"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Arte RatoFX

Arte RatoFX

Os dados indicam que 7% das mulheres correm o risco de sofrer violência em algum momento da vida

Uma em cada três mulheres é vítima de abusos físicos em todo o mundo, indica uma série de estudos divulgados nesta sexta-feira (21/11) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre 100 milhões e 140 milhões de mulheres são vítimas de mutilação genital e cerca de 70 milhões se casam antes dos 18 anos, frequentemente contra a sua vontade. Os dados indicam que 7% das mulheres correm o risco de sofrer violência em algum momento das suas vidas.

A violência, exacerbada durante conflitos e crises humanitárias, tem consequências dramáticas para a saúde física e mental das vítimas. “Nenhuma varinha de condão vai eliminar a violência contras as mulheres. Mas a prática revela que é possível realizar mudanças nas atitudes e nos comportamentos, que podem ser conseguidos em menos de uma geração”, afirmou Charlotte Watts, professora na Escola de Higiene e Medicina Tropical em Londres e coautora dos documentos.

Os investigadores apuraram que mesmo nos casos em que existe legislação forte e avançada de defesa das mulheres, muitas continuam a ser vítimas de discriminação, violência e falta de acesso adequado a serviços jurídicos e de saúde.

Os autores sustentaram que a violência contra as mulheres só vai retroceder se os governos colocarem mais recursos na luta e reconhecerem que ela prejudica o crescimento econômico.

O documento também sustenta que os líderes mundiais deverem mudar legislações e instituições discriminatórias que encorajam a desigualdade e preparam o terreno para mais violência.

Do Correio Braziliense

Boneca com estrias (Foto: Divulgação/Lammily)

O designer Nickolay Lamm lançou uma nova boneca para criticar os padrões estabelecidos pelas tradicionais Barbies, que são sempre loiras e magras. Com padrões de beleza mais próximos ao encontrado na realidade, o brinquedo traz uma boneca com uma cartela de adesivos, sendo possível escolher se ela terá celulites, estrias, sardas, tatuagens ou cicatrizes.

O produto, que é planejado desde 2013, foi lançado e colocado à venda na última quarta-feira (19). “Os pais e seus filhos estavam me mandando e-mails e me perguntando onde eles poderiam comprar a ‘Barbie normal’ —mas ela não existia”, disse Lamm em entrevista à revista “Time”.

O projeto foi financiado de forma coletiva. O designer conseguiu arrecadar cerca de US$ 500 mil dos US$ 95 mil pedidos. “Para ser honesto, eu sabia que seria um tremendo sucesso ou um fracasso total, não havia meio-termo”, comemorou.

 Do Correio 24 horas

Boneca com estrias (Foto: Divulgação/Lammily)

Mary Barra, presidente da General Motors, citada no estudo sobre executivas – Foto: Divulgação

Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, analisou a trajetória profissional de 24 diretoras executivas de gigantes multinacionais, todas presentes na lista das 500 maiores empresas da revista “Fortune”.

A conclusão é que a maioria conseguiu o posto mais alto após construir a carreira na mesma empresa, começando de baixo, e não trocando de companhias. Esse é o caso de Mary Barra, atual presidente da General Motors, que iniciou sua trajetória como uma espécie de estagiária da multinacional.

As autoras do estudo, Sarah Dillard e Vanessa Lipschitz, concluíram que foco e estabilidade foram decisivos para que as executivas chegassem aos seus postos atuais.

Apenas três profissionais analisadas conseguiram bons cargos em grandes bancos ou empresas de consultoria assim que saíram da faculdade.

A maioria das mulheres da pesquisa, 70%, permaneceu na mesma empresa por pelo menos dez anos antes de ser promovida a presidente. Mesmo aquelas que chegaram ao topo de uma companhia sem construir sua carreira nela ficaram anos em um mesmo local.

Exemplo disso é Sheri McCoy, que trabalhou 30 anos na Johnson & Johnson, não foi promovida a diretora-executiva, mas hoje ocupa este cargo na Avon.

Outro dado da pesquisa, mostra que 20% começaram justamente na empresa que lideram agora.

O estudo também evidenciou que o mercado de trabalho ainda é injusto com as mulheres. Elas demoram, em média, 23 anos em uma mesma empresa para chegar ao cargo mais alto. Esse período cai para 15 anos no caso dos homens, considerando a carreira de presidentes das 500 maiores da “Fortune”.

Quase a metade dos homens, 48%, fez carreira na mesma empresa antes de liderá-la. Esse número sobe para 71% no caso das mulheres.

Ter um diploma de uma grande faculdade norte-americana ou MBAs das melhores escolas não é tão importante quanto pode se pensar.

Das 24 executivas, apenas duas são formadas em uma universidade da “Ivy League”, grupo das oito mais antigas e prestigiadas dos EUA, e 25% fizeram um MBA em uma das dez melhores escolas do país.

A conclusão das autoras é que, apesar de esses títulos serem importantes, não são necessariamente decisivos para que a profissional chegue ao topo de uma companhia.

Do Uol

Josefa, personagem da atriz Eva Todor na novela “O Cravo e a Rosa”, da Rede Globo – Foto: Divulgação

Aos 95 anos e celebrando 80 anos de carreira, Eva Todor sonha em voltar a atuar. A atriz veterana, que vive no Rio de Janeiro e sofre com alguns sintomas da idade e do Parkison, reforça sua paixão pela arte.

“Eu tenho vontade de continuar a trabalhar, mas isso depende de Deus. Se eu tivesse saúde, você nem imagina como eu tenho vontade”, contou a atriz por telefone ao UOL, apresentando dificuldades na fala.

Nascida na Hungria, Eva veio para o Brasil com a família em 1929. Ela começou a trabalhar no teatro em 1934 no espetáculo “Quanto Vale uma Mulher”, de Luiz Iglesias, seu primeiro marido. Na TV, ela estrelou algumas novelas na TV Tupi antes de atuar em “Locomotivas” (1977), na Globo. Na trama, era Maria Josefina, uma ex-vedete dona de um salão de beleza que já mostrava seu dom para a comédia.

De lá pra cá, emprestou sua imagem para vários personagens, entre eles, a Morgana de “Top Model” (1989), a Josefa de “O Cravo e a Rosa” (2000) e Miss Jane, de “América” (2005).

“Dezenas de personagens marcaram a minha vida. A esses personagens eu agradeço a minha estabilidade”, disse ela. O mais recente papel da atriz na televisão aconteceu em 2012, como a Dália, de “Salve Jorge”.

Nesta segunda-feira (17), Eva Todor vai receber uma homenagem no Teatro Leblon, na zona sul do Rio, pelos 80 anos de carreira e 95 de idade, completados no último dia 9.

“Quero ver se depois dessa homenagem eu ainda consigo, no ano que vem, se o físico, a idade e a saúde permitirem, voltar ao trabalho. Quero chegar aos 100 anos. Estou sensibilizada com a homenagem, só peço a Deus que não seja a última. Só espero que ela não seja a minha despedida. Se eu não morrer, vocês vão me ver trabalhar ainda”, reforçou a veterada com a voz embargada.

Eva Todor é viúva, não tem filhos e vive com empregados. A Globo custeia uma assistência domiciliar que conta com a ajuda de cuidadores e enfermeiros, além de tratamentos com fisioterapia e fonoaudiologia.

Marcos Otaviano, motorista da atriz há 25 anos, contou ao UOL que ela continua muito vaidosa: “Ela costuma sair para ir a médicos e ao cabeleireiro, onde passa duas, três horas. É muito vaidosa, ela que faz a própria maquiagem diariamente”, disse ele, por quem a artista tem um carinho de filho.

A atriz enfrenta dificuldades para se locomover e está com a fala e audição comprometidas. Durante o dia, ela gosta de ver novelas e de se rever em algumas reprises.

As atrizes Eva Todor, Tônia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Bengell em 1968, durante a passeata dos cem mil, em protesto contra a ditadura militar no Brasil, no Rio de Janeiro

Sobre a carreira

Eva Todor nasceu em Budapeste, na Hungria, em 9 de novembro de 1919 e fixou residência em São Paulo com a família em 1929, no período pós-primeira guerra.

Ainda criança começou a estudar balé e, quando a família se mudou para o Rio de Janeiro, continuou seu aprendizado com Maria Olenewa — fundadora da primeira escola de dança do país.

A atriz conheceu seu primeiro marido, Luis Iglesias, no teatro, e ficou casada por mais de 20 anos. Depois de ficar viúva, Eva casou-se novamente com o empresário Paulo Nolding, que passou a cuidar de sua carreira. O casamento com ele durou 25 anos, até seu falecimento em 1989.

No teatro, ela se destacou em muitas peças, entre elas “Senhora da Boca do Lixo” (1966), “De Olho na Amélia” (1969) e “Quarta-Feira Lá em Casa, Sem Falta” (1977).

No cinema seu último papel foi em 2008 como Dona Marly, a “vovó do pó” em “Meu Nome Não É Johnny”.

Na TV, ela atuou em mais de 30 novelas e séries, entre elas “Locomotivas” (1977), “A Gata Comeu (1985) e “Caminho das Índias” (2009).

Do UOL

+++

O mundo é injusto, é contraditório, é confuso, é difícil, é ingrato…

Quantas vezes na vida nos sentimos assim, em relação ao mundo em que vivemos?

Mas o que realmente importa não são os fatos em si que nos acontecem, e sim a forma como reagimos a eles. Tudo se resume a uma questão de postura.

Pessoas mais positivas, conseguem sair de situações ruins mais rapidamente e de uma maneira melhor e mais fortalecidas.

Pessoas negativas, pela falta de coragem em encarar os problemas, podem “empurrá-los com a barriga” por anos a fio, até décadas.

Ser positivo significa ser uma pessoa mais saudável física e emocionalmente, otimista, auto confiante, segura, fiel às suas verdades e com uma boa autoestima.

Ser negativo significa ser uma pessoa que se fecha a tudo isso.

Tirar um tempo para uma autoanálise e aprender a reconhecer os pensamentos e atitudes negativos, para transformá-los em pensamentos e atitudes positivos, é um exercício necessário.

E sobre tudo aquilo que faz mal, a ordem é praticar o desapego, por mais doloroso que possa ser no momento. Compensar as perdas passadas, projetando imagens positivas para o futuro, ajudará a vencer este desafio.

Por último, silenciar-se para ouvir a intuição, a voz interior. Ela pode ser uma excelente aliada para trazer mais positividade à vida, quando somente a razão é quem está no controle da mente.

E não pense que este tema aplica-se somente à vida pessoal, pois mudar a óptica nas questões profissionais que não estão indo bem, deve ser uma prioridade.

Pense nisso e $uce$$o !

Elaine Mello

Elaine Mello

Por Elaine Mello, da PYXIS_Academia de Investimentos

Arte Valéria Pena-Costa

Arte Valéria Pena-Costa

Realmente eu preciso voltar a falar de passarinhos. Eu era mais leve quando pensava em suas penas coloridas e não nas outras penas do mundo. E eles me esperam ali nos galhos altos do ipê, ao alcance dos meus olhos e dos meus ouvidos re-atentos. Plumagens amarelas, castanhas, verdes, pretas, bicos longos, curtos, pontiagudos, curvos, delicados olhos como miçangas dos meus colares infantis. Todos olham atenciosos minha janela à espera da retomada de nossas antigas conversas. Talvez me tragam novidades em tempos de primeiras chuvas, primeiros brotos e novos aromas.

Gostaria de saber se têm comido lagartas que se reproduzem no jasmim, se gostam das cigarras que cantam de se arrebentar, se as formigas lhes roubam a paz na hora de dormir. São pequenas grandes coisas que configuram o universo do jardim. Penso nos detalhes.

Passa uma criança cantando, um cachorro late quando ela passa, uma folha é pisada pelo pequeno pé, o estalo da folha assusta o inseto, como um estrondo de fim de mundo.

E a vida se desloca de um a outro movimento, infinitamente, desde o pelo eriçado do cão à penugem que se desprende do peito do sabiá. E ouço o doce canto da menina que desencadeia, na minha percepção, os muitos cantos de passarinhos. Onde estive por tanto tempo que não os ouvi?

Minha suposição é que me fechei em desenhos de outras aves. Presas no papel, as minhas não cantavam. Vou soltá-las todas na janela. Irão, certamente, pousar com as outras nos altos galhos o ipê.

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

 

 

 

Valéria Pena-Costa, Artista plástica . Mineira em Brasília.

 

Foto Valéria Pena-Costa

Foto Valéria Pena-Costa

Uma noite amável. Varanda, latidos ao longe, vidas passageiras em carros, “Las canciones de Almodovar” como fundo musical, três ipês desfolhados, caliandras e jasmins pra sempre floridos, grama ressequida, pó de madeira lixada, cheiro de madeira lixada, cores reavivadas na madeira lixada. Estou gostando dessa noite. Um calor ameno, educado, que não invade a pele e o humor.

Os cachorros realmente dão o tom da noite me remetendo ao interior quando, de fato, sentava-se em cadeiras nas calçadas. Às vezes me pego pensando se esse doce costume não foi inventado pela minha fantasia, mas não, realmente passeávamos em calçadas ocupadas por cadeiras com gente mais velha em conversas pacientes entremeadas por risos e ouvíamos ladrar de cães em horas amenas. E muitos gritos empenhados de meninada de todas as idades, levando muito a sério alguma brincadeira. Essas noites são propícias, estimulam a vida exterior, como a de hoje. Não estou só. Pergunto se há lua no céu, mas não se mostra, não sabemos por onde anda.

Na placa de acrílico negro em que tornou o lago, uma pequena luz desliza, única na quietude escura. Mas cadê a lua?

“Yo quiero luz de luna
Para mi noche triste
Para sentir divina
La ilusión que me trajiste
Para sentirte mía, mía tú
Como ninguna”

Acompanho Chavela Vargas, que canta como quem chora, uma de “Las canciones de Almodovar”, e sua voz dramática me resgata da noite do interior, me traz a atenção de volta para o pequeno ponto deslizante no lago, e me ponho a sonhar com a lua sobre o mar. Hora de dormir. Os cães ladram e um carro passa. Minha noite não é triste.

 

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

 

 

 

Valéria Pena-Costa, Artista plástica . Mineira em Brasília.

Praça dos três poderes.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-RJ) está recebendo doações de cabelo para a confecção de perucas que serão doadas a mulheres com câncer. A ação faz parte da campanha “Outubro Rosa”, de luta contra o câncer de mama. O Senac-RJ e a Fundação Laço Rosa também promovem palestras sobre a importância do diagnóstico precoce e os alunos do curso técnico de enfermagemdo Senac vão esclarecer dúvidas sobre a doença.

“Na área de beleza, nos salões escolas os nossos alunos do curso de cabeleireiro estão captando cabelo de quem queira doar, basta ir a uma das cinco unidades. Os alunos do curso de enfermagem estão fazendo blitze com as pessoas informando sobre a importância da prevenção do diagnóstico precoce do câncer de mama. A gente também fez uma ação com os alunos do curso de moda, que produziram 300 lenços para serem doados”, disse a gerente de Responsabilidade Social do Senac-RJ, Ana Paula Nunes.

Segundo Ana Paulo, são cerca de mil alunos envolvidos nas atividades da campanha, que tem como objetivo divulgar a importância do diagnóstico precoce da doença entre os 80 mil alunos do Senac.

Na sexta-feira passada (10), a campanha iluminou de rosa o Cristo Redentor e, até o dia 24, as unidades do Senac em Campo Grande, Niterói, Copacabana, no Politécnico e em Duque de Caxias, além da Carreta Escola, que está na Vila Kennedy, também receberão a iluminação da campanha. As cinco unidades participam da campanha de arrecadação de cabelo para a confecção de perucas, que serão confeccionadas pela Fundação Laço Rosa e doadas para pacientes com câncer. Os alunos do Senac farão os cortes gratuitamente e os salões escola também recebem mechas já cortadas.

Ana Paula lembra que esta é a primeira vez que o Senac adere ao “Outubro Rosa” e também está divulgando o livro Enfrentando o Câncer, que traz dicas para as pacientes. “O livro trabalha com a questão da autoestima, cuidados com a saúde, com a higiene, traz um tutorial de lenço, um tutorial de maquiagem”.

Da Agência Brasil

Bancárias lutam por igualdade salarial, além de melhores condições de trabalho / Arquivo Diário SP

Segundo cálculo do Dieese, demoraria 88 anos para que os salários fossem igualados entre os sexos

Os dados do 2º Censo da Diversidade, realizado entre 17 de março e 9 de maio, causaram surpresa até no comando nacional do Sindicato dos Bancários. As mulheres continuam sendo discriminadas pelas instituições financeiras. Somente pelo fato de serem do sexo feminino, recebem 77,9% do salário médio pago aos homens, mesmo os dois fazendo as mesmas funções.

Na comparação com o primeiro censo, feito em 2008, a situação melhorou, mas foram pífios 1,5% de alta, segundo o Sindicato dos Bancários.

O cálculo foi feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Ele mostra, por exemplo, que se esse ritmo de correção das distorções não mudar, vai demorar 88 anos para que as bancárias passem a receber salários iguais aos dos colegas homens.

Na Região Sudeste, a mais rica do país, a diferença salarial de gênero é ainda maior. Demoraria cerca de 234 anos para as mulheres atingirem a mesma remuneração dos homens.

Durante a reunião com o Comando Nacional dos Bancários, no primeiro semestre, também foram apresentados os dados solicitados pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) sobre os números de afastamento de bancários do trabalho nos últimos anos.

Do total de 458.922 trabalhadores dos 18 bancos que participaram do 2º Censo, 187.411 responderam ao questionário, o equivalente a 41% dos contratados pelo setor. Desse montante, 51,7% são homens e 48,3%, mulheres.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, cobrou providências para mudar esse cenário. Os bancários fizeram greve de sete dias na semana retrasada para cobrar, além de reajuste salarial, melhorias nas condições de trabalho.

“Cobramos dos bancos propostas concretas para que diminua essa diferença de salários entre homens e mulheres e todos tenham igual oportunidade de ascensão na carreira”, afirmou Juvandia.

Outro lado/ Em nota, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) disse não ter conhecimento dos resultados Mesmo assim, ela considera os resultados parciais e incompletos. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que os dados apresentados foram apenas uma prévia e, por isso, não iria comentá-los.

Do Diário de São Paulo

Ela foi baleada na cabeça aos 15 anos por defender a educação feminina. Aos 17 anos, é a mais jovem ganhadora do prêmio Nobel.

A adolescente Malala Yousafzai discursa na ONU (Foto: AFP)

A paquistanesa Malala Yousafzai, de 17 anos, ganhadora do Nobel da Paz de 2014 junto com o indiano Kailash Satyarthi, não conquistou sua notoriedade de maneira fácil. A jovem se tornou conhecida ao mundo após ser baleada na cabeça por talibãs ao sair da escola, quando tinhas 15 anos.

O ataque aconteceu no dia 9 de outubro de 2012. Malala seguia em um ônibus escolar. Seu crime foi se destacar entre as mulheres e lutar pela educação das meninas e adolescentes no Paquistão – um país dominado pelos talibãs, que são contrários à educação feminina.

No Vale de Swat, no noroeste do país profundamente conservador, onde muitas vezes se espera que as mulheres fiquem em casa para cozinhar e criar os filhos, as autoridades afirmam que apenas metade das meninas frequentam a escola – embora este número fosse ainda menor, de 34%, segundo dados de 2011.

Malala cresceu e nasceu nesse contexto. No início de sua infância, a situação ainda era melhor, com a educação das meninas sendo realizada sem muito questionamento. Nos anos 2000, entretanto, a influência do talibã se tornou cada vez maior, até que o grupo dominou a região, em 2007.

Em 2008, o líder talibã local emitiu uma determinação exigindo que todas as escolas interrompessem as aulas dadas às meninas por um mês. Na época, ela tinha 11 anos. Seu pai, que era dono da escola onde ela estudava, e sempre incentivou sua educação, pediu ajuda aos militares locais para permanecer dando aulas às meninas. Entretanto, a situação era tensa.

Naquela época, um jornalista local da BBC perguntou ao pai de Malala se alguns jovens estariam dispostos a falar sobre sua visão do problema. Foi quando a menina começou a escrever um blog, “Diário de uma Estudante Paquistanesa”, no qual falava sobre sua paixão pelos estudos e as dificuldades enfrentadas no Paquistão sob domínio do talibã.

O blog era escrito sob um pseudônimo, mas logo se tornou conhecido. E Malala não tinha receios em falar em público sobre sua defesa da educação feminina.

Os posts para a BBC duraram apenas alguns meses, mas deram notoriedade à menina. Ela deu entrevistas a diversos canais de TV e jornais, participou de um documentário e foi indicada ao Prêmio Internacional da Paz da Infância em 2011. Na época, ela não ganhou – mas foi laureada com o mesmo prêmio em 2013.

A família de Malala sabia dos riscos – mas eles imaginavam que caso houvesse um ataque, o alvo seria o pai da menina, Ziauddin Yousafzai, um ativista educacional conhecido na região.

Quando houve o ataque, a situação já estava mais calma – os talibãs já haviam perdido o controle do Vale do Swat para o exército, em 2009. Por isso, o tiro levado pela menina foi ainda mais chocante.

No dia 9 de outubro, Malala deixou sua escola e seguiu para o ônibus que a levava para casa. Posteriormente, ela contou ter achado estranho o fato de as ruas estarem vazias. Pouco depois, dois jovens subiram no ônibus, perguntaram por ela e dispararam. Além de Malala, outras duas meninas também foram baleadas.

A menina foi socorrida e levada de helicóptero para o hospital militar de Peshawar. Relatos da época apontam que Malala ainda ficou consciente, apesar do tiro ter atingido sua cabeça, mas que se mostrava confusa.

Sua condição piorou, e ela precisou passar por uma cirurgia. O caso passou a ser acompanhado por todo o mundo, e o próprio governo do Paquistão passou a ter mais atenção. Um grupo de médicos britânicos que estava no país foi convidado para avaliar a situação de Malala, e sugeriram que a menina fosse transferida para Birmingham, onde receberia tratamento e teria mais chances de se recuperar.

A chegada de Malala ao Reino Unido aconteceu seis dias após o ataque. Ela foi mantida em coma induzido, e quando despertou, dez dias depois, logo demonstrou estar consciente, procurando questionar onde estava e o que havia ocorrido, mesmo estando entubada e não podendo falar.

A jovem ainda passou por uma segunda cirurgia, e sua recuperação foi surpreendente, segundo os médicos. Havia riscos de sequelas cognitivas e problemas na fala e no raciocínio, mas Malala escapou do ocorrido sem problemas.

A jovem teve alta apenas em janeiro, e continuou o tratamento na Inglaterra, onde passou a viver com sua família. Atualmente, ela frequenta uma escola na cidade de Birmingham.

Embora Malala tenha recebido muito apoio e elogios ao redor do mundo – incluindo diversas manifestações contra o ataque, no Paquistão a resposta para a sua ascensão ao estrelato foi mais cética, com alguns acusando-a de agir como um fantoche do Ocidente. Mesmo estando na Inglaterra, ela continuou a receber diversas ameaças dos talibãs.

O governo do Paquistão chegou a identificar alguns dos talibãs que teriam participado do ataque, mas ninguém permaneceu preso.

Diálogo

Em entrevista à BBC, Malala disse que “a melhor maneira de superar os problemas e lutar contra a guerra é através do diálogo. Esse não é um assunto meu, esse é o trabalho do governo (…) e esse é também o trabalho dos EUA”.

A jovem considerou importante que os talibãs expressem seus desejos, mas insistiu que “devem fazer o que querem através do diálogo. Matar, torturar e castigar gente vai contra o Islã. Estão utilizando mal o nome do Islã”.

Em sua entrevista à “BBC”, Malala também assegura que ela gostaria voltar algum dia ao Paquistão para entrar na política.

“Vou ser política no futuro. Quero mudar o futuro do meu país e quero que a educação seja obrigatória”, disse a jovem.

“Para mim, o melhor modo de lutar contra o terrorismo e o extremismo é fazer uma coisa simples: educar a próxima geração”, insistiu. “Acredito que alcançarei este objetivo porque Alá está comigo, Deus está comigo e salvou a minha vida”.

“Eu espero que chegue o dia em que o povo do Paquistão seja livre, tenha seus direitos, paz e que todas as meninas e crianças vão à escola”, ressaltou a menor, se expressando com eloquência e muita segurança cada vez que fala da situação em seu país.

Malala admitiu que a Inglaterra causou em sua família uma grande impressão, “especialmente em minha mãe, porque nunca havíamos visto mulheres tão livres, vão a qualquer mercado, sozinhas e sem homens, sem os irmãos ou os pais”.

Após a entrevista, os talibãs paquistaneses acusaram Malala de não “ter coragem” e prometeram que vão atacá-la novamente se tiverem uma chance. “Nós atacamos Malala porque ela falava contra os talibãs e o Islã e não porque ela ia à escola”, explicou Shahid, referindo-se ao blog que Malala escrevia na “BBC” e que lhe valeu reconhecimento internacional.

Luta pública

Seu primeiro pronunciamento público ocorreu nove meses após o ataque, quando fez um discurso na Assembleia de Jovens da ONU. Na ocasião, ela reforçou que não será silenciada por ameaças terroristas. “Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam”, disse em um discurso no qual pediu mais esforços globais para permitir que as crianças tenham acesso a escolas. “Nossos livros e nossos lápis são nossas melhores armas”, disse ela na oportunidade. “A educação é a única solução, a educação em primeiro lugar”.

“Os terroristas pensaram que eles mudariam meus objetivos e interromperiam minhas ambições, mas nada mudou na vida, com exceção disto: fraqueza, medo e falta de esperança morreram. Força, coragem e fervor nasceram”, completou.

Após o discurso, um alto comandante do talibã paquistanês escreveu uma carta a Malala acusando-a de manchar a imagem de seu grupo e convocando-a a retornar para casa e a estudar em uma madrassa. Adnan Rasheed, um ex-membro da força aérea que entrou para os quadros do TTP, disse que gostaria que o ataque não tivesse ocorrido, mas acusou Malala de executar uma campanha para manchar a imagem dos militantes.

“É incrível que você esteja gritando a favor da educação; você e a ONU fingem que você foi baleada por causa da educação, mas esta não é a razão… não é pela educação, mas sua propaganda é a questão”, escreveu Rasheed. “O que você está fazendo agora é usar a língua para acatar ordens dos outros.”

Na carta, Rasheed também acusou Malala de tentar promover um sistema educacional iniciado pelos colonizadores britânicos para produzir “asiáticos no sangue, mas ingleses por gosto”, e disse que os alunos devem estudar o Islã, e não o que chama de “currículo secular ou satânico”.

“Aconselho você a voltar para casa, a adotar a cultura islâmica e pashtun, a participar de qualquer madrassa islâmica feminina perto de sua cidade natal, a estudar e aprender com o livro de Alá, a usar sua caneta para o Islã e a se comprometer com a comunidade muçulmana”, escreveu Rasheed.

DO G1

Ig
novembro 2014
D S T Q Q S S
« out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  
Curta!
Mulheresnopoder