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Arquivos para a novembro, 2009

Pré-candidatas do DF fazem curso intensivo de preparação para as eleições de 2010

Da Redação

Mulheres na politicaCerca de 50 possíveis candidatas às próximas eleições passaram o dia de ontem (26) e de hoje (27) participando do curso Campanha Eleitoral: Mulheres no Poder. As mulheres são filiadas aos partidos PSDB, DEM e PPS no Distrito Federal e puderam discutir e aprender mais sobre assuntos como legislação eleitoral, políticas públicas, captação de recursos, estratégias de comunicação, imagem pessoal, entre outros.

O curso foi promovido pela Fundação Konrad Adenauer e o Instituto Teotônio Vilela (ITV-DF) a pedido das mulheres dos três partidos. “Percebemos que as participantes estavam muito mobilizadas. Tivemos que pedir para pararem com as perguntas várias vezes, tamanho era o interesse delas”, relata o presidente do ITV-DF, Túlio Marques.

“Todo candidato precisa de um treinamento. Este curso foi específico para as mulheres por conta da demanda, mas nada impede de oferecermos aos homens”, explica Túlio. “É um treinamento muito rico e 98% serve para qualquer candidato”, completa, contando que muito foi discutido sobre questões de gênero durante as palestras.

Novela “Viver a Vida” afronta Direitos Humanos

Taís Araújo. Foto: Fotosfamosos

Taís Araújo. Foto: Fotosfamosos

Artigo publicado pelo Cfemea – Centro Feminista de Estudos e Assessoria – mostra o viés racista da novela “Viver a Vida” da Rede Globo, que tem pela primeira vez na história das novelas brasileira uma negra como protagonista.

Personagem Helena interpretada pela atriz Taís Araújo enfrenta uma série de humilhações, é acusada pelo acidente que deixa uma jovem rica e branca paraplégica e de ter feito um aborto para não atrapalhar sua carreira como modelo.

Leia o artigo:

Não é novidade que a mídia televisiva brasileira dedica pouco ou nenhum espaço às reivindicações de negros e mulheres. Seus problemas não são retratados nos telejornais – a menos que seja de forma distorcida – e os estereótipos usados em programas humorísticos e novelas contribuem para denegri-los. Ainda assim, alguns episódios não deixam de ser revoltantes e causar indignação pelo desrespeito aos Direitos Humanos destes grupos.

A novela “Viver a Vida” fere a dignidade humana de negros e mulheres. Em sua lógica patriarcal, machista e racista, Helena, a primeira protagonista negra das novelas brasileiras, de origem humilde e que teve a ousadia de decidir livremente os rumos de sua vida, é transformada em criminosa porque não se calou diante das ofensas de sua colega branca, rica, que, desacostumada a ter seus desejos negados, sente-se no direito de denegri-la publicamente. Helena é retratada como responsável por todo o sofrimento existente ao seu redor, ainda que ele não seja causado por algo que ela possa controlar.

Por ter interrompido uma gestação para se manter no mercado de trabalho no passado, Helena sente-se “naturalmente” culpada e arrependida, e é humilhada e demonizada por personagens que sequer estiveram envolvidos com o fato. E, ao pedir perdão de joelhos por um acidente que não provocou, é agredida física e verbalmente pela mulher branca e rica, uma senhora escravocrata. Como nas agressões contra a aluna da UNIBAN Geisy, a violência é a ferramenta usada para lembrá-la do lugar de submissão e inferioridade que as estruturas de poder vigentes relegam a ela.

O reforço de preconceitos contra as mulheres e negras nas novelas da Rede Globo, infelizmente, não causa mais surpresa. A imagem de mulher maternal, consumista, passiva e objetificada, bem como a da negra criminosa, lasciva e incapaz, arquitetada de forma a fazer opressões sociais parecerem “inclinações naturais”, permeiam toda a sua grade de programas. Violência é o castigo de quem ousa transgredi-las.

Novembro reúne algumas datas de mobilização de extrema importância para grupos oprimidos em nossa sociedade. No Brasil, o dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro e o dia 25 é o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A veiculação da cena em que Helena é agredida poucos dias antes destas datas e a intensidade da violência projetada mostram o conservadorismo e o descaso da mídia televisiva para com o sofrimento de milhares de brasileiras, que concentram nestes dias seu grito coletivo contra as injustiças sociais a que estão submetidas.

Brasileiras respondem bem a tratamento de câncer de mama

Foto: cancrovsvida.files.wordpress.com

Foto: cancrovsvida.files.wordpress.com

A empresa Bayer Schering Pharma anunciou os resultados de um estudo de tratamento do câncer de mama metástico. Os resultados revelaram um aumento de 74% de sobrevida e maior tempo livre de progressão da doença nas pacientes que receberam a terapia-alvo Nexavar (tosilato de sorafenibe). O estudo também demonstrou a eficácia e a tolerabilidade do medicamento. Hoje (27) é o Dia Nacional da Luta Contra o Câncer.

Denominado Baselga, o estudo avaliou o uso de Nexavar em combinação com quimioterapia oral em 229 pacientes, sendo 115 brasileiras. “Os resultados deste estudo representam mais um avanço para o tratamento do câncer de mama, doença que representa a segunda causa de morte por câncer em mulheres no mundo”, afirma Frederico Costa, médico oncologista do Hospital Sírio Libanês. O especialista explica ainda que por ser uma combinação de medicamentos de uso oral e com poucos efeitos colaterais o sorafenibe associado à capecitabina permite uma boa qualidade de vida e um maior controle da doença, associado a adesão ao tratamento.

O Nexavar é considerado uma terapia-alvo, pois age diretamente nas células doentes  reservando as sadias, o que proporciona ao paciente menos efeitos adversos e mais qualidade  e  vida. Além disso, o medicamento reduz a multiplicação das células tumorais (ação antiproliferativa) e inibe a formação de vasos sangüíneos que alimentam os tumores, processo chamado angiogênese. Atualmente, o medicamento é aprovado em mais de 70 países para o tratamento do câncer de rim avançado e em mais de 60 países para o tratamento do câncer hepático, inclusive no Brasil.

Instituto Agilità ganha prêmio de melhor empresa na categoria Serviços de Saúde

Beatriz Schwab, diretora do instituto, com Rafael Rabello, diretor de Comunicação Foto: Divulgação

Beatriz Schwab, diretora do instituto, com Rafael Rabello, diretor de Comunicação Foto: Divulgação

O Instituto Agilità ganhou ontem (25) o Prêmio Micro e Pequenas Empresas Sebrae/2009 na categoria Serviços de Saúde. Em quatro anos de existência, a entidade já cuidou de 80 crianças, adolescentes e familiares que passaram pela triste experiência da violência sexual.

O instituto também oferece cursos de capacitação pessoal com vários temas, como a autoestima da mulher e envelhecimento. A entidade possui também uma organização não governamental, a Chamaeleon, que faz parte do projeto Anjos do Amanhã, da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal.

Para conhecer melhor o Instituto Agilità clique aqui.

O Grande Pacificador

Comissão aprova projeto que protege trabalhador idoso

Senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) Foto: Agência Senado

Senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) Foto: Agência Senado

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou hoje (25) o Projeto de Lei (PLS 315/2007), de autoria da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que visa dar mais proteção ao trabalho das pessoas com mais de sessenta anos de idade “A tradicional relação de emprego está passando por transformações levando em consideração o próprio avanço da ciência médica, que propicia uma maior longevidade, com qualidade de vida. O trabalhador idoso pode e deve ser incluído no mercado de trabalho”, afirmou a senadora.

Lúcia Vânia destacou também o alcance social do Projeto, observando que, enquanto não se melhorar o nível de renda dos aposentados, os idosos continuarão a trabalhar e a necessitar, portanto, de melhores condições de trabalho. “Considero importante garantir a boa utilização dessa mão-de-obra altamente qualificada e experiente, mas que precisa de proteção”. Para a senadora, da mesma forma que cabe ao governo promover o desenvolvimento para que os jovens tenham acesso ao mercado de trabalho, há que se resguardar os trabalhadores idosos.

A Proposição tramitou na Comissão em decisão terminativa, ou seja, regime que dispensa a votação em Plenário. A matéria foi remetida à Câmara dos Deputados.

Em quatro anos, Central de Atendimento à Mulher fez mais de 791 mil registros

 

Temporão e Nilcéa apresentaram o balanço da central e as peças da nova campanha Foto: Hermínio Oliveira

Temporão e Nilcéa apresentaram o balanço da central e as peças da nova campanha Foto: Hermínio Oliveira

Da Redação

 

De janeiro de 2007 a outubro de 2009, pelo menos 86.844 vezes alguma mulher foi agredida no Brasil. Do total destas agressões, 53.120 foram violência física, 23.878 psicológica, 6.525 moral, 1.645 sexual, 1.226 patrimonial, 389 cárcere privado e 61 tráfico de mulheres. Os dados fazem parte do balanço da Central de Atendimento à Mulher, divulgado hoje (25), Dia Internacional Contra a Violência de Gênero, pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM).

A central funciona há 4 anos e da sua instalação até outubro deste ano foram registrados 791.407 atendimentos. A maioria das denúncias, 93%, é feita pela própria vítima, 50% dos agressores são os próprios cônjuges e 69% das vítimas sofrem agressões diariamente. “O programa atende chamadas emergenciais, buscando naquele momento que aquela mulher possa ter um socorro e o agressor possa ser preso em flagrante. Além disso, orienta as mulheres e as encaminha para os serviços especializados de atendimento em situação de violência”, explica a ministra da SPM, Nilcéa Freire.

Para intensificar a divulgação do serviço da Central de Atendimento à Mulher, a SPM lançou a campanha Uma vida sem violência é um direito de todas as mulheres, em parceria com o Ministério da Saúde. A campanha será divulgada em mobiliário urbano, cartazes, folders e também por meio de spot e filme divulgados, respectivamente, em emissoras de rádio e de televisão.

Além da verba para a campanha, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, explica que contribui com o monitoramento dos problemas enfrentados pelas mulheres. “Através de uma rede de instituições sentinelas e de serviços de detecção desses casos, podemos ver os números indicadores que são de grande utilidade para que a SPM e para que o próprio governo possa definir e implementar políticas específicas”, disse o ministro.

A Central de Atendimento à Mulher funciona pelo número de telefone 180. Os atendimentos são gratuitos, sigilosos e são feitos 24 horas por dia, todos os dias, inclusive nos feriados.

“As mulheres precisam tomar posse do poder que elas têm”, afirma jornalista que fundou organização feminina das américas e África

Uma mulher batalhadora, bem articulada, solidária e que já viu diversas formas de desigualdade de gênero mundo afora. Esta é Margarida Chaulet, jornalista pernambucana que em 1987 fundou a União Feminina das Américas (Unifas) para, de acordo com ela, “ajudar as mulheres a mostrarem seus valores”. Hoje, além da Unifas, existe a Organization for Integration of the Women of the americas (Organ), que organiza grandes eventos mundiais para debater a situação da mulher e trocar experiências de políticas públicas bem sucedidas.

Em entrevista exclusiva ao Mulheres no Poder, Margarida conta como é lutar pelos direitos das mulheres nos países das américas e África e faz um apelo: “As mulheres precisam tomar posse do poder que elas têm”. Semana que vem, Margarida embarca para Nova Iorque para receber homenagem da Organização das Nações Unidades (ONU) pela dedicação e esforço em favor das causas femininas. Confira.

A cada 6,2 mil infectados diariamente pela AIDS, 48% são mulheres

Nilcéa Freire, Pedro Chequer e Mariângela Simão.

Nilcéa Freire, Pedro Chequer e Mariângela Simão.

Da Redação

“A epidemia da AIDS está se feminilizando não só na África, como no mundo todo”. Esta foi a afirmação feita pelo coordenador do UNAIDS, Pedro Chequer, ao divulgar o relatório global sobre a epidemia de AIDS 2009 na manhã de hoje (24), em Brasília. Mundialmente são 7,4 mil novos casos por dia, dentre eles 6,2 mil adultos dos quais 48% são mulheres. No Brasil, as mulheres infectadas representam um pouco mais de um terço dos casos, de acordo com o Ministério da Saúde. Mas o que preocupa é a faixa etária: entre 13 e 19 anos, para cada 8 meninos infectados, 10 meninas contraem a doença. Outro dado alarmante diz respeito a incidência da doença entre senhoras com mais de 50 anos que triplicou nos últimos 10 anos.

“Os fatores que vulnerabilizam as mulheres vão além dos biológicos”, destaca a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire. Para ela, fatores como a violência contra a mulher e a dificuldade em relação ao parceiro sobre o uso do preservativo influenciam no aumento de infecções. “As meninas muitas vezes têm vergonha, medo de sugerir o uso do preservativo. Assim como acontece com mulheres acima de 50 anos, em relações supostamente estáveis e heterossexuais onde o uso do preservativo não existe como atitude para o sexo seguro”, disse a ministra. Ela aponta como solução o uso do preservativo feminino, que dá autonomia para a mulher se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.

No Brasil, até 2011 estima-se que 10 milhões de camisinhas femininas serão distribuídas. De acordo com Nilcéa, há interesse de um produtor do insumo instalar uma fábrica aqui, o que facilitaria ainda mais a propagação do uso deste preservativo.

Já para o coordenador da UNAIDS, uma alternativa para o controle da epidemia, especialmente em mulheres, seria o uso de microbicidas. “É um potencial importante na prevenção e nós temos esperança de que irá reduzir a incidência de AIDS na mulher porque ela passaria a usar o produto de modo autônomo, sem depender da decisão masculina, como é no caso do preservativo”, explica Chequer.

Nos últimos oito anos, as novas infecções pelo HIV reduziram 17%, graças aos tratamentos, como o anti-retroviral, que desde 2001 ajudou a evitar cerca de 200 mil novas infecções entre crianças.  Conforme o relatório de 2009, estima-se que 33,4 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo, 2,7 milhões se infectaram em 2008 e 2 milhões morreram neste mesmo ano por causa de doenças relacionadas à AIDS.

Alice Portugal participa de fórum internacional contra violência de gênero

alice-portugal Da Redação

A líder da Bancada Feminina na Câmara dos Deputados, Alice Portugal (PCdoB-BA), representa o Brasil no Fórum Internacional Juventude e Violência de Gênero, que acontece hoje (23) e amanhã (24) em Madrid.

O encontro tem como objetivo sensibilizar a juventude a participar mais especificamente da luta contra a violência de gênero, incluindo o assunto nas agendas das organizações juvenis. O Fórum também marca a comemoração do Dia Internacional Contra a Violência de Gênero, comemorado na próxima quarta-feira, dia 25 de novembro.

Ig
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