticas nos últimos meses, devido a atrasos nas entregas de encomendas e de correspondências. A revista “Veja” já havia publicado, na edição do dia 5, que a diretoria dos Correios estaria a perigo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria exigido que o ministro das Comunicações, José Artur Filardi, acabasse com disputas internas entre diretores da autarquia e que agisse para melhorar a gestão do serviço postal.

Esta Folha abordou, no dia 12, a crise enfrentada pelos Correios, que tiveram o menor lucro na era Lula, provocado pelo rombo do fundo de pensão da empresa, o Postalis.

Além disso, há atrasos nas entregas de correspondência e na realização de concursos e problemas na renovação de franqueados.

Por que os Correios passaram de orgulho nacional a problema? Temos que voltar mais atrás no tempo e lembrar que o mensalão foi descoberto após a denúncia de irregularidades nos Correios, envolvendo partido aliado do governo federal, em 2005.

O uso de empresas públicas para acomodar apoiadores de um determinado partido no poder não dá boa coisa. O inchaço da área pública, com a multiplicação de funcionários sem prévio estudo e debate nacional, também não.

Estragaram uma empresa que tem fortíssima vinculação com todos nós, brasileiros, seja pelo envio de uma simples carta a um familiar distante ou de um documento urgente para fechar um negócio.

Empresas estatais não pertencem a governantes nem a seus partidários, e sim ao país. Os abusos cometidos por governos nas estatais só acabará quando houver limitação de nomeações, inclusive de diretores.

Não há razão para mudar o comando de uma empresa pública após uma eleição, exceto com justificativas consistentes para as trocas.

Discutem-se as privatizações como se fossem prejudiciais à sociedade brasileira. Mais importante, contudo, do que uma empresa ser pública ou privada é a qualidade dos serviços que presta e o retorno que dá a seus acionistas, empregados e clientes.

Por que a cliente que pagou Sedex com AR e não recebeu confirmação da entrega da correspondência no prazo correto deveria pagar pela má escolha de dirigentes dos Correios?

Por que teria de perder tempo e se irritar para saber o que houve com a correspondência?

Consumidores de serviços públicos também são consumidores. E, nesses casos, devem entrar com ação no Juizado Especial Federal por perdas e danos, independentemente do dano moral, que pode ser tratado na Justiça comum.

MARIA INÊS DOLCI, 54, advogada formada pela USP com especialização em business, é especialista em direito do consumidor e coordenadora institucional da ProTeste Associação de Consumidores. Escreve quinzenalmente, às segundas, nesta coluna.

Internet: mariainesdolci.folha.blog.uol.com.br

Julia Gillard

A Austrália terá pela primeira vez uma primeira-ministra mulher. Julia Gillard, nomeada na quinta-feira, prometeu encerrar a polêmica que envolve um novo imposto de mineração, retomar um esquema de créditos de carbono e convocar eleições nos próximos meses.

Seu antecessor, Kevin Rudd, protagonizou uma renúncia dramática, quando estava prestes a ser derrubado numa votação interna do seu Partido Trabalhista, menos de três anos depois da sua arrasadora vitória eleitoral de 2007.

A drástica perda de popularidade de Rudd no último ano fez o partido temer uma derrota eleitoral na eleição que deve acontecer em torno de outubro.

“Pedi aos meus colegas que fizessem a mudança de liderança porque acreditava que um bom governo estava perdendo seu rumo”, disse Gillard em entrevista coletiva.

A casa de apostas Centrebet indica que um governo trabalhista sob o comando de Gillard será favorito para derrotar nas urnas a oposição conservadora. A nova primeira-ministra, de 48 anos, tem experiência como articuladora política do governo no Parlamento.

A primeira medida dela foi prometer o fim do polêmico imposto sobre os “superlucros” das mineradoras, que ameaçava afetar investimentos de 20 bilhões de dólares e preocupava o eleitorado. Gillard disse que vai renegociar o assunto.

“É uma oferta genuína – a porta deste governo está aberta (…). Estou pedindo ao setor minerador que abra sua cabeça”, afirmou ela.

Mas ela disse que não abrirá mão de uma nova lei para a taxação de recursos, e salientou que as mineradoras terão de pagar mais. Mais tarde, no Parlamento, ela declarou que as próprias empresas do setor admitiram que teriam como arcar com mais impostos.

As mineradoras elogiaram o tom conciliador de Gillard e cancelaram uma milionária campanha publicitária contra o novo imposto.

“Esperamos trabalhar com o governo deste novo jeito para encontrar uma solução que seja do interesse nacional”, disse um porta-voz da BHP Billiton, maior mineradora do mundo.

As empresas, no entanto, se mantêm resolutas na redução da alíquota tributária de 40 por cento, e também pleiteiam a elevação de 6 para 12 por cento no limite de isenção.

O dólar australiano teve uma breve alta após a mudança de governo, e as ações da BHP e da Rio Tinto subiram cerca de 2 por cento, enquanto o resto do mercado ficou praticamente estável.

Com informações do Portal UOL / Reuters

Uribe, Bachelet, seus candidatos e Lula!

Cesar Maia

1. Duas eleições, dois presidentes com popularidade semelhante a de Lula e dois candidatos a presidente apoiados por eles. Uma ampla vitória de Uribe com Santos. Uma derrota

Alavaro Uribe

Alavaro Uribe ganhou

de Bachelet com Frei. Só aparentemente são casos iguais em relação ao sucesso ou insucesso do apoio de um presidente muito popular.

2. Mas há uma enorme diferença. No Chile, um país de instituições sólidas, regras do jogo estáveis e um congresso com personalidade política, identidade e sem maioria de um lado ou de outro, a sucessão presidencial -independente do lado que fosse- não aportava insegurança e incertezas ao eleitorado.

3. O caso da Colômbia é muito diferente. Um país potencialmente desestabilizado pela produção e tráfico de cocaína, pela narcoguerrilha (FARC) e pela memória de tragédias e narcocorrupção, o governo Uribe foi um claro sinal de um processo de reversão desse quadro. A ampla aprovação de sua política de repressão à guerrilha e ao narcotráfico lastreou sua popularidade.

4. O processo eleitoral colombiano colocava em cima da mesa os riscos de descontinuidade, insegurança e incerteza quanto ao futuro. Um candidato de oposição, verde e um excelente ex-prefeito, assustaram no início da campanha, disparando nas pesquisas. Mas na medida em que a campanha se aproximava do final, os riscos inerentes à descontinuidade despertaram o eleitor e o quadro foi radicalmente mudado com vitória por larga diferença no primeiro turno e uma vitória avassaladora no segundo, com quase 70% dos votos do candidato de Uribe.

5. Portanto, são dois casos de presidentes populares, mas de ambientes político-eleitorais completamente diferentes. Em um, o eleitor não corria riscos quanto ao futuro. Em outro, a percepção de riscos foi ficando clara. E no Brasil temos uma situação mais próxima a de Bachelet que a de Uribe. As instituições estão razoavelmente sólidas, as políticas fiscal e monetária são consensuais, e as ações de inclusão social são de intensificação com garantia de continuidade.

6. O candidato da oposição no Brasil faz questão de afirmar essa estabilidade nas políticas monetária, fiscal e de inclusão social. O eleitor não percebe riscos e a transferência de

Michele Bachelet

Michele Bachelet perdeu

votos do presidente à sua candidata vai muito mais pelos pedidos de Lula que pelos riscos de descontinuidade. Paradoxalmente, o que Lula tenta e tentará fazer é criar sensações de risco em relação ao futuro. Mas não será um jogo simples, pois seria criar artificialmente um quadro de incertezas que ele mesmo na presidência fez questão de desconstruir quando assumiu em 2003.

7. No curso da campanha, isso ficará claro para o eleitor: o ambiente político-eleitoral no Brasil estará muito mais para Chile que para Colômbia. E Lula tentará “colombianizar” a expectativa do eleitor, construindo um cenário futuro de insegurança e incerteza. Ou seja, o mais provável é que o eleitor decida com a margem de liberdade que decidiu no Chile, numa ou noutra direção e, por isso mesmo, num quadro de pequena diferença entre os dois candidatos.

Comentário deste Blog: A questão econômica é relevante e a população tende a reafirmar isso nas urnas. Pelo menos é o que as pesquisas mostram por enquanto. Há um aumento significativo do nível de emprego no Brasil, nossa economia está crescendo e as pessoas estão consumindo mais. A maioria dos eleitores brasileiros, aquela massa que conta para eleger presidente da República, tem baixa escolaridade e baixo poder aquisitivo. Para esta maioria o que interessa é o dia de hoje. E Lula sabe disso. Trabalha para eleger sua sucessora apostando no sucesso econômico do seu governo. A favor de Lula e Dilma ainda há o fato de a oposição ter passado oito anos sem fazer o dever de casa, sem construir uma alternativa concreta de poder. Lula ergueu a candidatura Dilma tijolo por tijolo, num trabalho que começou dois anos atrás. Hoje colhe o que plantou, assim como a oposição.

jose-saramago-e-pilar-del-rioDo Diário de Notícias de Lisboa

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DNA do presidencialismo muda a lógica das campanhas

Antonio Carlos Pannunzio

Deputado federal, mebro da CCJ e CREDN, vice-líder de bancada, presidiu o Diretório Estadual do PSDB/SP.

acpanunzzioO Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), do qual boa parte dos eleitores brasileiros nunca ouviu falar, terá candidato próprio à Presidência da República: seu fundador, Levy Fidelix que, em eleições anteriores, concorreu, sem sucesso, a mandatos de deputado federal (3 vezes), prefeito de São Paulo (2 vezes), governador de São Paulo e vereador à Câmara paulistana.

Fidelix será um dos treze nomes a figurar na urna eletrônica, ao lado de veteranos de disputas presidenciais como Rui Costa Pimenta (PCO), Zé Maria (PSTU) e José Maria Eymael (PSDC) e Ciro Moura (PTdoB).

Apesar disso e de candidaturas teoricamente mais consistentes, como as da senadora Marina Silva (PV/AC) e o sr. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), a eleição parece irreversivelmente marcada pelo afunilamento precoce entre os candidatos Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB).

Fidelix é conhecido, basicamente, apenas por eleitores paulistas e principalmente paulistanos. Marina e Sampaio, inversamente, têm longos currículos de atuação política.

A atual senadora era bebê quando o candidato do PSOL, na época jovem integrante do Ministério Público, foi convocado pelo governador Carvalho Pinto (1959/1963) e passou a coordenar o Plano de Ação do governo paulista. Aos 30 anos, porém, tornara-se a vereadora mais votada da capital acreana.

Entretanto, as qualidade pessoais de ambos, que balizam vidas marcada por muitos combates e algumas vitórias, dificilmente conseguirão alterar alguma coisa na batalha pela Presidência.

Isso ocorre porque a plebiscitarização das eleições é inerente ao DNA do presidencialismo. É o que um exame retrospectivo dos resultados de nossas eleições, de 1989 para cá, demonstra de maneira inquestionável.

Na primeira eleição presidencial direta, a votação somada dos candidatos que passaram ao segundo turno (Fernando Collor, do PRN, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pouco superior a 32,2 milhões de votos, ficou bastante abaixo da soma dos votos dos 20 (!) outros concorrentes. Em 2006, a soma da votação dos classificados para o segundo turno (Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) representou 90,25% dos votos, ficando o conjunto dos cinco outros candidatos com menos de 10% dos sufrágios.

Isso não significa que, no futuro, candidatos à Presidência apoiados por partidos fortes possam prescindir de qualidades pessoais. Indica, sim, que as campanhas presidenciais entre nós devem começar a ser pensadas de um modo diferente.

É indispensável o fortalecimento e a perenização das estruturas partidárias. As comissões executivas, diretórios e outros organismos internos devem cultivar uma permanente interação com os correligionários eleitos para mandatos executivos. É natural que continuem a indicar nomes ministérios, secretarias ou cargos de confiança mas, principalmente, devem cobrar que o exercício da governança se ajuste ao programa e propostas do partido e aos anseios da população.

Quando na oposição, essas estruturas partidárias devem cultivar uma postura crítica e propositiva, em relação aos governos das agremiações adversárias, em vez de deixar essa tarefa exclusivamente por conta das bancadas partidárias no Legislativo. Desse modo, o próprio exercício da oposição irá delineando, progressivamente, um projeto de governo diferenciado a ser submetido à análise dos cidadãos quando a eleição chegar.

Isso acabará por virar de cabeça para baixo a praxe brasileira, na qual a escolha de um nome eleitoralmente viável precede a definição de propostas que ditam rumos ao governo, mantendo-os ou alterando-os, conforme esteja o partido no poder ou na oposição. Hoje, as esperadas mudanças subsequentes às vitórias da oposição por vezes nem chegam a ocorrer, limitando-se os efeitos da alternância no poder, como nos tempos do Império ou na República Velha, à derrubada de uma lista nomes e à sua substituição por outra.

O eleitorado brasileiro, de modo lento mas decisivo, está ingressando num estágio em que a discussão e definição dos projetos e as propostas antecederá a escolha das pessoas que serão eleitas para implementá-los. Quem insistir na manutenção das antigas práticas tende a colher, nas urnas, resultados inferiores àqueles que tinha como favas contadas em razão de sua trajetória e experiência.

Líderes de doações são os mais afetados pela Ficha Limpa

A dúvida jurídica se os principais atingidos terão condição ou não de concorrer nas eleições já dificulta formação de alianças

Marcelo de Moraes / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

Leia mais no Estado.com

Levantamento feito pelo Estado mostra que os políticos que correm maior risco de ser atingidos pela Lei da Ficha Limpa receberam doações expressivas na campanha anterior, em 2006. O grupo inclui três candidatos a governos estaduais, três ao Senado, um à Câmara dos Deputados e dois à Câmara do DF.

Ao todo, esse grupo movimentou R$ 23 milhões em receitas arrecadadas junto a doadores para suas campanhas e que foram registradas na Justiça Eleitoral.

O alcance eleitoral da nova lei produzirá impacto nas doações de campanha deste ano. A dúvida jurídica se os principais atingidos terão condição ou não de concorrer nas próximas eleições já dificulta a formação de alianças e começa a causar problemas na captação de recursos.

Alvos garantidos de representações com pedidos de inelegibilidade, esses políticos já avisaram que recorrerão à Justiça para manter suas candidaturas. O problema é que, na dúvida, os doadores tendem a migrar com seu apoio financeiro rumo a outros candidatos.

Alvos. Em 2006, o peemedebista Marcelo Miranda chegou ao governo do Tocantins com doações de R$ 6,9 milhões. Por decisão da Justiça, perdeu o cargo e agora planeja concorrer ao Senado.

Situação parecida enfrenta o ex-governador da Paraíba Cássio Cunha Lima (PSDB), que perdeu o comando do Executivo por decisão da Justiça. Ele argumenta que as regras não se aplicam a seu caso e recorrerá para manter a candidatura, caso sua inscrição não seja aceita.

O terceiro maior arrecadador do grupo é o ex-governador maranhense Jackson Lago (PDT), substituído por Roseana Sarney (PMDB). Lago recebeu doações de R$ 3,3 milhões em 2006 e lançou sua candidatura ao governo para tentar recuperar o posto.

No Pará, Jader Barbalho (PMDB) foi eleito deputado com doações de R$ 1,9 milhão. Agora, poderá ver frustrado o plano de obter uma vaga para o Senado, numa eleição em que é favorito. No DF, Joaquim Roriz (PSC) lidera as pesquisas de intenção de voto para a corrida ao governo, mas deverá ser alvo de pedido de impugnação da candidatura, pois renunciou ao mandato de senador para escapar de um pedido de abertura de processo de cassação. Em Rondônia, o tucano Expedito Júnior se elegeu senador com R$ 984 mil em doações. Seu mandato foi cassado e agora vê sob risco sua candidatura ao governo estadual.

Na disputa pelas eleições proporcionais, pelo menos três parlamentares que podem ser afetados pelo Ficha Limpa tiveram arrecadações expressivas em 2006. Em São Paulo, o deputado Paulo Maluf (PP), levantou R$ 819 mil. Já os distritais Júnior Brunelli e Leonardo Prudente, que se elegeram no DF pelo então PFL (hoje DEM), receberam doações de respectivamente R$ 415 mil e R$ 351 mil. Envolvidos no chamado escândalo do mensalão do DEM, deverão ter problemas para assegurar sua inscrição nas eleições deste ano.

Ig
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