"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

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O mundo é injusto, é contraditório, é confuso, é difícil, é ingrato…

Quantas vezes na vida nos sentimos assim, em relação ao mundo em que vivemos?

Mas o que realmente importa não são os fatos em si que nos acontecem, e sim a forma como reagimos a eles. Tudo se resume a uma questão de postura.

Pessoas mais positivas, conseguem sair de situações ruins mais rapidamente e de uma maneira melhor e mais fortalecidas.

Pessoas negativas, pela falta de coragem em encarar os problemas, podem “empurrá-los com a barriga” por anos a fio, até décadas.

Ser positivo significa ser uma pessoa mais saudável física e emocionalmente, otimista, auto confiante, segura, fiel às suas verdades e com uma boa autoestima.

Ser negativo significa ser uma pessoa que se fecha a tudo isso.

Tirar um tempo para uma autoanálise e aprender a reconhecer os pensamentos e atitudes negativos, para transformá-los em pensamentos e atitudes positivos, é um exercício necessário.

E sobre tudo aquilo que faz mal, a ordem é praticar o desapego, por mais doloroso que possa ser no momento. Compensar as perdas passadas, projetando imagens positivas para o futuro, ajudará a vencer este desafio.

Por último, silenciar-se para ouvir a intuição, a voz interior. Ela pode ser uma excelente aliada para trazer mais positividade à vida, quando somente a razão é quem está no controle da mente.

E não pense que este tema aplica-se somente à vida pessoal, pois mudar a óptica nas questões profissionais que não estão indo bem, deve ser uma prioridade.

Pense nisso e $uce$$o !

Elaine Mello

Elaine Mello

Por Elaine Mello, da PYXIS_Academia de Investimentos

Arte Valéria Pena-Costa

Arte Valéria Pena-Costa

Realmente eu preciso voltar a falar de passarinhos. Eu era mais leve quando pensava em suas penas coloridas e não nas outras penas do mundo. E eles me esperam ali nos galhos altos do ipê, ao alcance dos meus olhos e dos meus ouvidos re-atentos. Plumagens amarelas, castanhas, verdes, pretas, bicos longos, curtos, pontiagudos, curvos, delicados olhos como miçangas dos meus colares infantis. Todos olham atenciosos minha janela à espera da retomada de nossas antigas conversas. Talvez me tragam novidades em tempos de primeiras chuvas, primeiros brotos e novos aromas.

Gostaria de saber se têm comido lagartas que se reproduzem no jasmim, se gostam das cigarras que cantam de se arrebentar, se as formigas lhes roubam a paz na hora de dormir. São pequenas grandes coisas que configuram o universo do jardim. Penso nos detalhes.

Passa uma criança cantando, um cachorro late quando ela passa, uma folha é pisada pelo pequeno pé, o estalo da folha assusta o inseto, como um estrondo de fim de mundo.

E a vida se desloca de um a outro movimento, infinitamente, desde o pelo eriçado do cão à penugem que se desprende do peito do sabiá. E ouço o doce canto da menina que desencadeia, na minha percepção, os muitos cantos de passarinhos. Onde estive por tanto tempo que não os ouvi?

Minha suposição é que me fechei em desenhos de outras aves. Presas no papel, as minhas não cantavam. Vou soltá-las todas na janela. Irão, certamente, pousar com as outras nos altos galhos o ipê.

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

 

 

 

Valéria Pena-Costa, Artista plástica . Mineira em Brasília.

 

Foto Valéria Pena-Costa

Foto Valéria Pena-Costa

Uma noite amável. Varanda, latidos ao longe, vidas passageiras em carros, “Las canciones de Almodovar” como fundo musical, três ipês desfolhados, caliandras e jasmins pra sempre floridos, grama ressequida, pó de madeira lixada, cheiro de madeira lixada, cores reavivadas na madeira lixada. Estou gostando dessa noite. Um calor ameno, educado, que não invade a pele e o humor.

Os cachorros realmente dão o tom da noite me remetendo ao interior quando, de fato, sentava-se em cadeiras nas calçadas. Às vezes me pego pensando se esse doce costume não foi inventado pela minha fantasia, mas não, realmente passeávamos em calçadas ocupadas por cadeiras com gente mais velha em conversas pacientes entremeadas por risos e ouvíamos ladrar de cães em horas amenas. E muitos gritos empenhados de meninada de todas as idades, levando muito a sério alguma brincadeira. Essas noites são propícias, estimulam a vida exterior, como a de hoje. Não estou só. Pergunto se há lua no céu, mas não se mostra, não sabemos por onde anda.

Na placa de acrílico negro em que tornou o lago, uma pequena luz desliza, única na quietude escura. Mas cadê a lua?

“Yo quiero luz de luna
Para mi noche triste
Para sentir divina
La ilusión que me trajiste
Para sentirte mía, mía tú
Como ninguna”

Acompanho Chavela Vargas, que canta como quem chora, uma de “Las canciones de Almodovar”, e sua voz dramática me resgata da noite do interior, me traz a atenção de volta para o pequeno ponto deslizante no lago, e me ponho a sonhar com a lua sobre o mar. Hora de dormir. Os cães ladram e um carro passa. Minha noite não é triste.

 

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

 

 

 

Valéria Pena-Costa, Artista plástica . Mineira em Brasília.

Praça dos três poderes.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-RJ) está recebendo doações de cabelo para a confecção de perucas que serão doadas a mulheres com câncer. A ação faz parte da campanha “Outubro Rosa”, de luta contra o câncer de mama. O Senac-RJ e a Fundação Laço Rosa também promovem palestras sobre a importância do diagnóstico precoce e os alunos do curso técnico de enfermagemdo Senac vão esclarecer dúvidas sobre a doença.

“Na área de beleza, nos salões escolas os nossos alunos do curso de cabeleireiro estão captando cabelo de quem queira doar, basta ir a uma das cinco unidades. Os alunos do curso de enfermagem estão fazendo blitze com as pessoas informando sobre a importância da prevenção do diagnóstico precoce do câncer de mama. A gente também fez uma ação com os alunos do curso de moda, que produziram 300 lenços para serem doados”, disse a gerente de Responsabilidade Social do Senac-RJ, Ana Paula Nunes.

Segundo Ana Paulo, são cerca de mil alunos envolvidos nas atividades da campanha, que tem como objetivo divulgar a importância do diagnóstico precoce da doença entre os 80 mil alunos do Senac.

Na sexta-feira passada (10), a campanha iluminou de rosa o Cristo Redentor e, até o dia 24, as unidades do Senac em Campo Grande, Niterói, Copacabana, no Politécnico e em Duque de Caxias, além da Carreta Escola, que está na Vila Kennedy, também receberão a iluminação da campanha. As cinco unidades participam da campanha de arrecadação de cabelo para a confecção de perucas, que serão confeccionadas pela Fundação Laço Rosa e doadas para pacientes com câncer. Os alunos do Senac farão os cortes gratuitamente e os salões escola também recebem mechas já cortadas.

Ana Paula lembra que esta é a primeira vez que o Senac adere ao “Outubro Rosa” e também está divulgando o livro Enfrentando o Câncer, que traz dicas para as pacientes. “O livro trabalha com a questão da autoestima, cuidados com a saúde, com a higiene, traz um tutorial de lenço, um tutorial de maquiagem”.

Da Agência Brasil

Bancárias lutam por igualdade salarial, além de melhores condições de trabalho / Arquivo Diário SP

Segundo cálculo do Dieese, demoraria 88 anos para que os salários fossem igualados entre os sexos

Os dados do 2º Censo da Diversidade, realizado entre 17 de março e 9 de maio, causaram surpresa até no comando nacional do Sindicato dos Bancários. As mulheres continuam sendo discriminadas pelas instituições financeiras. Somente pelo fato de serem do sexo feminino, recebem 77,9% do salário médio pago aos homens, mesmo os dois fazendo as mesmas funções.

Na comparação com o primeiro censo, feito em 2008, a situação melhorou, mas foram pífios 1,5% de alta, segundo o Sindicato dos Bancários.

O cálculo foi feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Ele mostra, por exemplo, que se esse ritmo de correção das distorções não mudar, vai demorar 88 anos para que as bancárias passem a receber salários iguais aos dos colegas homens.

Na Região Sudeste, a mais rica do país, a diferença salarial de gênero é ainda maior. Demoraria cerca de 234 anos para as mulheres atingirem a mesma remuneração dos homens.

Durante a reunião com o Comando Nacional dos Bancários, no primeiro semestre, também foram apresentados os dados solicitados pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) sobre os números de afastamento de bancários do trabalho nos últimos anos.

Do total de 458.922 trabalhadores dos 18 bancos que participaram do 2º Censo, 187.411 responderam ao questionário, o equivalente a 41% dos contratados pelo setor. Desse montante, 51,7% são homens e 48,3%, mulheres.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, cobrou providências para mudar esse cenário. Os bancários fizeram greve de sete dias na semana retrasada para cobrar, além de reajuste salarial, melhorias nas condições de trabalho.

“Cobramos dos bancos propostas concretas para que diminua essa diferença de salários entre homens e mulheres e todos tenham igual oportunidade de ascensão na carreira”, afirmou Juvandia.

Outro lado/ Em nota, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) disse não ter conhecimento dos resultados Mesmo assim, ela considera os resultados parciais e incompletos. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que os dados apresentados foram apenas uma prévia e, por isso, não iria comentá-los.

Do Diário de São Paulo

Ela foi baleada na cabeça aos 15 anos por defender a educação feminina. Aos 17 anos, é a mais jovem ganhadora do prêmio Nobel.

A adolescente Malala Yousafzai discursa na ONU (Foto: AFP)

A paquistanesa Malala Yousafzai, de 17 anos, ganhadora do Nobel da Paz de 2014 junto com o indiano Kailash Satyarthi, não conquistou sua notoriedade de maneira fácil. A jovem se tornou conhecida ao mundo após ser baleada na cabeça por talibãs ao sair da escola, quando tinhas 15 anos.

O ataque aconteceu no dia 9 de outubro de 2012. Malala seguia em um ônibus escolar. Seu crime foi se destacar entre as mulheres e lutar pela educação das meninas e adolescentes no Paquistão – um país dominado pelos talibãs, que são contrários à educação feminina.

No Vale de Swat, no noroeste do país profundamente conservador, onde muitas vezes se espera que as mulheres fiquem em casa para cozinhar e criar os filhos, as autoridades afirmam que apenas metade das meninas frequentam a escola – embora este número fosse ainda menor, de 34%, segundo dados de 2011.

Malala cresceu e nasceu nesse contexto. No início de sua infância, a situação ainda era melhor, com a educação das meninas sendo realizada sem muito questionamento. Nos anos 2000, entretanto, a influência do talibã se tornou cada vez maior, até que o grupo dominou a região, em 2007.

Em 2008, o líder talibã local emitiu uma determinação exigindo que todas as escolas interrompessem as aulas dadas às meninas por um mês. Na época, ela tinha 11 anos. Seu pai, que era dono da escola onde ela estudava, e sempre incentivou sua educação, pediu ajuda aos militares locais para permanecer dando aulas às meninas. Entretanto, a situação era tensa.

Naquela época, um jornalista local da BBC perguntou ao pai de Malala se alguns jovens estariam dispostos a falar sobre sua visão do problema. Foi quando a menina começou a escrever um blog, “Diário de uma Estudante Paquistanesa”, no qual falava sobre sua paixão pelos estudos e as dificuldades enfrentadas no Paquistão sob domínio do talibã.

O blog era escrito sob um pseudônimo, mas logo se tornou conhecido. E Malala não tinha receios em falar em público sobre sua defesa da educação feminina.

Os posts para a BBC duraram apenas alguns meses, mas deram notoriedade à menina. Ela deu entrevistas a diversos canais de TV e jornais, participou de um documentário e foi indicada ao Prêmio Internacional da Paz da Infância em 2011. Na época, ela não ganhou – mas foi laureada com o mesmo prêmio em 2013.

A família de Malala sabia dos riscos – mas eles imaginavam que caso houvesse um ataque, o alvo seria o pai da menina, Ziauddin Yousafzai, um ativista educacional conhecido na região.

Quando houve o ataque, a situação já estava mais calma – os talibãs já haviam perdido o controle do Vale do Swat para o exército, em 2009. Por isso, o tiro levado pela menina foi ainda mais chocante.

No dia 9 de outubro, Malala deixou sua escola e seguiu para o ônibus que a levava para casa. Posteriormente, ela contou ter achado estranho o fato de as ruas estarem vazias. Pouco depois, dois jovens subiram no ônibus, perguntaram por ela e dispararam. Além de Malala, outras duas meninas também foram baleadas.

A menina foi socorrida e levada de helicóptero para o hospital militar de Peshawar. Relatos da época apontam que Malala ainda ficou consciente, apesar do tiro ter atingido sua cabeça, mas que se mostrava confusa.

Sua condição piorou, e ela precisou passar por uma cirurgia. O caso passou a ser acompanhado por todo o mundo, e o próprio governo do Paquistão passou a ter mais atenção. Um grupo de médicos britânicos que estava no país foi convidado para avaliar a situação de Malala, e sugeriram que a menina fosse transferida para Birmingham, onde receberia tratamento e teria mais chances de se recuperar.

A chegada de Malala ao Reino Unido aconteceu seis dias após o ataque. Ela foi mantida em coma induzido, e quando despertou, dez dias depois, logo demonstrou estar consciente, procurando questionar onde estava e o que havia ocorrido, mesmo estando entubada e não podendo falar.

A jovem ainda passou por uma segunda cirurgia, e sua recuperação foi surpreendente, segundo os médicos. Havia riscos de sequelas cognitivas e problemas na fala e no raciocínio, mas Malala escapou do ocorrido sem problemas.

A jovem teve alta apenas em janeiro, e continuou o tratamento na Inglaterra, onde passou a viver com sua família. Atualmente, ela frequenta uma escola na cidade de Birmingham.

Embora Malala tenha recebido muito apoio e elogios ao redor do mundo – incluindo diversas manifestações contra o ataque, no Paquistão a resposta para a sua ascensão ao estrelato foi mais cética, com alguns acusando-a de agir como um fantoche do Ocidente. Mesmo estando na Inglaterra, ela continuou a receber diversas ameaças dos talibãs.

O governo do Paquistão chegou a identificar alguns dos talibãs que teriam participado do ataque, mas ninguém permaneceu preso.

Diálogo

Em entrevista à BBC, Malala disse que “a melhor maneira de superar os problemas e lutar contra a guerra é através do diálogo. Esse não é um assunto meu, esse é o trabalho do governo (…) e esse é também o trabalho dos EUA”.

A jovem considerou importante que os talibãs expressem seus desejos, mas insistiu que “devem fazer o que querem através do diálogo. Matar, torturar e castigar gente vai contra o Islã. Estão utilizando mal o nome do Islã”.

Em sua entrevista à “BBC”, Malala também assegura que ela gostaria voltar algum dia ao Paquistão para entrar na política.

“Vou ser política no futuro. Quero mudar o futuro do meu país e quero que a educação seja obrigatória”, disse a jovem.

“Para mim, o melhor modo de lutar contra o terrorismo e o extremismo é fazer uma coisa simples: educar a próxima geração”, insistiu. “Acredito que alcançarei este objetivo porque Alá está comigo, Deus está comigo e salvou a minha vida”.

“Eu espero que chegue o dia em que o povo do Paquistão seja livre, tenha seus direitos, paz e que todas as meninas e crianças vão à escola”, ressaltou a menor, se expressando com eloquência e muita segurança cada vez que fala da situação em seu país.

Malala admitiu que a Inglaterra causou em sua família uma grande impressão, “especialmente em minha mãe, porque nunca havíamos visto mulheres tão livres, vão a qualquer mercado, sozinhas e sem homens, sem os irmãos ou os pais”.

Após a entrevista, os talibãs paquistaneses acusaram Malala de não “ter coragem” e prometeram que vão atacá-la novamente se tiverem uma chance. “Nós atacamos Malala porque ela falava contra os talibãs e o Islã e não porque ela ia à escola”, explicou Shahid, referindo-se ao blog que Malala escrevia na “BBC” e que lhe valeu reconhecimento internacional.

Luta pública

Seu primeiro pronunciamento público ocorreu nove meses após o ataque, quando fez um discurso na Assembleia de Jovens da ONU. Na ocasião, ela reforçou que não será silenciada por ameaças terroristas. “Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam”, disse em um discurso no qual pediu mais esforços globais para permitir que as crianças tenham acesso a escolas. “Nossos livros e nossos lápis são nossas melhores armas”, disse ela na oportunidade. “A educação é a única solução, a educação em primeiro lugar”.

“Os terroristas pensaram que eles mudariam meus objetivos e interromperiam minhas ambições, mas nada mudou na vida, com exceção disto: fraqueza, medo e falta de esperança morreram. Força, coragem e fervor nasceram”, completou.

Após o discurso, um alto comandante do talibã paquistanês escreveu uma carta a Malala acusando-a de manchar a imagem de seu grupo e convocando-a a retornar para casa e a estudar em uma madrassa. Adnan Rasheed, um ex-membro da força aérea que entrou para os quadros do TTP, disse que gostaria que o ataque não tivesse ocorrido, mas acusou Malala de executar uma campanha para manchar a imagem dos militantes.

“É incrível que você esteja gritando a favor da educação; você e a ONU fingem que você foi baleada por causa da educação, mas esta não é a razão… não é pela educação, mas sua propaganda é a questão”, escreveu Rasheed. “O que você está fazendo agora é usar a língua para acatar ordens dos outros.”

Na carta, Rasheed também acusou Malala de tentar promover um sistema educacional iniciado pelos colonizadores britânicos para produzir “asiáticos no sangue, mas ingleses por gosto”, e disse que os alunos devem estudar o Islã, e não o que chama de “currículo secular ou satânico”.

“Aconselho você a voltar para casa, a adotar a cultura islâmica e pashtun, a participar de qualquer madrassa islâmica feminina perto de sua cidade natal, a estudar e aprender com o livro de Alá, a usar sua caneta para o Islã e a se comprometer com a comunidade muçulmana”, escreveu Rasheed.

DO G1

Outubro parecia tão distante.

Foto Valéria Pena-Costa

Foto Valéria Pena-Costa

Mas chegou.

Sensação de que chegou antes do tempo.

Um mês prematuro…

E Setembro nem havia passado.

Outubro veio arrastando uma secura insensata. Não esperou a chuva que deveria tê-lo anunciado com antecedência de um setembro inteiro.

Entrou de supetão. Não fez perguntas nem bateu à porta.

Não se importou com o tempo, em saber se já havia gotas no céu a serem choradas. E porque não foram.

Embarcado num ano que passa correndo, ameaça sair deixando atrás de si uma nuvem gigante de poeira. Flores secas sobre palha quente.

Não se pode tratar assim viventes vulneráveis…

Por que não se senta um pouquinho, não bebe uma água com a gente?

Logo chegará o dia de finados e só poderemos lamentar os dias mortos em aparente imaturidade.

Dias que não fizeram, com a gente, sequer amizade.

Que dirá de compromissos.

(Pare, ano, pare bem aí! Ainda quero conferir umas coisinhas que não podem ficar para trás. Afinal você está me arrastando sem saber se quero ir. O que me lembra uma antiga poesia.)

A FLOR E A FONTE

(Vicente de Carvalho)

“Deixa-me, fonte!” Dizia

A flor, tonta de terror.

E a fonte, sonora e fria

Cantava, levando a flor.
“Deixa-me, deixa-me, fonte!”

Dizia a flor a chorar:

“Eu fui nascida no monte…

”Não me leves para o mar.”
E a fonte, rápida e fria,

Com um sussurro zombador,

Por sobre a areia corria,

Corria levando a flor.
“Ai, balanços do meu galho,

“Balanços do berço meu;

“Ai, claras gotas de orvalho

“Caídas do azul do céu!…”
Chorava a flor, e gemia,

Branca, branca de terror.

E a fonte, sonora e fria,

Rolava, levando a flor.
“Adeus, sombra das ramadas,

“Cantigas do rouxinol;

“Ai, festa das madrugadas,

“Doçuras do pôr-do-sol;
“Carícias das brisas leves

”Que abrem rasgões de luar…

“Fonte, fonte, não me leves,

Não me leves para o mar!”
 
Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

 

 

 

Valéria Pena-Costa, Artista plástica . Mineira em Brasília.

 

Maria Fernanda Rizzo – Divulgação

A professora de educação física Maria Fernanda Rizzo, 35, sofria com a jornada dupla de profissional e mãe em 2007, quando identificou uma oportunidade de negócio: produzir para fora as papinhas orgânicas que fazia em casa.

“Todos os dias à noite, quando chegava em casa depois do trabalho, eu preparava papinhas orgânicas para minha filha. Até que me perguntei se não havia alguém que as vendesse. Pesquisei e vi que tinha em outros países, mas não no Brasil”, conta.

Hoje, sua empresa produz 30 mil refeições por mês, que são comercializadas em 40 pontos de venda no país. A rede faturou R$ 1,1 milhão no primeiro semestre de 2014 e espera chegar à marca dos R$ 2 milhões até o fim do ano.

A professora precisou de R$ 600 mil e de um ano e meio de preparação antes de abrir o negócio para aprender sobre o mercado de orgânicos e escolher o modelo de produção. As refeições são congeladas sem conservantes em um processo que garante validade média de seis meses.

“O produto sai a 100°C do fogo e vai a -30°C em quarenta minutos. Depois disso, é rotulado e embalado. É um processo controlado que mantém as características da comida fresca”, afirma.

Entre papinhas e sopinhas, a empresa oferece 27 sabores, como a de banana, a de manga ou a mistura de cenoura, maçã, mamão e beterraba. Os preços, de porções de 100 g, vão de R$ 6,60 a R$ 8,55.

Rizzo conta que seu público-alvo são mulheres das classes A e B que trabalham fora e já conhecem ou consomem alimentos orgânicos, por isso, procuram essa opção para seus bebês.

Ela também criou uma linha de alimentos congelados para a família, que vêm em porções individuais de 100 g a 500 g e custam de R$ 6,75 (arroz integral 250 g) a R$ 34 (panqueca de frango com molho de tomate 500 g).

Orgânicos no Brasil ainda são nicho e fornecedor é dificuldade

De acordo com dados do IPD (Instituto de Promoção do Desenvolvimento), entidade que acompanha o mercado de orgânicos no país, o setor cresce de 30% a 40% ao ano desde 2012.

Apesar da expansão das vendas, o mercado de orgânicos ainda é pequeno e não atinge a clientela de massa, aponta o coordenador do IPD, Ming Chao Liu.

O consumidor que procura as papinhas orgânicas é aquele que já busca produtos mais saudáveis para sua alimentação e está disposto a pagar mais por isso. Uma papinha industrializada de marca conhecida pode ser encontrada nos mercados a partir de R$ 3,35 (pote com 120 g), enquanto a sua versão orgânica custa R$ 6,60.

Além disso, a diversidade dos produtos orgânicos é menor conforme o momento do ano. Assim, nem sempre o cliente tem disponível o sabor que quer comprar. “Muita gente acha que é só não ter agrotóxico, mas é respeitar o ciclo da terra, não usar fertilizantes nem outros produtos químicos para aumentar a produtividade”, afirma Liu.

A falta de matéria-prima também é um risco do negócio, segundo Liu. “Regularidade de fornecimento e qualidade são as principais dificuldades. A maioria dos produtores de orgânicos atuam em pequena escala e de maneira pulverizada. Dessa forma, não conseguem fornecer grandes volumes.”

Oferecer outros produtos saudáveis é alternativa de crescimento

Karyna Muniz, consultora do Sebrae-SP (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa de São Paulo), considera o setor promissor. O interesse de grandes empresas, como a Jasmine, que passou a vender papinhas orgânicas no país em julho, é prova disso, segundo ela.

Como o negócio atinge um público segmentado, a consultora indica como alternativa de crescimento da empresa investir em alimentos que tenham sinergia com as papinhas orgânicas. “Se os pais se preocupam em oferecer alimentos saudáveis para a criança, é natural que eles procurem isso para si. A empresa que tiver um portfólio completo tem mais chances de sucesso.”

Onde encontrar:

Empório da Papinha: www.emporiodapapinha.com.br

Jasmine: www.jasminealimentos.com

Do Uol Economia

Divulgação

O Ministério Público do Estado de Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Promotora de Justiça Substituta Ana Carolina Lopes de Mendonça Castro, da 29ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande, recomendou à Secretaria de Estado de Administração que em respeito aos Princípios Constitucionais da Proporcionalidade, da Eficiência e da Economicidade, preveja nos futuros editais dos Concursos Públicos do Estado de Mato Grosso do Sul método para acesso às provas e interposição dos recursos respectivos que assegure a efetiva igualdade de chances aos candidatos concorrentes.

A Promotora de Justiça Substituta recomendou que isso possa ser feito, independentemente de onde os candidatos sejam domiciliados, de modo que se viabilize a vista da prova por tempo razoável para a constatação dos possíveis e comuns equívocos de correção das Bancas Examinadoras, preferencialmente por meio da Rede Mundial de Computadores, ou com prazo razoável para o deslocamento se isso se mostrar impossível ou inconveniente.

Lembra que isso é necessário, principalmente porque o real e único escopo do instituto do concurso público é a seleção dos candidatos mais tecnicamente preparados para o exercício do cargo em exame, de modo a se promover a eficiência administrativa, alcançada com o menor dispêndio de recursos públicos possíveis, justificando, destarte, a realização e custos do certame.

Para fazer a Recomendação, a Promotora de Justiça Substituta levou em consideração a existência de Inquérito Civil de nº 054/2013, instaurado na 29ª Promotoria de Justiça, visando apurar eventual irregularidade no prazo de acesso à folha de resposta da prova discursiva e no tempo para impetrar recurso das questões dessa prova, objeto do concurso de Delegado da Polícia de Mato Grosso do Sul.

Também considerou a determinação do Edital nº 34/2013 – SAD/SEJUSP/DP/PCMS, publicado após a abertura do concurso, no qual se estabelece o tempo de acesso à prova escrita discursiva de 15 minutos por candidato, o impedimento de retirada de cópia da prova e a necessidade do comparecimento do candidato na hora e local pessoalmente, como a única forma de se ter vista do exame e interpor recurso.

Ainda considerou a existência de alternativas para garantir o amplo acesso à prova escrita discursiva, adotadas por outras bancas examinadoras por todo o País, tais como a disponibilização das questões e do espelho da prova por meio eletrônico, bem como a possibilidade de interposição de recurso por meio da Rede Mundial de Computadores.

Do Ministério Público

São Paulo recebe o 1º Encontro Internacional de Mulheres Palhaças (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A capital paulista recebe até domingo (12) o 1º Encontro Internacional de Mulheres Palhaças. São dez espetáculos em cartaz em seis espaços da cidade, contemplando apresentações de rua, musicais e cabarés. “O cabaré é um espetáculo de variedades. Você tem vários números cômicos e técnicas e habilidades circenses, ou mágica e ilusionismo”, explica a idealizadora do evento, Andréa Macera. “O cabaré é primordial para ficar testando números e aprimorando o trabalho, é o contato com o público”, acrescentou, ao comentar o gênero que está representado por três espetáculos na mostra que começou ontem (6).

O projeto surgiu depois de Andréa conhecer um encontro semelhante no Rio de Janeiro. “Eu abri um curso que se chama Escola de Palhaças e comecei a dar aulas só para mulheres. E foi muto legal porque começamos uma pesquisa”, conta a artista. Com o madurecimento do trabalho, Andréa resolveu montar uma mostra em São Paulo, a exemplo do que já existia não só no Rio, mas também em Brasília e no Recife.

Os encontros e a pesquisa ajudam, segundo Andréa, a consolidar as mulheres nesse tipo de humor. “É um mundo masculino. Era um mundo ocupado pelos homens. As mulheres começaram a ocupar esse lugar há 50 anos. É muito jovem isso”, destacou a artista, que apresenta um solo a partir de temas masculinos no festival. “Há uma delegacia, um bar, um trem suburbano, coisas bem do lado B da vida. É um pouco a visão da Mafalda, uma palhaça, que vai vivendo essa história que é meio de suspense, de crime”, conta a respeito da peça Sobre Tomates, Tamancos e Tesouras, que encerra a mostra no Sesc Bom Retiro.

Há ainda atrações internacionais, como o espetáculo Paraíso na Terra, da austríaca Elke Maria Riedman. O texto foi desenvolvido a partir do aprofundamento de um personagem que a palhaça interpretava em festas de casamento e aniversários. “Essa pequena garçonete servia as mesas e falava com as pessoas”, conta sobre a personagem que, apesar da pouca instrução, busca soluções para grandes problemas da humanidade. “É tragicômico. É uma figura bem palhaça, mas ela está pensando em grandes problemas do mundo. E é trágico porque é verdade que morrem de fome na África”, completa.

Elke disse ainda que gosta muito de frequentar encontros como esse, pelas possibilidades de trocar experiências com pessoas que fazem a mesma arte. “ É a única oportunidade de encontro de palhaças de vários países do mundo”, destacou.

A programação completa pode ser vista na página do evento.

Da EBC

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