"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Arquivos para a abril, 2010

Laboratório Sabin entre as Melhores da América Latina

Pelo quarto ano consecutivo, uma empresa genuinamente brasiliense é eleita uma das 100 Melhores para Trabalhar na América Latina.

Orgulho é a palavra que define o sentimento de Janete Vaz, sócia-diretora do

Janete Vaz (direita) comanda o Sabin

Janete Vaz (direita) comanda o Sabin

Laboratório Sabin, que, pela quarta vez seguida, leva o nome de Brasília para o mundo. Há 26 anos no mercado de análises clínicas, o Laboratório Sabin foi novamente eleito entre as 100 Melhores Empresas para Trabalhar na América Latina, resultado de uma pesquisa do Instituto Great Place to Work (GPTW). Um prêmio o qual concorreram 1.500 organizações, mas apenas 100 entraram no ranking final, sendo 17 brasileiras e uma única de Brasília, o Sabin.

A premiação aconteceu em Los Angeles (EUA), no mês de abril, exatamente quando Brasília completava 50 anos. “Passou um breve filme na minha cabeça sobre os 26 anos de construção de valores sólidos e sustentáveis. Me sinto muito orgulhosa e dedico esse prêmio à cidade que me acolheu”, comemorou Vaz, que ignorou o fuso horário e ligou para a sócia Sandra Costa avisando que o Sabin mais uma vez estava levando para fora do País o nome da capital federal de maneira bastante positiva.

Essa não foi a primeira vez que o Sabin entrou no ranking das empresas que valorizam seus colaboradores. Em 2008 e 2009, o Laboratório conquistou o título de melhor empresa para a mulher trabalhar, prêmio também concedido pelo Instituto GPTW. Ainda em 2009, o Laboratório foi eleito a 4ª melhor empresa para trabalhar pela Você S/A Exame.

O Laboratório Sabin contabiliza números expressivos na área em que atua. Somente em 2009, foram 800 mil exames entregues por mês. Hoje, são 60 unidades espalhadas pelo Distrito Federal, Goiás e Bahia que atendem mais de 100 mil clientes por mês, 20% maior que o ano passado. O número de colaboradores também cresceu: passou de 720 em 2008 para mais de 900 em 2010 (dados de março) no mesmo período analisado. “Conseguimos crescer 31% no ano passado, quando a crise internacional ameaçava as empresas”, conta Costa, que é diretora técnica do Sabin.

Política de benefícios – Como prova de reconhecimento e valorização do profissional, o Sabin adota uma política de benefícios aos colaboradores que poucas empresas brasileiras praticam. Para os que desejam estudar, o laboratório oferece bolsa de 50% a 80% e flexibilidade de horário para MBA, mestrado e doutorado. Para aqueles que almejam realizar o sonho do matrimônio, o Sabin presenteia com auxílio-casamento, Dia de Noiva e, ainda, auxílio-enxoval de bebê para as futuras mamães.

E os incentivos não param por aí. Os colaboradores, com um ano de casa, recebem de presente um kit beleza e um dia no SPA. Com cinco anos, um salário bônus. Já aqueles que completam 10 anos de Sabin são presenteados com um laptop. Aos 15 anos de trabalho, o colaborador pode aproveitar uma bela viagem a Porto Seguro (BA) com um acompanhante. E quem completa 20 anos de dedicação ao Sabin recebe um carro popular 0 km. Nessas quase três décadas, o Sabin já premiou 1.608 colaboradores, sendo um com a chave do novo carro.

Com esse pacote de vantagens e condições de trabalho diferenciado, o Sabin conseguiu conquistar ainda mais ainda mais a confiança e a fidelidade de seus colaboradores, além de aumentar a produtividade. Entre 2005 e 2009, a rotatividade dos profissionais caiu de 28% para 12% ao ano. Na área técnica, não houve nenhum desligamento no período. Segundo Janete Vaz, os benefícios oferecidos incentivam e valorizam o profissional. “Aprendi que os valores familiares podem ser muito bem empregados no trabalho e isso tem dado muito certo”, avalia.

Anatel endurece regras de mobile marketing

Prática corrqueira com mira nos usuários de celular, o envio de mensagens publicitárias via SMS terá de ser previamente autorizado a partir deste sábado, dia 1º de maio.

A decisão da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações – exige das operadoras mais transparência nos contratos para que o seu cliente esteja perfeitamente ciente desse tipo de anúncio antes de adquirir o serviço. As informações são do IDG Now!.

Todos os novos contratos passarão por mudanças, mas os clientes antigos poderão entrar em contato com as operadoras para pedir o interrompimento desse tipo de mensagem.

Essas mudanças serão bem significativas. A partir deste 1º de maio, haverá um campo no contrato em que o usuário poderá assinalar se deseja ou não receber as mensagens. Além disso, a nova regra determina que nenhuma parte do contrato seja redigida com fonte de tamanho menor que o doze. Também haverá uma indicação clara do parágrafo que remete a esse assunto.

A Anatel segue alterações feitas no artigo 54 do Código de Defesa do Consumidor, concordantes com o novo texto da Lei nº 11.785/08. E foram feitas recomendações diretas do Ministério Público Federal para que a agência cuidasse dessas alterações.

O assunto tramita desde novembro de 2009. À época, o Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo enviou recomendação às operadoras Vivo, Tim, Oi e Claro para que mensagens de texto não sejam enviadas sem a autorização do cliente.

A recomendação, criada pelo procurador da República Márcio Schusterschitz, aponta no sentido de direito à privacidade, não podendo ser incomodado pelo envio sem autorização. De acordo com ele, as operadoras de telefonia “ofendem a privacidade do usuário invadindo a sua tranquilidade, o seu sossego enviando mensagens, promoções, jogos de azar que o cliente não quer receber”.

A mídia móvel funciona mais do que muita gente pensa. Pesquisa feita pela empresa americana InsightExpress, em abril, concluiu que a publicidade para celular causa um impacto quase cinco vezes maior do que aquela feita para a internet e vista no computador.

Em pesquisa espontânea, quando o entrevistado cita uma marca sem ser sugestionado, a publicidade móvel registrou aumento de 9% no número de pessoas que se lembram da marca anunciante. Via internet, a marca é de apenas 2%.

No estudo espontâneo, quando o entrevistado escolhe dentre marcas apresentadas a ele, o impacto foi de 9% para celular e 3% para internet convencional. Para Joy Liuzzo, diretor da área de pesquisas sobre telefonia móvel, o modelo é favorável, pois “as campanhas online continuam a oferecer alcance, flexibilidade e variedade excepcionais, mas o alto nível de uso, a explosão nas possibilidades técnicas, o baixo nível de desordem e o fato de ser uma prática nova, tudo isso contribui provavelmente para o aumento do impacto sobre a marca”.

A pesquisa diz ainda que as campanhas por dispositivos móveis geram crescimento de 12% nas compras, contra apenas 2% de retorno por meio de internet.

Enquanto o mercado externo se mostra favorável à publicidade móvel, o Brasil ainda engatinha nessa nova forma de expor marcas e se comunicar com o consumidor. Agências, anunciantes, veículos e operadoras de telefonia ainda não chegaram a um padrão a ser utilizado em larga escala para um mercado que já suporta mais de 176 milhões de celulares.

A banda larga móvel é um dos pilares que deve movimentar o mercado. “A tecnologia de maior destaque foi, sem dúvida, a banda larga móvel, somando mais de 1,6 milhão de acessos e superando as expectativas durante o ano, uma vez que o crescimento foi de 82% em relação a 2008”, informa Samuel Rodrigues, analista do mercado de Telecom da IDC Brasil sobre dados que comprovavam o crescimento da internet em 2009.

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Mulheres de Chico em Brasília

Serviço:

MULHERES DE CHICO
08 DE MAIO – AABB

Elas estão chegando, surpreendendo com uma releitura original da obra de Chico Buarque!

Vendas:
Naturetto – 403 Sul e 405 Norte
Salão Afro Rainha de Sabá – Ed. Miguel Badia CONIC

Preços 1º Lote:
R$25,00 – meia entrada
R$50,00 – inteira
Obs: indispensável apresentação de carteira estudantil no dia do evento.

Informações:
(61) 9223-1332

www.cidadaniacultural.com.br

O Rosto feminino em 500 anos da história da arte.

ObamaPrimeira Dama lança a campanha “Let´s move”

Os Estados Unidos tem um dos maiores índices de obesidade por habitante do mundo. Esse mal também afeta 1 entre 3 crianças americanas, numero alarmante se considerarmos que a obesidade está relacionada a um grande numero de enfermidades. Tentando mudar esse quadro, Michelle Obama lançou uma a campanha “Let´s move” ou “Mexa-se” em português. A idéia é que com 20 minutos a mais de exercícios diários, as crianças e adolescentes acima do peso possam reencontrar uma melhor forma física.

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Brasília

Brasília é construída na linha do horizonte. – Brasília é artificial. Tão artificial como devia ter sido o mundo quando foi criado. Quando o mundo foi criado, foi preciso criar um homem especialmente para aquele mundo. Nós somos todos deformados pela adaptação à liberdade de Deus. Não sabemos como seríamos se tivéssemos sido criados em primeiro lugar, e depois o mundo deformado às nossas necessidades. Brasília ainda não tem o homem de Brasília. – Se eu dissesse que Brasília é bonita, veriam imediatamente que gostei da cidade. Mas de digo que Brasília é a imagem de minha insônia, vêem nisso uma acusação; mas a minha insônia não é bonita nem feia – minha insônia sou eu, é vivida, é o meu espanto. Os dois arquitetos não pensaram em construir beleza, seria fácil; eles ergueram o espanto deles, e deixaram o espanto inexplicado. A criação não é uma compreensão, é um novo mistério. – Quando morri,um dia abri os olhos e era Brasília. Eu estava sozinha no mundo. Havia um táxi parado. Sem chofer. – Lucio Costa e Oscar Niemeyer, dois homens solitários. – Olho Brasília como olho Roma: Brasília começou com uma simplificação final de ruínas. A hera ainda não cresceu. – Além do vento há uma outra coisa que sopra. Só se reconhece na crispação sobrenatural do lago. – Em qualquer lugar onde se está de pé, criança pode cair, e para fora do mundo. Brasília fica à beira. – Se eu morasse aqui, deixaria meus cabelos crescerem até o chão. – Brasília é de um passado esplendoroso que já não existe mais. Há milênios desapareceu esse tipo de civilização. No século IV a.C. era habitada por homens e mulheres louros e altíssimos, que não eram americanos nem suecos, e que faiscavam ao sol. Eram todos cegos. É por isso que em Brasília não há onde esbarrar. Os brasiliários vestiam-se de ouro branco. A raça se extinguiu porque nasciam poucos filhos. Quanto mais belos os brasiliários, mais cegos e mais puros e mais faiscantes, e menos filhos. Não havia em nome de que morrer. Milênios depois foi descoberta por um bando de foragidos que em nenhum outro lugar seriam recebidos; eles nada tinham a perder. Ali acenderam fogo, armaram tendas, pouco a pouco escavando as areias que soterravam a cidade. Esses eram homens e mulheres menores e morenos, de olhos esquivos e inquietos, e que, por serem fugitivos e desesperados, tinham em nome de que viver e morrer. Eles habitaram as casas em ruínas, multiplicaram-se, constituindo uma raça humana muito contemplativa. – Esperei pela noite, noite veio, percebi com horror que era inútil: onde eu estivesse, eu seria vista. O que me apavora é: é vista por quem? – Foi construída sem lugar para ratos. Toda uma parte nossa, a pior, exatamente a que tem horror de ratos, essa parte não tem lugar em Brasília. Eles quiseram negar que a gente não presta. Construções com espaço calculado para as nuvens. O inferno me entende melhor. Mas os ratos, todos muito grandes, estão invadindo. Essa é uma manchete nos jornais. – Aqui eu tenho medo. – Este grande silêncio visual que eu amo. Também a minha insônia teria criado esta paz do nunca. Também eu, como eles dois que são monges, meditaria nesse deserto. Onde não há lugar para as tentações. Mas vejo ao longe urubus sobrevoando. O que estará morrendo meu Deus? – Não chorei nenhuma vez em Brasília. Não tinha lugar. – É uma praia sem mar. – Mamãe, está bonito ver você de pé com esse capote branco voando (É que morri, meu filho). – Uma prisão ao ar livre. De qualquer modo não haveria pra onde fugir. Pois quem foge iria provavelmente para Brasília. Prenderam-me na liberdade. Mas liberdade é só que se conquista. Quando me dão, estão me mandando ser livre. – Todo um lado de frieza humana que eu tenho, encontro em mim aqui em Brasília, e floresce gélido, potente, força gelada da Natureza. Aqui é o lugar onde os meus crimes (não os piores, mas os que não entenderei em mim), onde os meus crimes não seriam de amor. Vou embora para os meus outros crimes, os que Deus e eu compreendemos. Mas sei que voltarei. Sou atraída aqui pelo que me assusta em mim. – Nunca vi nada igual no mundo. Mas reconheço esta cidade no mais fundo de meu sonho. O mais fundo de meu sonho é uma lucidez. – Pois como eu ia dizendo, Flash Gordon… – Se tirasse meu retrato em pé em Brasília, quando revelassem a fotografia só sairia a paisagem. – Cadê as girafas de Brasília? – Certa crispação minha, certos silêncios, fazem meu filho dizer: puxa vida, os adultos são de morte. – É urgente. Se não for povoada, ou melhor, superpovoada, uma outra coisa vai habitá-la.
[...]

Texto de Clarice Lispector

Parabéns Brasília!

O andar de baixo

Roberto Nogueira Ferreira*

1. O Plano Real foi concebido no governo Itamar Franco. FHC, Ministro da Fazenda de Itamar, beneficiou-se do fim da inflação e elegeu-se presidente.

2. Eleito, sentou em cima da estabilidade da moeda e pouco fez. Manteve o Real atrelado ao dólar e quase destruiu o parque industrial brasileiro. De 1995 a 1998 o Brasil cresceu feito rabo de cavalo e acumulou sucessivos déficits comerciais na balança comercial brasileira.

3. O Brasil chegou a 1998, literalmente quebrado. Salvou-o, o FMI e outros organismos financeiros. Privatizou para pagar dívidas nunca liquidadas.

4. Em 1998, alguma coisa aconteceu no Congresso e FHC conseguiu aprovar a Emenda da reeleição. Ele só pensava nisso.

5. Para enfrentar a crise de 1998, FHC conseguiu aprovar a CPMF; elevou a alíquota do IR de 25% para 27,5%; elevou o IOF e o IPI de algumas operações. Resultado: a carga tributária deu um salto de 3,5% em apenas um ano.

6. Reeleito, foram mais quatro anos andando para trás em matéria econômica e novos e crescentes déficits comerciais. E a relação dívida/PIB chegou a quase 60% (recomenda-se 40%, com viés de baixa).

7. Enquanto isso ele só pensava em fazer o sucessor.

8. FHC chegou a 2002, com o Brasil outra vez virtualmente quebrado. E até a estabilidade da moeda corria riscos, pois o IGP-M de 2002 foi de 25,31%. Em 2009, só para comparar, o IGP-M fechou negativo, menos 1,72%. No último ano de seu governo elevou a alíquota do PIS-COFINS e deixou a carga tributária – que pegara em torno de 27%, perto de 35% do PIB.

9. Fez um segundo governo pior que o primeiro, e depois de 8 anos na cadeira de presidente, com a máquina administrativa na mão, não foi capaz de eleger o sucessor.

10. FHC propôs continuidade, mas o povo quis mudança.

11. O governo FHC, em 8 anos, criou menos de 1,5 milhão de empregos formais. O de Lula, mais de 10 milhões. Lula soube surfar em boas ondas, quando muitos esperavam o naufrágio.

12. O governo Lula – sem intenção de comparar, mas não há nada mais real que a realidade – manteve a estabilidade de moeda; nunca se exportou tanto (oito anos de saldos comerciais positivos); nunca se investiu tanto no Brasil; o Brasil se consolidou como oitava economia mundial; as nossas reservas cambiais (que Lula herdou em US$ 40 bilhões) fecharam 2009 em US$ 240 bilhões; a relação dívida/PIB está na faixa de 40%; e todos os demais indicadores macroeconômicos são infinitamente melhores que os de 2002.

13. Isso quer dizer que Lula é melhor que FHC? Não se trata disso. Apenas os números do governo Lula são melhores do que o de FHC.

14. Veio a crise financeira internacional de 2008, e o que Lula fez? Aumentou impostos? Não, reduziu impostos, ampliou o investimento direto do Estado e por essas medidas injetou bilhões de Reais na economia, o povo foi às compras, mantendo a produção e o emprego.

15. O que salvou o Brasil, nesse conturbado 2009, foi o mercado interno que Lula recriou, senão vejamos: FHC demitiu muito; ficou 8 anos sem dar aumento ao funcionalismo e aos aposentados; e manteve o salário mínimo em faixa próxima a US$ 60 dólares. Lula fez tudo ao contrário: aumentos reais, inclusive para aposentados e salário mínimo, que hoje é superior a US$ 300 dólares. Tudo isso ajuda a girar a economia, pois antes Lula incorporou ao mercado as classes C e D, hoje consumidoras.

16. E como as incorporou: com os aumentos reais e com programas sociais (Bolsa Família, RMV e outros) que deram dignidade a uma parcela considerável de brasileiros. A pobreza ainda é grande, mas vem reduzindo. E a desigualdade, também. Só para registro histórico: o primeiro programa “Bolsa” nasceu no governo Cristovam Buarque, do PT, em Brasília. Quem criou o que é um papo meio sem sentido. Quem cria é Deus.

17. Em 2002, FHC fechou o ano com 35% de popularidade. Em 2010, Lula preserva 80%.

18. E Lula só pensa em fazer o sucessor. Fará? Mais uma vez FHC e Lula se encontram. FHC propõe mudança, mas o povo parece querer continuidade. A equação de 2002 se inverteu.

Não dá para comparar FHC a Lula, pois são personalidades incomparáveis. Os dois dignificam o Brasil, cada um a seu modo. Lula não tem diploma de nível superior (instrumento a cada dia mais desmoralizado, já tem até um tal de pós doutorado, seja lá o que isso for, mas é bom indicador de que o nosso diploma tem valor relativo cada vez menor). Lula também não fala inglês nem francês. Mas a Constituição brasileira não exige nada disso para ser Presidente da República.

A cada diz mais me convenço que a rejeição a Lula, que ainda persiste em boa parcela da elite branca e se recrudesce em 2010, é fruto de preconceito. Às vezes ele fala umas abobrinhas, mas não foi FHC que chamou os aposentados de vagabundos? Orgulho-me de ter sido presidido por um ex-metalúrgico não diplomado, que desceu em pau de arara do nordeste a São Paulo, não produziu nenhuma crise institucional, manteve o País nos trilhos da democracia, com a economia crescendo, não mais como rabo de cavalo.

Abomino “mensalões” mineiros, nacionais, do PT, do DEM, empresariais, do Distrito Federal e de onde quer que seja. Em matéria de economia e política durmo sempre com um olho aberto.

Antes que precipitem conclusões, devo afirmar que apesar desse sucesso todo, Dilma não é Lula.

Para mim está de bom tamanho essa disputa entre Serra e Dilma, pois ambos têm origem parecida, são de esquerda, tiveram problemas com a ditadura militar.

Tenho nascido nos fundos do Grupo Escolar Professor Kesnel, no bairro Fábrica, em Juiz de Fora (minha mãe era servente, meu pai zelador), e lá morado por sete anos; e depois subido o Morro do Juquinha, no Manoel Honório, de onde só desci aos 17, para mim é a glória ter de decidir entre Serra, Dilma e Marina, nessa ordem. Três nacionalistas. Três esquerdistas. Três brasileiros que não sofrem do complexo de colono americano. E para completar: duas mulheres concorrendo à presidência! Vença quem vencer, o Brasil é um país condenado ao sucesso.

O que importa é que os três sabem o que é o andar de baixo.

E eu também!

*Roberto Nogueira Ferreira

Um cidadão brasileiro

roberto@rnconsultores.com.br

Ao Estado tudo? Menos

Hildeberto Aleluia

Jornalista


aleluia imagemSempre tive medo do Estado. Nunca confiei no Estado. Sou contra à idéia do Estado forte atuando como agente econômico na ponta do mercado. Não chego a ser um neo-liberal, na concepção clássica onde se consagra o principio de ao mercado tudo. Não, nesse assunto sou coluna do meio, ou flex , isso para não dizer que cada caso é um caso. Mas vamos à história:

Dia desses eu via TV, um jornal. E lá o vice-presidente da Republica, o ínclito mineiro José Alencar, mais admirado por sua convivência com a doença que por qualquer outras de suas multiplas virtudes, recomendava a todos os brasileiros fazerem o exame de pet, que segundo ele, detectava câncer. Como ele mandou todos os brasileiros realizarem o exame eu imaginei que o SUS fizesse. Fui saber o que era isso. Meu medico recomendou que o fizesse, não só pelo meu histórico genético familiar e também pela idade.

Trata-se de um exame de última geração chamado PET CT. É coberto por poucos planos de saúde e custa em torno de 4 mil reais. Realmente é uma maravilha da tecnologia. Ele varre seu corpo por inteiro e dá ao médico uma visão profunda, permitindo um diagnóstico preciso de suas células, além de uma avaliação adequada de sua qualidade de vida agora e no futuro. Trata-se de um exame com tecnologia nuclear em todas as suas etapas. Para realizá-lo é necessário a ingestão de uma substância chamada FDG 18 F que é produzida, diariamente, no Fundão pelo Instituto de Energia Nuclear(IEN), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgãos estatais pertencentes ao Ministério da Ciência e da Tecnologia. Essas substancias são importadas e o manejo e venda é monopólio do Estado. Nas instruções de procedimentos para realização do exame fornecidas pelo laboratório tem uma advertência ressaltando que “ ocasionalmente pode haver um atraso, ou outro imprevisto na entrega do material. Delicada forma de avisar que o atraso e imprevistos acontecem sempre. Neste caso tentaremos entrar em contato com o paciente o quanto antes para que os horários dos exames possam ser adaptados”. Explicações dignas do preço cobrado. Mais embaixo havia uma outra dizendo que após a encomenda do material o exame não pode ser desmarcado. Ou seja, se você não puder ir vai perder a grana.

Em jejum, as 10 horas da manhã,quando me preparava para sair de casa o celular me avisa através de uma voz ansiosa que o exame atrasaria e que eu retardasse minha chegada em mais uma hora. Houvera um problema no Fundão e o IEN atrasara a entrega da substancia. Próximo das 11 horas outro telefonema com desculpas e mais um atraso de uma hora. Mas eu já estava no hospital e já tinha levantado o telefone do tal IEN e nome dos responsáveis pelo processo. Liguei, disse que eu era medico responsável do Samaritano, onde eu estava, e a atendente, sem papas na língua entregou tudo:

-pois é doutor, o senhor já sabe como é isso aqui. De novo o fulano não veio trabalhar, o chefe dele está viajando e a turma aqui só chegou pela manhã e por isso a substância não foi feita de madrugada, na hora devida.

Ali, no quarto andar do hospital Samaritano, tido como a catedral médica do Rio, eu e mais quatro pacientes, em jejum desde o dia anterior, pacientemente aguardávamos que os agentes do Estado brasileiro, num setor monopolista, se mobilizassem para cumprir a tarefa como se estivéssemos em Cuba ou na extinta União Soviética. Descobri também que a pratica faltosa é comum. Descobri que a substância é importada do Canadá onde o exame custa metade do preço e os funcionários responsáveis pelo manuseio não faltam ao trabalho. Existe coisa pior, pensei.

Será no dia em que o funcionário faltoso errar na mistura. Conformei-me.

Não contente fui em busca de uma fonte qualificada do setor. Me disse ele que o conjunto de atividades da área nuclear, que hoje estão sob a égide do Ministério da Ciencia e Tecnologia, vegetam, com níveis mínimos de sobrevivencia. Ele quer dizer com isso que o Estado apenas paga os salários mas não esxiste recursos para pesquisas e outras atividades e sentencia:

O IEN, juntamente com o IPEN de São Paulo e o CDTN de Belo Horizonte, além de outros Institutos como o de Radiometria e Dosimetria e o Centro Agricola de pesquisas Nucleares são orgãos desconhecidos da sociedade no que diz respeito ao que fazem e porque fazem. o IPEN como está na USP é um pouco melhor.

Na visão de minha fonte,esses pequenos problemas aqui citados,aliados a outros bem maiores são os indicadores de que está na hora de rever o monópolio no setor.

Kátia Abreu quer Força Nacional contra o MST para evitar que fazendeiros “façam bobagem”

Com informações da Folha Online

katia-e-serrano-orlandobritoA senadora Kátia Abreu (DEM-TO) que que o governo use a Força Nacional de Segurança para impedir ocupações de terra do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) para evitar que fazendeiros façam “bobagem” ao tentarem se “proteger sozinhos”.

A afirmação da líder dos ruralistas no Congresso foi feita em entrevista ao UOL Notícias um dia após ela mesma solicitar ao Ministério da Justiça (MJ) o uso das tropas federais contra os sem-terra.

“Quando um grupo de cidadãos fica desprotegido, ele se protege sozinho, e então acaba fazendo bobagem. Agora, quando alguém se mete na sua terra, mas o Estado está em ação, não é preciso fazer bobagem”, disse Abreu, que também é presidente da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA).

O pedido ao Ministério da Justiça foi protocolado dois dias após o MST iniciar o “Abril Vermelho”, mês em que o movimento organiza uma série de atos para exigir do poder público a realização da reforma agrária. A data também relembra o massacre de Eldorado dos Carajás (PA), ocorrido há 14 anos, quando 19 sem-terra foram mortos pela polícia.

Nos últimos três dias, integrantes do MST ocuparam várias repartições públicas e mais de 30 propriedades rurais nos Estados de Pernambuco, São Paulo, Alagoas e Paraíba. O movimento promete continuar com as ações até o fim do mês.

Para a senadora, a ocupação das terras é um crime comparável ao tráfico de drogas e à pedofilia. “A Força Nacional não tem o hábito de colaborar para evitar o tráfico de drogas, a pirataria e a pedofilia? É a mesma coisa. A Força Nacional vem para trazer paz, e não o conflito”, acrescenta.

O pedido para a atuação das tropas federais bate de frente com o lema adotado pelo MST para o “Abril Vermelho” deste ano, que é “Lutar não é Crime”. Para justificar o slogan, o movimento cita dados da CPT (Comissão Pastoral da Terra) que apontam a morte de 1.546 trabalhadores rurais entre 1985 e 2009, dos quais apenas 85 casos foram julgados.

Quando questionada sobre qual método os sem-terra deveriam adotar para exigir do governo a reforma agrária, Kátia Abreu não apresenta um caminho e diz só ser contra a invasão de terras. “Eu não sei não o que eles devem fazer. Há milhares de estratégias. Acho todas justas dignas, desde que não pratiquem crimes. Sou a favor do fim das invasões de terra”, afirma a parlamentar.

Como argumento para as ocupações, o MST diz que há 4 milhões de famílias pobres no campo e outras 90 mil desprovidas de terra acampadas pelo país. Para a senadora, os grandes proprietários não deveriam dividir suas terras para amenizar a desigualdade no campo. “Nós não temos obrigação. Quem vai querer dividir sua terra? Não somos sócios do programa da reforma agrária. Nós somos a iniciativa privada”, diz.

Ig
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