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Arquivos para a maio, 2010

A novidade do Dr. Rui

Marcelo S. Tognozzi

Publicado no site Congresso em Foco

marceloToda ação de persuasão é uma ação de comunicação. Quando se deseja convencer alguém a “comprar” uma idéia, a dar seu apoio ou voto não há outro caminho que não o da comunicação. E o sucesso ou fracasso será diretamente proporcional à qualidade e a eficência desta comunicação.

Há cem anos, Rui Barbosa foi o primeiro político brasileiro a por este conceito em prática nas eleições de 1910, a chamada Campanha Civilista. Ele

Button de Rui Barbosa

Button de Rui Barbosa

percorreu o país, fez comícios, distribuiu santinhos, abraços e apertos de mão, coisa jamais vista até então na República. Perdeu para Hermes da Fonseca, derrotado por um processo eleitoral viciado e corrupto. Mas sua comunicação foi tão eficaz que Ruy entrou para a História como o político-símbolo de retidão, ética e competência. No plenário do Senado sua imagem ocupa lugar de honra, logo abaixo da de Jesus Cristo.

Qual a grande novidade no Rui Barbosa de cem anos atrás? Ele fez uma comunicação baseada em dois pressupostos: conteúdo e interatividade. Sua mensagem de esperança e mudança foi levada aos grotões do Brasil num corpo a corpo inédito, o que transformou a campanha de 1910 como o início da reação da opinião pública na conquista da legitimidade dos processos eleitorais. Com grande capacidade de mobilização, Rui deu início a era dos grandes comício, reunindo dezenas de milhares de pessoas nas ruas das capitais e grandes cidades. Em Campinas juntou mais de 10 mil, em Salvador chegou perto dos 20 mil e, no Rio, cerca de 30 mil foram ouvi-lo na Avenida Central, hoje Rio Branco.

Santinho

Santinho

O conteúdo é o rei e a interação a rainha. Um depende do outro para acontecer. Esta máxima continua valendo e vai valer sempre. O equipamento mais sofisticado e veloz da campanha de Rui Barbosa era o telégrafo, que ele soube usar a seu favor espalhando sua mansagem pelos quatro cantos do Brasil. Os meios de comunicação não mudaram a forma de fazer campanhas. Eles apenas as tornaram mais eficientes e competitivas do ponto de vista da comunicação e da persuasão do eleitorado. Principalmente no ambiente digital do século 21. A internet livre se transformou num instrumento de renovação política ao juntar um bom discurso com um bom relacionamento com o eleitor. Qualquer político, do vereador de cidadezinha do interior ao candidato favorito nas pesquisas presidenciais, pode usufrir de graça dos mesmos canais digitais de comunicação, as chamadas plataformas free (ou livres) como blogs e redes sociais. Então o que faz a diferença na hora de conquistar votos pela internet? Simples: a qualidade do conteúdo que publicam e a forma como interagem com as pessoas.

multidao espera rui no rio

Multidão espera Rui no Rio

O conteúdo se transformou na questão central das campanhas da Web e de mobile marketing (celular). Com a disseminação das plataformas free, passou a valer cada vez mais. É a alma

Santinho distribuido pelo deputado Octávio Mangabeira, que mais tarde governou a Bahia.

Santinho distribuido pelo deputado Octávio Mangabeira, que mais tarde governou a Bahia.

do palanque e, por isso, fez surgir um novo profissional: o editor de conteúdo. Um bom editor ou gerente de conteúdo (content manager) sabe selecioná-lo e distribuí-lo com unidade de linguagem para o público certo e, com isso, consegue interatividade mais eficiente, criando ambiente ideal para que a persuasão aconteça e o eleitor seja conquistado. Há dez anos, ferramentas agora indispensáveis para qualquer campanha não existiam. Em 2006, quando Barack Obama iniciou sua caminhada rumo à Casa Branca, o Twitter acabara de sair do ninho e o Facebook ainda engatinhava como uma rede social de colegiais. Daqui há cinco, dez anos, estaremos usando ferramentas digitais que ainda nem foram inventadas.

Rui em campanha em Ouro Preto

Rui em campanha em Ouro Preto

Mas há um aspecto que tem se firmado cada vez mais a partir da Web 2.0 e passou a ser comum a todas elas, tanto as de agora quanto aquelas que virão no futuro: é o foco nas pessoas. Por trás do perfil da rede social, do blog, do torpedo disparado do celular, tem de existir gente de verdade. É da sensação interagir com outra pessoa que nasce a confiança, base de qualquer relacionamento político sadio.

Este conceito não mudou nos últimos cem anos e creio que não mudarará nos próximos cem. Não há nada mais humano do que a política e as ferramentas digitais vieram para facilitar as relações humanas, ajudando a encontrar a melhor forma de ouvir e falar com as pessoas estejam elas onde estiverem.

Povo acompanha apuração em frente ao Jornal do Brasil.

Povo acompanha apuração em frente ao Jornal do Brasil.

Seis mulheres são as parlamentares mais influentes do Congresso

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) divulgou a lista do cem parlamentares mais influentes do Congresso. Esta é a 17a edição da lista, na qual aparecerem quatro deputadas e duas senadoras. As deputadas são:  Alice Portugal (PCdoB/BA), Luiza Erundina (PSB/SP), Rita Camata (PSDB/ES) e Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM). As duas senadoras são Kátia Abreu (DEM-TO) e Ideli Salvati (PT-SC). Entre Câmara e Senado, as mulheres representam 9,45% dos parlamentares (são 45 deputadas e 11 senadoras). Na elite do Congresso, porém, elas são apenas 6% da lista.

Entre os parlamentares listados estão 69 deputados e 31 senadores. O partido com mais nomes circulando na elite do Congresso é o PT, com 22 parlamentares. O PMDB, maior partido do Congresso, com a maior bancada na Câmara e no Senado, está na segunda colocação, com 17 nomes na lista. Em terceiro lugar está o PSDB, com 14 parlamentares na lista dos “Cabeças”.

Para elaborar a relação, o Diap utiliza-se de cinco categorias – que não são excludentes, ou seja, um parlamentar pode se enquadrar em mais de um quesito sem nenhum problema. São elas: debatedores; articuladores/organizadores; formuladores; negociadores; e formadores de opinião.

Clique aqui e veja a lista dos cem parlamentares mais influentes.

O voto do atraso

Marcelo S. Tognozzi

marceloA pesquisa do Datafolha, publicada no post abaixo, mostra que metade dos brasileiros quer ter o direito de decidir se deseja ou não votar. O crescimento do apoio ao voto facultativo é uma evolução da sociedade brasileira. O cidadão não deve ser obrigado a decidir, se não quer fazê-lo. A obrigação do voto, travestida de patriotismo e dever cívico é uma falácia, um grande sofisma, num país de regras eleitorais difícieis de entender e onde nem sempre o mais votado é eleito. No Brasil, os candidatos a deputado federal, deputado estadual e vereador não têm sequer espaço no horário gratuito da TV para divulgar suas idéias e propostas, enquanto a imprensa foca sua cobertura nas eleições majoritárias (presidente, governador, senador e prefeito).

O estado brasileiro é pródigo em ditar regras que limitam a cidadania. É assim com o voto obrigatório, com o Imposto de Renda pago adiantado ao ser descontado do salário, com a poupança obrigatória do FGTS, que poderia estar no bolso do trabalhador, ou com o imposto do INSS que nunca retorna integralmente sob a forma de aposentadoria. O estado brasileiro pratica a interferência indevida na vida privada do cidadão. Quer tutelá-lo sempre. Usa e abusa desta prerrogativa.

O apoio ao voto facultativo é uma reação da sociedade para livrar-se desta tutela. Para os políticos em geral é um alívio que o voto seja obrigatório. Eles são os maiores interessados em manter tudo do jeito que está, sem fazer a reforma política nem mudar as regras eleitorais. Nos países onde o voto não é obrigatório, os políticos têm de trabalhar dobrado para convencer o eleitor a optar pelas suas propostas e, depois, para levá-lo até a urna.

Voto facultativo é um avanço porque obriga os políticos a serem mais transparentes, mais convincentes nas suas proposições, a correrem mais riscos. O voto obrigatório é o voto do atraso.

Cresce apoio ao voto facultativo no país

Hoje 48% são a favor e 48% são contra a obrigatoriedade, diz Datafolha; diferença era de dez pontos em 2008

Fabiano Santos, do Iuperj, defende modelo atual; David Fleischer, da UnB, é favorável ao voto facultativo

UIRÁ MACHADO

DE SÃO PAULO

O voto obrigatório divide o eleitorado brasileiro. Segundo pesquisa Datafolha, 48% dos entrevistados são favoráveis e 48% são contrários à obrigatoriedade de votar.

Os números da pesquisa, realizada entre os dias 20 e 21 de maio, mostram mudança de direção na rota crescente de apoio ao voto obrigatório. O levantamento anterior, de dezembro de 2008, registrara o recorde de 53% de eleitores favoráveis à obrigatoriedade e 43% contrários a ela.

Estabelecida no artigo 14 da Constituição Federal, a obrigação atinge os brasileiros alfabetizados que têm entre 18 e 70 anos de idade. Para os analfabetos, os maiores de 70 e os que têm entre 16 e 18 anos, o voto é facultativo.

Segundo relatório do Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral, com sede na Suécia, apenas 30 países mantêm hoje em dia voto obrigatório nas eleições nacionais.

Se o voto não fosse obrigatório no Brasil, 55% dos entrevistados afirmam que votariam, contra 44% que optariam por não votar.

Os mais ricos (62% acima de dez salários mínimos e 66% entre cinco e dez) e os mais escolarizados (65%) são os que mais iriam às urnas se o voto fosse facultativo, e os mais pobres (52%) e os menos escolarizados (52%) são os que menos votariam.

Por outro lado, os mais ricos (59%) e os mais escolarizados (59%) são os mais favoráveis ao voto facultativo, e os mais pobres (52%) e os menos escolarizados (52%) são os mais favoráveis à obrigatoriedade de votar.

ESPECIALISTAS

Para o cientista político Fabiano Santos, professor do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) e favorável ao voto obrigatório no Brasil, o Datafolha confirma a teoria.

“O voto facultativo não é neutro do ponto de vista de quem deixa de votar. São as pessoas menos favorecidas que se afastam das urnas. Há uma exclusão das camadas mais pobres, mas deve haver pluralidade nas eleições.”

David Fleischer, professor emérito de ciência política da Universidade de Brasília e contrário à obrigatoriedade, discorda dessa tese. Para ele, o voto facultativo pode melhorar a qualidade do pleito.

“Se não fosse obrigação, o voto seria mais pensado. Hoje em dia, o cidadão que vai às urnas acaba votando em uma pessoa cujas propostas nem conhece. Só vota porque é um dever, e não porque pensou naquele voto.”

Além disso, diz Fleischer, “é fundamental encarar o voto não como um dever, mas como um direito que o cidadão pode exercer se quiser”.

Para Santos, porém, “a participação política é tão importante nas democracias que o voto deve, sim, ser visto como um dever”.

Clique aqui para ver a campanha no Facebook

O modelo do negócio

Hildeberto Aleluia

Jornalista

aleluia imagemJuan Luis Cebrián é jornalista, diretor e fundador de um dos mais importantes jornais da atualidade. Ao lado dos americanos e dos ingleses, o El País, jornal espanhol, desfruta de prestígio e qualidade em todo o mundo. Líder em tiragem e circulação na Espanha e na Europa, nos últimos anos vem amargando tiragens cada vez menores e por um bom tempo viu também emagrecer o seu faturamento publicitário, especialmente em 2009. Sentado em sua vasta experiência e autoridade no assunto de comunicação, ele transmite algumas convicções e palpites para o futuro.

A – A internet é um fenômeno de desintermediação. Que futuro aguarda os partidos políticos, sindicatos e os meios de comunicação num mundo desintermediado?

B – Os jornais, tais como os conhecemos, se acabaram, adeus. Não significa dizer que deixarão de existir. É a constatação de que os impressos pertencem à sociedade industrial, e não estamos mais nela. Entramos na era digital, adeus sociedade industrial. No ano passado cerca de 600 jornais fecharam as portas nos Estados Unidos, alguns deles com muita tradição. Em geral, jornais nascem defendendo bandeiras políticas e, ao se manterem à custa das receitas publicitárias, preservam sua independência. Como esse modelo ficará? Que tipo de jornalismo queremos ter na rede? São veículos diferentes. Isso não está claro.

C – Teremos de investir em capital humano na rede se quisermos fazer diferença: ter bons jornalistas, gente com preparo para enfrentar operações globais e mudar a nossa forma de pensar. Continuamos a fazer jornais como se fossemos o centro do mundo. Creio que já me livrei da dúvida se a internet é uma ameaça ou uma oportunidade. Estou convicto de que é uma oportunidade.

Volto ao primeiro artigo dessa série quando um diretor de TV meu amigo disse-me que não o passaria para outras pessoas, embora tenha gostado, “porque o artigo era contra o ganha-pão dele”. Mas não é só ele, todo o mercado de comunicação chamado de velha mídia comporta-se assim. Mesmo constatando-se que a convergência de mídias vem se aprofundando, o modelo do negócio não aceita inovações. Isso porque os números financeiros são consideráveis. O mercado de publicidade no Brasil cresceu 25% no primeiro trimestre de 2010, comparando-se com o mesmo período do ano passado. Isso significa 5 bilhões e meio de reais. Desse bolo a TV aberta ficou com 63% do total. O restante foi dividido entre jornais, rádios, revistas, TV por assinatura e outras mídias. A web ficou no fim da fila com 4% do faturamento, a mesma do rádio e maior que a da TV por assinatura. Ficou com 234 milhões apenas. Mas o salto percentual é que assusta o setor. Foi de 37% em relação ao mesmo período do ano passado.

Isso considerando que a internet não tem a boa vontade da espinha dorsal do sistema, as agências de publicidade, que no final são as que ficam com a grande parte da bolada, pois o Brasil é o país mais conectado à internet e o que menos investe em publicidade online, no mundo. Com esse diagnóstico chegou ao Brasil uma das maiores agências digitais do mundo, a americana Razorfish. E chegou comprando briga com a proposta de transparência e de educação aos clientes para acabar com essa diferença. E os sopapos não tardaram quando seu principal executivo, senhor Joseph Crump alardeou que é contra a prática de bonificação por volume, o BV, que faz a lucratividade das agências tradicionais uma festa. E mais disse outro executivo do grupo, Fernando Tassinari “é preciso educar as marcas para quebrar esse ciclo vicioso”.

- As agências não querem trabalhar no digital. Estão preocupadas com o dinheiro e não com investimentos, queremos mudar isso, disse o senhor Crump. Completou argumentando que o investimento maciço em TV descarta uma parcela importante da sociedade brasileira.

Isso foi o suficiente para a Razorfish plantar um rosário de espinhos e punhais no seu caminho aqui no Brasil. No dia seguinte à declaração veio nota da Federação das Agências de Publicidade, FENAPRO, e comunicado de todas as instituições ligadas ao setor e notas das maiores agências do país onde ressaltavam “que ajudaram a construir o atual modelo, apóiam e o defendem como o melhor para o mercado”. E como argumento derradeiro ressaltou que conseguiram do presidente Lula uma Lei legalizando o tal do BV. Arrematando, o vice-presidente da FENAPRO, senhor Humberto Martins rosnou que “o mal do nosso país é aceitar passivamente que esse e outros Crumps, venha aqui e como verdadeiras vestais interfiram na nossa vida”, ou na festa, digo eu. Enquadraram a senhora Razorfish. Mais, saiba ela que é questão de tempo, a audiência e as tiragens é que irão mudar isso um dia. Uma hora o anunciante vai se dar conta. O Brasil é assim, sempre está na contramão do mundo. O Presidente da WPP, a maior agência de publicidade do mundo em faturamento, Martin Sorrel, atribui o grande crescimento dos Brics, (sigla que designa o grupo de países formado pelo Brasil, China, Rússia e Índia), ao investimento em mídias móveis e que com os consumidores passando cada vez mais tempo conectados à internet, a tendência é que os números sobre investimentos em novas mídias crescem em velocidade avassaladora. Segundo seu vice-presidente operacional, Michael Mendenhall “o maior atrativo das novas mídias é que os anunciantes podem ir além o modelo tradicional de uma mensagem para as massas e conversar com o consumidor”. Eles desejam sair do marketing invasivo para o de relacionamento.

Viver é aproveitar seu tempo

*Christian Barbosa

tempo_christianExiste uma grande diferença entre as pessoas que apenas sobrevivem na sua rotina e aquelas que vivem de verdade. A diferença está basicamente na forma como as pessoas aproveitam seu tempo. Cada vez mais raro nos dias de hoje, tempo é uma coisa que nunca mais podemos reconquistar quando perdido. Saúde, dinheiro, amigos e outras coisas podem ser recuperados com mais facilidades, mas o tempo que passou esse nunca mais vai voltar e cabe a nós utilizá-lo de forma proveitosa.

O excesso de trabalho, urgências, redes sociais e tantas demandas que precisamos fazer no dia a dia precisam de dois exercícios que poucas pessoas aprendem a fazer adequadamente: planejamento e priorização. Quando você aprende um método para gerenciar seu tempo, vai aprender técnicas de planejamento, que vão ajudar você a antecipar seus dias, reduzir urgências e colocar atividades importantes ao longo da semana. Priorizar é seguir o que foi planejado em uma ordem lógica de execução, evitando um grande ladrão de tempo que é a multitarefa ou o trabalho focado na chegada de e-mails.

Há mais de 11 anos ensino pessoas e empresas a serem mais produtivas e terem mais qualidade de vida, pode parecer esquisito, mas as pessoas não têm problemas de tempo. Elas têm tempo de sobra, o problema é que elas utilizam muito mal o tempo que tem.

São diversos os fatores que fazem uma pessoa perder tempo na sua rotina, entre os principais ladrões de tempo encontramos as reuniões, o e-mail, a falta de organização, a falta de ter prioridades claras, método de trabalho ineficiente e processos sem eficácias. Uma pesquisa aponta que a cada 10 horas de trabalho, apenas 6 horas são efetivamente produtivas, isso significa que em média 40% do nosso dia pode estar sendo totalmente desperdiçado com ações sem resultado ou importância.

Claro que é possível virar esse jogo, começar a ter mais produtividade no trabalho e qualidade em toda a sua vida, mas isso depende de você mudar o seu modelo mental, que é o responsável pela forma como você executa suas atividades e prioriza seu tempo.

Uma mente agitada gera uma execução de múltiplas atividades e isso faz perder toda sua produtividade. A primeira providência é aquietar sua mente, relaxar mesmo. Antes de começar encarar os e-mails, tarefas e reuniões, separe 3 minutos para relaxar e deixar a mente mais tranquila. Feche os olhos, respire profundamente e pense em coisas que tranquilizam você. Com esse estado mental estabelecido comece a escrever tudo que precisa ser feito hoje, amanhã e depois de amanhã em uma agenda, caderno ou software. Para cada atividade dessa lista estipule uma duração em minutos ou horas. Some o total de horas por dia e não deixe ultrapassar 50% do seu tempo de trabalho (deixando assim espaço para eventuais urgências).

Para o dia de hoje, estabeleça uma prioridade numérica do que deve ser feito e siga essa ordem. Se algo surgir no meio do caminho, lembre-se do estado mental de produtividade, anote a atividade na sua lista e de a prioridade correta. Administrar seu tempo é uma ciência que precisa ser aprendida e desenvolvida ao longo das semanas, não espere resultados mágicos do dia para a noite, é preciso persistir e aprender como se planejar de forma eficiente.

Se quiser saber mais sobre o assunto convido você a acessar meu blog www.maistempo.com.br, onde tenho diversos artigos e dicas para você ter mais tempo ou ler algum de meus livros sobre o assunto. Ter mais tempo é possível, milhares de pessoas tiveram excepcionais resultados com nossa metodologia e você pode ter também, mas isso depende de você começar a mudar sua atitude mental e aprender.

*Christian Barbosa – Especialista em administração de tempo e produtividade, é fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros A Tríade do Tempo e Você, Dona do Seu Tempo, Estou em Reunião e co-autor do Mais Tempo, Mais Dinheiro.

Os segredos da nova Dilma: cabelos e make-up para enfrentar a campanha na TV de alta definição

dilma7por7

Ruth de Aquino

Do Blog Mulher 7 por 7

Que transformação radical no visual em apenas três anos – e o objetivo maior da maquiagem de Dilma Rousseff é, segundo os estilistas que cuidam dela, a HDTV: a televisão digital de alta definição, implacável em sua precisão, que mostra até os sinais da alma… A imagem na TV, justa ou injustamente, faz um candidato ganhar ou perder votos. Na campanha estética, Dilma tem muito mais truques e recursos do que o tucano Serra.

Acima, a candidata do PT e do presidente Lula à Presidência da República em quatro momentos. O rejuvenescimento de 2007 a 2010 teve uma decisiva contribuição da ciência.

1) como ministra, chefe da Casa Civil, de óculos, semblante duro, franzindo o cenho, aprofundando as rugas da preocupação ou do jeito mandão de ser – tão criticado pelos companheiros. (em 2007)

2) já sem óculos de professora ou titia, depois da plástica (lifting no rosto, pálpebra, e botox), mas um pouco inchada devido ao tratamento de câncer linfático , e usando peruca – foi um período duro que a ministra, já considerada pré-candidata e mãe do PAC, enfrentou com a energia que a caracteriza. (em 2009)

3) sem a peruca que a incomodava muito, finda a quimioterapia, e os cabelos crescendo, encaracolados, a ministra ainda tinha dificuldade de sorrir e se mostrar simpática, acolhedora, em busca dos votos de seu mentor. (início de 2010)

4) na foto maior, Dilma hoje, sorridente, com cabelos e maquiagem modernos – mesmo que ironizem, comparando-a a Marta Suplicy e dona Marisa (mulher do Lula) porque todas se submeteram a intervenções estéticas semelhantes (algumas com os mesmos médicos), a candidata do PT está mais feminina, e se mostra mais suave, esbanjando sorrisos e autoconfiança, com a ajuda de pesquisas estimulantes neste período que antecede o início oficial da campanha. (agora, maio de 2010)

Eis os segredos na mudança do visual de Dilma, apurados pelo blog 7×7 com a ajuda de nossa colaboradora especial de Brasília, Naiara Lemos, que conversou com o cabeleireiro (ou “hair stylist”) Celso Kamura. Celso foi convocado por João Santana (marqueteiro de Marta Suplicy). Foi com Marta que Dilma passeou e fez compras recentemente em Nova York. A maquiagem e a manutenção do novo corte de cabelo ficam sob responsabilidade da “make-up artist” Rose Paz, com quem eu conversei ontem e revelou todas os pequenos detalhes que dão luz e leveza aos traços de Dilma.

O look se chama “new generation” e é inspirado em Carolina Herrera – a “fashion-designer” venezuelana que se tornou uma celebridade internacional e que vive em Nova York desde 1981. Como vocês podem perceber, é tudo em inglês nessa área de estética, cosmetologia e visual. Há duas semanas (dia 14), o cabeleireiro foi a Brasília apresentar a proposta de revolução estética para Dilma.

“O visual antigo não combinava com ela, dava uma aparência ultrapassada, não tinha a cara da mulher atual. Quando eu a via por foto, geralmente naquele plano americano, eu tinha a impressão de que ela era baixinha e gordinha. Mas, não! Ela é alta! Está um pouco acima do peso, mas nada demais”, disse Celso Kamura.

CABELOS

“Dilma tem muito cabelo, o que é bom. Mas, quando está meio grande é um problema, tem que fazer escova. Pensei: ‘Essa mulher precisa de um cabelo prático, que levante a expressão, não dê problemas e ela consiga ajeitar em qualquer lugar’”.

O novo corte tirou o volume das laterais e na parte de trás da cabeça. “O volume para cima alonga a silhueta”.

Kamura queria escurecer o cabelo da candidata, mas Dilma não aceitou. “Ela disse que ia dar trabalho para manter. O problema é que ela tem muitos brancos. Eles crescem e já denunciam.”

A solução foi manter a cor de cabelo que Dilma usava – “marrom dourado” – e fazer algumas luzes finas em dourado claro da linha Matrix. “Como ela tira muita foto precisava de algo que iluminasse”.

PRÉ-BASE

“Uso uma pré-base chamada Prime no rosto da candidata. Essa pré-base segura qualquer suor”, diz Rose Paz, a maquiadora de 40 anos, 22 de experiência na profissão, e que já passou por várias televisões, cuidando de artistas como Ivete Sangalo. No calor do Nordeste e dos comícios Brasil afora, essa pré-base não deixa a maquiagem desabar durante o dia. 

BASE

Antes, Dilma usava uma base mais clara que o tom de pele dela. “Parecia que a pele era falsa, sugeri mudar o tom”, disse Kamura. A maquiadora Rose revela que a base é francesa e nao está à venda no Brasil: Make-Up Forever. “Tem a virtude de, mesmo sendo liquida, ser mais sequinha e cremosa, sem deixar a pele craquelar”.

Algumas bases, as mulheres sabem muito bem, acentuam as rugas e deixam o rosto como se fosse uma estátua do Museu de Cera.

“Aplico a maquiagem com uma pistola, Air Brush, que é uma maquininha para espalhar bem pela face e homogeneizar a pele”. Mas, segundo Rose, “a pele da ministra é muito boa, hidratada e conservada”.

SOBRANCELHAS

“Ela tem sobrancelhas naturalmente arqueadas e às vezes, parece brava, arrogante”, disse Kamura. Ele tirou um pouco dos arcos na parte de cima, para suavizar, porque ficavam muito pontudas. O resultado foi um visual mais sereno, menos altivo.

“Eu só afinei um pouco para que se descobrissem mais os olhos”, disse Rose.

OLHAR

“Para a personalidade forte de Dilma, um olhar expressivo”, recomendou Kamura. Contorno sempre preto, “esfumaçando um pouquinho a sombra escura no canto externo para fechar, fixar o olhar”.

“Uso delineador pretinho”, disse Rose, “e o truque de fechar os lados externos dos olhos é para destacar a íris cor de mel de Dilma, muito expressiva”. A sombra, segundo a maquiadora, precisa ser quase invisível, branquinha, apenas para acentuar e iluminar o olhar.

BATOM

“Percebi que ela não passava batom na boca inteira”. Kamura sugeriu usar um batom levemente acobreado e não economizar na hora de passar.

Durante algum tempo, as estilistas sempre recomendaram publicamente à ministra que ela abandonasse o batom vermelho, que envelhece mulheres de meia idade.

“A ministra é muito obediente”, disse Rose. “Faz o que a gente sugere. Sabe que é para melhorar e confia nos especialistas. Mudamos o vermelho por um batom terroso, de tom alaranjado”.

CERA AZUL

“Ela não conhecia. Isso foi uma novidade para ela! A cera serve para dar um style no cabelo, um brilho”, disse Kamura.

“O corte do cabelo e mudança do visual são assinados pelo Kamura, e eu mantenho tudo, porque os cabelos cortados assim exigem cuidados diários. Não uma escova por dia, mas quase”, disse Rose.

Aqui estão os produtos principais usados por Dilma:

- Pó compacto Cover Up CK 062 de C. Kamura

- Base HD (high definition) da Sephora – linha Make Up Forever

- Batom CK 112 de C. Kamura – linha Colour Perfect

- Cera azul modeladora de C. Kamura

E você, o que achou da nova Dilma? Dê aqui a sua opinião. Não precisa ser eleitora ou eleitor. Nem petista nem tucano. Não estamos falando aqui de programa de ideias, mas de imagem.

Como dizia o autor irlandês, gênio maldito e homossexual da literatura Oscar Wilde (1854-1900), “só as pessoas fúteis não fazem julgamentos baseados na aparência”.

Comissão aprova licença-maternidade e paternidade para militares

Da Agência Câmara

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou hoje o Projeto de Lei 5896/09, do Poder Executivo, que regulamenta as licenças maternidade e paternidade no âmbito das Forças Armadas. A proposta incorpora o direito à licença para pais adotantes e a extensão voluntária da licença maternidade em 60 dias (Lei 11.770/08), aprovada pela Câmara em 2008 e que já está regulamentada para as servidoras do Executivo.

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) ressaltou que o Estatuto dos Militares não prevê direitos constitucionais e regulamentados para outras servidoras, o que provoca assimetria entre militares e outros servidores. Ele disse que o projeto evitará que as militares tenham de recorrer a outras formas de licença, como a de saúde, para efetivar o direito à licença-maternidade.

A proposta tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: – se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); – se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. e ainda será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Ig
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